quarta-feira, 18 de maio de 2011

Crise do capitalismo leva trabalhadores gregos a paralisar o país por 24 horas




CORREIO DO BRASIL, com agências internacionais - de Atenas

A Grécia enfrentava, nesta quarta-feira, uma nova greve geral de 24 horas que afeta o transporte urbano, as conexões marítimas e ferroviárias, os voos e os serviços de saúde e educação, em protesto pelas políticas de austeridade e os planos de privatização do governo. Desde a madrugada desta quarta-feira, deixaram de funcionar várias linhas de transporte público em Atenas, mas o serviço será normalizado ainda durante esta manhã, para que os cidadãos possam participar das manifestações convocadas pelos sindicatos no centro da capital.

A greve afeta em geral as empresas estatais que o governo pretende privatizar dentro da estratégia para reduzir a enorme dívida do país. Além disso, maternais, colégios públicos e bancos permanecerão fechados. O tráfego aéreo será interrompido entre 6h e 10h (de Brasília) devido à participação dos controladores aéreos na greve, o que levou ao cancelamento ou remarcação de centenas de voos.

Os navios e os trens ficarão parados nesta quarta-feira, o que afetará as conexões com as ilhas e os itinerários internacionais. Os hospitais públicos atenderão apenas casos de emergência, e as operações e consultas programadas para esta quarta-feira foram adiadas. O serviço de ambulâncias também funcionará com seu quadro mínimo. Além disso, a Grécia vive um blecaute informativo pela participação na greve dos jornalistas de toda a imprensa, em particular protesto pela onda de demissões e más condições de trabalho.

A greve é a resposta dos sindicatos à intenção do Governo de aplicar um novo plano de austeridade para arrecadar cerca de 76 bilhões de euros até 2015 mediante a privatização de empresas estatais e a venda de bens públicos, para reduzir o déficit público. A greve geral desta quarta-feira é a segunda convocado este ano pela Confederação de Trabalhadores da Grécia (GSEE), que representa 1,5 milhão de pessoas, e o Sindicato de Funcionários Civis (ADEDY), que representa outros 700 mil.

As duas organizações exigem que o Governo socialista “freie as políticas anti-sociais, que suprimiram todas as conquistas da classe trabalhadora”. A greve acontece em um ambiente de extrema tensão pelas crescentes avaliações de que a Grécia terá de recorrer a um novo pacote de ajuda externa ou reestruturar sua dívida diante da impossibilidade de assumir o pagamento de suas obrigações.

Nota PG: Este conteúdo foi publicado em 12 de Maio mas por “avaria” do Blogger “desapareceu”, tendo agora surgido nos rascunhos. Ao voltarmos a publicar toma automaticamente a posição no dia em que o republicamos. Pedimos desculpa pela “anormalidade”. Nos arquivos de dia 12 de Maio, na barra lateral, esse dia não existe e para republicar somos obrigados a fazer demorados acertos por via do mau funcionamento do novo editor do Blogger.

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