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sexta-feira, 3 de junho de 2016

CPLP pede diálogo construtivo na Guiné-Bissau e saúda serenidade de forças de segurança



A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) afirmou-se hoje preocupada com a crise política na Guiné-Bissau e defendeu um "diálogo construtivo" entre os diferentes atores políticos, saudando a serenidade das forças de defesa e segurança.

Em comunicado, a organização lusófona afirma-se "preocupada com os recentes desenvolvimentos da situação política na Guiné-Bissau" e "reitera o apelo à calma de todos os intervenientes e ao respeito pela Constituição e as demais leis da República, no quadro do normal funcionamento do Estado de Direito".

A CPLP defende que "só através do diálogo construtivo entre todos os atores guineenses e do respeito pela Constituição da República será possível uma solução, pondo termo ao cenário de indefinição política".

O bloco lusófono saúda ainda "a serenidade que os órgãos de defesa e segurança têm sabido manter".

A organização afirma que continua empenhada "na prossecução de um consenso político durável na Guiné-Bissau que assegure a estabilidade e o desenvolvimento económico e social, tão almejados pelo povo guineense", uma posição que partilha com os demais parceiros internacionais, nomeadamente as Nações Unidas, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), a União Africana e a União Europeia.

No comunicado, a CPLP sublinha ainda o seu "compromisso de solidariedade com o povo guineense, conforme os princípios consagrados na sua declaração constitutiva".

No dia 12 de maio, o Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, demitiu o Governo liderado pelo veterano Carlos Correia e nomeou, na semana passada, Baciro Djá, deputado dissidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), como primeiro-ministro.

O partido não aceitou esta decisão e membros do Governo demitido pelo chefe de Estado ocuparam o palácio do executivo.

O novo Governo tomou posse na quinta-feira e é formado essencialmente por dirigentes do Partido da Renovação Social (PRS), oposição e dissidentes do PAIGC em rota de colisão com a direção do partido liderado por Domingos Simões Pereira.

O novo primeiro-ministro, Baciro Dja, disse que com a entrada em funções do seu Governo a crise política que a Guiné-Bissau vive há mais de três meses chegou ao fim.

José Mário Vaz justificou a demissão do anterior Governo por não ter "apoio maioritário" no parlamento e acrescentou "não haver condições financeiras e ser desaconselhado" avançar para eleições.

JH // JMR - Lusa

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