Drop Down MenusCSS Drop Down MenuPure CSS Dropdown Menu

terça-feira, 21 de junho de 2016

CRIMES NA CAIXA? RECUEM AO TEMPO DOS GOVERNOS DO PM CAVACO SILVA!




É o que abre e trata mansamente este Expresso Curto. PSD quer saber sobre as “operaçoes” desde o ano 2000 e lá vem Comissão de Inquérito. Pois sim- Já agora aproveitem para recuar mais no tempo e mexer na fossa da Caixa Geral de Depósitos dos tempos em que Cavaco Silva foi PM de dois governos. 

Nesse tempo era à boca cheia as facilidades que os de cor laranja e azul (PSD/CDS) dispunham naquela instituição. Que muito foi crédito mal-parado. Mal-parado ou roubado? E depois veio a rosa (PS), nos mesmos moldes? E é isso que o PSD e o CDS querem na fogueira da Comissão de Inquérito. Espertos, os pequenotes. E então nos tempos de Cavaco? Porque não? Nada a temer, Cavaco até se auto elogia e afirma-se “muito honesto”. Será? E os que têm andado à sua volta e são seus amigos do peito? Pelo visto até há os que nem são boas rês, nem honestos. Temos visto que assim é.

Caixa, Comissão Parlamentar de Inquérito? Recuem aos tempos de Cavaco PM e marquem encontro com a Dona Rebaldaria (como era dito). Porque não? Na Caixa, com certeza!

Mário Motta / PG

Bom dia, este é o seu Expresso Curto 

Há crime na Caixa

Bom dia,

Não há fome que não dê em fartura. Primeiro, quase ninguém queria uma Comissão de Inquérito à Caixa Geral de Depósitos. Agora, por iniciativa do PSD (apoiada pelo CDS), não só deve acontecer, como o Bloco de Esquerda quer uma auditoria forense para que sejam investigados todos os créditos de alto risco desde 1996.

Vamos lá trocar isto por miúdos. O Bloco acha que o crédito concedido pela Caixa é um caso de polícia — uma auditoria forenseé feita para procurar provas de crimes cometidos —, mas não quer que seja escrutinada a necessidade de injetar mais 4 mil milhões de euros de dinheiro público na CGD. Por isso avança só com um pedido de auditoria forense. A “geringonça” concorda.

O PSD também quer olhar para o crédito. Mas quer mais. Quer saber se processo de recapitalização da CGD, que está a ser preparado, é mesmo necessário. E ainda apurar se os vários governos e administrações da Caixa promoveram uma gestão sã e prudente. Pelo meio, Bruxelas também está a fazer a sua avaliação. Não há fome que não dê em fartura.

Uma coisa é certa. Depois deste teatro político, nunca uma administração da CGD irá ter tanto foco mediático como a próxima que deverá tomar posse dia 1 de Julho.

Se António Costa destruiu qualquer possibilidade de haver um bloco central em Portugal. Agora, com esta comissão de inquérito,Passos Coelho destrói o bloco central de interesses económicos que geriu Portugal nos últimos 25 anos. Aquela velha cumplicidade entre PS e PSD, que permitia aos reis do negócio repartir Portugal, morreu.

Brexit: Os ‘The Clash’ são uma das bandas icónicas do movimento punk londrino do final dos anos 70. ‘Should I stay or should I go?’ é uma das suas músicas mais conhecidas e, nos dias que correm, assenta que nem uma luva na realidade britânica.

'Should I stay or should I go now? If I go there will be trouble, and if I stay it will be double.' A indefinição é total. As sondagens projetam um empate no próximo referendo. Tenho seguido a média das sondagens publicadas através desta página do movimento What UK Thinks, um dos melhores sítios para acompanhar as novidades sobre a escolha que será feita já na próxima quinta-feira. Dê uma espreitadela.

Nos últimos dias as intenções de voto pela permanência na União Europeia têm vindo a crescer e as esperanças pela manutenção já fizeram disparar o preço da libra. A moeda inglesa registou a maior valorização da última década. Também as bolsas subiram ontem na expectativa de que os piores cenários e incertezas estão afastados. Uma coisa é óbvia, independentemente do resultado, nada será como antes.

John Major, antigo primeiro-ministro britânico deu uma entrevista ao Financial Times onde considera que uma saída da UE seria definitiva — “Frankly, we are too proud and independent a nation to go crawling back to Europe in four or five or six years’ time saying, ‘we’ve made a mistake, can we come back, please?”

A imprensa internacional, e alguns líderes europeus, têm vindo a juntar esforços pedindo ao Reino Unido para ficar na União Europeia. O polémico primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, comprou uma página inteira de publicidade no jornal britânico Daily Mail apelando ao voto no ‘remain’. Mas também empresas francesas como a Airbus ou o BNP Paribas juntaram-se para publicar vários anúncios onde se podem ler as frases “S’il vous plaît amis britanniques, remain!”. Assinado, “Vos amis français”.

OUTRAS NOTÍCIAS

À sombra deste referendo realizam-se eleições em Espanha, que para Portugal podem ser tão ou mais importantes. Foram publicadas as últimas sondagens possíveis antes do próximo domingo. A vitória do PP de Rajoy parece certa mas curta, outra vez. O mais provável é que fique tudo na mesma a julgar pelas sondagens. Ou não. É que pela primeira vez se fala do “sorpasso” de Podemos ao PSOE, que se pode tornar assim na segunda força mais votada em Espanha.

Ainda sobre eleições, mas noutro continente: Trump despediu o seu controverso diretor de campanha perante a queda abrupta nas sondagens dos últimos dias.

Há situações que só podem piorar quando as tentamos explicar. É o caso de Gabriela Canavilhas que pediu a demissão de uma jornalista do Público que relatou a guerra dos números, a mesma que acontece em todas as manifestações. Uma coisa parece certa, estes ‘episódios anti jornalísticos’ começam a ganhar uma constância demasiado evidente. Ao Expresso Canavilhas diz que mantém tudo o que escreveu, mas que teria colocado uns emojis.

E, de um dia para o outro, o BCP ressuscitou dos mortos. Nuno Amado deve estar um pouco mais aliviado depois de as ações do banco que lidera terem subido mais de 12% numa apenas sessão — o que permitiu à Bolsa de Lisboa registar a maior subida desde outubro. Mas hoje as ações do BCP iniciaram a sessão da bolsa em queda. Um carrossel.

A Oi vai mesmo avançar para um processo de recuperação judicialpara evitar a falência. Isto depois de as negociações com os credores terem fracassado. Para já as ações da Pharol, um dos principais acionistas da Oi, estão suspensas à espera de mais informação.

A economia teima em não levantar voo. Agora foi a vez do Instituto Superior de Economia e Gestão cortar a sua projeção de crescimento para o intervalo entre 1,3 a 1,6%. Em fevereiro, a estimativa era de 1,5% a 1,9%.

Mesmo assim Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu veio dar uma mão a António Costa. Ontem, à saída de uma reunião de trabalho em S. Bento, disse assim: “É reconfortante observar que Portugal já teve um longo percurso desde a última crise financeira e quero ser muito claro, porque de certeza que Portugal está no caminho certo, não tenho dúvidas”. E esta, hein?

barragem do Tua já está a encher. A notícia foi avançada pela Plataforma Salvar o Tua que não desiste de parar a construção da barragem. A EDP terá fechado o circuito de derivação o que faz com que a albufeira da barragem comece a armazenar água.

No Brasil, o governo federal veio em ajuda do Rio de Janeiro depois de este ter declarado o estado de calamidade perante as dificuldades financeiras que enfrenta. Isto a menos de dois meses do início dos Jogos Olímpicos. “Não podemos 'pagar esse mico [vergonha]' internacional”, disse o secretário executivo do Programa de Parcerias e Investimentos.

O ex-ceo da Volkswagen está a ser investigado por manipulação de mercado. As autoridades alemãs suspeitam que ele poderia ter avisado os mercados do que se passava com as emissões antes da data em que o fez.

Como é que o país com as maiores reservas petrolíferas do mundo deixa a sua população morrer à fome? A reportagem do New York Times devia ter daqueles avisos, “viewer discretion is advised”. Umrelato impressionante sobre a atual situação na Venezuela.

I 'm in Orlando and I did the shootings” foram umas das primeiras palavras de Omar Mateen nos contactos que manteve com a polícia. O FBI divulgou ontem parte das conversas que manteve durante vários minutos via telefone com o responsável pelo massacre de 49 pessoas na Florida. Numa conversa onde alternou entre árabe e inglês, o atirador pediu ainda para que os EUA parassem de “bombardear a Síria e o Iraque”.

Vamos aos jornais de hoje. Além do inquérito à CGD, o Público dá o grande destaque fotográfico a Donald Tusk e a António Costa realçando a avaliação do responsável europeu sobre o bom caminho de Portugal. Escolha também feita pelo Diário de Notícias para a capa desta terça-feira. Mas a manchete deste diário vai para o pedido deMarcelo Rebelo de Sousa para que fosse feita uma auditoria interna às contas da Presidência da República.

Jornal de Notícias faz manchete com a notícia de que se os filhos falharem refeições na escola isso pode levar a queixas contra os pais. E ainda avisa que vêm aí um mês de julho quente e seco.

Além do cantinho habitual da seleção, o Correio da Manhã conta que Alexandre, militar da Unidade de Intervenção da GNR é, na realidade, Frank Stone, ator de filmes pornográficos.

Já o Negócios conta que as empresas exportadoras pedem a António Costa uma baixa do IRC, mais apoios dos fundos europeus e uma ajudinha a resolver as dívidas de países como Angola ou Venezuela.

EURO2016

Para quem, como eu, perdeu os jogos do Euro 2016 de ontem recupere aqui tudo o que precisa de saber. Primeiro como o pequeno país de Gales esmagou a poderosa mãe Rússia, com Bale em destaque. E depois como Inglaterra conseguiu o mais difícil: imitar Portugal. Mas há mais. Uma entrevista com um tipo modesto, contente por conseguir defender remates de Ronaldo. Ou como a imprensa internacional está a queimar e tostar CR7.

O QUE DIZEM OS NÚMEROS

377 mil é o numero de desempregados que não têm apoio do Estado de acordo com as contas da Lusa.

2,5 mil milhões de pessoas. Número de pessoas que ainda vivem sobregime ditatoriais em todo o mundo.

Mais de 2000. É o número de Doodles que já foram criados pela Google. Sabe o são? É claro que sim. São aquelas versões divertidas do logótipo da Google que por vezes nos recebem cada vez que usamos o motor de busca.

O QUE EU ANDO A LER

Nada sobre futebol. Muito menos sobre economia ou política. Ando numa fase bem mais real e mundana da vida. Marc Grossman nasceu em Manhattan mas vive em França há quase 15 anos. E apesar de, inicialmente, ser um aspirante a realizador, é na cozinha que encontrou a sua vida. Num impulso, pelas suas palavras, abriu um restaurante em Paris (2006) especializado em sumos vegetarianos — Bob’s Juice Bar. Desde então a sua vida tem sido dedicada à comida. O ritmo de abertura de restaurantes e só foi suplantando pelo da publicação de livros de receitas. Sete no total. New York Cult Recipesé o penúltimo e o único que conheço. Mas, se os outros forem parecidos com este, então são todos obrigatórios.

E como os olhos também comem este livro fica bem em qualquer cozinha. A encadernação é fantástica e o amarelo forte da capa convida à sua compra. Feita neste caso por impulso. Lá dentro 130 receitas de comida típica de Nova Iorque. Grossman diz que fez esta lista tendo por base os pratos que mais deseja quando lhe chegam as saudades de “casa”. Nasceu este livro que nos mostra a multiculturalidade de uma cidade que tem tanto de mágico como de stressante. Através das suas páginas somos transportados para uma variedade de sugestões culinárias com raízes gregas, judias, chineses e claro “American junk food”. Misturadas com comida saudável e servido em fotografias que nos apetecem comer. Tudo junto resulta “num bilhete de ida para NYC”.

Este Expresso Curto fica por aqui. Tenha uma excelente terça-feira. Aproveite o primeiro dia de Verão o melhor que puder e não se esqueça de ir consultando o on-line do Expresso (com especial destaque do página especial sobre o Euro 2016) e, a partir das 18H00, o Expresso Diário.

Sem comentários: