sexta-feira, 3 de junho de 2016

EXPRESSO MAL TIRADO E ENTORNADO. OUTRO, POR FAVOR!

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Chamam-lhe Expresso Curto, é uma peça de propriedade do tio Balsemão, o do Bilderberg que detêm o tal governo mundial (dizem e até parece que é real). E então lá vamos nós ao Expresso Curto beber o veneno e os licores. Hoje traz futebol, futebol… Não só, mas também. E Fátima, e fado – património mundial. Qual quê! O futebol é que está a dar. Como as cerejas é aos milhões e todo enleadinho. Puxa-se e vem às carradas. É o que têm em abertura deste Curto servido por Miguel Cadete. Futebol. Está bem, deixa!

Expresso muito mal tirado. Mal servido. Entornado. Olhem, por favor, podem tirar outro?

Bom dia. Não fiquem com os olhos às bolas, nem às redes (de baliza). Há novidades: Isabel dos Santos preside à Sonangol. Risos… e choros. Lamentos. Descaramento é o que não falta lá pelas bandas de Angola.

Aqui no PG iremos referir que na AR acham que abandonar os velhos não é crime… Pois não. Olhem lá o que os deputados fazem! Abandonam os velhos e criam-lhes dificuldades mas apregoam o contrários. Aos mais carenciados rapam, tiram e não deixam viver o resto dos dias em paz, sossego e alguma decência e dignidade. Aumentos de mijaria quando não tiram a dizer que estão a dar. Descaramento não é só abundante em Angola, em Portugal também. Têm razão os que descascam em Portugal. Corrupção em barda: Portugal e Angola são irmãos… Até o PR Marcelo falou de Portugal e Angola irmãos, ontem. Pois é verdade. E que irmãos… a roubar o povinho!

Sigam para bingo. Vão lá ao futebol, que de política não percebemos nada. Cuidado, há mais informação e cultura. Boa!

Bom dia, novamente.

Mário Motta / PG

Bom dia, este é o seu Expresso Curto 

Miguel Cadete - Expresso

Portugal - 0 Inglaterra - 1. A vitória de José Mourinho

Caro leitor, esqueça o resultado que se encontra registado no título. Afinal, nem custa muito. O jogo de ontem era só a feijões.

Roy Hodgson, 68 anos, treinador de futebol desde há três décadas, não parece ter aprendido muito ao longo de uma tão longa carreira. Treinou, ou geriu, como dizem os ingleses, um ror de equipas na Suíça, na Suécia, na Finlândia, até em Itália e, claro, em Inglaterra.

Mas ontem, num jogo amigável de preparação para o Euro 2016, apanhou a sua Inglaterra a jogar contra dez, depois da expulsão, aos 35 minutos, de Bruno Alves. E não fez nada para aproveitar essa vantagem.

Bruno Alves, 34 anos, jogador de futebol com uma já longa carreira, iniciada no Varzim e com passagens por clubes da Grécia, Rússia, Turquia e, claro, no FC Porto, não tinha qualquer razão para, aos 35 minutos de jogo, numa jogada perto da linha de meio campo, ter dado um pontapé na cabeça de um inglês. Porquê? Não se sabe, nunca se perceberá.

Mas sabe-se que tramou Fernando Santos, impedindo o treinador da seleção de Portugal de testar fosse o fosse para lá da defesa que, segura, se manteve impecável até sofrer um golo já nos últimos minutos.

Estaria Bruno a pensar que ainda jogava no FC Porto, no início do século, com os árbitros desse tempo? Ou julgava que já tinha voltado a jogar no FCP, com os árbitros de hoje?

Lá na frente, Rafa foi o sacrificado, assim como toda a manobra atacante da seleção de todos nós. E a defesa lá se bateu, garbosa, liderada por Ricardo Carvalho, contra uns ingleses sem arte que provaram em quase todos o minutos que faltavam para o jogo acabar que, no fim de contas, nada tinham aprendido desde que, há uma dúzia de anos, José Mourinho foi para Londres treinar o Chelsea.

José Mourinho, 53 anos, mostrou ontem porque é um dos melhores treinadores do mundo. Sem jogar ou mandar jogar. Não precisa de fazer alarde do seu palmarés. Bastava ter passado a Roy Hodgson a undécima parte do que sabe. Quem diz que pode não ser o treinador indicado para o Manchester United está, muito provavelmente, enganado.

É que, no fim do dia, percebeu-se que os ingleses ainda não sabem jogar futebol, porque jogam sempre da mesma maneira. Tenha o adversário onze, dez (ou doze) jogadores em campo.

Na televisão, Jorge Jesus comentava e cada uma das suas interjeições levavam a “acarditar” que trazia mais futebol num ditongo do que a Inglaterra em cada manobra atacante. Para a história fica a blague, já depois de Portugal ter perdido um jogador, defronte da pasmaceira britânica e da inação hodgsiana:“caladinho! Parece que está a ver ópera”.

Esta Inglaterra, que ontem jogou em Wembley, não pega com aquela que ganhou o título de campeã do mundo há 50 anos. Mas esta seleção das quinas pode brilhar no Europeu e pode lembrar os Magriços, como fizeram José Pedro Castanheira e Paulo Paixão neste trabalho para a Revista do Expresso.

Desde que não haja jogadas à Bruno Alves, desde que Fernando Santos mostre a calma que ontem revelou, desde que Quaresma faça magia (como ontem esteve quase a fazer), desde que a equipa esteja completa (como ontem, sabemos, não estava).


Bom Euro. E, se possível, tragam de lá o caneco.

OUTRAS NOTÍCIAS

Isabel dos Santos, soube-se ontem, foi nomeada presidente do Conselho de Administração da Sonangol. A filha do Presidente de Angola, que desde cedo singrou na vida a vender ovos, passou ontem a dirigir a maior empresa angolana, responsável pela exploração do petróleo.

Como Mourinho sabe, e Isabel dos Santos escreveu no comunicado ontem tornado público, “a excelência é a nossa melhor defesa”. Mas acrescentou ainda: “a excelência é o nosso melhor ataque”.

Talvez não seja coincidência. Ontem, em Viena, na Áustria, reuniu-seo cartel dos maiores produtores de petróleo do mundo. A guerra entre a Arábia Saudita e o Irão não deu em nada. Isto é, um teto que limitasse a produção mundial de ouro negro não foi fixado, como aliás já era esperado pela maior parte dos comentadores.

Mas, para um país como Angola, fustigado pela queda do preço do petróleo nos últimos meses, nem tudo podem ser más notícias. No país das valsas, foi eleito líder da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), um nigeriano, representante dos pequenos produtores.

Um sinal claro de que os pequenos países do mundo do petróleo também têm direito a voto, mesmo que fustigados por guerras que atormentam o seu povo e a produção de barris de brent.

O preço do petróleo não vai, no entanto, zarpar, pois o famoso congelamento da produção, a que se opõem países como o Irão, não foi alcançado. Os países da OPEP produzem, desde dezembro passado, sem qualquer limitação, o que ajudou a provocar o crash por demais conhecido.

A Apple, que quanto se sabe não precisa de vender petróleo para ser a empresa com maior capitalização bolsista do mundo, passou ontem por problemas que não imaginávamos possíveis.

Serviços como a Apple TV deixaram de funcionar. E até a App Store e o iTunes, que nos podiam parecer um dado adquirido para o resto das nossas vidas, sofreram perturbações graves.

13 dos seus serviços, com especial incidência naqueles que utilizam a Cloud, incluindo o Find My iPhone, deixaram de funcionar.

Não se admire se recebeu, ao longo da noite de ontem mensagens que demonstravam a quebra de algum serviço. Aconteceu mesmo. Tal como os mercados abriram ontem em queda para o petróleo; também as ações da empresa inventada por Steve Jobs estavam em perda. A Reuters anunciava há puco mais de uma hora que todos os serviços afetados já se encontravam em pleno funcionamento, incluindo a App Store e o armazenamento e tratamento de imagens, conhecidos como Photos.

Começa hoje o Congresso do PS. O mar está flat e António Costa será aclamado como o líder capaz de ter posto a geringonça a funcionar, sem quebra de serviços.

Francisco Assis será uma das poucas, senão a única, voz dissonante. Tanto que as estrelas do fim de semana podem muito bem ser as causas fraturantes que, já se sabe, irão ser debatidas.Eutanásia, legalização de drogas leves e prostituição fazem parte do cardápio deste congresso que se escusará a debater a liderança ou a estratégia do partido do Governo.

Quem está de saída é Paulo Portas. O eterno líder do CDS deixou ontem o Parlamento onde também discursou pela derradeira vez. Reforma, porém, é palavra proibida.

“Quero deixar a todos, sem distinção – aos meus colegas de bancada, aos meus parceiros de governo, aos meus adversários políticos, aos funcionários diligentes desta casa, aos jornalistas, pelo seu sentido crítico – um obrigado. Deixo aqui amigos em todas as bancadas e tanto quanto tenho consciência não tenho inimigos nem os fiz. Bem-haja a todos, bom trabalho por Portugal”, disse.

FRASES

“A esquerda não se modernizou”. Manuel Valls, primeiro-ministro francês, em entrevista ao “El País”

“O PS estaria sequestrado, isso sim, se fizesse uma aliança com o PSD”. Manuel Alegre, no jornal “i”

“A credibilidade das secretas ficou estilhaçada”. Fernando Negrão, deputado do PSD, no “Diário de Notícias”

“O Presidente é que sabe”. Jorge Jesus, a propósito de uma possível transferência de Slimani, no “Record”

“Era o salve-se quem puder”. Vítima das inundações em França, citada na capa do “Libération”

“Não há uma ruptura dramática (com a austeridade) que mereça desfiles e procissões”. Sérgio Sousa Pinto, no “Público”

“Os portugueses são uns MacGyvers”. Elvira Fortunato no “Jornal de Negócios”

O QUE ANDO A LER

“António Barreto. Política e Pensamento” de Maria de Fátima Bonifácio. Não faço ideia se já chegou às livrarias mas eu já sou o feliz proprietário de uma cópia desta biografia política de um dos mais respeitados “senadores” (o termo é utilizado pela autora no texto impresso na contracapa) da política portuguesa.

Quando vai ter início mais um Congresso do PS, com propósito, na badana é o próprio António Barreto quem diz: “A política tem regras, tem modos, tem um ritual, tem uma liturgia. Não se pode inventar regras diferentes da Física para fazer Física. Eu acho, hoje, que posso ter pensado, implicitamente, que podia não ligar muito ao partido, ter um contacto direto com o povo, não seguir regras. Não digo isto com superioridade moral. As regras são regras, e eu queria fazer de outra maneira. Não se vai à lua de bicicleta”.

Eu já sei o que vou ler durante o fim de semana.

Mas ainda antes disso, não perca toda a atualidade, noticiada em permanência no Expresso Online. Logo mais, lá pelas 18h, não perca o Expresso Diário, já com análise, comentário e opinião.

Amanhã é dia de edição em papel. Aí, é incontornável a entrevista de Francisca Van Dunem, ministra da Justiça, realizada por Nicolau Santos e Rui Gustavo.

Bom fim de semana!

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