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sexta-feira, 17 de junho de 2016

Governo de Macau garante preparação para responder a acidente nuclear



Macau, China, 17 jun (Lusa) -- O Governo de Macau disse hoje que a região está preparada para responder a um eventual acidente nas centrais nucleares chinesas, embora precise de novos equipamentos para medir radioatividade, tendo já ordenado a sua aquisição.

Os esclarecimentos foram dados pelo secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, num encontro com jornalistas sobre a construção da central nuclear de Taishan, que tem gerado preocupação em Macau e Hong Kong, depois de meios de comunicação social terem noticiado que a unidade apresenta problemas que podem levar à ocorrência de acidentes.

Wong Sio Chak insistiu em que Macau tem um plano de contingência em caso de acidente nuclear que foi revisto pela última vez em 2011 e que está disponível nas páginas oficias do Governo de Macau, mas apenas em chinês.

O documento, assegurou, será em breve traduzido e disponibilizado também em português, que é um dos idiomas oficiais de Macau.

O secretário disse que o plano vai de novo ser revisto, num processo que envolve mais de 40 entidades, mas garantiu que o documento tem como referência as diretrizes internacionais no que toca à segurança nuclear.

Assim, explicou que não prevê a evacuação da cidade em caso de acidente nuclear numa das centrais chinesas próximas de Macau, por se encontrarem todas a mais de 20 quilómetros. Só num raio com esta distância é preciso retirar a população em caso de acidente nuclear de nível 7, ou seja, o mais grave, similar ao que ocorreu em Fukushima, no Japão, em 2011.

No entanto, em caso de acidente será necessário medir níveis de radioatividade e, neste caso, os equipamentos existentes na região precisam "de uma revisão" e o Governo de Macau já deu instruções para serem comprados aqueles que forem necessários, disse Wong Sio Sak.

Neste encontro com jornalistas estiveram responsáveis do consórcio que está a construir a central nuclear de Taishan e especialistas da China (do Ministério de Proteção Ambiental, da Agência Nacional de Energia e do Gabinete de Gestão de Emergência da Autoridade de Energia Nuclear).

Todos garantiram a segurança da central, sublinhando que todo o processo de construção, inspeção, testes e avaliação segue os padrões internacionais, não tendo sido, até agora, detetado qualquer problema.

A central de Taishan, um projeto fruto de uma parceria sino-francesa -- entre a China Guangdong NuclearPower (CGN) e a Électricité de France (EDF) --, pretende iniciar operações dos dois reatores no próximo ano.

A 01 de junho, a maior associação pró-democracia de Macau acusou o Governo de não ter noção do risco de um eventual problema na central e exigiu o anúncio de planos de contingência.

O presidente da Associação Novo Macau, Scott Chiang, advertiu que, em caso de incidente, Macau será "diretamente afetada", atendendo a que o risco não é apenas o de "exposição", mas também ao nível do abastecimento de água e de comida, assegurado em grande parte pela província vizinha.

"Não há qualquer plano feito pelo Governo de Macau para reagir face a tal cenário", argumentou.

MP (DM) // VM

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