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quinta-feira, 16 de junho de 2016

Guiné-Bissau precisa de estabilidade para receber dinheiro de doadores - ONU



Os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas alertaram hoje a Guiné-Bissau que sem estabilidade política, o país não vai receber o dinheiro prometido no encontro de doadores de 2015, em Bruxelas.

Os parceiros internacionais admitiram disponibilizar mil milhões de euros para os projetos de desenvolvimento a realizar pelo país até 2020.

No entanto, "os compromissos assumidos na Conferência Internacional de Doadores de Bruxelas de março 2015 exigem um ambiente político estável, a fim de se materializarem", refere-se num comunicado divulgado hoje.

No documento, os membros do Conselho de Segurança pedem "medidas políticas corajosas e inclusivas para ajudar a cumprir esses compromissos prometidos, no melhor interesse de todas as pessoas da Guiné-Bissau".

A declaração foi feita depois de os elementos daquele órgão da ONU terem sido informados na terça-feira sobre a situação no país pelo representante da organização em Bissau, Modibo Touré.

Além das preocupações sobre a crise, os membros do Conselho de Segurança elogiaram as forças de segurança da Guiné-Bissau por não interferirem na situação política e por mostrarem "contenção" a esse respeito.

No comunicado, recordaram aos serviços de segurança e de defesa "a necessidade de continuar a obedecer ao controlo civil".

O documento encoraja ainda a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) a tomarem as medidas necessárias para organizar uma reunião do Grupo Internacional de Contacto sobre Guiné-Bissau, em consulta com a ONU, a UE e todas as partes interessadas.

O Presidente da República, José Mário Vaz, e o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), vencedor das eleições de 2014, estão em conflito há cerca de um ano.
O chefe de Estado já demitiu dois governos daquele partido e deu posse no início de junho a um novo executivo, mas o PAIGC requereu no dia 03 de junho ao Supremo Tribunal de Justiça que a medida seja declarada inconstitucional.

Os juízes do Supremo ainda não se pronunciaram sobre a matéria.

LFO // VM – Lusa

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