quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Timor-Leste inicia processo de adesão ao Banco Asiático de Investimento em Infraestruturas



O Governo timorense informou hoje ter iniciado o processo para a adesão ao Banco Asiático de Investimento em Infraestruturas (BAII), entidade que partiu de uma iniciativa da China e que foi fundada em 2015 com 50 países membros.

Em comunicado divulgado hoje, o executivo explica que o Conselho de Ministros deliberou na terça-feira autorizar "o Ministério das Finanças a dar início ao processo de Adesão de Timor-Leste ao Banco Asiático de Investimento em Infraestruturas".

O texto não refere qual é o calendário previsto para o processo de adesão ao BAII, entidade que conta com o Brasil e Portugal entre os seus países fundadores.

O acordo constitutivo do BAII foi assinado em junho do ano passado, formalizando a primeira instituição financeira internacional proposta pela China, onde este país terá 30,34% do capital e 26,06% dos votos.

Este é o primeiro banco de desenvolvimento internacional proposto pela China, há quase dois anos, e para o qual o estado chinês contribuirá com 29.780 milhões (27.045 milhões de euros) dos 100.000 milhões de dólares (90.816 milhões de euros) estipulados como capital base do BAII.

Mais de dois terços do capital (75%) do banco serão distribuídos entre os países asiáticos e o restante pertencerá aos outros membros fundadores, entre os quais a Alemanha, Austrália, França, Reino Unido, Suíça e outras grandes economias, segundo a imprensa oficial chinesa.

Cinquenta e sete países de cinco continentes estão aprovados como membros fundadores do BAII, mas sete aguardam ainda a respetiva "autorização interna", segundo explicou na altura a imprensa oficial chinesa.

Visto inicialmente em Washington como um concorrente ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional, duas instituições sedeadas nos Estados Unidos e habitualmente lideradas por norte-americanos e europeus, o BAAI acabou por suscitar a adesão de mais de vinte países fora da Ásia, da Austrália à Alemanha. Das grandes economias mundiais, apenas os Estados Unidos e o Japão ficaram de fora.

O ministro chinês das Finanças garantiu que o novo banco "adotará as boas práticas internacionais" e irá "operar de forma profissional, eficiente, transparente e limpa".

Segundo estimativas citadas na imprensa chinesa, as necessidades da Ásia Pacífico no domínio das infraestruturas ao longo da próxima década rondarão os 8 biliões de dólares (8.000.000.000.000 de dólares)

ASP (JOYP) // FV - Lusa

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