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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

DIPLOMACIA BOA, DIPLOMACIA MÁ


Como em qualquer relacionamento amoroso, também a diplomacia tem um lado bom, quando é correspondida, e um lado mau, quando isso não sucede. Primeiro a parte boa. Esta quinta-feira ficámos a saber que o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, falou ao telefone com o presidente eleito dos Estados Unidos da América, Donald Trump, e que a conversa foi amena e proveitosa. Entre outros assuntos, abordaram esse tema clássico chamado base das Lajes. De acordo com fonte da Presidência da República, foi "uma conversa de cerca de 12 minutos". Desconhece-se quem telefonou a quem, mas somos capazes de apostar que ficou desde já prometida uma selfie do líder americano com o seu homólogo lusitano na primeira vez que estiverem cara a cara.

Agora a parte má do dia diplomático: não correu bem a reunião, em Madrid, entre o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, e a sua homóloga espanhola, Isabel García Tejerina, a propósito da construção de um armazém de resíduos nucleares na central de Almaraz, a 100 quilómetros do território português. De tal maneira que o Governo vai mesmo avançar com uma queixa a Bruxelas contra o Estado espanhol, cumprindo-se, assim, o ditado popular que garante que de Espanha nem bons casamentos nem bons ventos.

Bons ventos, ao que parece, continuam a soprar a favor dos cidadãos argelinos que usam o Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, para fugir às autoridades e dessa forma entrar ilegalmente em solo português e europeu. O Governo tinha prometido mão de ferro nos procedimentos de segurança, depois de, em julho do ano passado, quatro argelinos terem invadido o aeroporto de Lisboa e em outubro outros seis terem tentado sair de um avião em manobra na pista. Mas, ao que parece, o ferro oxidou. O voo desta quinta-feira fazia escala em Lisboa e tinha Casablanca, em Marrocos, como destino.

Se gosta de Nutella, esta notícia é para si. A Ferrero, fabricante de um dos cremes de barrar mais populares do mundo, viu-se envolvida numa polémica global porque a Autoridade de Segurança Alimentar Europeia veio colocar na lista dos produtos potencialmente cancerígenos o óleo de palma refinado, ingrediente usado naquele creme de chocolate. Num vídeo de resposta, e como nos conta a jornalista Cláudia Luís, a empresa afastou fantasmas, garantindo que é seguro continuar a lamber os dedos. Mas as vendas já tinham azedado.

Por falar em comer, e pese embora o enorme apetite do ataque do Benfica, o clube que lidera o campeonato tem demonstrado também vontade em engordar a dívida do clube. A tal ponto que já é a segunda maior da Europa (336 milhões de euros), de acordo com a UEFA. Apenas o Manchester United supera a marca encarnada, com 536 milhões de euros. Os dados, que reportam a 2015, permitem concluir ainda que o F.C. Porto e o Sporting foram os clubes portugueses que deram mais lucro.

Para terminar, e para evitar que fique atordido com tantos milhões de euros gastos em jogadores de futebol, aconselho-o a fazer uma viagem pelo mundo das casas mais luxuosas e caras vendidas no ano passado. A mansão "Utopia", na China, bateu o recorde do mercado imobiliário em 2016, atingindo os 145 milhões de euros. O que, futebolisticamente falando, dá sensivelmente um Cristiano Ronaldo e meio.

Pedro Ivo Carvalho – Jornal de Notícias, na newsletter "Ao fim do dia"

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