sábado, 18 de fevereiro de 2017

PARA QUE SERVE A INTELIGÊNCIA ECONÓMICA PORTUGUESA EM ANGOLA?

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REDUNDANTE DUM MERCADO NEOLIBERAL QUE PROTEGE INTERESSES PONTUAIS QUE CHEGAM DE FORA, ESTE "JOGO" DO SME, POR AQUILO QUE ME É DADO OBSERVAR, ENCAIXA-SE NOS PROPÓSITOS DE EXPEDIENTES PONTUAIS DE INTELIGÊNCIA ECONÓMICA PORTUGUESA (EDITORAS PORTUGUESAS), QUE PARA SE INSTALAREM A COBERTO DE ALGUNS "PARCEIROS" ANGOLANOS, PRECISAM DE DESTRUIR OBSTÁCULOS "CONCORRENTES" JÁ EXISTENTES EM ANGOLA, MESMO QUE SEJAM INTERESSES INSTALADOS HÁ DÉCADAS E SEJAM LUSO-ANGOLANOS, COMO O CASO FAMILIAR DO ANTÓNIO JORGE E SUA ESPOSA, ENQUANTO EDITORES E LIVREIROS...

REFÉM DO SME, A FAMÍLIA DO ANTÓNIO JORGE PODE ASSIM ESTAR À MERCÊ DE GRUPOS COM PROCEDIMENTO TÍPICO DE MÁFIAS!...

OS INTERESSES DE ANGOLA NÃO COINCIDEM COM ESTE TIPO DE MANIPULAÇÕES E INGERÊNCIAS QUE REVERTEM PARA UM CONTENCIOSO ENTRE ESTADOS A PARTIR DO MOMENTO QUE SEJAM PUBLICAMENTE DENUNCIADOS, CONFORME O ESTÁ A FAZER O ANTÓNIO JORGE! (Martinho Júnior)
  
SME - Serviços de Emigração e Estrangeiros de Angola

António Jorge*, Luanda

Negligência ou excesso de zelo!

Tenho mais de 22 anos de Angola, em que estive sem sair;

Que corresponde a 8.220 dias e 197.280 horas de Angola, de forma consecutiva.

A que se deverá somar, eu ter mulher de nacionalidade angolana e filhos aqui nascidos.

Porém e apesar de nunca ter estado ilegal no pais, continuo refém dos SME, pela não ree-missão do meu cartão de cidadão estrangeiro residente, e com consequências catastróficas para a minha vida pessoal e mesmo para a empresa editorial em que estou na condição de editor e director executivo, atirando esta pelas minhas limitações legais, nomeadamente nas minhas relações e atribuições bancárias por obra dos SME, e que me impedem indirectamente de gerir a editora e impedem ainda a minha mobilidade necessária que é fundamental para eu poder gerir as questões de ordem editorial, e que implicam saídas ao exterior do pais, e que não o podendo fazer, entre outros prejuízos, estão cerca de 200 mil dólares em gráfica no estrangeiro para trabalhos gráficos em atraso, devido a eu não poder sair há anos e ainda porque origina a sua infuncionalidade e até mesmo a depredação e lesão patrimonial, dado ter terceiros assinar e a movimentar as contas bancárias da editora e a gerir essas contas em minha substituição, e isto, apesar de todo um processo da normalização da editora, ter sido obtido pela intervenção ao mais alto nível do Estado Angolano, por via da intervenção da Casa Civil da Presidência da República, no processo de resgate da Editora Mensagem, desde 4 de Março de 2016.

Assim, estou de saída de Angola, a curto prazo e zangado, o que tinha aqui a fazer deixou de fazer sentido e ser importante para mim, a minha família e a editora, agora à deriva por culpa dos SME... como sou marido da sócia, irei procurar vender essa posição societária, dado que vou regressar à minha terra, ao Porto, onde já está a viver e a estudar a minha mulher que é angolana.

Trata-se além do mais, de um problema de direitos humanos e de abuso ou perseguição, pelo que encaro mesmo a possibilidade de vir a desencadear um processo contra quem provocou estes prejuízos irreparáveis e desnecessários.

Haja advogado que tenha coragem e aceite a minha intenção.

Hoje no Banco BAI, fui confrontado com novas exigências e que não aceito e por isso denuncio publicamente este facto e o SME, por tantos prejuízos materiais e morais à minha vida pessoal e profissional, e agora, porque já nem sequer posso levantar dinheiro da minha conta pessoal, por não estar de posse do famigerado cartão de residente estrangeiro, mas apenas de um papel dos SME.

Se me sentir sem meios para viver e os meus filhos não tiverem que comer, o BAI, que me espere com eles ao balcão a exigir o meu dinheiro, porque à fome não vão morrer!

É mau eu sair daqui zangado!


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