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segunda-feira, 6 de março de 2017

NÃO ADIANTA FAZER CHOVER NO MOLHADO. DEMITA-SE, SENHOR GOVERNADOR!




A novela Banco de Portugal/Carlos Costa teve hoje um novo arremesso de enredo através do pedido daquele para “repor a verdade” na comissão parlamentar. Claro que isso vai acontecer e Costa terá oportunidade de satisfazer o que pretende, acredite-se ou não se acredite naquilo que ele disser. Porém, já não é isso que está em questão. O que está em questão é que os portugueses já não confiam nele, mesmo que por mais razão ele tenha. Afinal sempre o vimos na linha dos que alinharam no esbulho aos portugueses mas ocultaram as verdades, verdades de facto. Tão verdades que temos de andar a pagar as “asneiras” dos banqueiros e a salvar bancos apesar de só existir por alternativa para muitos portugueses passarem fome, carências inadmissíveis. 

Carlos Costa empederniu-se na linha de Cavaco Silva quando aquele disse que o BES era “seguro”, e que “estava bem”. Quando afinal não estava. Costa, assim, passou a pertencer ao bando dos esbulhadores e mentirosos, como Ricardo Espírito Santo, Passos Coelho, Cavaco Silva, Paulo Portas, até a atual Cristas e associados, todos esses do anterior governo e anterior "esquema" que arrasaram os portugueses e Portugal e o venderam ao desbarato. Carlos Costa, com dignidade, devia ter saído no dia em que o governo de António Costa tomou posse porque o caminho que ia ser encetado era literalmente diferente daquele que o governador do BdP serviu. Como está a ser. 

O governador do BdP é visto como alguém do "antigamente" de Passos, Cavaco e adornos. maléficos. Não existe confiança que justifique que continue no desempenho do cargo. É que, como se sabe, gato escaldado até tem medo de água fria. 

Está demonstrado e é público que cometeu “falhas graves” no desempenho do cargo de governador do Banco de Portugal. Só lhe resta demitir-se. Com dignidade. Com a dignidade que merece mas que se vai esvaindo ao protelar a sua saída. De nada adianta fazer chover no molhado. Demita-se, senhor governador, obviamente. 

A notícia corre em baixo, a seguir, sobre a carta de Costa a pedir para "repor a verdade". Ou seja, fazer chover no molhado. Inutilmente. 

(CT / PG)

 A carta que Carlos Costa enviou no sentido de "repor a verdade"

O governador do Banco de Portugal (BdP), Carlos Costa, enviou hoje uma carta à comissão parlamentar das Finanças para prestar esclarecimentos sobre o seu papel no caso BES, disse à Lusa um deputado da comissão.

O governador do Banco de Portugal, que tem estado debaixo de fogo nos últimos dias, fez saber, através de uma carta, que está disponível para se explicar perante o Parlamento.

A notícia foi avançada pela edição eletrónica do Expresso segundo a qual Carlos Costa quer "repor a verdade" na sequência da reportagem da semana passada, na SIC, sobre o caso BES [Banco Espírito Santo], com incidência na atuação da instituição liderada por Carlos Costa no segundo semestre de 2013.

"Há um conjunto de acusações à supervisão que distorcem aquilo que é a realidade do que se passou", afirma Carlos Costa na carta, citada pelo Expresso.

As reportagens, escreve Carlos Costa na carta, "tiveram como efeito desacreditar a conduta do Banco de Portugal e o exercício da função de supervisão".

Segundo a reportagem intitulada 'Assalto ao Castelo', técnicos do BdP assinaram uma nota informativa interna, logo em novembro de 2013, na qual punham em causa a continuidade de quatro administradores do BES e sugeriam mesmo o afastamento imediato do presidente, Ricardo Salgado.

Ainda segundo o Expresso, o governador do Banco de Portugal pretende esclarecer todos os pontos" levantados na reportagem, "em defesa do BdP e para promover a confiança" na instituição.

O PCP e o Bloco de Esquerda defendem a demissão de Carlos Costa do cargo de governador, mas o primeiro-ministro e líder do PS, António Costa, recusou essa hipótese.

O líder parlamentar socialista, Carlos César, admitiu na quinta-feira que os novos dados que indiciam uma ação tardia do governador no caso BES constituem "objeto de reflexão", confirmando "falhas significativas" da supervisão.

Lusa, em Notícias ao Minuto

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