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sábado, 4 de março de 2017

RESPONSÁVEL CHINÊS CRITICA CENSURA DA INTERNET NO PAÍS




Um alto funcionário do principal órgão de consulta do Governo chinês advertiu que a censura da Internet praticada pelo país constitui um obstáculo à pesquisa científica e desenvolvimento económico, numa rara crítica às restrições adotadas por Pequim.

Luo Fuhe, vice-presidente da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês - uma espécie de senado, sem poderes legislativos - afirmou que a dificuldade em aceder a 'sites' académicos estrangeiros força os investigadores chineses a comprarem uma VPN (Virtual Proxy Network), um mecanismo que permite aceder à Internet através de um servidor localizado fora da China, ou até a saírem do país.

Os comentários, difundidos hoje pela imprensa estatal, surgem numa altura em que cerca de 3.000 delegados se reúnem em Pequim para a sessão anual da Assembleia Nacional Popular, o órgão máximo legislativo da China.

'Sites' como o Facebook, Youtube e Google, ou ferramentas 'online', como o Wetransfer, estão censurados no país asiático.

Páginas com termos "sensíveis" em vez de uma censura integral do 'site' estão também bloqueadas.

O sistema de censura da rede adotado por Pequim, conhecido como "Grande Firewall da China" ("Grande Muralha"), impede também o acesso a portais de universidades e de pesquisa académica.

A China insiste numa rigorosa gestão da Internet, argumentando que a censura de diversos 'sites' e conteúdos estrangeiros é necessária para proteger a liberdade na rede e a "estabilidade social".

Mais de 700 milhões de chineses usam a Internet.

O controlo da rede é um dos traços mais negativos da imagem internacional da China.

Lusa, em Notícias ao Minuto

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