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sexta-feira, 3 de março de 2017

TIMOR-LESTE CATIVA… MAS HÁ MAIS MUNDO NO MUNDO


Invocar o nome de deuses até acontece com os hereges, logo mais em baixo irão entender. Por isso não pomos mais na escrita. Da guerra e da paz no mundo ou em Portugal são feitas as notícias. E também de eleições, em Timor-Leste. Esta é a nossa abordagem ao Expresso Curto, por Ricardo Marques, trabalhador por conta do tio Balsemão/Impresa – que é diferente desse tio Bilderberg que está para durar.

Expresso Curto depois do almoço cai muito bem, principalmente se almoçou à portuguesa farta. Se for acompanhado de um bom digestivo, então, é ouro sobre azul. Já sabe que para isso, dependendo de onde vai almoçar, pode preparar 20 a 25 euros… E não é nada demais. Poderá ser é demasiado para si. Alegre-se, há uns quantos privilegiados para quem isso são trocos. A maioria nem sequer ganha isso por cada dia de trabalho no duro. É assim, é a democracia deles. Pronto, tomem lá que já almoçaram, provavelmente uma barrigada de fome made in os que nos tramam.

Sem delongas é bem fazer aqui ressaltar as eleições presidenciais em Timor-Leste. Começou há horas a campanha eleitoral. São 8 candidatos. O vencedor é o candidato apoiado por Xanana Gusmão (nunca falhou). O felizardo, desta vez, é Lu Olo, atual dirigente da Fretilin. Da Fretilin? Interrogam os mais desatualizados. Sim, é verdade. Xanana e a Fretilin voltaram a ser unha com carne, ou os tim-tins. Andam sempre juntos. “Tão amigos que nós somos.” Cantam. Ou se cantassem diria a gota com a perdigota.

Este período eleitoral para a Presidência da RDTL vai ser morno, prevê-se. E oxalá que não haja confrontações e complicações provocadas por uns quantos rapazolas das chamadas artes marciais. “Tenham juízo, rapaziada”. Apetece dizer. Eles até são bons tipos mas de vez em quando parece que se “passam dos carretos” e só fazem trampa… por nada. Que coisa!

Sabem, Timor-Leste, está em alta no índice asiático do exercício da democracia. Assim afirmam organizações internacionais. Bem, mas não consideraram a corrupção existente, a fome ou desnutrição avantajada, nem aquilo que lá é chamado Pensão Vitalícia para os políticos – deputados e outros cargos dessa índole. Curioso, aquilo é de cota elevada de democracia mas a maioria dos timorenses são contra a Pensão Vitalícia. E no Parlamento os deputados vão arrastando a durabilidade da dita pensão que os torna exclusivistas e detentores de garantias da velhice com somas exorbitantes para a maioria dos cidadãos de lá. Haverá no interior do país muitos timorenses que na vida não ganharão o que um deputado ganha num ano com aquela Pensão Vitalícia. Ou seja: a maioria dos timorenses estão tramados. Injustamente tramados porque a igualdade é só treta. Faça-se notar que há duas semanas, mais coisa menos coisa, os partidos no Parlamento deram um ar de sua graça e aprovaram uma maquilhagem na tal dita pensão. Uns pós aqui e outros ali… Tudo fizeram para nunca ficarem a perder e assim manterem a vantagem injusta relativamente aos outros cidadãos… É, minha gente! Nada de mais. Em Portugal e em todo o mundo é assim. Os diretamente interessados legislam a seu favor e abusam que se fartam. É a vida. Não é a democracia.

Já vai longa esta conversa. Timor-Leste cativa, até nas prosas. E tanto que havia para escrever.

Basta. Apesar de Timor-Leste cativar, basta. Há mais mundo no mundo e disso trata o Expresso Curto, a seguir. Por hoje já chega de jogar com as letras e compor palavras. Daqui, da parte do PG, é tudo.

Tome lá o seu expresso curtinho… Parece que não, pois já está aí com umas seis laudas ou mais. Olhem, paciência. Disso é que precisam para ler isto tudo. Não esqueçam, usem a cabeça. Melhor dito: usem o cérebro. Até porque não dói nada. Deixem-se de ser uns “Maria-vai-com-as-outras”. A manipulação é inimiga da inteligência  e de muito mais coisas. É nossa inimiga. Ponham-se a pau. – MM / PG

Guerra e palavras

Ricardo Marques - Expresso

Há dias em o Expresso Curto nos sai do pelo. A sério. Por melhores que pareçam as previsões, o mais certo é falharmos monumentalmente. E por isso é impossível não nos sentirmos tentados, de quando em vez, a invocar, ainda que em vão, o nome de Deus. É um verdadeiro milagre, e não dos de Fátima, chegar ao fim da última frase e saber que só em circunstâncias muito especiais, e insustentáveis numa base diária a longo prazo, é possível colher da enorme e fértil árvore de que é feita a atualidade o fruto certo e decisivo para servir, pela fresca, aos nossos leitores.

Hoje é um desses dias. De guerra.

A Suécia vai restabelecer o serviço militar obrigatório e, a partir de 1 de julho, mais de 13 mil jovens nascidos em 1999, homens e mulheres, vão alistar-se e realizar provas. Quatro mil começam a recruta no dia 1 de janeiro de 2018. Este é o fio. Agora vamos à meada.

Há duas razões estratégicas e outras duas conjunturais para explicar a medida, como se pode ler neste artigo, em inglês, de um jornal sueco. Começando pelas últimas: o fim do recrutamento obrigatório foi apenas há sete anos e, talvez por isso, a opinião pública está a favor da medida. A nível estratégico, verifica-se que, apesar das campanhas, não há voluntários em número suficiente e, certamente por isso, os recursos começam a ser escassos para os desafios. O mais sério é a situação no Báltico – onde a presença russa é cada vez mais forte (exemplo 1exemplo 2exemplo 3). Sueco prevenenido...

Sem esquecer a esquecida Ucrânia, basta subir um pouco à arvore da atualidade para perceber que a Rússia gera tanta preocupação a oriente como a ocidente – e há informações de que mais mil soldados deverão seguir em breve para o arquipélago das Curilas, disputado pelo Japão. Esta semana, o primeiro-ministro japonês disse que não está disposto a poupar nos gastos com a Defesa – será o quinto ano consecutivo de aumento no orçamento militar, muito por culpa dos russos, dos testes balísticos da Coreia do Norte e das movimentações chinesas no mar da China.

(Pequim, de repente, deu conta que está entre os mísseis norte-coreanos e os misseis americanos que os sul-coreanos querem instalar).

O discurso japonês é semelhante ao alemão – soube-se, há dias, que ideia é gastar mais e ter mais soldados - e muito pouco diferente do anunciado por Donald Trump: mais 9% para a Defesa.

Recordando que há uma guerra em curso há mais de uma década no Médio Oriente, regressamos à Suécia, mais precisamente à Signalistgatan 9, Solna, em Estocolmo, onde funciona o SIPRI – o Instituto Internacional de Investigação para Paz… de um país que vai voltar a chamar os jovens para a tropa. Dizem os investigadores suecos, em relatório publicado há cerca de duas semanas, que desde o final da Guerra Fria que não se vendiam tantas armas no mundo.

Aqui chegados, os mais pessimistas poderão recordar as palavras de Adelino Mendes escritas há precisamente um século, na primeira página de “A Capital” de 3 de março de 1917.

“Tudo indica que estamos a aproximar-nos do ultimo momento. A situação escurece cada vez mais. A tragédia adensa-se constantemente. A guerra aperta sem cessar, em volta do pescoço de todos os povos, a sua garra de ferro em brasa.”

Assustador? Sim. Mas na mesma página, logo após a assinatura, há duas linhas capazes de fazer sorrir até um rapaz sueco de 18 anos que previa, com a graça de Deus, gastar o dinheiro que lhe saíra do pelo a ganhar numas milagrosas férias de curto prazo em Lisboa, em janeiro do ano que vem.

“Querem lanchar bem e cear melhor? Vão à Argentina, Rua 1.º de Dezembro, 75”

OUTRAS NOTÍCIAS

Vamos antes a um breve guia para levar esta sexta-feira até à hora da ceia com toda a tranquilidade.

Fique a saber desde já que se assinalam hoje os seguintes dias: Internacional do Omega 3, Internacional dos Cuidados do Ouvido, Internacional da Vida Selvagem e Mundial da Oração.

Se estiver perto da televisão, o ministro dos Negócios Estrangeiros é entrevistado na SIC Notícias dentro de minutos. A relação com Angola deverá ser um dos temas da conversa com Augusto Santos Silva.

Comecemos devagar. A discussão sobre o milagre do défice - que motivou uma estranha e quasi teológica troca de recados entre Teodora Cardoso, presidente do Conselho de Finanças Públicas, Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa – poderá ter alguns desenvolvimentos durante o dia de hoje.

O mais provável, porém, é que as conversas se mantenham centradas nos milhões que voaram para offshores, o assunto preferido da classe política e que veio logo a seguir à discussão sobre os SMS do ministro das Finanças, coisa de que agora já não se fala tanto.

A confirmar-se, tem aqui um bom ponto de partida. Pacheco Pereira, comentador residente do programa “Quadratura do Círculo” e ex-deputado do PSD, acha que Paulo Núncio, ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais do Governo PSD-CDS, “proferiu uma sucessão de mentiras”. Já Manuel Ferreira Leite, antiga ministra das Finanças do PSD, considera que “ainda está tudo por explicar”.

Nuno Melo, do CDS, quer o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Rocha Andrade, a dizer em Bruxelas tudo o que sabe sobre transferências financeiras para o Panamá, no âmbito da comissão de inquérito em Bruxelas aos Panamá Papers. Isto depois de Rocha Andrade, que, com o novo Governo, sucedeu a Paulo Núncio na secretaria de Estado, ter revelado que muitas das transferências para offshores em 2014 foram feitas para o Panamá. O Diário de Notícias fala de 2,6 mil milhões de euros.

[A propósito do Panamá, convém que lembrar que é muito mais do que um offshore com um canal por onde passam barcos grandes. Não só vão recuperar um enorme parque verde, com um orçamento de 5 milhões de dólares, como esperam ter o terminal 2 do aeroporto de Tocumen concluído dentro do prazo e, segundo o governo, o PIB deverá crescer 5,8 % este ano. Há muito para ler aqui – inclusive que foi recusada fiança aos senhores Mossak e Fonseca. Lembra-se deles?]

Como isto está tudo ligado, parece que parte considerável do dinheiro que voou de Portugal tinha origem no universo BES. É o que diz o Jornal Económico, hoje, em primeira página. Mais de metade dos 10 mil milhões ocultos e a maior parte do dinheiro foi movimentada por empresas, não por particulares. Ora, Ricardo Salgado, que ontem esteve na capa de duas revistas, disse ao Ministério Público que nada sabia sobre as sociedades offshore que movimentaram o dinheiro suspeito de ter saído do “saco azul” do GES para Helder Bataglia, que acabaram na conta do amigo de José Sócrates. Só quando viu no Expresso.

E hoje é dia de ver o fim do Assalto ao Castelo, a grande reportagem SIC sobre o Banco de Portugal e os dias do fim do BES.

Prossegue hoje em Guimarães, no quartel dos bombeiros, o julgamento da Operação Fénix, relacionada com a atividade ilícita de segurança privada. Um caso com 57 arguidos, entre os quais está o presidente do Futebol Clube do Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, e um administrador da SAD do Porto, Antero Henrique.

Está prevista uma greve da Soflusa, mas fora da hora de ponta. Os trabalhadores vão parar no Cais do Barreiro, durante a tarde, para discutir em plenário o Acordo de Empresa e a falta de navios.

No mar agitado da alta finança, o Snapchat fez a estreia em bolsa e com uma valorização de 40%, para níveis quase nunca antes alcançados – exceto pelo Facebook, em 2012. O pequeno fantasma branco que vive nesse quadradinho amarelo que todos os miúdos têm no telemóvel está, por isso, bem-disposto. Assim como os seus fundadores, agora ainda mais milionários.

Sim, é agora. A trapalhada do momento com Donald Trump envolve russos e o homem que o presidente escolheu para Procurador-Geral dos EUA. Trump manteve-se firme ao lado de Jeff Sessions e garantiu que o Procurador não iria manter-se à margem do inquérito que visa apurar a ingerência russa na última eleição presidencial. Isto foi depois de ter sido revelado que Sessions tinha mantido encontros com responsáveis russos – e depois de Sessions ter dito o contrário no Senado. No fim, depois de Trump ter dado o peito ás balas, Sessions, que fizera uma tentativa de negar as notícias, confirmou que, afinal, se encontrara mesmo com o embaixador russo, em setembro. Por isso, Sessions não vai ter qualquer intervenção no referido inquérito. Simples como um penteado complicado.

Começa hoje em Timor-Leste a campanha para as eleições presidenciais de 20 de março. Há oito candidatos e três eurodeputados portugueses entre os observadores internacionais.

A propósito, o bispo D. Ximenes Belo, Prémio Nobel da Paz em 1996, vai ser homenageado esta tarde em Lisboa, numa organização da Associação Académica de Direito da Universidade Católica Portuguesa, em parceria com a Associação de Estudantes de Teologia e a Associação de Estudantes Timorenses em Lisboa.

DESPORTO

“Um susto terrível”, diz o jornal Marca, sobre o que sucedeu ontem a Fernando Torres. O jogador do Atlético de Madrid caiu inanimado no relvado durante o encontro com o Deportivo da Corunha. As últimas notícias dão conta de que nada de grave terá sido detetado. “Fernando Torres sofreu traumatismo cranioencefálico e foi transportado a um hospital para realizar exames médicos. O nosso jogador, que se encontra estável, sofreu um golfe forte na cabeça e teve de ser retirado de ambulância”, explicou, ao final da noite, o clube de Madrid.

Menos tranquila está a arbitragem portuguesa e ontem, horas depois de ter sido vandalizado o restaurante da família do árbitro Jorge Ferreira, a APAF pediu calma e responsabilidade a todos os que giram à volta da bola que gira. Há um jornal que fala disso (é já a seguir).

A campanha eleitoral no Sporting acaba esta noite e a votação decorre durante todo o dia de amanhã, em Alvalade. O novo presidente, que pode ser o atual ou o estreante, Bruno de Carvalho ou Pedro Madeira Rodrigues, será conhecido às dez da noite de sábado.

MANCHETES

DN: “115 mil fiadores chamados a pagar dívidas a bancos”

JN: “Câmaras avaliam casas e passam a definir o IMI”

Público: “Governo tentou repartir Novo anco entre BCP e CGD”

Correio da Manhã: "Linha SOS protege árbitros"

I: “Manuel Alegre: Na minha segunda candidatura, o apoio do PS foi uma armadilha. O PS ajudou Cavaco a ganhar”

O QUE ANDO A LER

Há pouco mais de dois meses, o Expresso publicou na revista E um ensaio de Daniel Oliveira sobre o futuro do mercado do trabalho e as consequências desta quarta revolução industrial que estamos a viver.

Lembrei-me desse trabalho porque, há dias, o Financial Times voltou à carga com um artigo que merece cada um dos longos minutos que leva a ler.

Dizem os manuais de jornalismo que os leitores olham primeiro para o título – e este vale a pena “Do Androids dream of personal deductions?”. Depois, espreitam a fotografia e a legenda – uma simpática jovem japonesa chamada Kodomoroid, um robot fabricado pela empresa Hiroshi Ishiguro. Atentam ainda nas pequenas caixas de informação – há duas: uma diz que a maioria dos 5,6 milhões de empregos perdidos entre 2000 e 2010 aconteceu devido à automação; a outra é uma conta, segundo a qual um robot (que pode ser uma máquina ou um programa informático) custa à empresa 8 dólares por hora, enquanto um humano custa 25 dólares.

Chegamos, por fim, ao artigo, que pode ler aqui. O ponto de partida? Bill Gates sugeriu que seja criado um imposto para robots, de modo a compensar os enormes custos humanos que resultarão da crescente automação do mercado de trabalho. Mas há quem defenda o contrário, argumentando que a carga fiscal pode enfraquecer a tecnologia que vai criar os empregos do futuro.

Robots e humanos, escreve Richard Walters, poderão um dia sentir-se seguros nas suas respetivas esferas de emprego. Mas isso não significa que será fácil repartir o esforço fiscal.

Nunca é fácil. Nada é fácil.

Não se esqueça do guarda-chuva e do casaco. E se por acaso lhe perguntarem, ou se surgir em conversa, pode dizer que Manuel Salustiano Damasceno Monteiro foi presidente da Câmara Municipal de Lisboa entre 1854 e 1858.

Há Expresso Diário às seis da tarde e Expresso nas bancas amanhã bem cedo. Até lá, basta passar por aqui para saber tudo o que precisa.

Tenha um bom dia e um excelente fim de semana.

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