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quinta-feira, 4 de maio de 2017

FINALMENTE…


Martinho Júnior | Luanda 

As escolas portuguesas começam a reagir no sentido da desmistificação da história que tem perdurado até aos nossos dias.

O 25 de Abril de 1974 não foi suficiente, por não ter em si garantido a maturidade em termos de consciência histórica, para se fazer essa desmistificação e isso prolonga o sopro da superestrutura doutrinária e ideológica do Estado Novo até aos nossos dias, em Portugal.

Este exemplo salutar que se cita, é ainda um caso isolado e não há esforços oficiais no sentido da desmistificação.

No meu entender há outro tema que se deveria associar, respondendo a uma pertinente questão; por que razão Portugal não integrou o pelotão dos europeus que foram realizando, no todo ou em parte, a Revolução Industrial e hoje realizam a nova Revolução Tecnológica!?

Os portugueses estão ainda condicionados ao “diktat”  estruturalista, doutrinário e ideológico conforme ao “Le Cercle” e aos vocacionados interesses de vassalagem do quadro da NATO : a“civilização cristã ocidental” tem de responder à “ameaça comunista”, (hoje também ao “terrorismo islâmico” conforme por exemplo a interpretação de Donald Trump), por que antes havia a “missão civilizadora” em relação ao resto do mundo, um termo que escondeu a escravatura e o colonialismo, em todos os seus processos abertos ou camuflados, desde então.

Quer dizer: é ainda muito útil a doutrina e a ideologia que animava o Estado Novo, que foi um dos estados fundadores da NATO, pois isso  é determinante no papel de Portugal hoje, em especial no papel de ambiguidade redundante duma vassalagem ideológica, económica e sócio-política que não teve fim!

Por isso é para mim tão necessário a todos nós, seres humanos, avaliar o impacto da revolução escrava no Haiti, a primeira revolução que levou à independência daquele país na América Latina, bem como os seus reflexos, inclusive na revolução cubana.

É importante a esse respeito ler-se Eduardo Galeano!

Fazer essa avaliação é ganhar consciência dum imenso resgate que há que realizar, de forma a lutar contra o subdesenvolvimento que, nos dois lados do Atlântico e particularmente na América Latina e em África, a hegemonia unipolar está a procurar, a todo o transe, manter a fim de garantir a exploração barata de matérias-primas, em relação às quais é determinante quanto aos preços praticados, o que por si justifica a “internacionalização” do dólar e das outras moedas fortes do cabaz essencial que compõe essa hegemonia (“As veias abertas”…).

Colectiva ou individualmente há que pagar uma dívida histórica, conforme uma ideia de carácter humanístico e geoestratégico de Fidel… quantos fazem a sua parte?

Posso responder: enquanto houver essa “internacionalização” forçada do cabaz de “moedas fortes ocidentais” (é também por causa disso que existem o Bilderberg, a Trilateral e o “Le Cercle”), a humanidade estará a ser orientada para a vertigem dum desequilíbrio que é fruto do poder dominante da aristocracia financeira mundial, os tais 1% que a todo o custo e à custa dos outros 99%, procuram dominar da forma mais perversa que é possível, por via do capitalismo neoliberal!

Assim à maior parte da humanidade, continua a ser negada a desmistificação da história, para que ela não seja partícipe na luta contra o subdesenvolvimento e por isso não seja possível à maioria ganhar consciência da ética e da moral que essa luta impõe ao homem como parte integrante do caminho certo entre as trevas!

A lógica com sentido de vida é de facto esse caminho e não o reconhecer nas suas implicações essenciais, é corresponder ao domínio da hegemonia unipolar e dar continuidade à maior das vassalagens.

Ler em Página Global

*Os títulos acima mencionados são da autoria de Fernanda Câncio no Diário de Notícias 

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