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domingo, 9 de julho de 2017

ARCO DA (DES)GOVERNAÇÃO | PCP critica políticas que degradaram "funções do Estado"



O secretário-geral do PCP acusou este sábado o PS, PSD e CDS-PP de terem conduzido políticas de "desastre nacional" com o discurso de que era preciso acabar com as "gorduras do Estado".

Intervindo num almoço da candidatura autárquica a Vila Franca de Xira, Jerónimo de Sousa criticou as "políticas desastrosas" que ao longo dos anos promoveram "o desmantelamento da administração pública e degradou todas as funções do Estado, incluindo as funções de soberania, incluindo a segurança e a defesa com as consequências também agora em Tancos e o roubo de material de guerra".

"Como é que foi possível, perguntam. Foram políticas conduzidas por sucessivos governos do PS, PSD e CDS e que tiveram no Governo anterior do PSD/CDS e no seu discurso sobre as 'gorduras do Estado' o mais acabado exemplo dessa política de desastre nacional", acusou Jerónimo de Sousa.

O secretário-geral comunista centrou depois as críticas nos líderes atuais do PSD e do CDS-PP, afirmando que tais políticas foram conduzidas pelos "mesmos que agora proclamam aos sete ventos, como o fazem Passos e [Assunção] Cristas, que o Estado falhou". "Eles que mandaram a pedra e agora escondem a mão", acusou.

Para o secretário-geral do PCP, "não foi o Estado que falhou", foi quem em seu nome "decidiu políticas contrárias ao interesse nacional", a "política de direita" que "Passos, [Paulo] Portas e Cristas, sua ministra da Agricultura, aplicaram também com tanto zelo e em relação à qual o Governo do PS tem dificuldades de se descolar".

"A política do cortar em série e de guerra aos trabalhadores da Administração Pública, à justiça, às forças de segurança, aos militares. A política do saem dois e não entra nenhum, a política de centralização que liquidou estruturas necessárias à orientação da floresta", disse.

Segundo Jerónimo de Sousa "há responsabilidades outras a apurar" mas "nem Passos, nem Cristas, nem a política de direita de anos e anos podem passar impunes desta situação e do apuramento das suas responsabilidades". "Não acusem, admitam que podem ser responsabilizados por aquilo que fizeram no Governo", disse, aplaudido pelos militantes comunistas e apoiantes da CDU.

Lusa | em TSF

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