segunda-feira, 16 de abril de 2018

COSTIPOCRISIA| Furo de Aljezur, uma vergonha. PS baixa uns “furos” em sondagem

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GOVERNO COSTA CHAFURDA NO PETRÓLEO DE ALJEZUR

Não há petróleo no Beato mas parece que há na costa alentejana. Como a vergonha só é para quem a tem e os governos neoliberais de Portugal são completamente isentos de vergonha não têm nem sabem o que é isso. Incluindo, sobretudo, o governo vigente, falsamente socialista, o chefiado por António Costa.

A hipocrisia dos que, mentindo, se dizem defensores do ambiente é notória e medonha. Então, António Costa e o seu governo dizem-se preocupados com as alterações climáticas mas fazem finca-pé a subsidiar a exploração de combustíveis fósseis, patrocinando a sua exploração, como no exemplo do furo de Aljezur? Que socialistas? Que defensores do ambiente?

Olhando com olhos de ver ficamos a saber que o governo PS não quer sair do seu reduto neoliberal, enganando os portugueses que nele votaram assim como os partidos que fizeram um acordo de apoio parlamentar para assegurarem uma maioria e chegarem ao governo. Mentirosos, é o que demonstram ser em diversos setores. Beneplácitos para com a banca e os banqueiros, ou para com os grandes empresários e multinacionais. Algozes, dizendo-se socialistas, para com muitas das prementes carências dos mais carenciados e dos trabalhadores, dos funcionários públicos e muitos outros de várias profissões ou ditos indiferenciados. Negando a saúde, a educação e o bem-estar de milhões de portugueses. Perante os cenários não podemos ser complacentes. Independentemente de alguma coisa (infima) ter aliviado das agruras dos portugueses. Mas pode fazer mais e melhor.

Não se podendo considerar tão neoliberal e glutão, muitas vezes injusto e ladrão, como o governo anterior, chefiado por Passos Coelho, PSD/CDS, o governo do PS, chefiado por Costa, não anda tão longe do neoliberalismo quanto isso. Por variadas formas podemos presenciar essas suas tendências e ações neoliberais. O caso do furo para exploração futura de petróleo em Aljezur é flagrante, as carradas de hipocrisia são evidentes. Disso nos dá conta a notícia que se segue. Não é por acaso que este governo PS, o PS, Costa, estão a baixar consideravelmente nos índices de apreciação e de resultados de futura eleição. Quer dizer: o PS, baixa uns “furos” na sua posição em sondagem, apesar de ainda se manter acima do PSD, mas o PSD está a subir. Isso mesmo traremos ao Página Global proximamente. (MM | PG)

Furo de petróleo em Aljezur com prémio europeu de pior subsídio a combustíveis fósseis

A atribuição da licença para pesquisa de petróleo ao largo de Aljezur, no Algarve, foi considerada o pior subsídio a combustíveis fósseis na Europa. "Prémio" atribuído pela Rede Europeia para a Ação Climática.

Entre os oito países selecionados para votação final à escala europeia, "em primeiro lugar, com a medalha de ouro, ficou Portugal", com o furo de prospeção de petróleo na zona de Aljezur, disse à agência Lusa o presidente da Associação Sistema Terrestre Sustentável, Zero, Francisco Ferreira.

É a segunda vez que a Rede Europeia para a Ação Climática (CAN Europa), que junta 140 organizações de mais de 30 países e a que pertence a Zero, promoveu o prémio europeu para os piores subsídios aos combustíveis fósseis (European Fossil Fuel Subsidies Awards 2018).

"Considerou-se que a atribuição da licença correspondente ao título de utilização privativa do espaço marítimo" ao largo de Aljezur, "configurava claramente uma situação de estímulo ao uso de combustíveis fósseis no futuro" pelo Governo português, explicou Francisco Ferreira.

Trata-se da licença ao consórcio Galp/Eni para realizar uma sondagem de pesquisa ao largo de Aljezur e eventualmente prosseguir com a exploração de petróleo.

As organizações ambientalistas identificaram situações em cada um dos países que podiam ser candidatas à edição de 2018 do prémio europeu e, na fase final, ficaram França, Espanha Itália, Noruega, Áustria, Bulgária e Polónia, além de Portugal, seguindo-se uma votação 'online'.

O pódio é ainda ocupado pela Polónia, classificada em segundo lugar pelo incentivo a centrais de carvão obsoletas, e por Espanha, em terceiro lugar, por subsidiar a utilização de carvão nas ilhas Baleares, "bloqueando o desenvolvimento da produção de eletricidade a partir da energia solar", segundo informação da Zero.

A atribuição deste primeiro prémio a Portugal "vai ter uma enorme visibilidade à escala europeia e vai ser dramático do ponto de vista dos decisores políticos, nomeadamente em Bruxelas, e muito embaraçoso para o nosso país", salientou o presidente da Zero.

Por um lado, justificou, Portugal "é visto como estando na frente do combate às alterações climáticas, um dos países mais ambiciosos no que respeita à eficiência energética, às renováveis, a bater recordes nessa matéria e a receber elogios internacionais".
Por outro lado, "é o país que recebe uma medalha de ouro evocando o investimento que vai começar a ser feito em combustíveis fósseis, completamente contrário àquilo que tem sido a imagem de marca de Portugal, nomeadamente ao procurar ser neutro em carbono em 2050", criticou o especialista em alterações climáticas.

"Esta 'distinção' traz o reconhecimento de que o Governo tem ignorado a opinião pública que se tem manifestado em enorme número, principalmente na zona do sudoeste alentejano e no Algarve, contra a prospeção e exploração de petróleo e gás em Portugal", defendeu ainda o presidente da Zero.

Para Francisco Ferreira, "é inaceitável que o Governo continue a favorecer o acesso das companhias petrolíferas, quer nacionais, quer estrangeiras, à área de exploração marítima e de conservação marítima que deve ser devidamente preservada".

"É do mais contraditório e prejudicial à imagem do país, com responsabilidades diretas deste Governo que não cancelou a possibilidade de se iniciar este processo de prospeção de petróleo em Aljezur", resumiu o investigador.

A prospeção de petróleo na costa vicentina tem a oposição de autarcas, da Região de Turismo do Algarve e de dezenas de associações locais e nacionais, e "foi já chumbada de forma inequívoca em duas consultas públicas" realizadas à população e às autarquias, segundo a Zero.

Jornal de Notícias | Foto: Leonardo Negrão / Global Imagens
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1 comentários:

Anónimo disse...

Sem perceber como pretende pagar pela resolução das "carências dos mais carenciados e dos trabalhadores, dos funcionários públicos e muitos outros de várias profissões ou ditos indiferenciados," ou pela "saúde, a educação e o bem-estar de milhões de portugueses" se nao houver investimento.