sábado, 14 de abril de 2018

Ofensiva militar na Síria quis impedir investigação ao ataque químico

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A Rússia já contra-atacou, através de palavras, a ofensiva militar desta madrugada contra a Síria.

Os Estados Unidos da América, a França e o Reino Unido lançaram, na madrugada deste sábado, uma ofensiva militar contra a Síria, mais precisamente com locais onde estavam a ser desenvolvidas as armas químicas.

Os responsáveis dos três países garantiram que a operação foi uma espécie de retaliação pelo facto de, no sábado passado, ter sido alegadamente levado a cabo um ataque químico contra a população de Douma.

Agora, a Rússia, na pessoa do ministro dos Negócios Estrangeiros apresenta outra justificação para o ataque de hoje.

Num comunicado publicado na página oficial do Governo russo, Sergei Lavrov garante que o "ato intimidante" levado a cabo pelos três países ocidentais foi executado "sob o pretexto de um alegado uso de armas químicas por parte das autoridades sírias" a 7 de abril.

Porém, o facto de o ataque ter sido executado poucas horas antes de os observadores da Organização para a Proibição de Armas Químicas começar uma investigação na cidade de Douma, leva o ministro russo a tecer outra teoria para a ofensiva.

"Há muitas razões para acreditar que o objetivo do ataque foi o de obstruir o trabalho dos inspetores da Organização", lê-se no comunicado oficial

Patrícia Martins Carvalho | Notícias ao Minuto
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