quinta-feira, 26 de julho de 2018

Portugal | "Alfaiates" da AR projetam continuar a abandalhar o Panteão Nacional

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A vulgarização dos "habitantes" do Panteão Nacional já há muito que está em marcha. Até já aconteceram ali eventos de comes e bebes e de outras festarolas a atirar para o "côr de rosa" e a futilidade. Agora é o PS que quer meter lá a "morar" Mário Soares, antes do tempo regulamentar. O PSD não se ficou atrás e já mostrou a sua vontade de arranjar  por "companhia" a Soares o Sá Carneiro... Assim de memória é o que surge de mais mediático sobre o Panteão e a grande borga que estão a preparar. 

A vulgarização impõe-se aos de facto excecionais portugueses. Ao que simboliza aquela "casa". Não é de agora, porque já anteriormente foram avacalhados os valores que representava e devia continuar a representar. Pelo que vem a público há mais pretendentes a ali "morar". Há também os do "posso, quero e mando" dispostos a alterar as leis à medida das suas vontades. Como diz o povinho: aqui há gato.

Se há gato ou não é o que iremos concluir, talvez. Pode também ser que não haja gato mas sim uma razão diferente para tantos pretendentes se perfilarem a candidatos pela voz de outros seus "admiradores" que até são de partidos políticos e legisladores. A razão pode ser Amália Rodrigues, porque dizem que às vezes ali canta... Dizem os que por ali moram, paredes-meias com o Panteão, que em algumas noites ouvem Amália. É mesmo o que afirmam a título de lenda. Presumivelmente.

Já se vê a pressa do PS e do PSD: querem meter os seus mais que tudo na primeira fila das noites de fado. Sim senhores, têm muito bom gosto. E como "podem, querem e mandam" não tarda que seja feita a legislação à medida das suas vontades.

Por acaso já pensaram, já admitiram, que quer Soares, quer Carneiro, poderiam não estar pelos ajustes? É que há portugueses que também não estão nada pelos ajustes que vulgarizem o Panteão e, ainda mais, que façam batota ao se substituírem aos alfaiates e produzirem roupagens (leis) por medida, só porque sim. 

A memória de Soares e Carneiro merecem muito mais respeito que aquele que estão a demonstrar. De certeza que não concordariam com a vulgarização da última morada de grandes portugueses. Mas, já que começaram, agora querem continuar pelo mesmo caminho do abandalhamento. E à luz desses dois portugueses (Soares e Carneiro) há com certeza outros com igual direito, sem que seja uma questão partidária, clubística ou de simpatia. Nem de credos e etc. Assim sendo, lá que há, há.  Olhem, porque não Cavaco? Mais vulgar que ele e a querer aparentar o contrário não existe. (MM | PG)
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