terça-feira, 29 de outubro de 2013

PRODUÇÃO DE GÁS NATURAL EM ANGOLA A 20 POR CENTO DA CAPACIDADE

 


A produção de gás natural em Angola está a funcionar a apenas 20% da capacidade, e apenas no final de 2014 deverá estar a trabalhar em pleno, disse hoje em Luanda fonte da direcção de produção da petrolífera angolana Sonangol.
 
Paulo Fernandes, que falava à imprensa à margem dos trabalhos do Fórum Indústria de Angola, acrescentou que a quinta exportação de gás natural deverá sair ainda antes da suspensão dos trabalhos de produção para a manutenção das instalações, situadas no Soyo, norte de Angola.
 
Paulo Fernandes acrescentou que apenas dois blocos, o 17, explorado pela francesa Total, e o 31, pela britânica BP, estão a canalizar gás para a exportação.
 
"Mas o objectivo é que todos os operadores forneçam o gás para o projecto Angola LNG", disse.
 
Os problemas registados no arranque do projecto, que obrigaram a sucessivos adiamentos da saída da primeira exportação, que ocorreu somente em Junho passado para o Brasil, fazem com que a fábrica comece a operar na totalidade "provavelmente" no final de 2014.
 
Quanto ao acidente registado em Julho, ao largo do Soyo, com uma plataforma ao serviço da petrolífera americana Chevron, aquele responsável da Sonangol disse que vai atrasar apenas a entrega de gás por parte de um operador.
 
Lançado em 2007 para aproveitar o gás natural resultante da exploração petrolífera, evitando a sua queima, o projecto Angola LNG reúne a Chevron (36,4 por cento), Sonangol (22,8 por cento), BP Exploration (13,6%), Eni (13,6%) e Total (13,6%) e representa um investimento de 10 mil milhões de dólares (cerca de oito mil milhões de euros), prevendo-se que o projecto tenha uma duração mínima de 30 anos.
 
Os planos iniciais de exportação do gás natural angolano apontavam para o mercado americano, mas as recentes descobertas deste combustível nos Estados Unidos obrigaram Angola a redireccionar o mercado de exportação, tendo optado pelo asiático, dada a competitiva diferença de preços.
 
O projecto Angola LNG irá recolher, processar, vender e entregar 5,2 milhões de toneladas de gás natural liquefeito (LNG) por ano, além de propano, butano e condensados, a partir da sua instalação fabril no Soyo.
 
A capacidade de produção é ainda de 125 milhões de metros cúbicos de gás natural para consumo doméstico.
 
O projecto Angola LNG deverá garantir a entrada de Angola no Fórum de Países Exportadores de Gás (GECF), que tem apenas cinco membros africanos - Argélia, Egipto, Guiné Equatorial, Líbia e Nigéria.
 
Angola é já o segundo maior produtor de petróleo na África Subsariana, a seguir à Nigéria.
 
Lusa/SOL
 

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