terça-feira, 29 de outubro de 2013

TIMOR-LESTE PEDE REFORMA NO CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU

 


O ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste, José Luís Guterres, considerou hoje, em comunicado, fundamental uma reforma no Conselho de Segurança das Nações Unidas, apoiando a posição do G4.
 
"É fundamental uma reforma no Conselho de Segurança das Nações Unidas" e Timor-Leste vai apoiar as decisões tomadas pelo G4, uma aliança entre a Alemanha, Japão, India e Brasil, refere o documento, citando o chefe da diplomacia timorense.
 
Na semana passada, os embaixadores do Brasil e Japão em Díli entregaram ao ministro timorense um comunicado a insistir na necessidade de reforma daquele órgão da ONU.
 
"As dificuldades do Conselho de Segurança em lidar com os desafios internacionais, incluindo os atuais, evocaram ainda mais a necessidade de uma reforma para refletir melhor as realidades geopolíticas do século XXI e fazer o conselho mais representativo, eficiente e transparente e, com isso, melhorar a eficácia, legitimidade e implementação das suas decisões", acrescenta o documento do Governo timorense.
 
Em setembro, durante a 68ª Assembleia-Geral da ONU, a Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, considerou "preocupante" a situação observada no Conselho de Segurança da ONU, destacando a "urgência" de uma reforma com a inclusão de novos membros permanentes.
 
"É preocupante a limitada representação do Conselho de Segurança da ONU face aos novos desafios do século XXI. Exemplos disso são a grande dificuldade de oferecer solução para o conflito sírio e a paralisia no tratamento da questão israelo-palestiniana", afirmou a Presidente brasileira, que defende uma reforma do organismo até 2015.
 
Dilma Rousseff recordou que o ano de 2015 marcará o 70.º aniversário das Nações Unidas e o 10.º aniversário da Cimeira Mundial de 2005, ocasião em que foi feito o pedido para uma reforma com a inclusão de novos membros permanentes e não permanentes no conselho.
 
"Impõe evitar a derrota coletiva que representaria chegar a 2015 sem um Conselho de Segurança capaz de exercer plenamente suas responsabilidades no mundo de hoje", afirmou.
 
Dilma Rousseff criticou ainda o "imobilismo perigoso" gerado pela "recorrente polarização" entre os membros permanentes (EUA, França, Grã Bretanha, China e Rússia), os mesmos desde a criação das Nações Unidas, em 1945.
 
MSE (FYRO) // VM – Lusa – foto António Amaral
 

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