domingo, 29 de dezembro de 2013

CHINA ENFRENTA CASO DE CORRUPÇÃO COM MAIS DE 500 DEPUTADOS REGIONAIS

 


Pequim, 29 dez (Lusa) -- A China está a enfrentar um novo escândalo de corrupção depois da agência Xinhua ter revelado sábado subornos de mais de 13,2 milhões de euros numa eleição na província central de Hunan.
 
O caso, de acordo com a Xinhua, envolve 512 dos 527 deputados do hemiciclo da cidade de Hengyang que terão sido subornados com um montante de 110 milhões de yuan (cerca de 13,2 milhões de euros) para escolherem 56 dos seus elementos para a assembleia legislativa provincial, o órgão imediatamente superior na hierarquia comunista.
 
Após a descoberta do caso, que aconteceu há um ano, os 512 deputados demitiram-se enquanto os 56 'eleitos' foram demitidos, refere uma nota da assembleia provincial de Hunan
 
A magnitude do escândalo leva hoje o Diário do Povo, o órgão oficial do partido, a escrever em editorial que o castigo aos deputados "mostram a determinação da China em lutar contra escândalos eleitorais e manter a confiança do povo".
 
"O número de implicados é enorme, o dinheiro é muito, o problema é grave, os efeitos são perniciosos", assegura o diário que apela a que o caso seja tratado com seriedade pelos órgãos de disciplina do partido.
 
"Castigar decididamente a corrupção, fazer-lhe frente é necessário para o Estado de Direito, e o caso de Hengyang deve elevar o alerta", acrescenta o comentário.
 
O Presidente chinês Xi Jinping assumiu que o combate à corrupção seria uma das bandeiras do seu Governo, tendo já sido condenados a penas de prisão perpétua nomes como Bo Xilai, antigo ministro do Comércio, e Liu Zhijun, líder do influente Ministério dos Transportes Ferroviários.
 
Xi Jinping fez saber que a luta contra a corrupção é dirigida a todos, "os tigres e as moscas", metáfora utilizada para salientar que todos os casos sejam investigados da mesma forma, sejam altos cargos ou simples funcionários.
 
JCS // JCS - Lusa
 

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