sábado, 28 de dezembro de 2013

China - Macau: Sete cartas entregues ao Chefe do Executivo após manifestações

 


Cecilia Lin – Hoje Macau
 
Foi dia de festa, mas não só. Cinco associações e duas pessoas individuais participaram em manifestações, ontem, e entregaram petições na sede do Governo. Segundo a PSP, participaram 530 manifestantes, mas Jason Chao, presidente da Associação Novo Macau (ANM), disse que eram 750.
 
Os problemas e queixas são sempre os mesmos. A ANM empunhava cartazes com caracteres que mostravam “conluio entre empresários e Governo”. Jason Chao pediu novamente o sufrágio universal do Chefe do Executivo em 2019, porque, diz, todos os problemas acontecem porque o Chefe do Executivo não precisa de ser responsabilizado. “Esperava que pelo menos mil pessoas pudessem participar nas manifestações, contudo, acho que ainda falta o reconhecimento de um sistema democrata entre a sociedade.”
 
Também a Forefront of the Macao Gaming voltou a atacar. Para eles, a manifestação serviu para contestar o aumento das mesas de jogo e a importação dos trabalhadores não residentes para o sector do jogo, apesar de Chui Sai On já ter dito mais que uma vez que não serão importados croupiers estrangeiros. “Depois das manifestações de Outubro, o Governo prometeu que ia estudar a legislação, mas agora na Assembleia Legislativa já mudou de atitude. O pior é que, recentemente, o secretário Francis Tam disse que não vai limitar o número de mesas e isso é vai fazer com que se importem croupiers não-residentes, porque a população de Macau não pode oferecer tantos croupier.”
 
O Conselho de Preparação do Partido dos Operários, liderado pelo activista Lei Kin Ion e Cheong Weng Fa, também entregaram a sua petição ao Chefe do Executivo. O tema? Contra o conluio de empresários, o alto preço da habitação e o facto de o Governo não ajudar os jovens a comprar casas. Outro assunto da petição é ainda contra a eliminação das gaiolas nos prédios.
 
Cerca de cem pais do grupo dos “filhos maiores do continente” partiu do Parque Iao Hon, para pedir ao Governo que os ajude a reunir-se com os seus filhos em Macau. Disseram ainda que os seus filhos podem ajudar resolver o problema de falta de recursos humanos em Macau.
 
O pai da jovem em estado vegetativo, que ficou assim por um alegado erro médico, também esteve ontem nas manifestações, para recordar o assunto, apesar de o tribunal já lhe ter negado razão.
 

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