domingo, 30 de março de 2014

Presidente de São Tomé e Príncipe diz que é possível ser um "país modelo"




O Presidente são-tomense, Manuel Pinto da Costa, defendeu hoje ser possível fazer de São Tomé e Príncipe um "país modelo" na sua região e "renovar a esperança" de ter um país diferente.

"Somos capazes de conseguir fazer do século XXI o século da afirmação de São Tomé e Príncipe como país modelo da sua região em África", disse Pinto da Costa no final do debate Diálogo Nacional, promovido pela Presidência e no qual foram aprovadas mais de uma centena de recomendações.

Para o estadista são-tomense, que dirigiu pessoalmente os trabalhos durante seis dias, "é preciso encontrar, apesar das diferenças, os consensos necessários para a tão reclamada mudança, para fazer o país avançar rumo ao progresso e assim vencer, no mais curto espaço de tempo, o seu grande desígnio, que é o combate a pobreza".

O governante afirmou ser também possível "renovar a esperança num país diferente, na reconciliação da família santomense e num futuro de união, de paz, tolerância e liberdade, democracia, progresso e desenvolvimento".

"Este é, sem dúvida, um objetivo ambicioso mas que está ao nosso alcance, pois, se vencemos a escravatura e vencemos o colonialismo, saberemos mais uma vez vencer com realismo esse desafio", acrescentou.

Manuel Pinto da Costa disse que o país já "deu um passo exemplar" rumo à mudança e ao combate à pobreza, num "exemplo de cidadania", mas sublinhou que é preciso agora "trabalhar muito e arduamente para concretizar o sonho de mudar" efetivamente São Tomé e Príncipe.

"A forma como decorreu esse trabalho permite-me retirar uma conclusão simples: o Diálogo Nacional veio para ficar e, estou certo, constituirá um valioso instrumento estratégico ao serviço da grande coligação de vontades, tão necessária ao desenvolvimento de São Tomé e Príncipe", declarou.

O Diálogo Nacional, que se prologou durante seis dias e teve como temas principais o reforço da democracia, a promoção do desenvolvimento económico, social e cultural e a moralização da sociedade, aprovou mais de uma centena de recomendações cuja forma de aplicação var ser discutida por uma comissão criada para o efeito.

Entre as recomendações mais importantes figura a possibilidade de atribuição de cidadania são-tomense aos cabo-verdianos, angolanos e moçambicanos que trabalham e residem em São Tomé e Príncipe há mais de 40 anos.

A necessidade de reposição da autoridade do Estado é referida também como "uma causa nacional", incluindo ainda as recomendações a reforma da justiça e da administração pública e a limitação de mandatos dos deputados e dos presidentes das câmaras municipais e do presidente do governo regional.

Fradique de Menezes, antigo Presidente da República, participou neste último dia de trabalhos.

Lusa, em Notícias ao Minuto

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