quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Cabo Verde - MpD: "É grave e inadmissível que o Governo deixe BCV sem governador"




O MpD considera grave e inadmissível que o Banco de Cabo Verde (BCV) continue sem governador 84 dias após a saída de Carlos Burgo. Para o partido ventoinha, este impasse está a perturbar o sistema financeiro cabo-verdiano porque a nomeação do novo administrador ainda não foi publicada no Boletim Oficial, constatou o líder do partido, Fernando Elísio Freire, numa declaração política feita esta terça-feira, 28, na Assembleia Nacional. A UCID também vai na mesma linha e reitera que o Governo descurou esta matéria que é séria e importante. Já Felisberto Vieira, líder do PAICV, esclarece que o processo não é duvidoso e que o executivo está a trabalhar para dotar o BCV de uma administração capaz e competente para assegurar toda a função que consta da sua orgânica.

"Faz hoje 84 dias que o BCV está sem governador nomeado e com legitimidade, e sem conselho fiscal. Permanece com um governador substituto, cujo mandato terminou há muito tempo. Esta situação é inaceitável e inadmissível num país que respeita as instituições. O marasmo institucional tomou conta do BCV", afiançou Freire, para quem este vazio perturba o normal funcionamento do sistema financeiro, e mostra que o Governo quer controlar o banco central.

Na mesma linha, a UCID afirma que o Governo descurou deste processo que é sério e importante, mas apela ao executivo de José Maria Neves a resolver o problema o mais breve possível. " Está-se a brincar com coisas sérias neste país. Não é admissível que uma instituição com tamanha envergadura e responsabilidade como o Banco de Cabo Verde possa estar sem o seu titular já há mais dois meses", declarou António Monteiro que pediu celeridade no processo.

"Peço que se resolva esta situação e que se encontre a pessoa certa, com moral e idoneidade para que o banco tenha um governador à altura. E que essa pessoa não vá servir os interesses do partido ou do Governo, mas defender os interesses da política monetária e de Cabo Verde".

Mas o líder parlamentar do PAICV Felisberto Vieira garante que não há vazio institucional e que o executivo está a trabalhar para que a instituição possa ter todos os órgãos previstos na lei. Assegura ainda que o BCV é autónoma. "O quadro de relacionamento institucional entre o BCV e o Governo respeita o estrito e escrupuloso princípio de autonomia e independência. Está-se numa fase de nomeação e de preparar para instalar os novos órgãos. Estamos a trabalhar com sentido de Estado e de responsabilidade para dotar o banco de uma administração capaz e competente para assegurar a função fundamental que consta do seu estatuado orgânico, remata.

A Semana (cv)

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