quarta-feira, 17 de abril de 2019

Portugal | Rebaldaria & Companhia nas Forças Armadas. E nas Justiças?


Justiça civil, justiça militar... Meterem os pés pelas mãos pertence-lhes? Depois do furto de armas em Tancos, que deu e continua a dar brado, mas que continua envolto em neblina, ficámos a saber ao de leve sobre a rebaldaria que vai nas Forças Armadas de Portugal no que diz respeito a armamento. Inquéritos e mais inquéritos sobre armas e munições roubadas (desaparecidas) atinge, pelo menos, as quase quatro dezenas. Mas, não. Isso não é rebaldaria, isso não é paióis e outros depósitos de armamento e munições terem andado ao deus dará. Falta saber se ainda assim acontece. Essa é a maior probabilidade. Mas, que não. Dizem uns quantos, os dos poderes, civis e militares. Há ainda os que falam em… negócios escuros. Em quem acreditar? Podemos ficar descansados? O texto no DN aprofunda alguns pormenores e por maiores. Nebulosas é o que não falta. Leia a peça, já a seguir.

Redação PG

Armas e munições roubadas em quartéis: 36 inquéritos, diz PGR. Apenas seis, contrapõem militares

Nos últimos cinco anos, o MP registou 36 inquéritos por "furto de material em instalações militares (armas, munições e outro material bélico)". A PJM alega que foram apenas seis - os restantes são granadas, munições e outros artefactos encontrados fora dos quartéis

Desde 2014 até ao final de 2018, o Ministério Público (MP) instaurou 36 inquéritos por "furtos de armas, munições e outro material bélico" em instalações militares. Segundo dados da Procuradoria-Geral da República (PGR) - relativos apenas ao Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa - destes processos, cujas investigações foram atribuídas à Polícia Judiciária Militar (PJM) por serem "crimes estritamente militares", foram apenas deduzidas cinco acusações. Ou seja, a esmagadora maioria (86%) foi arquivada.

Rui Pinto classifica Portugal como "repressivo para denunciantes"


"Portugal tentou tudo para evitar” que Rui Pinto denunciasse a corrupção

O português Rui Pinto, que denunciou alegados casos de corrupção e evasão fiscal no futebol, classificou Portugal como "um país repressivo para denunciantes", esperando mudanças com a lei hoje aprovada para proteger estas pessoas na União Europeia (UE).

"Portugal é um dos países europeus mais repressivos para os 'whistleblowers' [denunciantes]. Por isso, espero que a nova diretiva europeia possa mudar isto, num futuro próximo, e que dê coragem às pessoas que lutam contra a corrupção em todos os níveis", salientou Rui Pinto

Esta mensagem de Rui Pinto, que está preso em Portugal desde o passado dia 22 de março, foi lida na cerimónia de atribuição de um prémio europeu para denunciantes promovido pela Esquerda Unitária Europeia (GUE/NGL), do qual o 'hacker' português foi um dos vencedores.

Portugal | Depósito na reserva


Rafael Barbosa | Jornal de Notícias | opinião

1. E ao segundo dia de uma greve dos motoristas de matérias perigosas, que estava a ter entre nula e escassa atenção, instalou-se o caos. A greve por melhores salários teve uma adesão de 100%, o que talvez nos diga qualquer coisa sobre a sua justeza. Ao final da manhã, começaram a surgir as notícias de que os aeroportos de Lisboa e Faro iriam ficar sem combustível, ameaçando deixar os passageiros em terra. Ao final da tarde, assistiu-se à corrida desenfreada aos postos de combustível, ao ponto de deixar centenas deles a seco em poucas horas. O Governo também foi em crescendo na aflição. Confrontado com o incumprimento dos serviço mínimos, decretou a requisição civil, depois juntou-lhe o chavão da "situação de alerta" e, finalmente, o rótulo da "crise energética". Até o INEM deu um contributo para a sensação de pânico, pedindo aos portugueses prioridade no abastecimento. Foi tudo muito rápido, é certo, mas fica a sensação de que o Governo, que é quem tem a responsabilidade de evitar que o país entre em colapso, foi apanhado com o depósito na reserva.

Portugal | Assombrações a mais!


Jorge Rocha* | opinião

As últimas semanas têm sido pródigas no regresso de algumas múmias, que julgávamos devidamente seladas nos respetivos sarcófagos. Primeiro foi Cavaco Silva, que regressou para avalizar o novo programa económico do seu partido, que tanto promete pôr os pobres isentos do IRS a pagarem-no como poupa aos patrões, que invoquem prejuízos nos negócios, a redução significativa no IRC. Julgando os portugueses particularmente desmemoriados das suas malfeitorias passadas atreveu-se a intervenção crítica sobre a questão dos familiares no governo socialista, levando logo de ricochete o contundente troco, que o fez recolher-se apressadamente à sombria tumba.

Este fim-de-semana temos sido «brindados» com sucessivas assombrações de Durão Barroso, que tanto secundou a EDP na defesa dos ilegítimos artifícios com que alavancou os lucros à conta dos clientes e da generalidade dos contribuintes, como procurou atenuar a ostensiva mancha no currículo, que lhe ficou do papel de mordomo na cimeira das Lages, atirando lama para cima do Presidente de então, Jorge Sampaio.

O Banco Mundial e o modelo de crescimento da China


David Malpass, o novo presidente da instituição, apontou a China como responsável pela elevada dívida mundial. Esqueceu ter sido a China a  sustentar a economia mundial após a recessão de 2007/2008.

António Abreu | AbrilAbril | opinião

Em entrevista a Sara Eisen, da cadeia televisiva norte-americana CNBC, o novo presidente do Banco Mundial(World Bank Group), David Malpass, advertiu que há muita dívida no mundo e que a culpa disso é da China e não dos EUA.

«Existem desafios, que o mundo enfrenta, em termos de como ter projectos transparentes e de alta qualidade, onde a dívida seja transparente. A China moveu-se tão rapidamente que em algumas partes do mundo existe muita dívida», afirmou Malpass naquela que foi a sua primeira entrevista após ter entrado em funções. «Isso é algo que podemos trabalhar com a China», acrescentou.

A China, de facto, emprestou milhões de milhões de dólares a outros países, incluindo aos EUA. Desde Janeiro de 2019 a China é detentora de USD 1,12 milhões de milhões em títulos do Tesouro dos EUA, segundo dados do Departamento do Tesouro deste país.

Coordenação internacional contra NATO


Nasce, em Livorno, a coordenação do território militarizado e um observatório nacional sobre a presença militar USA, em Itália

A Toscana está a fortalecer-se em todas as frentes. Em Livorno, uma extensa rede de representantes da sociedade civil encontrou-se numa Assembleia Nacional, em Villa del Presidente, em 6 de Abril, promovida pela Rete Civica Livornese Contro la Nuova Normalità della Guerra, Tavolo della Pace  Val di Cecina e pela WILPF Italia.

Na Assembleia  deram um importante contributo os representantes dos movimentos territoriais anti militaristas que se opõem à presença das bases militares  e dos  portos nucleares: Trieste, Sigonella, Aviano, Ghedi, Vicenza, Pisa e Livorno. Estiveram impossibilitados de participar os representantes da Sardenha e de Nápoles.

Objectivo da Assembleia: Criar uma Coordenação  apartidária e autofinanciada que irá elaborar um Observatório sobre a presença USA, em Itália. O arquivo online recolherá documentação e notícias para monitorar não só as actividades das forças armadas USA e o movimento de armas e obras nas bases e à voltas delas, mas também as acções de influência política em relação às instituições, ao empreendedorismo e ao mundo político.

terça-feira, 16 de abril de 2019

A estratégia do Caos Encaminhado


Manlio Dinucci*

Como um cilindro compressor, os Estados Unidos e a NATO alastram pelo mundo a estratégia Rumsfeld/Cebrowski de destruicão das estruturas estatais dos países não integrados na globalização económica. Para concretizá-la, usam os europeus aos quais fazem crer numa alegada “ameaça russa”. Ao fazê-lo, incorrem o risco de provocar uma guerra generalizada.

Tudo contra todos: é a imagem mediática do caos que se alarga à mancha de petróleo na costa sul do Mediterrâneo, da Líbia à Síria. Uma situação perante a qual até Washington parece impotente. Na realidade, Washington não é um aprendiz de feiticeiro incapaz de controlar as forças postas em movimento. É o centro motor de uma estratégia - a do caos - que, ao demolir Estados inteiros, provoca uma reação em cadeia de conflitos a serem utilizados de acordo com o critério antigo - “dividir para reinar”.

Tendo saído vitoriosos da Guerra Fria, em 1991, os USA autoproclamaram-se “o único Estado com uma força, uma escala e uma influência, em todas as dimensões - política, económica e militar - verdadeiramente global”, propondo-se “impedir que qualquer poder hostil domine uma região - Europa Ocidental, Ásia Oriental, o território da antiga União Soviética e o Sudoeste Asiático (Médio Oriente) - cujos recursos seriam suficientes para criar uma potência global”. Desde então, os EUA e a NATO sob o seu comando, fragmentaram ou demoliram com a guerra, um após outro, os Estados considerados obstáculos ao plano de domínio global - Iraque, Jugoslávia, Afeganistão, Líbia, Síria e outros - enquanto mais alguns (entre os quais o Irão e a Venezuela) ainda estão na sua mira.

Moçambique | Alemanha oferece 50 milhões de euros para reconstrução pós-Idai


Alemanha vai participar na conferência internacional de doadores para a reconstrução das zonas afetadas pelo ciclone Idai. No centro de Moçambique, a situação "é extremamente difícil", diz o embaixador Detlev Wolter.

O embaixador da Alemanha em Moçambique, Detlev Wolter, disse à DW África que o seu país vai seguramente participar na conferência internacional de doadores para a reconstrução da zona centro, recentemente afetada pelo ciclone Idai.

"A situação continua a ser muito difícil. É necessário um trabalho conjunto da comunidade internacional com o Governo moçambicano", afirma Wolter.

A conferência de doadores está agendada para a segunda quinzena de maio na cidade da Beira, e está em curso o levantamento das necessidades.

Governo determina o abate de 25 elefantes em Moçambique


O Governo de Filipe Nyusi que tem como uma das suas prioridades “Assegurar a Gestão Sustentável e Transparente dos Recursos Naturais e do Ambiente” e recebe milhões de dólares de doadores para o Plano Nacional de Protecção do Elefante determinou o abate de 25 paquidermes até ao final deste ano. Ambientalistas disserem ao @Verdade não serem públicos os critérios usados no estabelecimento das quotas de abate ainda mais enquanto se aguarda pelos resultados do 3º Censo Nacional daquele que é o maior mamífero terrestre.

Está em aberto desde o passado dia 1 Abril, até 30 de Novembro, a época de caça em Moçambique durante a qual o Governo, através do Diploma Ministerial nº 23/2019 de 15 de Março, rubricado pelo ministro Celso Correia, estabelece as quotas para o abate de 19.864 animais selvagens. Destacam-se no documento na posse do @Verdade os 49 leões, 103 leopardos e 25 elefantes a serem abatidos ao que tudo indica por caçadores.

Moçambique é um dos maiores cemitérios de elefantes no mundo, cerca de 10 mil foram mortos por caçadores furtivos entre 2010 e 2015 reduzindo a população para cerca de 9 mil animais. Nos anos subsequentes quase 500 elefantes foram abatidos caçadores ilegais que buscam os seus dentes de marfim, que das áreas de conservação são traficados pelos portos e aeroportos nacionais para os ávidos mercados na China.

São Tomé | PM rejeita críticas do PR e acusa-o de encobrir atos de ex-governantes


O primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus, rejeita "categoricamente" críticas do chefe de Estado sobre uma " tentativa de subversão da ordem constitucional" e pede à comunidade internacional que esteja atenta.

"É surpreendente a declaração do chefe de Estado, que acusa o Governo de deslealdade institucional e de premeditada tentativa de subversão da ordem constitucional, afirmação que o Governo rejeita categoricamente", disse esta quarta-feira (11.04) o primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, numa comunicação ao país.

O chefe do Governo considerou as declarações desta terça-feira do Presidente, Evaristo Carvalho, como a "única saída para encobrir atos e responsabilidades de dirigentes que usam indevidamente o erário publico, aumentando a sua riqueza pessoal enquanto o povo continua na miséria".

Bom Jesus reagia assim à comunicação proferida na terça-feira pelo chefe de Estado são-tomense, que anunciou que iria convocar "a breve trecho" os Conselhos de Estado e Superior da Defesa, face ao que classificou de uma "premeditada tentativa de subversão da ordem constitucional" e advertiu que vai considerar "medidas que a situação impõe". 

Uma posição que Jorge Bom Jesus considerou "alarmista", recusando que haja falta de lealdade institucional.

São Tomé e Príncipe | O filme


Adelino Cardoso Cassandra* | Téla Nón | opinião

Instalado no meu lugar preferido estou a ver a repetição de um filme que, de quatro em quatro anos, anima a malta e faz vibrar os fervores de militância partidária, com consequências desastrosas para o país.

O MLSTP e a atual coligação apresentaram-se ao país, após as eleições legislativas recentes, com o propósito, reiteradamente verbalizado em múltiplas ações oficiais e não oficiais, aparentemente, de preocupação com a nossa sociedade no seu conjunto, independentemente das sensibilidades político-partidárias, geográficas, sociais ou de outra natureza.

Todavia, passados apenas três ou quatro meses de vigência governamental desta coligação e depois deste gesto inaugural, caricatural e panfletário, o filme repete-se, embora com personagens diferentes, com a mesma intensidade e dramatismo.

Já se começa a rasgar os discursos e os guionistas de serviço estão, neste momento, mais preocupados com os seus interesses particulares e partidários do que com os nossos interesses coletivos.

Angola/Cabinda | FLEC/FAC anunciam morte de soldados das FAA


Segundo nota da FLEC/FAC, três soldados das Forças Armadas Angolanas teriam sido mortos durante uma emboscada na região de Necuto, na província angolana de Cabinda.

Na nota, divulgada esta sexta-feira (12.04) e assinada pelo chefe de operações das Forças Armadas de Cabinda (FAC), Kisolokele Hulk, as forças independentistas daquela província informam que têm em curso "um conjunto de operações militares em Cabinda, como resposta à militarização do território pelo ocupante angolano e repressão da população cabindesa pelas forças de ocupação angolanas".

De acordo com o documento, militares angolanos, para "justificar a multiplicação dos ataques das FAC", acusaram um guia e um militar das Forças Armadas Angolanas (FAA) naturais de Cabinda de serem informadores da Frente de Libertação do Estado de Cabinda - Forças Armadas de Cabinda (FLEC/FAC), denunciando que o primeiro foi "friamente executado no local por militares angolanos".

Ministro da Defesa de Angola diz que "nada se passa" em Cabinda


O ministro angolano da Defesa, Salviano Sequeira, assegura que a situação no enclave de Cabinda é "tranquila" e afirma desconhecer a morte de militares das Forças Armadas de Angola (FAA), reivindicada pela FLEC/FAC.

"A situação é calma e serena. Estive fora [de Angola] e desconheço a existência de vítimas entre as FAA. Estive, entretanto, hoje com o CEMGFA [chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas de Angola] e não recebi qualquer informação nesse sentido", afirmou à agência Lusa Salviano Sequeira.

Questionado pela agência noticiosa portuguesa, que insistiu no facto de, em vários comunicados divulgados nas últimas semanas, a Frente de Libertação do Estado de Cabinda - Forças Armadas de Cabinda (FLEC/FAC) ter reivindicado a morte de vários soldados das FAA, Salviano Sequeira insistiu na mesma resposta: "A situação está calma".

União Africana faz ultimato a militares sudaneses


Se dentro de 15 dias as Forças Armadas do Sudão não transferirem o poder para uma autoridade transitória liderada por civis, terão de enfrentrar a suspensão da União Africana. Órgão condena formação de Conselho Militar.

Em comunicado, o diretor do Conselho de Paz e Segurança da União Africana (UA), Admore Kabudzi, condenou a formação do Conselho Militar de Transição e a suspensão temporária da Constituição no Sudão. "Os militares sudaneses devem entregar o poder imediatamente", apelou.

O tenente-general Jalal al-Deen al-Sheikh, membro do Conselho Militar de Transição, encontrou-se esta segunda-feira (15.04) com o primeiro-ministro da Etiópia em Adis Abeba, onde está a sede da UA. Em conferência de imprensa garantiu que já está em curso o processo de escolha um primeiro-ministro para formar um governo civil.

Hacker Rui Pinto vence prémio europeu para denunciantes


Os outros premiados foram Julian Assange e Yasmine Motarjemi

Rui Pinto é um dos vencedores do GUE/NGL Award, um prémio europeu para 'Jornalistas, Denunciantes e Defensores do Direito à Informação'. Segundo o site dos eurodeputados da Esquerda do Parlamento Europeu, o hacker português partilha o prémio de vencedor com Julian Assange, o fundador do Wikileaks, e Yasmine Motarjemi, ex-vice-presidente da Nestlé, que denunciou os lapsos de segurança alimentar da empresa.

Os vencedores foram anunciados esta terça-feira no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, e vão receber cinco mil euros pelo trabalho desenvolvido. 

Dos três vencedores, apenas Yasmine Motarjemi está em liberdade. Rui Pinto encontra-se atualmente detido em Portugal e aguarda julgamento, enquanto que Julian Assange foi detido pelas autoridades britânicas na embaixada do Equador em Londres na passada quinta-feira.

Portugal | Ex-cavaquista Duarte Lima em liberdade até quando?


Sobre Duarte Lima, o lançado cavaquista que integrou seu governo - entre outros a braços com a justiça - dizia há  poucos dias no jornal i que "Com o trânsito em julgado decidido pela Relação de Lisboa, ex-deputado fica impossibilitado de recorrer da pena de seis anos a que foi condenado. Cabe agora à primeira instância a emissão de mandado de prisão".

O título, no jornal i, era esclarecedor: "BPN/Homeland. Duarte Lima será preso nos próximos dias", como ali se podem inteirar. No jornal, Carlos Diogo Santos, fez o relato com apêndice da foto por Miguel Silva. Registámos por aqui que Lima seria preso nos próximos dias. Já lá vão três dias após a notícias. Estamos contabilizando os dias que passam até que realmente o ex-cavaquista fique entre-grades. É que há anos e anos que estas "novelas" estão em cena sem que se vejam as condenações serem cumpridas. Ora isso leva ao descrédito da Justiça, como é 'vox-populi'. Mais grave ainda porque deixa ditos e mexericos sobre uma espécie de máfia de ex-cavaquistas que por isto ou aquilo estiveram a contas com a justiça mas que continuam a comer e a viver bem e do melhor sem que se veja sombra de punição efetiva. Não só nos ex-cavaquistas tal acontece, evidentemente.

Portugal | Contas há muitas

Mariana Mortágua* | Jornal de Notícias | opinião

O Orçamento do Estado para 2018 foi elaborado com base nas projeções de receitas e despesas do Ministério das Finanças.

Foi com base nesse exercício, que estabeleceu um limite para o défice (1% do PIB), que foi negociado o aumento das pensões, o financiamento dos passes ou a descida dos impostos sobre a eletricidade. Todas estas medidas foram decididas dentro das fronteiras estabelecidas pelas projeções orçamentais.

Em abril do ano passado, quatro meses depois da aprovação do Orçamento, o Ministério das Finanças refez as suas contas. As receitas superaram o estimado e as despesas ficaram aquém da previsão. A margem financeira para políticas públicas revelou-se maior em cerca de 600 milhões, mas o tempo das negociações tinha terminado e a meta do défice de 2018 foi revista 1% para 0,7%.

Quando chegou o momento de fechar as contas do ano, tinham sobrado mais 500 milhões, também eles não investidos, que fizeram o défice descer de novo para 0,4%.

Se o Ministério das Finanças, essa máquina infalível, tivesse estado certo nas suas projeções, Portugal teria beneficiado de mais 1100 milhões de investimento e ainda assim teria cumprido a meta inicial de 1%. É demasiado dinheiro para apostar nos campeonatos europeus da décima orçamental. Dinheiro que podia ter melhorado a vida de muita gente, que podia ter reforçado serviços públicos ou novo investimento criador de emprego.

Ao apresentar projeções orçamentais erradas, que depois vão sendo revistas gradualmente, o Ministério das Finanças encontrou uma forma de condicionar as escolhas políticas do Parlamento e até a autonomia dos restantes ministérios.

É este o contexto em que o Governo apresenta agora as projeções para os próximos anos, inseridas no Programa de Estabilidade. A folga conseguida em 2018 será gasta na injeção de 1149 milhões no Novo Banco (que não estava totalmente prevista nas contas). Se estivesse, seria impossível apresentar um défice de 0,2% do PIB, a caminhar para inesperados 0% bem a tempo da campanha eleitoral.

Para o futuro, nada muito diferente. São adiadas políticas que abram um ciclo de investimento nos serviços públicos, que preparem o país para os desafios climáticos, que criem emprego qualificado e estável. Resta apenas esta obsessão que ignora as necessidades sociais e da economia, este objetivo que corre sempre à nossa frente e a que alguém chamou, certamente por ironia, estabilidade.

*Deputada do BE

Assange | DO SILENCIAMENTO AO ENLAMEAMENTO

Primeiro tentaram ocultar a infame prisão de Julian Assange:   nenhum dos grandes media corporativos internacionais (CNN, BBC, NYT, etc) esteve presente no acto da sua prisão

Só através da RT o mundo pôde ter imagens de Assange, doente e combalido, a ser arrastado por polícias para fora da embaixada onde estava asilado. A seguir, como não puderam ocultar o escândalo, estes media tentam enlamear Assange. Por isso veiculam acriticamente todas as sandices vis propaladas governo equatoriano. 

No burgo lusitano, o semanário Expresso faz as duas coisas:  oculta o assunto na pg. 31 da sua edição e em simultaneo calunia Assange. É de se perguntar qual a integridade e decência dos dois sujeitos, Paulo Anunciação e Daniel Lozano, que assinam a nota do Expresso de 13/Abril. Indivíduos venenosos que se lançam contra um homem ameaçado de ser entregue às Guantanamos dos EUA – e que é o maior jornalista de todos os tempos – não merecem o nome de jornalistas. São apenas áulicos do poder.

Pequeno guia para abandonar o Google


Roteiro para sair do labirinto de uma das mega-corporações tecnológicas. Ela já provou incontáveis vezes não merecer nossa confiança – mas julgamos estar presos, por não ver alternativas. Elas existem

Gabriela Leite | Outras Palavras | Imagem:  Pawell Kuczynski

Há alguns anos, viralizou um meme com dois porquinhos surpresos com sua vida grátis na fazenda. Abaixo, uma eloquente comparação com a rede social mais famosa do planeta: se não está pagando para usar, é porque é você quem está sendo vendido. De fato, a lógica da internet seguiu esse caminho. Foi uma bruta transformação: um espaço de gigante potencial de liberdade e troca de conhecimento foi engolido por grandes empresas que controlam os dados de seus usuários, vendem sua atenção, manipulam seu humor, delatam sua rotina para agências de inteligência, intensificam o hiperindividualismo, influenciam eleições… Tudo isso num regime de oligopólio, cujos integrantes aniquilam (ou engolem) qualquer iniciativa que desafie sua hegemonia.

Chomsky: Prisão de Assange é "escandalosa" e destaca o alcance extraterritorial dos EUA


Em entrevista ao Democracy Now, Noam Chomsky afirmou que “a prisão de Assange é escandalosa em vários aspetos”. Um deles é o papel de vários governos no sentido de silenciar o ciberativista. Outro é o controlo que os EUA têm sobre o que se passa noutras partes do mundo.

Países como os Estados Unidos da América, o Reino Unido, o Equador ou a Suécia uniram esforços para “silenciar um jornalista que estava a produzir materiais que as pessoas no poder” não queriam que fosse do conhecimento do público em geral, afirmou o ativista político norte-americano.

“Esse é o tipo de coisa, o tipo de escândalo, que acontece, infelizmente, de novo e de novo”, frisou.

Chomsky deu o exemplo também da prisão de Lula, condenado a um “confinamento solitário, essencialmente uma sentença de morte, 25 anos de prisão, proibido de ler jornais ou livros e, crucialmente, impedido de fazer uma declaração pública - ao contrário dos assassinos em massa no corredor da morte”.

“Isso, a fim de silenciar a pessoa que provavelmente venceria a eleição. Ele é o prisioneiro político mais importante do mundo. Ouvimos alguma coisa sobre isso?”, questionou.

De acordo com o linguista e filósofo, “Assange é um caso similar”, é alguém que tem de ser silenciado. Avançando ainda com o exemplo da prisão de Antonio Gramsci, pelo governo fascista de Mussolini, Chomsky assinalou que “Isso é Assange. Esse é o Lula. Existem outros casos. Esse é um escândalo”.

O que também é “chocante” no entender de Noam Chomsky é “o alcance extraterritorial dos Estados Unidos”, o controlo que o país tem sobre o que os outros estão a fazer noutras partes do mundo.

“É uma situação estranha” que acontece a todo o momento, realçou.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Um curto balanço entre o valor e o preço da liberdade – Martinho Júnior


Martinho Júnior, Luanda 

1- A detenção de Julian Assange é o culminar dum episódio duma saga maior que, duma forma ou de outra, não terá fim, seja qual for o método, ou a forma da luta que for encetada, expondo não só o carácter do poder de estado da aristocracia financeira mundial em tempo de globalização neoliberal, um estado marcado por uma hegemonia unipolar que se tornou num império de domínio de 1% sobre o resto da humanidade!

Mas não é só, neste episódio, o poder de estado imperialista que fica dramaticamente exposto: a radiografia abrange numa imagem em negativo o estado do mundo e o grau de barbárie que existe em pleno século XXI, no preciso momento em que a humanidade e o planeta tanto necessitam de civilização, só possível alguma vez construir-se em paz, em busca de consenso, de diálogo, de equilíbrio e de justiça social, numa altura em que a humanidade conta com mais de 7 mil milhões de seres vivos e em respeito para com a Mãe Terra, numa altura em que vão desaparecendo abruptamente tantos milhares de espécies animais e vegetais.

A exposição radiográfica do império por via do episódio Wikileaks, da expressiva imagem em negativo da hegemonia unipolar a partir de suas próprias entranhas, tem sido um acto de civilização enquanto denúncia da barbárie e uma pedrada num apodrecido charco que a todo o custo vende de forma disseminada e constante uma imagem de civilização, quando é a chave-mestra da continuada guerra que se vai prolongando em geometria variável de há mais de 200 anos a esta parte, assumindo agora novo alento com o recurso à revolução das novas tecnologias.

Mais de 5.000 timorenses recebem apoio social suportado por Portugal


Díli, 15 abr 2019 (Lusa) -- A secretária de Estado da Segurança Social portuguesa, Cláudia Joaquim, prometeu hoje que Portugal continuará a apoiar projetos de ação social em Timor-Leste, num conjunto de iniciativas que atualmente já beneficiam mais de cinco mil pessoas.

Em entrevista à Lusa em Díli no decurso de uma visita de vários dias a Timor-Leste, Cláudia Joaquim referiu que o novo programa de cooperação bilateral nesta matéria, que vai ser assinado esta semana, incidirá em três eixos: "reforço institucional, luta contra a pobreza e emprego e formação profissional".

Em paralelo, Portugal está a dar apoio à criação do Sistema de Segurança Social timorense e da própria legislação e definição do modelo que está a ser usado no país.

Democracia, Estado de direito e direitos humanos, desenvolvimento humano e erradicação da pobreza, direitos da criança e igualdade de género são os três eixos principais do programa setorial de apoio de Portugal, com ações na área social e na capacitação institucional, de acordo com o Governo timorense.

Recenseamento de 14 milhões de eleitores arranca em Moçambique


O recenseamento eleitoral em Moçambique tem início esta segunda-feira (15.04), com o Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE) a prever o registo de 14 milhões de eleitores durante um período de 46 dias.

Após a passagem do ciclone Idai pelo centro do país, o início do recenseamento eleitoral que estava previsto para o início deste mês foi reagendado para 15 de abril.

Com um orçamento de 4.000 milhões de meticais (55 milhões de euros), o STAE preparou mais de oito mil postos e cinco mil brigadas, que vão cobrir todo o país até final de maio.

"Estão todas as condições criadas para o arranque do recenseamento eleitoral, quer condições materiais e humanas", disse Cláudio Langa, porta-voz do STAE, em Maputo, em conferência de imprensa para anunciar o arranque do recenseamento eleitoral.

As autoridades eleitorais têm disponíveis cerca de 16 mil brigadistas, seis mil agentes de educação cívica e cinco mil agentes da polícia.

Estão ainda disponíveis mais de cinco mil computadores, kits de painéis solares e geradores.

As eleições gerais estão marcadas para 15 de outubro.

Pela primeira vez, além de escolherem o Parlamento e o Presidente da República, os moçambicanos vão eleger os governadores das 11 províncias, que deixam de ser nomeados pelo poder central.

Agência Lusa | em Deutsche Welle

FMI "satisfeito" e "impressionado" com reformas em Angola


Em relatório sobre a África subsaariana, Fundo Monetário Internacional prevê ainda crescimento para a Guiné-Bissau e STP, em 2019.

A economia angolana é destaque em vários pontos do mais recente relatório do FMI com as previsões económicas para a África subsariana em 2019, apresentado na sexta-feira (12.04) em conferência de imprensa, em Washington.

O diretor do departamento africano do FMI, Abebe Aemro Selassie, considerou que Angola "tem tido grandes êxitos na resposta aos desequilíbrios orçamentais com que se deparou nos últimos anos", sublinhando que o FMI está "muito impressionado com a dimensão e profundidade das reformas" que estão a ser praticadas pelo país, ao abrigo do PFA.

O responsável pelo departamento africano do FMI explicou que Angola está num ponto de inflexão em ambiente económico, tendo sido muito afetada pelo "choque" da descida de preços do petróleo entre 2014 e 2016.

O crescimento da economia angolana foi negativo em 2018, situando-se em -1,7%, em relação ao ano anterior.

Guiné-Bissau defronta Camarões e Gana na CAN, Angola encontra Mali e Tunísia


Calendário da Taça das Nações Africanas reserva grandes duelos para Angola e Guiné-Bissau na fase de grupos, representantes lusófonos na 32ª edição. CAN 2019 decorre entre 21 de junho e 19 de julho, no Egito.

A Guiné-Bissau vai defrontar os Camarões, detentores do troféu, Gana e Benin no grupo F da Taça das Nações Africanas de futebol (CAN), enquanto Angola terá pela frente a Tunísia, o Mali e a Mauritânia, ditou o sorteio da prova nesta sexta-feira (12.04).

Guineenses e angolanos estavam inseridos no pote de número quatro do sorteio, pelo que, à partida, teriam sempre de defrontar algumas das seleções mais fortes na competição que se vai realizar no Egito, entre 21 de junho e 19 de julho.

Naquela que será a segunda presença numa fase final da CAN, dois anos depois da estreia, a Guiné-Bissau, 118ª classificada no "ranking" da FIFA, ficou inserida no grupo F e vai reencontrar os Camarões, cinco vezes campeões africanos - a última das quais na derradeira edição, em 2017 - e que contam com o avançado do FC Porto, Vincent Aboubakar.

Ca-va-co | Mete nojo em bicos de pés… ‘Tá bêm, dêxa!’


Com data de hoje, 15.04, o ex-PR vagueante, Cavaco Silva, disse mais umas coisas na eventual posição bicos dos pés – para ser ouvido e notado. Pela parte do PG conseguiu, quase de além túmulo vislumbramos a figura e do que disse acorremos ao Expresso para divulgar as preciosidades das palavras ditas naquele tom esganiçado e algumas vezes dislexas, talvez devido a cordas vocais semelhantes às de Oliveira Salazar, o famigerado ditador português oriundo de Santa Comba Dão. No espaço democrático e inclusivo do PG incluímos os ditos do referido figurão. Ficámos, como quase sempre, com a mesma opinião: Já mete nojo. E, por bem, colocamos a questão: Por que não te calas? Parafraseando os dignos do Alentejo: Tá bem, dêxa. Oh ome, pranta-te mudo e quedo!

Redação PG

Cavaco Silva diz que idade da reforma pode passar para os 80 anos em 2050

Declarações do ex-chefe de Estado baseiam-se em previsões. Em entrevista à Rádio Renascença, Cavaco Silva manifesta-se ainda preocupado com o facto de o crescimento português estar a ficar aquém de outros países da zona euro.“Este devia ser o tema central do debate das forças políticas em Portugal”, defende o antigo Presidente da República

Cavaco Silva alerta que a idade da reforma pode progredir gradualmente para níveis muito superiores ao atual. Em entrevista à Rádio Renascença, a propósito das eleições europeias, o antigo Presidente da República diz mesmo que em 2050 as pessoas poderão reformar-se aos 80 anos.

Portugal | A trabalhar com os pés para a cova


Rui Sá | Jornal de Notícias | opinião

Foi esta semana notícia a apresentação de um estudo, encomendado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos a um grupo de investigadores do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, que defende o aumento, já em 2025, da idade de reforma para os 69 anos. São cíclicos os estudos que apontam para a "inevitável falência" do sistema público de Segurança Social. Que se baseiam em dois factos facilmente compreensíveis: por um lado, o aumento da esperança de vida média dos portugueses (o que faz com que aufiram mais anos da reforma) e, por outro lado, com a diminuição da natalidade, o que fará com que haja menos população ativa e, consequentemente, menos pessoas a descontar para a Segurança Social.

Mas se estes dois factos são irrefutáveis é evidente que as soluções propostas para a resolução do "problema" são distintas. Pelo que li noticiado na Comunicação Social (não tive acesso ao estudo propriamente dito), as "soluções" vão todas no mesmo sentido: penalizar os assalariados, obrigando-os a trabalhar mais anos, a descontar mais e a receber menos de reforma! Presumo que estas soluções serão do agrado do Grupo Jerónimo Martins (promotor da Fundação) que, é bom recordá-lo, deslocalizou a sede fiscal para a Holanda (para pagar menos IRC) e cujo presidente-executivo foi também notícia recente - ganha 120 vezes mais do que a média dos seus trabalhadores!...

Portugal | Lesado do BES agarra António Costa durante protesto


Grupo de lesados do BES/Novo Banco aguardava a chegada do primeiro-ministro a Avintes, Vila Nova de Gaia, com apitos e bombos

O primeiro-ministro, António Costa, foi ontem (14.4) recebido em Vila Nova de Gaia por um grupo de lesados do BES/Novo Banco que, ao som de apitos e bombos e junto a bandeiras negras, gritava "devolvam o nosso dinheiro".

"Ganharam todos. Só os lesados é que foram vigarizados"ou "Vergonha, não há justiça" são algumas das frases das faixas e cartazes colocados ao longo da rua de frente para o pavilhão municipal de Avintes, Gaia, onde o secretário-geral do PS, António Costa, e do cabeça de lista às eleições europeias, Pedro Marques, vão almoçar com centenas de militantes socialistas numa ação de pré-campanha eleitoral.

O programa previa que António Costa chegasse às 12:30, tendo o primeiro-ministro chegado cerca das 13:30, acompanhado por Pedro Marques e pelo presidente da Câmara de Gaia, o socialista Eduardo Vítor Rodrigues.

Buraco negro


Henrique Monteiro, em HenriCartoon

Sociedade Rafa-Félix devolve liderança às águias antes da prova europeia


O Benfica venceu o Vitória de Setúbal, este domingo, por 4-2

O Benfica recuperou a liderança do campeonato nacional, este domingo, depois de bater o Vitória de Setúbal, por 4-2, no Estádio da Luz, no jogo que encerrou a 29.ª jornada da competição. Rafa Silva e João Félix foram as 'armas' da partida. 

Sociedade Rafa-Félix

A equipa de Bruno Lage entrou com tudo na partida e, ainda antes do primeiro minuto, Rafa Silva aproveitou um cruzamento de João Félix para inaugurar o marcador. 
As bancadas da Luz ficaram em euforia e os sadinos sem capacidade de resposta: recuados no seu meio-campo, sem volume ofensivo e a conceder espaço para as águias gerirem o duelo a seu bel-prazer.

Makaridze não chega para tudo... 

Ia valendo Makaridze e a sua boa exibição. Depois de negar o golo à jovem promessa do Seixal (11'), o guarda-redes tirou o 'pão da boca' a Pizzi (28') ao defender uma grande penalidade cometida por Rúben Micael. 

Vasco Fernandes foi o 'patinho feio' aos 38 minutos. O jogador deu uma 'casa' e permitiu mais um entendimento entre Félix e Rafa, sem qualquer hipótese para Makaridze, o que valeu vários protestos do guardião com o seu quarteto defensivo. 

... mas parece que Félix sim

O Benfica não entrou bem no segundo tempo, concedendo muito espaço para o Vitória de Setúbal jogar. Contudo, a formação de Sandro Mendes não soube aproveitar a oportunidade para igualar o marcador e o 'suspeito do costume' voltou a fazer das suas. 

Os 10 primeiros
À passagem do minuto 56', João Félix rematou de primeira, depois de um cruzamento de Pizzi, para o fundo das redes de Makaridze. Um golo que contou com um momento especial: a jovem pérola foi festejar com um dos apanha-bolas da partida, o seu irmão, Hugo Félix, que está nas camadas jovens do clube encarnado. 

E não ficou por aqui. Se Félix 'matou' o jogo, Seferovic fechou o marcador (para o Benfica). Cerca de 20 minutos depois, já com os sadinos 'encostados', Haris Seferovic combinou com Rafa Silva (77') e atirou para novo golo encarnado.

Porém, ainda houve espaço para mais um golo sadino. Rúben Dias fez falta sobre Vasco Fernandes, dentro da grande área, e Cádiz (86') bateu Vlachodimos sem dificuldade, apontando o 4-2. 

A partir daqui, os encarnados fizeram uma gestão de esforço, até porque na próxima semana o Benfica viaja até à Alemanha, para defrontar o Eintracht Frankfurt, em jogo referente à segunda mão dos quartos de final da Liga Europa.

Com este triunfo por 4-2, as águias recuperam a liderança do campeonato nacional, com 72 pontos. Já o Vitória de Setúbal mantém os 31 pontos. 

Notícias ao Minuto | Foto: Global Imagens

domingo, 14 de abril de 2019

Primeiro, Assange. Depois, todos nós


Os cidadãos e a imprensa têm direito de enfrentar o poder? Ataque ao criador do Wikileaks revela que o Ocidente rendeu-se às corporações e abandonou a bandeira da liberdade. É preciso descobrir como resgatá-la

Chris Hedges* | Outras Palavras | Tradução: Antonio Martins

A prisão, nesta quinta-feira, de Julian Assange, desmente todo o discurso sobre o Estado de Direito e a liberdade de imprensa. As ilegalidades praticadas pelos governos do Equador, da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos na captura de Assange são sinistras. Elas pressagiam um mundo em que as ações internas, abusos, corrupção, mentiras e crimes – inclusive os de guerra – praticados por Estados corporativos e pela elite governante global serão escondidos do público. Elas pressagiam um mundo em que aqueles que mantêm coragem e integridade para expor o abuso de poder serão caçados, torturados, submetidos a julgamentos farsescos e condenados a penas perpétuas, em confinamento solitário. Elas pressagiam uma distopia orwelliana em que a informação é substituída por propaganda, banalidades e distração. A prisão de Assange, temo, marca o início oficial do totalitarismo corporativo que ameaça definir nossas vidas.

Sob que lei o presidente equatoriano, Lenin Moreno, liquidou de forma caprichosa os direitos de Julian Assange ao asilo, como refugiado político? Sob que lei Moreno autorizou a polícia britânica a entrar na embaixada equatoriana – que tem status diplomático de território soberano – para prender um cidadão equatoriano naturalizado? Sob que lei a primeira-ministra Theresa May ordenou que a polícia britânica agarrasse Assange, que nunca cometeu um crime? Sob que lei o presidente Donald Trump pediu a extradição de Assange, que não é cidadão norte-americano e cuja organização noticiosa não está situada em território dos Estados Unidos?

França | Contra a política de Macron, reformados exigiram valorização das pensões


Milhares de reformados manifestaram-se em França para reivindicar maior poder de compra e a defesa do sistema público de pensões, denunciando as políticas de Emmanuel Macron.

A jornada nacional de mobilização desta quinta-feira, convocada por nove sindicatos e associações, fez-se sentir em múltiplos pontos do território francês, onde os manifestantes – reformados e também trabalhadores preocupados com o actual rumo do país – protagonizaram acções de protesto contra a política de benesses do presidente francês, Emmanuel Macron, «ao patronato e aos mais ricos».

Comum a todas as mobilizações – que, segundo o portal ouest-france.fr, foram as sétimas desde que Macron foi eleito, em Maio de 2017 – foi a exigência do «aumento generalizado das pensões» e do poder de compra, bem como da anulação da subida, para os reformados, de um imposto conhecido como Contribuição Social Generalizada (CSG).