terça-feira, 13 de abril de 2021

Moçambique | "Elite governativa não acha que o assunto Cabo Delgado seja uma prioridade"

Centro de Integridade Pública diz que o Governo moçambicano falhou no apoio às vítimas do conflito em Cabo Delgado. Segundo relatório publicado pela organização a há famílias que não recebem apoio há mais de dois meses.

O Centro de Integridade Pública (CIP) apresentou esta segunda feira, (12.04), um relatório onde se debruça sobre a situação dos deslocados internos em Cabo Delgado, vítimas dos ataques armados na província a norte de Moçambique.

Segundo o documento, a situação dos deslocados é calamitosa, havendo casos de famílias que não recebem apoios há mais de dois meses.

"Nas novas aldeias de reassentamento falta um pouco de tudo, desde alimentação a abrigo, utensílios domésticos e vestuário", refere o relatório.

Em entrevista à DW África, o diretor do CIP, Edson Cortez, sublinha que o Governo moçambique tem se desresponsabilizado no que toca ao apoio às vítimas do conflito.

SITUAÇÃO EM MOÇAMBIQUE VISTA DE PORTUGAL

Martinho Júnior / Rui Peralta , em Luanda

OS "GUAIDÓS TUGAS" ESTÃO A FAZER TUDO PARA CUMPRIREM, EM REGIME DE VASSALAGEM, OS PROGRAMAS DE INGERÊNCIA EM MOÇAMBIQUE!... DESSES PROGRAMAS ESTÁ-SE A DESTACAR O "FAZEDOR DE OPINIÕES" NUNO ROGEIRO!

O camarada Rui Peralta, aponta com toda a sensibilidade o papel tacitamente oportunista dos “Guaidós tugas” em relação a Moçambique!

Eles fazem parte do problema (NATO-Africom), não da solução (estado soberano de Moçambique)!

Além do mais, fazem esquecer que o jiadismo na região afecta também a Tanzânia, componente da SADC, em Mtwara, margem norte do Rovuma, que preenche a fronteira comum!

A obsessão pelo gás é de tal ordem que a Tanzânia é deliberadamente esquecida!

Eis o seu curto texto, em forma de alerta:

eu

A actuação criminosa de grupos terroristas em Moçambique tem suscitado uma atenção especial dos diferentes sectores da sociedade portuguesa. Misturados com genuínos sentimentos de solidariedade (nascidos da longa História comum de combate ao colonialismo e a todas as diversas formas de opressão a que ambos os povos foram sujeitos ao longo de cinco séculos) surgem discursos ultrajantes para com a soberania nacional e popular de Moçambique, por parte de comentadores de serviço e de responsáveis políticos.

il

É suspeito - e carregado de múltiplas intenções - o discurso do "agir de imediato" e o do envolvimento da UE nessa acção. É, efectivamente, necessário agir. Mas agir no sentido de apoiar Moçambique, o seu Povo e os seus representantes legítimos, o seu governo e as suas Forças Armadas e forças de segurança, no combate ao terrorismo, este sim, fruto de uma 'acção' fomentada a partir do exterior. Agir em solidariedade significa respeitar a soberania nacional. Agir em solidariedade significa não ingerência. E esta diferença é necessário focar e salientar. O que muitas dos sectores neocolonialistas pretendem é aproveitar os ataques terroristas em Cabo Delgado, para ingerir nos assuntos internos moçambicanos e aplicar políticas de rapina que permitam o livre acesso aos recursos naturais de Moçambique.

III

A actual vaga terrorista em Moçambique tornou-se visível em 2017, originária de países vizinhos, particularmente na costa oriental africana. São grupos que operam no Médio Oriente, financiados pelos EUA e pelas petro-monarquias do Golfo e que actuam no contexto da estratégia de desestabilização da região (sobre este assunto aconselho a leitura, no facebook ou na Pagina Global de alguns textos de Martinho Júnior, para uma mais esclarecida panorâmica). É, também, necessário não esquecer que desde a sua independência em 1975, Moçambique enfrentou diversas tentativas de ingerência e agressão, como as incursões armadas sul-africanas, durante o regime do apartheid e a acção terrorista da RENAMO, braço interno do imperialismo.

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A presente ofensiva terrorista é inseparável das grandes reservas offshore de gás natural, nomeadamente na província de Cabo Delgado. Quando se ouve o discurso do "bando de corruptos" e do Estado falhado" e as insistências na "internacionalização do conflito e rápida intervenção" é bom ter presente que os riscos que Moçambique corre não advêm exclusivamente do terrorismo. Este não é mais do que um instrumento dos velhos interesses que nunca aceitaram a soberania popular e nacional moçambicana. Agir, sim. De forma solidária, fortalecendo a capacidade de resposta soberana a mais uma tentativa de ingerência e agressão. Agir de forma solidária, porque são os moçambicanos que decidem os destinos do seu país....

Na imagem: Estados da SADC de Guerra Híbrida

Vermelho: Estados da SADC de Guerra Híbrida

Azul: Estados da SADC não visados

Oriental Review Org – https://orientalreview.org/2017/12/15/will-us-offensive-global-south-hit-south-africa/

Porque a OTAN destruiu a Líbia dez anos atrás

#Publicado em português do Brasil

Manlio Dinucci* | Global Research, 12 de abril de 2021

Há dez anos, em 19 de março de 2011, as forças dos EUA / OTAN começaram seu bombardeio da Líbia por ar e por mar. A guerra foi iniciada diretamente pelos Estados Unidos, primeiro por meio do Comando da África (AFRICOM) e, em seguida, por meio da OTAN sob o comando dos Estados Unidos. Ao longo de sete meses, os aviões dos EUA / OTAN realizaram 30.000 missões, incluindo 10.000 ataques envolvendo mais de 40.000 bombas e mísseis. A Itália - com o consenso de seu Parlamento multipartidário (com o Partido Democrata-Pd na primeira fila) - participou da guerra, fornecendo sete bases aéreas (Trapani, Gioia del Colle, Sigonella, Decimomannu, Aviano, Amendola e Pantelleria), os caças-bombardeiros Tornado, Eurofighter e outros aviões de guerra, e o porta-aviões Garibaldi e outros navios de guerra. Mesmo antes da ofensiva aero-naval,

E é assim que um país africano que, conforme documentado pelo Banco Mundial em 2010, manteve “altos níveis de crescimento econômico”, onde o PIB cresceu 7,5% ao ano, o que demonstrou “altos indicadores de desenvolvimento humano” como o acesso universal ao ensino fundamental e médio. a educação e uma taxa de frequência universitária de 40% foram destruídas.

Levando em consideração as disparidades, o padrão de vida médio na Líbia era mais alto do que em outros países africanos. Cerca de dois milhões de imigrantes, principalmente africanos, encontraram trabalho lá. O estado líbio, que possuía as maiores reservas de petróleo da África, além do gás natural, cedeu margens de lucro limitadas a empresas estrangeiras. Graças às exportações de energia, a balança comercial da Líbia estava no azul, chegando a US $ 27 bilhões por ano.

Portugal | Mais baldas, mais casos e mais mortes. Mais de tudo para nos tramar!

Bom dia este é o seu Expresso Curto

O que mede o Infarmed?

João Silvestre | Expresso

Bom dia,

Hoje é dia de nova reunião no Infarmed. É mais uma, não é apenas mais uma. Estamos a uma semana da nova fase de desconfinamento: restaurantes abertos, ensino secundário e superior com aulas presenciais, cinema e espetáculos, entre outras coisas. Pelo menos é o que está previsto no plano do governo. Porque os números estão a aumentar e ouvem-se apelos à cautela. A incidência já vai nos 70 casos por centena de milhar de habitantes, embora ainda abaixo da linha vermelha dos 120 casos, e o R(t) já é superior a 1.

No Infarmed espera-se um desfile de especialistas para nos dar conta do estado da pandemia. Sobre a importância das novas variantes, a forma como as pessoas estão a lidar com as medidas restritivas ou, quiçá o mais relevante, quais são as projeções para as próximas semanas. Um R(t) acima de 1 significa que há tendência para subida de casos. Mais rápida ou mais lenta em função das medidas que forem adotadas. Ou do travão que se impuser ao desconfinamento. Há cálculos que mostram que, em pouco menos de três meses, poderemos passar os 120 casos por 100 mil habitantes. Para já, Portugal está ainda laranja mas com concelhos em território proibido e que poderão ficar para trás no desconfinamento. E a variante britânica já é claramente dominante com 80% dos novos casos embora possa não ser a mais grave. Confira aqui todos os números nos gráficos e mapas que a equipa de infografia do Expresso atualiza diariamente.

As apresentações do Infarmed serão, provavelmente, mais longas do que a leitura da decisão instrutória de Ivo Rosa mas têm, apesar de tudo, a vantagem de serem mais diversificadas, menos monocórdicas e, acima de tudo, menos polémicas.

Quem aguarda com alguma impaciência são os festivais de verão. Houve quem já tivesse adiado para 2022 mas há também quem espere as regras da direção-geral de saúde. Por exemplo, testagem obrigatória que até poderia dispensar o uso de máscara. Testar, testar, testar é o lema desta fase de desconfinamento e há já 15 freguesias de Lisboa com testes gratuitos. Saiba aqui quais são.

Para terminar este bloco sobre a pandemia, uma notícia de esperança: a vacina da Janssen (da americana Johnson & Johnson) chega amanhã a Portugal. Para já são apenas 30 mil mas serão 1,9 milhões até final de abril com a vantagem de ser de toma única. O que permitira acelerar de forma drástica a vacinação dos portugueses. Em Inglaterra, celebrou-se a imunidade de grupo atingida agora mas, talvez, não seja assim tão claro. Siga também as últimas notícias da covid-19 no Mundo.

Portugal | Novo Banco quer brinde de 600 milhões

Mariana Mortágua* | Jornal de Notícias | opinião

Lembram-se da garantia pública de 3900 milhões que Mário Centeno jurou que não existia e, depois, que não seria para utilizar? Pois o Novo Banco já tirou dela 3576 milhões.

E agora invoca o contrato para pedir mais 600 milhões. Mas as contas do próprio banco mostram que cumpre os requisitos europeus de supervisão e que essa injeção é um mero brinde.

O Governo e o Fundo de Resolução contestam este novo pedido. De facto, o Novo Banco incluiu nele 166 milhões associados à venda da operação em Espanha e que não deveriam ter sido registados. Não é a primeira vez que o acionista do Novo Banco passa uma fatura empolada ao Estado. Já o tinha feito nos bónus pagos aos administradores e adotando uma regra contabilística que inchou a injeção pública em cerca de 200 milhões. Desta vez, é o próprio primeiro-ministro que afirma que o pedido "manifestamente ultrapassa aquilo que é devido". Sim, o mesmo primeiro-ministro que há poucos meses atacava o Bloco de Esquerda por ter proposto que novas injeções ficassem dependentes de uma auditoria isenta às contas do Novo Banco. Na altura, para proteger a qualquer custo a ruinosa venda do Novo Banco à Lone Star, a bancada do PS dizia que a aprovação da proposta do Bloco era uma "bomba atómica" sobre o sistema financeiro. Insinuou até que, sem a injeção requerida, imediata e sem condições, o banco não cumpriria o capital obrigatório e seria levado a novo processo de resolução.

Portugal arrisca-se a atingir em poucas semanas a linha vermelha da Covid-19

Autoridades de saúde previam mais de dois meses, mas números atualizados revelam um crescimento mais rápido da incidência da infeção

Portugal pode chegar em breve, possivelmente na próxima semana, à linha vermelha de incidência de Covid-19 anunciada pelo Governo, ou seja, 120 casos por 100 mil habitantes - muito mais cedo do que foi previsto, este fim de semana, pelas autoridades de saúde.

Recorde-se que a incidência da infeção é um dos dois principais indicadores - em conjunto com a taxa de transmissibilidade (Rt) - que podem fazer travar ou reverter as medidas de desconfinamento.

O boletim desta segunda-feira da Direção-Geral da Saúde (DGS) já revelava um aumento do Rt e da incidência, mas Carlos Antunes, perito da equipa da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa que tem colaborado com as autoridades de saúde, explica à TSF que o cálculo tem uma semana de atraso.

Oficialmente, segundo a DGS, numa semana, a incidência da Covid passou de 63 para 70 novos casos por 100 mil habitantes e o Rt de 0,98 para 1,04.

O especialista detalha que esses mesmos números revelam um "ritmo de aumento do Rt de uma centésima por dia e de dia 5 até dia 12 de abril serão sete centésimas".

Branqueamento de Capitais e Fraude Fiscal de Mãos Dadas

Ana Paula Dourado * | Expresso | opinião

Quando há branqueamento de capitais, há fraude fiscal

“Um sujeito que cometa um crime irá, inicialmente, tentar evitar que as suas ações sejam detetadas pelas autoridades fiscais, policiais e/ou outras autoridades competentes. Se o sujeito em causa for detido, ou os produtos das suas atividades criminosas tributados, ele procurará evitar que a origem destes seja investigada e que os mesmos sejam confiscados.”

Manual de Sensibilização dos Inspectores Tributários para o Branqueamento de Capitais, OCDE 2009

O rendimento e o património (incrementos patrimoniais) obtidos a partir de atividade criminosa, por um contribuinte em Portugal, são tributados. A razão é simples: um contribuinte honesto declara o rendimento e o património, porque a lei assim o exige, e paga impostos. Um contribuinte desonesto ficaria em situação vantajosa se não fosse obrigado por lei a declarar rendimento e património obtidos ilicitamente. O crime compensaria também para efeitos fiscais.

Evidentemente, ninguém vai declarar incrementos patrimoniais obtidos através de uma atividade criminosa. Certo. Então por que são tributados, segundo diz a lei, os incrementos patrimoniais, independentemente da sua origem lícita ou ilícita? Porque se o produto da atividade criminosa for descoberto, será tributado como um aumento de património injustificado, de que são exemplo as manifestações de fortuna (entre outros, imóveis de elevado valor ou transferências elevadas para paraísos fiscais), e cuja origem não foi esclarecida pelo contribuinte.

Covid-19: Greve nos hospitais guineenses deixa apreensiva Alta Comissária

Os casos de Covid-19 estão a reduzir nas últimas semanas na Guiné-Bissau, mas a greve de um mês e meio nos hospitais públicos preocupa a Alta Comissária para a Covid-19. O país vai receber vacina da iniciativa Covax.

 A Alta Comissária para a Covid-19 da Guiné-Bissau, Magda Robalo, afirmou esta segunda-feira (12.04) que a redução de novas infeções pelo novo coronavírus no país deve ser olhada com "muita cautela", devido à greve a decorrer no setor da saúde.

"Os dados devem sempre ser analisados com cautela porque há fatores que influenciam a sua fiabilidade, qualidade, e é muito fácil olhar para o gráfico e dizer a segunda vaga acabou, mas é preciso ter em conta o contexto", afirmou Magda Robalo, na conferência semanal para analisar a evolução da doença no país.

Os dados esta segunda-feira disponibilizados indicam uma redução de novos contágios nas últimas três semanas, mas também há uma diminuição do número de testes feitos pelas unidades de saúde do país.

"As pessoas que vão viajar continuam a fazer os seus testes porque é um imperativo, as pessoas que iam ao centro de saúde e que tinham um sintoma sugestivo de Covid-19 e que levava à colheita de amostra, como há greve têm tendência a não se apresentar. Por isso é que olhamos para esta curva mais baixa com muita cautela", disse Magda Robalo.

Identidade cultural de Cabinda está a cair no esquecimento?

Analistas ouvidos pela DW África falam em perda de identidade cultural na província angolana de Cabinda e apontam como uma das principais razões a presença, cada vez maior, de imigrantes dos países vizinhos no enclave.

A província de Cabinda tem características culturais bastante marcantes e, entre elas, está a língua local, o ibinda. Mas falar este idioma ou português, institucionalizado como língua oficial do país, torna-se cada vez mais difícil em alguns locais devido à chegada massiva de estrangeiros à província, oriundos principalmente da República Democrática do Congo e da República do Congo.

As autoridades tentam combater a imigração ilegal, inclusive intensificando as medidas de controlo nas fronteiras com os países vizinhos, mas os relatos dão conta da entrada de imigrantes por vias clandestinas.

Como resultado, a presença dos imigrantes tem popularizado o francês e a língua materna dos congoleses, o lingala.

Nos locais de maior circulação, onde já não se ouve tanto o ibinda ou o português, comerciantes cabindenses criticam a situação.

"De certa forma a nossa cultura está ameaçada porque nota-se que uma boa parte já fala lingala. Aqui no São Pedro por exemplo, nota-se que a maior parte que vende neste mercado são provenientes da República Democrática do Congo", dizem.

Angola | Manuel Rabelais condenado a 14 anos e seis meses

Rabelais foi condenado a 14 anos e seis meses de prisão por fraude estimada em 30,6 milhões de euros. Defesa tem pedido de efeito suspensivo acatado, e deputado da CASA-CE diz que ex-ministro agiu "em defesa do Estado".

O Tribunal Supremo de Angola condenou esta segunda-feira (12.04) Manuel Rabelais - antigo diretor do extinto Gabinete de Revitalização da Comunicação Institucional e Marketing da Administração (GRECIMA) - a 14 anos e seis meses de prisão.  

O ex-ministro da Comunicação Social foi condenado como coautor nos crimes de peculato e branqueamento de capitais. Hilário Gaspar Santos, antigo assistente administrativo do GRECIMA e coarguido no processo, foi condenado a 10 anos e seis meses de reclusão. 

A defesa de Rabelais interpôs um recurso e pediu o efeito suspensivo da decisão, o que foi acolhido pelo tribunal. O advogado João Gourgel argumenta que, até agora, não se disse em concreto qual foi a lesão que o seu constituinte causou ao Estado.  

"As declarações dos declarantes, nomeadamente Walter Filipe e Filomena Seita, deixaram suficientemente claras que não houve qualquer lesão patrimonial ou material ao Estado", disse Gourgel. Os réus vão aguardar pela decisão do recurso em liberdade. 

Moçambique | "Pemba é um alvo de grande valor estratégico para os terroristas"

Consultora Pangea-Risk alerta para "vazio de segurança" que poderia tornar Pemba exposta a ataques. Analista crê que serviços de inteligência podem antever eventual ataque, mas é impossível ter a "informação completa".

A capital provincial de Cabo Delgado pode ser o próximo alvo dos terroristas, segundo a previsão de analistas e consultores da Pangea-Risk. Segundo a empresa de análise de risco, "um vazio de segurança permanente na região [de Cabo Delgado] deixa atualmente a capital provincial Pemba e a cidade portuária tanzaniana de Mtwara altamente expostas a ataques de terrorsitas nos próximos meses". A análise foi divulgada no último relatório da consultora.

No entanto, as autoridades moçambicanas já tinham alertado para a infiltração de terroristas entre as famílias deslocadas que chegaram a Pemba após o ataque a Palma, no dia 24 de março.

O especialista em Paz e Segurança, Calton Cadeado, vê Pemba como "um alvo de grande valor estratégico para os terroristas" e adverte que - apesar da grande presença militar moçambicana na capital de Cabo Delgado - um dado ficou claro nos últimos dias: "Não basta ter muita força, o mais importante é ter posicionamento e mobilidade estratégica. Mobilidade tática e rápida para lidar com o problema".

Moçambique | Quem atacou o posto da polícia em Tete?

A polícia investiga a ação de um grupo que atirou numa unidade da coporação em Moatize. Apesar de a Junta Militar não ter reivindicado o ataque, declarações de Mariano Nhongo sobre "retorno à instabilidade" geram alerta.

Homens armados não identificados atacaram na madrugada de sábado (10.04) o posto policial de Capirizange, no distrito de Moatize, na província de Tete. 

A porta-voz do Comando Provincial da Polícia, Deolinda Matsinhe, confirmou o incidentes e salientou que não há vítimas. Segundo a policial a situação está "calma e controlada". A unidade policial atacada fica no corredor Tete-Zóbuè-Calomwe, que dá acesso à fronteira com o Malawi. 

Matsinhe relatou à Rádio Moçambique que os homens não entraram nas instalações do posto, simplesmente dispararam e puseram-se em fuga. A polícia investiga quem eram e o realmente os indivíduos pretendiam, para que se possa "responsabilizá-los criminalmente".

A porta-voz do Comando Provincial da Polícia em Tete informou que foi criada uma equipa multi-setorial para esclarecer o caso e apelou à população para se manter vigilante e denunciar qualquer movimentação de "indivíduos de conduta duvidosa".

segunda-feira, 12 de abril de 2021

EUA avisam para risco de contaminação por explosivos em Moçambique

Responsável por programas de desminagem dos Estados Unidos alerta que Moçambique, já declarado livre de minas, pode voltar a ser contaminado por explosivos, o que requer "limpeza sustentável" e capacidades do governo.

"Para qualquer programa de desminagem, é importante saber que existe sempre o risco de contaminação residual", disse em entrevista à agência Lusa Michael Tirre, gerente de programas do Escritório de Remoção e Redução de Armas, parte do Departamento de Estado dos EUA.

O apoio dos Estados Unidos da América nas atividades de desminagem ou atividades humanitárias de ação contra as minas em Moçambique terminou em 2015, quando o país se declarou livre de minas antipessoais, depois de 23 anos em que foram fornecidos ao país africano 34,7 milhões de dólares (29,2 milhões de euros).

Segundo dados do Departamento de Estado norte-americano, Moçambique recebeu, de 1992 a 2015, um apoio total de 56 milhões de dólares (47,1 milhões de euros) provenientes de diversas agências do governo norte-americano, um "verdadeiro esforço interagências", nas palavras de Michael Tirre.

Carta ao Conselho de Segurança da ONU relatando a situação atual no Sahara Ocidental

 

PUSL.- Devido à ineficácia e falta de informação da ONU e da sua missão no Sahara Ocidental (MINURSO) sobre a grave situação atual no território ocupado do Sahara Ocidental, desde o porunsaharalibre.org (PUSL) promovemos o envio de um carta a todos os membros do Conselho de Segurança da ONU antes da reunião a ser realizada em 21 de abril.

À iniciativa do porunsaharalibre.org (PUSL) juntaram-se mais de uma centena de coletivos, organizações, associações, sindicatos, partidos políticos e académicos a nível internacional.

V.Exa. Embaixador Dang Dinh Quy Representante Permanente da República Socialista do Vietnam, Presidente do Conselho de Segurança das Nações Unidas

V.Exas.. Membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas

Ao longo das décadas, foram enviadas dezenas de cartas, comunicações e queixas sobre a grave situação dos direitos humanos dos saharauis nos territórios ocupados do Sahara Ocidental.

As resoluções das Nações Unidas são claras, o estatuto jurídico é claro, o direito do povo saharaui está claro em todas as opiniões, resoluções, declarações que, o Tribunal Internacional de Haia, as Nações Unidas, a União Africana e o Tribunal de Justiça da União Europeia emitiram ao longo das décadas.

Este não é um conflito novo, o cessar-fogo que infelizmente foi violado pelas autoridades de ocupação marroquinas no passado dia 13 de novembro com o ataque a civis saharauis numa zona tampão e com a retirada de todos os funcionários da MINURSO horas antes, levou ao fim do cessar fogo e retomada do conflito armado.

Os territórios ocupados do Sahara Ocidental encontram-se sob um cerco militar e a população saharaui está sob ataque brutal das forças marroquinas. Esta escalada da situação no terreno deve-se ao silêncio da comunidade internacional e, em particular, devido à ausência de um mandato que inclua um mecanismo de protecção da população civil na MINURSO, Marrocos goza de impunidade e mãos livres nos territórios ocupados.

África com mais 301 mortos e 7.450 infetados nas últimas 24 horas

África registou mais 301 mortes associadas à covid-19 nas últimas 24 horas, para um total de 115.765 desde o início da pandemia, e 7.450 novos casos de infeção, segundo os dados oficiais mais recentes no continente.

De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o número total de infetados nos 55 Estados-membros da organização é de 4.350.512 e o de recuperados da doença nas últimas 24 horas é de 5.347, para um total de 3.906.408 desde o início da pandemia.

A África Austral continua a ser região mais afetada, registando 1.928.101 infetados e 60.748 mortos associados ao contágio com a doença. Nesta região, a África do Sul, o país mais atingido pela covid-19 no continente, regista 1.558.458 casos e 53.322 mortes.

O Norte de África é a segunda zona mais atingida, com 1.289.125 infetados e 37.095 vítimas mortais.

Khodorkovsky está por trás dos esquadrões da morte russos na República Centro-Africana?

#Publicado em português do Brasil

Andrew Korybko* | One World

Um grupo de especialistas da ONU afirmou no final de março que recebeu relatórios surpreendentes sobre esquadrões da morte russos que devastavam a República Centro-Africana, mas considerando o fato de que uma rede sombria de guerreiros da informação apoiados pelo infame ex-oligarca Mikhail Khodorkovsky tem se espalhado ativamente Notícias falsas sobre o envolvimento militar de sua pátria naquele país já nos últimos anos, não se pode ignorar que o corpo global foi enganado como parte da última fase da Guerra Híbrida do Ocidente na Rússia.

Um relatório inacreditável da ONU

Um grupo de especialistas da ONU do Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos (OHCHR) divulgou um comunicado no final de março, em resposta ao último relatório do Grupo de Trabalho sobre os mercenários sobre a República Centro-Africana (CAR). Citando alegações sem fontes, o Grupo de Trabalho escreveu sobre “relatos de execuções sumárias em massa, detenções arbitrárias, tortura durante interrogatórios, desaparecimentos forçados, deslocamento forçado da população civil, alvos indiscriminados de instalações civis, violações do direito à saúde e crescentes ataques a atores humanitários ”que supostamente envolvem empreiteiros militares privados russos (PMCs), como o Grupo Wagner. De acordo com o OHCHR, “os especialistas disseram que ficaram preocupados ao saber da proximidade e interoperabilidade entre esses contratantes e a Missão de Estabilização Multidimensional Integrada das Nações Unidas na República Centro-Africana (MINUSCA). Em particular, eles apontaram para reuniões coordenadas com 'conselheiros russos', sua presença nas bases da MINUSCA, bem como evacuações médicas de 'treinadores russos' feridos para as bases da MINUSCA. Embora muito sérias, essas alegações podem não ser inteiramente verdadeiras.

Parcialmente verdadeiro, parcialmente falso?

Tratando da segunda parte principal deles primeiro, não haveria nada de errado em princípio com os PMCs russos no CAR em coordenação parcial com a MINUSCA, especialmente quando se trata de tratá-los de quaisquer ferimentos que possam ter sofrido em batalha. Afinal, a intervenção militar de Moscou em apoio ao governo apoiado pela ONU está em total conformidade com o direito internacional e seria obviamente melhor para todos os atores militares legais lá ter algum nível de coordenação entre si, especialmente após os ataques pelas forças rebeldes e terroristas. Essa não é a parte mais escandalosa dos relatórios recentes, no entanto, desde as alegações de esquadrões da morte russos realizando “execuções sumárias em massa ... alvos indiscriminados de instalações civis ... (e) ataques crescentes a atores humanitários ”claramente têm precedência sobre o tratamento relatado por esses PMCs nas bases da MINUSCA. Antes de desmascarar ainda mais essas falsas alegações, é importante explicar o contexto geoestratégico em que Moscou começou sua intervenção militar no CAR há vários anos, para que os leitores possam entender melhor a motivação para difundir acusações de esquadrões da morte.

Hunter Biden reconhece o que as Secretas dos EUA haviam negado a seu respeito

Hunter Biden, o filho do Presidente dos Estados Unidos, deu uma entrevista à CBS, difundida nos dias 4 e 5 de Abril de 2021, por ocasião do lançamento do seu livro Beautiful Things. Ele reconheceu que um de seus computadores pessoais fora apreendido pelo FBI.

Esta informação fora publicada em plena campanha presidencial pelo New York Post. Mostrava igualmente o conteúdo de alguns arquivos atestando um vasto caso de corrupção [1].

O Presidente Donald Trump, que pedira à Ucrânia para investigar essas alegações, foi acusado de instrumentalizar as suas funções com fins politiqueiros.

O antigo Director Nacional da Inteligência, James Clapper, o antigo Director da CIA, John Brennan, e o seu sucessor, Michael Morell, em conjunto, tinham denunciado o caso como sendo uma «desinformação russa». A imprensa dos EUA e a internacional não ousaram retomar as informações do Post, agora confirmadas.

Estes altos funcionários trabalharam todos para o Presidente Barack Obama e Hillary Clinton.

Voltairenet.org | Tradução Alva

Nota:

[1] “Na Ucrânia, filho de Joe Biden junta o útil ao agradável”, Tradução Alva, Rede Voltaire, 16 de Maio de 2014; “A corrupção dos Biden”, Tradução Alva, Rede Voltaire, 22 de Outubro de 2020.

O ÓBVIO

Gustavo Carneiro*

É de registar o caricato enlevo com que a generalidade dos media, dos comentadores, certos responsáveis políticos tratam Joe Biden. Muitos deles eram igualmente devotos de Trump, embora a sua grotesca imagem colocasse dificuldades. Que este homem tenha - no seu ainda curto tempo de presidência e sobretudo no plano internacional – enveredado e em alguns aspectos agravado a criminosa e agressiva política que vem detrás não é para eles relevante ou é aplaudido. Mais do que quem está na presidência, o que determina as suas posições é o rasteiro servilismo perante o imperialismo EUA.

Que importa o bombardeamento à Síria, por si ordenado poucas semanas após ter tomado posse? Que mal tem a confirmação das sanções contra a Venezuela, que privam esse país de valiosos recursos (que lhe pertencem!) e o seu povo de bens e serviços de primeira necessidade? Qual o problema das ameaças directas à China e à Rússia, que elevam a patamares críticos a já sensível tensão internacional? Joe Biden é a estrela do momento e não há artigo ou noticiário, nos órgãos do costume, que não lhe gabe os feitos, por mais imperceptíveis que estes sejam.

Melhor só mesmo Obama, a quem foi atribuído um Prémio Nobel da Paz logo nos seus primeiros dias enquanto presidente dos Estados Unidos… Que nos anos seguintes se tenha fartado de bombardear e agredir países e povos é algo aparentemente irrelevante para os media dominantes.

EUA continuam a roubar toneladas de trigo e de petróleo à Síria

Ocupação dos EUA envia mais 41 camiões-tanque com petróleo roubado da Síria para o Iraque

Hasakeh, SANA -- As forças de ocupação dos EUA na Síria continuam a saquear petróleo sírio e, nas últimas horas, contrabandearam um comboio de camiões-tanque carregados com petróleo para o Iraque.

Ativistas locais informaram a SANA que uma caravana de 41 petroleiros dos campos ocupados deixou a província de Hasakeh rumo ao território iraquiano através da passagem ilegal de fronteira de Al-Walid.

Nos últimos meses, as forças de ocupação dos Estados Unidos da América apoderaram-se de dezenas de comboios carregados com petróleo e trigo sírios roubados de Hasakeh com destino ao Iraque, como parte de seus planos para roubar a riqueza síria.

ws / fm

Boris, a Irlanda do Norte e o nacionalismo inglês

Se é compreensível que Boris Johnson não tenha aceite a cimeira com a República da Irlanda para discutir o assunto (o Reino, ainda que talvez só por mais uma geração, ainda é unido) a sua atitude é, como dizia Lord Patten, a de um nacionalista inglês.

Ana Sá Lopes | Público | opinião

Chris Patten, o último governador de Hong-Kong e antigo comissário europeu, dizia que Boris Johnson não era um conservador, mas um “nacionalista inglês”. O “tory” Lord Patten temia em Dezembro que o Reino Unido acabasse por sair da União Europeia sem acordo. “Só Deus sabe como isto vai acabar”, suspirou na altura. John Major – antigo primeiro-ministro conservador que se manifestou violentamente contra o Brexit – avisou logo em 2016 que a saída do Reino Unido da União Europeia iria desestabilizar a Irlanda do Norte e pôr em causa o acordo da Sexta-feira Santa, conseguido pelo governo Blair em 1998. 

A revista The Economist concluía recentemente que Boris Johnson não estava muito preocupado com a questão da fronteira da Irlanda porque achava que, mais tarde ou mais cedo, aconteceria a reunificação irlandesa e o assunto passava a não-assunto. É verdade que o Brexit abriu o debate sobre uma Irlanda unificada (56% dos eleitores da Irlanda do Norte votaram pela permanência na União Europeia) e as eleições de Fevereiro do ano passado fortaleceram essa probabilidade, com o Sinn Féin a ter o melhor resultado desde 1923, o maior número global de votos, 37 lugares no parlamento e a vice-presidência do governo. O Sinn Féin defende a unificação da Irlanda se for essa a vontade popular.

Reino Unido | Escândalo de Greensill: governo ordena inquérito sobre lobby de Cameron

#Publicado em português do Brasil

Uma investigação independente foi lançada sobre o lobby do ex-PM por uma empresa agora falida

O número 10 deve lançar uma investigação independente sobre o lobby do ex-primeiro-ministro David Cameron para o agora desmoronado Greensill e o papel do financista Lex Greensill no governo.

A revisão independente, encomendada por Boris Johnson, será conduzida pelo especialista jurídico Nigel Boardman, membro não executivo do conselho do Departamento de Negócios, Energia e Estratégia Industrial.

Ele examinará o desenvolvimento e o uso do financiamento da cadeia de suprimentos, oferecido pelo Greensill, e suas atividades associadas no governo, e o papel que Greensill desempenhou nessas atividades.

O porta-voz de Johnson disse que havia “interesse significativo neste assunto, então o PM pediu uma revisão para garantir que o governo seja completamente transparente sobre tais atividades, e que o público possa ver por si mesmo se um bom valor foi garantido para o dinheiro dos contribuintes”.

Portugal com mais duas mortes e 271 casos de Covid-19. R(t) está em 1,04

Já foi divulgado o boletim epidemiológico da Direção Geral de Saúde desta segunda-feira

Portugal somou, nas últimas 24 horas, mais 271 novos casos e dois mortes relacionadas com a Covid-19, indica o boletim epidemiológico da DGS divulgado esta segunda-feira.

Em comparação com o dia de ontem, verifica-se hoje um aumento de 0,03% no número de contágios diários e de 0,01% no de vítimas mortais.

O R(t) nacional sobe de 1,02 para 1,04 e R(t) no território continental de 1,02 para 1,03. A incidência nacional também se agravou de 65,7 para 70,0.

Para efeitos da matriz definida pelo Governo, Portugal está prestes a entrar no amarelo, o que poderá levar a uma pausa no calendário definido para o desconfinamento.

Ainda segundo o boletim epidemiológico, divulgado hoje pela DGS, estão internados 479 doentes em enfermaria, mais 13 do que no domingo, e 119 nos cuidados intensivos, mais seis.

Os dados revelam também que mais 445 pessoas foram dadas como recuperadas, fazendo subir para 785.063 o número total desde o início da pandemia em Portugal, em março de 2020.

Notícias ao Minuto

Beja: Aeroporto às moscas… E eles a verem onde esbanjar mais milhões de euros

Anjinhos perfeitos, levados, levados sim!

Quando se tem um aeroporto às moscas e se quer construir outro aeroporto, esbanjando milhões, cheira a esturro. Claro que cheira a esturro ou a negócio escuro. O aeroporto de Beja está subaproveitado. Ali foram enterrados milhões de euros… Porquê? Para o quê? 

Os governos de Portugal andam há imensos anos – décadas – a gizar a localização de um novo aeroporto para aliviar o movimento do aeroporto da Portela, em Lisboa. Quase no meio da cidade capital. Primeiro falou-se na Ota, depois “voaram” para o outro lado do rio Tejo, Rio Frio, Alcochete, Montijo, etc. Mas, então o que fazer com o aeroporto de Beja? 

Como soi dizer-se: “qual é o percurso maior, daqui a Beja (beija) ou de Beja (beija) aqui?” Pois. Ainda como diz a canção: “Alentejo da minha alma, que tão longe vais ficando…” E outra, assumidamente salazarista: “Lá vamos cantando e rindo, levados, levados sim…” Era o hino da Mocidade Portuguesa de então. Até cantávamos que estávamos a ser levados (enganados). E agora, não? Tudo parece que sim. Até estamos a ser levados com assas e tudo. Uns anjinhos perfeitos. 

A seguir, no Notícias ao Minuto, com Lusa. Para ler e chorar por... uma explicação sobre a razão de Portugal ter ali um aeroporto praticamente abandonado. Atirado para o deus-dará e às moscas. (PG)

Lusos com canudos e com poderes, mas pobres de espírito. Uns “santos”

A pobreza lusa hoje é vedeta para alguns. Mais um estudo realizado por encanudados (licenciados e doutorados) revela o que a maioria dos portugueses sabem e sentem na pele, nas famílias e no desespero: mais de dois milhões de lusitanos sobrevive na pobreza. Reza assim no estudo e é estatística. Trabalham e são pobres. Oh, que novidade! E andaram esses tais a estudar para chegarem a essa brilhante conclusão! Que cérebros!

Pois. Mas essa de fazerem contas de coça para dentro (mínimos) impede que a realidade do que vimos, que sabemos, conhecemos e sentimos no dia-a-dia, torne ainda mais desgraçada a verdade. Prova de que as estatísticas são o que são: um vislumbre, um cheirinho da realidade. Isso porque são muitos mais de dois milhões de portugueses condenados à pobreza, à miséria, neste país plantado à beira esgoto atlântico. Para já muito mais de um terço dos portugueses trabalha e é pobre. Talvez mais de metade dos portugueses assim sobrevivam. Não é difícil chegar a essa conclusão, vivendo e testemunhando essa triste realidade. Basta andar pelas ruas, basta ter amigos à rasca, conhecer os vizinhos, basta ver com olhos de ver a pobreza escondida e envergonhada de mais de metade dos portugueses. Não precisamos de andar nas universidades para vivenciar e saber isso. O que não tira o mérito aos que fazem esses estudos sociais que mascaram a dura realidade. Obrigado doutores, mas certo é que andam a atirar ao lado.

O Curto de hoje, por Pedro Cordeiro, vai deixar-se ler aqui em baixo, a seguir. A abertura é sobre efemérides religiosas. Não vamos nessa. Como dizia o Avô Bruto: “Cristo era comunista e mataram-no”. Sobre o Ramadão, efeméride dos muçulmanos, muito pouco ou nada sabemos, por isso limitemo-nos a respeitar. Cada um é como cada qual, dizemos. Aceitemos as diferenças de forma respeitosa, justa e democraticamente.

Cordeiro, o autor do Curto de hoje, não podia fugir ao tema da Operação Marquês. Uma novela de nojo e mal viver. Como aquela há imensas em Portugal e pelo mundo inteirinho. Trafulhices, roubos e corrupção é o que não falta no cardápio lusitano, como em muitos outros países. Vimos e ouvimos sarrabecos que chegam à política e às suas ilhargas tesos que nem carapau congelado e que passado uns anos nadam em boa vida e boas contas bancárias… Sócrates foi, é, um desses. Ele sabe isso muito bem. Mas não foi só Sócrates a pertencer ao clube. Sabemos isso. Certo é que todos esses, por mais crime assim ou crime assado, andam por aí a pronunciar postas de pescada, a viver à grande, com o maior dos descaramentos e ainda não satisfeitos usam da prosápia de declarar que são muitos honestos… Grandes “latas” têm estes sevandijas, exibindo títulos pomposos de doutores quando afinal são malteses de colarinhos brancos… a que a plebe lhes chama pela surra vigaristas e ladrões. Não são todos, são alguns… Demasiados, com canudos e poderes… Mas muito pobres de espírito.

A plebe é roubada. E assim, também, claro que há imensa pobreza, miséria pura e dura. Por entre os que trabalham no duro e recebem ordenados de miséria, produzem, produzem, produzem riquezas só para alguns. Riquezas que nunca são devidamente distribuídas pelos que toda uma vida vertem sangue, suor e lágrimas para subsistirem miseravelmente, em proveito só de uns quantos.

Como sempre, ou quase, vai longa esta introdução ao Curto do Expresso. Melhor é não avançar mais uma linha desta prosa que cansa de tanta pobreza para os que não sabem o que essa condição social e financeira significa. Nem para os acéfalos que consideram que vivemos em democracia e em alva justiça. Bugiem-se.

Bom dia e um queijo fresco… Falemos (escrevamos) pelos cotovelos, mas… É deixá-los andar, vivendo à tripa-forra! Isso. Pois. O Curto interessa. Siga-o.

MM | PG

Maioria das pessoas em situação de pobreza em Portugal trabalha

Estudo revela que ter um emprego seguro não é suficiente para sair de uma situação de pobreza.

Um quinto da população portuguesa é pobre e a maior parte das pessoas em situação de pobreza trabalha, sendo que a maioria dos trabalhadores nessa condição tem vínculos laborais sem termo, segundo o estudo "Pobreza em Portugal -- Trajetos e Quotidianos".

O documento agora apresentado, promovido pela Fundação Francisco Manuel dos Santos e coordenado por Fernando Diogo, professor de Sociologia na Universidade dos Açores, resulta da observação dos últimos dados disponíveis do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (ICOR), relativos a 2018, aliada à realização de uma análise qualitativa baseada em "91 entrevistas aprofundadas por todo o país".

Segundo o coordenador da equipa de 11 pessoas, essa metodologia inédita permitiu representar a "diversidade da pobreza em Portugal", para perceber "como é que a pobreza se organiza" e porque "as pessoas em situação de pobreza não são todas iguais".

Fernando Diogo salientou que o estudo identificou "quatro perfis de pobreza em Portugal, que são uma novidade: os reformados (27,5%), os precários (26,6%), os desempregados (13%) e os trabalhadores (32,9%)".

A análise conclui que um terço dos pobres são trabalhadores. Juntando-lhes os precários, percebe-se que mais de metade das pessoas em situação de pobreza trabalha, o que significa que "ter um emprego seguro não é suficiente para sair de uma situação de pobreza", ressalva o documento.

REPUGNANTE

A União Europeia desnuda-se, desmascara-se sempre que as crises a atingem. Esta pandemia põe a nu e sublinha mais uma vez todas as suas imposturas.

Agostinho Lopes [*]

Inocentes, ingénuos, crédulos, cândidos, iludidos… é que não são, os muitos que partilharam da tonitruante afirmação de António Costa, inclusive ele próprio, declarando repugnante o discurso do ministro das Finanças holandês repelindo as eurobonds: "A Comissão Europeia devia investigar países como Espanha, que afirmam não ter margem orçamental para lidar com os efeitos da crise provocada pelo novo coronavírus, apesar de a zona euro estar a crescer há sete anos consecutivos".

Não, não são. Nem, certamente, apenas descobriram agora essa "repugnância" por comportamentos e posições da União Europeia (UE). Mesmo quando os cobriram com um espesso manto de silêncio e nevoeiro, quando não de amorosa e respeitável e visível cumplicidade.

Porque as coisas não começaram agora, nem agora são apenas como quer António Costa e outros, a repetição das escabrosas declarações de anterior ministro das Finanças holandês. Porque o problema não é de ministros nem de ministros holandeses. É da própria União.

Porque repugnante foi o comportamento da UE perante a agressão e destruição da Jugoslávia, com a guerra no coração da Europa, sob o comando do imperialismo norte-americano, a participação de um Estado-membro, o Reino Unido, e a activa cumplicidade de outros como a Alemanha e a França.

domingo, 11 de abril de 2021

Riqueza dos bilionários aumentou 60% no primeiro ano da pandemia

# Publicado em português do Brasil

Necessidade da expropriação 

Niles Niemuth | WSWS*

O conjunto da riqueza dos bilionários do mundo disparou em mais de 60% no ano passado, passando de US$ 8 trilhões a US$ 13,1 trilhões, segundo o ranking global de bilionários da revista Forbes, divulgado na terça-feira.

“A COVID-19 trouxe uma aflição terrível, sofrimento econômico, tensão geopolítica – e a maior aceleração da riqueza na história da humanidade”, escreve a Forbes.

O número de bilionários no mundo cresceu de 660 para 2.775, o maior número absoluto e o maior aumento anual de todos os tempos. A cada 17 horas, forjava-se um novo bilionário.

O CEO da Amazon, Jeff Bezos, e o CEO da Tesla, Elon Musk, lideram o grupo com US$ 177 bilhões e US$ 151 bilhões, respectivamente. Depois deles, estão: Bernard Arnault e sua família (US$ 150 bilhões), que controlam a LVMH, empresa francesa de bens de luxo; o cofundador da Microsoft, Bill Gates (US$ 124 bilhões); e o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg (US$ 97 bilhões).

Os artigos da imprensa discutem como Zuckerberg “ganhou” US$ 50 bilhões e Elon Musk “ganhou” US$ 130 bilhões no ano passado. Mas o próprio termo é um absurdo. Não se pode “ganhar” um valor equivalente ao produto interno bruto de um país de médio porte.

Essa riqueza é socialmente apropriada. Primeiro, por meio da exploração da classe trabalhadora no processo de produção.

Em segundo lugar, e não menos importante, a riqueza é apropriada como resultado da política de Estado, destinada a garantir a valorização contínua do mercado de ações por meio de uma combinação de estímulo monetário do Federal Reserve e o fornecimento de uma reserva infinita de mão de obra barata para exploração. Como resultado, o índice de ações S&P 500 quase dobrou desde sua baixa em março de 2020.

Em meio a uma pandemia devastadora, todos os países da Europa e das Américas se recusaram a interromper a produção não essencial, alegando que o custo seria muito alto. Esta política, que já provocou a morte de mais de três milhões de pessoas, busca deliberadamente ampliar as riquezas da oligarquia financeira.

A cada morte, acrescentou-se em média US$ 1,7 milhão ao patrimônio líquido dos bilionários. Centenas de milhões de pessoas em todo o mundo adoeceram ou foram demitidas. Centenas de milhões passaram fome. Mas as carteiras de ações dos ricos dispararam a alturas cada vez maiores.

O camelo e o ministro

Joana Amaral Dias* | Diário de Notícias | opinião

Quando os ultra-ricos suplicam por pagar mais impostos, alguma coisa está errada. Quando esses ultra-ricos rogam para que os taxem e, ainda por cima, ninguém lhes liga nenhuma, alguma coisa está mesmo muito errada.

Globalmente, com o coronavírus, os trabalhadores perderam cerca de 4 biliões de euros. Os milionários ganharam quase 4 biliões. Trata-se da maior transferência de riqueza num tão curto espaço de tempo na história da humanidade, e o nosso país não é excepção. Esta semana, a Forbes apresentou o seu ranking anual desta fauna e confirmou níveis de enriquecimento sem precedentes. Em 2020, a coisa inchou de 660 para 2755 mega-afortunados, sendo que 493 são estreias, com uma percentagem considerável a lucrar à tripa-forra durante este negro período.

No meio desta pornográfica abundância para um punhado de gente, há ultra-ricos que gritam na praça pública "venham tributar-nos". O ano passado, um grupo de 83 indivíduos desta especial espécie, provenientes de mais de meia dúzia de países, propôs que os decisores públicos lhes aumentassem os impostos. Até escreveram uma carta: "Os problemas causados e revelados pelo covid-19 não podem ser resolvidos com caridade. Os líderes dos governos têm de assumir a responsabilidade de captar os fundos necessários e gastá-los de uma forma justa - em saúde, educação e segurança. Pedimos que aumentem os impostos cobrados a pessoas como nós. Imediatamente", apelaram. Já os Patriotic Millionaires são um grupo que pretende que estes neófitos sultões e xás também dêem maiores contribuições. Aliás, até mesmo o FMI, pela voz de Vítor Gaspar, sugeriu agora taxar os indivíduos e empresas mais ricas, lembrando que há multinacionais que prosperaram nos mercados de capitais no meio desta hetacombe. O ex-ministro chegou a dizer que é preciso "um esforço mundial para combater a evasão fiscal e assegurar que as grandes empresas pagam a sua justa parte". Também tu, FMI?! Aquele que tem sido responsável (inclusive em Portugal) pela implementação de programas de austeridade que desprotegem trabalhadores, esbulham recursos e degradam a vida das populações? A sério?

Portugal | PS quer que Cavaco Silva diga “quando é que soube do buraco do BES”

O PS quer que o antigo Presidente da República Cavaco Silva esclareça "quando é que soube do buraco do BES" e porque é que "não agiu atempadamente" para evitar o aumento de capital, que gerou "um universo de lesados"

À agência Lusa, João Paulo Correia, coordenador do PS na Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar às perdas registadas pelo Novo Banco e imputadas ao Fundo de Resolução, adiantou quais são as perguntas que o partido quer ver respondidas por escrito por parte de Cavaco Silva.

“As perguntas que têm de ser feitas a Cavaco Silva, que era Presidente da República, a autoridade política máxima na altura, é se confirma que tomou conhecimento no final de março de 2014 da exposição do BES ao GES e se essa foi a primeira vez que teve acesso a informação privilegiada do BES”, questiona.

O deputado socialista quer ainda que o antigo chefe de Estado confirme se “tinha conhecimento em maio de 2014 do buraco do GES”.

“Sobretudo porque é que não tomou nenhuma diligência nessa altura, naqueles meses, de forma que o aumento de capital, que foi concretizado em junho desse ano, não se viesse a concretizar”, pergunta ainda.

Sócrates | Juiz levanta arresto a casa da rua Braamcamp e apartamento de Paris

O apartamento da rua Braancamp, em Lisboa, a casa em Paris onde José Sócrates viveu, ambos propriedade de Carlos Santos Silva, e ainda o Monte das Margaridas deixam de estar arrestadas na Operação Marquês, por decisão do juiz de instrução.

No despacho instrutório, proferido na sexta-feira, o juiz Ivo Rosa ordenou o levantamento imediato do arresto de vários bens imóveis dos arguidos, designadamente três casas localizadas em S. Martinho (Sintra), o Monte das Margaridas, em Montemor-o-Novo, adquirido pela ex-mulher de Sócrates Sofia Fava, um apartamento de seis assoalhadas na avenida President Wilson, em Paris, dois imóveis no Cacém e um apartamento de luxo no edifício Heron Castilho, na rua Braamcamp, em Lisboa.

A residência na capital francesa foi comprada por cerca 2,6 milhões de euros por Carlos Santos Silva, amigo de longa data de Sócrates e a quem a acusação dizia ser o "testa de ferro" do antigo primeiro-ministro, que habitou o apartamento quando estudou em França.

"Tendo em conta a decisão de não pronúncia relativamente aos crimes ora em causa, quanto aos saldos bancários apreendidos e bens imóveis arrestados, verifica-se que não existem indícios que as quantias e bens imóveis em causa são produto dos crimes de corrupção passiva de titular de cargo político imputados ao arguido José Sócrates", lê-se no despacho.

Portugal regista mais seis mortes e 566 novos casos de Covid-19

Já foi divulgado o boletim epidemiológico deste domingo, dia 11 de abril.

Portugal reportou, nas últimas 24 horas, mais seis óbitos associados à Covid-19 e 566 novos contágios do novo coronavírus, informou, este domingo, a Direção-Geral da Saúde (DGS). Trata-se de um aumento de 0,07% nos novos casos de infeção e de 0.04% no que toca aos óbitos.

No total, o país regista 827.494 infetados e 16.916 óbitos.

O relatório deste domingo dá conta de 410 recuperados nas últimas 24 horas (total é de 784.618).

O boletim revela ainda que há menos 150 pessoas com a doença, ou seja, 25.960 pessoas estão com o vírus ativo em Portugal.

O número de internamentos em enfermaria mantém-se igual a ontem: 466. Já nos Cuidados Intensivos estão 163 pessoas internadas, menos seis que este sábado.

Nas últimas 24 horas apenas registaram-se óbitos em Lisboa e Vale do Tejo (4) e na região Norte (2).

A nível de contágios, foram registados mais 183 no Norte, 62 no Centro, 200 em Lisboa e Vale do Tejo, 16 no Alentejo, 33 no Algarve, 41 nos Açores e 31 na Madeira.

Notícias ao Minuto

Timor-Leste. Proteção Civil já identificou 36 mortos e 10 desaparecidos

As autoridades timorenses já identificaram 36 mortos e 10 desaparecidos nas cheias que assolaram há uma semana Timor-Leste, informou no sábado a Proteção Civil, revendo o balanço anterior de 26 mortos e 11 desaparecidos.

De acordo com os dados a que a agência Lusa teve acesso, há 20 mortos e dois desaparecidos na capital Díli, enquanto os restantes municípios totalizam 16 óbitos. Oito corpos (quatro em Ainaro e outros tantos em Manatuto) ainda estão por resgatar.

"No caso de Díli, o maior número de vítimas regista-se no posto administrativo de Don Aleixo, com sete mortos em Manleuana-Beduku, cinco em Moris Foun, quatro na aldeia 30 Agosto, um em Malinamuk, um em Fatuhada e um em Vila-Verde. Há ainda mortos a registar nos arredores da capital em Hera", lê-se em comunicado da Proteção Civil.

A Componente Naval das Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) e a Unidade de Polícia Marítima da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) têm ajudado nas buscas dos desaparecidos, que podem vir a reclassificar esta contagem nas próximas horas.

RTP | Lusa

Moçambique | Consultora avisa para risco de ataque a Pemba e tentativa de recuperar Palma

A consultora Pangeas-Risk considerou hoje que os insurgentes no norte de Moçambique estão a preparar um ataque a Pemba e deverão, nas próximas semanas, insistir no controlo de Palma, que está "vulnerável a novos ataques".

"Vai haver um vazio de segurança em Cabo Delgado no próximo mês, senão nos próximos, o que deixa quer Palma, quer outras localidades na província, expostas a mais ataques dos militantes", escreve a consultora numa nota dedicada à violência no norte de Moçambique.

"As nossas fontes locais esperam um ataque à localidade de Quitunda, perto do local do projeto de Afungi, nas próximas semanas; um ataque destes colocaria pressão para que a guarnição de Afungi saísse da zona de segurança à volta do local da construção do projeto de gás natural liquefeito e mobilizasse para proteger as comunidades deslocadas e vulneráveis em Quintunda, talvez violando o acordo de segurança entre o Governo e a petrolífera Total", escrevem os analistas.

Na nota enviada aos clientes, e que a Lusa teve acesso, estes analistas afirmam que "mais ataques a Palma devem ser esperados nas próximas semanas, já que os insurgentes procuram recuperar o controlo do território e estender o seu controlo a norte de Mocímboa da Praia".

Moçambique | A Frente Mais Nova Na Conhecida Guerra Global Contra o Terror dos EUA

#Publicado em português do Brasil

Andrew Korybko* | OneWorld

Muitos observadores perderam a designação dos EUA no início de março de “Al Shabaab” de Moçambique como uma organização terrorista global afiliada ao ISIS e seu subsequente envio de cerca de uma dúzia de Boinas Verdes ao país para ajudar os militares nacionais em suas operações antiterroristas, mas este desenvolvimento sinaliza que o estado da África Austral se tornou de forma importante a mais nova frente na “Guerra Global ao Terror” da América.

A mais nova frente dos EUA na sua “Guerra Global ao Terror” foi oficialmente aberta no estado de Moçambique na África Austral após a designação do Departamento de Estado no início de março do país “Al Shabaab” como uma organização terrorista global afiliada ao ISIS e o envio subsequente de cerca de uma dúzia de Boinas Verdes para ajudar os militares nacionais em suas operações antiterroristas. Muitos observadores perderam esses desenvolvimentos, talvez porque estivessem muito ocupados prestando atenção às últimas voltas e reviravoltas do que eu descrevo como Guerra Mundial C , ou a tentativa descoordenada do mundo de conter COVID-19, que catalisou processos de mudança de paradigma de espectro total em todos os esfera da vida. Eu avisei em setembro passado que “Moçambique pode exigir assistência militar estrangeira para limpar sua bagunça híbrida de guerra ”depois que ficou claro que o país não poderia enfrentar esta tarefa urgente por conta própria, nem foram os seus parceiros contratantes militares privados (PMC) relatados anteriormente capazes de ajudá-lo o suficiente para Este fim. Essa previsão acabou se concretizando em março.

Interesses americanos na África Austral são variados, mas compartilham o objetivo comum de reagir contra as tendências multipolares regionais, especialmente a crescente influência da China ali. No caso moçambicano, o país tem a chance de se tornar um dos maiores exportadores de GNL do mundo no futuro, caso seus vastos depósitos de gás offshore no norte que estão acidentalmente nas proximidades da atual zona afetada por terroristas sejam totalmente explorados. Até agora, houve sérias preocupações por parte dos Estados Unidos de que a influência chinesa em Moçambique pudesse moldar indiretamente a indústria global de energia, bem como facilitar os esforços de Pequim para conectar mais estreitamente os países sem litoral à sua Belt & Road Initiative (BRI) por meio de trans -Corredores comerciais da Mozambican.