segunda-feira, 1 de junho de 2020

Governo chinês denuncia “doença crónica” do racismo nos Estados Unidos


O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês acusa os Estados Unidos de ter “padrões duplos”, por considerar como “heróis” os manifestantes “violentos” em Hong Kong.

O Governo chinês denunciou esta segunda-feira a “doença crónica” do racismo nos Estados Unidos, após a morte de George Floyd, um afro-americano sufocado por um polícia branco, que desencadeou protestos em todo o país.

agitação em várias cidades norte-americanas é um sinal da “gravidade do problema do racismo e da violência policial nos Estados Unidos”, afirmou Zhao Lijian, porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da China, em conferência de imprensa.

Zhao comparou a violência nos Estados Unidos com a que abalou a região semi-autónoma de Hong Kong, no ano passado, em reacção à crescente influência de Pequim na antiga colónia britânica.

Porto(gal) | É ideologia, sim!


Rui Sá | Jornal de Notícias | opinião

Tem toda a razão Rui Moreira quando se insurge contra os planos da TAP de desprezar completamente o aeroporto do Porto.

E a sua razão está relacionada com o facto de, ponderando-se a injeção de milhões de euros de capitais públicos na empresa, se ter de exigir, como contrapartida, a garantia da defesa do interesse nacional. Se a empresa é privada, o seu objetivo é o lucro, pelo que tem toda a liberdade para escolher as rotas que lhe pareçam mais lucrativas. Mas se a empresa é pública, então o objetivo é servir o interesse nacional, podendo este ser menos lucrativo (ou, no limite, dar prejuízo), mas trazendo benefícios económicos, sociais, políticos (que têm de ser colocados na equação contabilística) para o país.

Aliás, se houve coisa que esta pandemia nos mostrou é a importância do controlo público dos serviços públicos. O êxito do nosso combate à covid-19 deveu-se ao Serviço Nacional de Saúde, dado que o sistema privado desapareceu no início do combate. Esta semana lemos que os operadores privados de transporte rodoviário de passageiros da área do Porto deixaram de prestar grande parte dos serviços (porque não davam lucro!), deixando apeados os utentes, ao contrário do que aconteceu com a STCP e o Metro do Porto, que no essencial os mantiveram.

A questão do controlo destes serviços, ao contrário do que afirmou Rui Moreira, é pura ideologia. Entendo que aqueles que defendem o primado do privado queiram fazer esquecer os factos. Vejo, até, grandes defensores do "menos Estado, melhor Estado" a exigirem apoios do Estado, a fundo perdido, à atividade privada... Mas nós, cidadãos que beneficiamos dos mesmos, não podemos esquecer esta lição: na altura do aperto, foi o setor público que deu resposta às nossas necessidades.

*Engenheiro

Covid-19 | Morreram mais 14 em 24 horas. Lisboa cresce em novos casos


Não há novos casos de covid-19 na região Norte em 24 horas

Portugal registou mais 14 mortos por covid-19 nas últimas 24 horas. O total de vítimas mortais é de 1424. O número de infetados subiu mais 200 num dia.

De acordo com o boletim da Direção-Geral da Saúde desta segunda-feira, Portugal regista 1424 vítimas mortais pelo novo coronavírus (mais 14 pessoas nas últimas 24 horas). No primeiro dia da terceira fase de desconfinamento foram registados mais 200 infetados, um total de 32700 desde o início da pandemia.

Há ainda mais 143 casos recuperados. No total, mais de 19500 pessoas recuperaram do vírus da covid-19. Quase 28 mil pessoas estão a ser vigiadas pelas autoridades de saúde em casa e 1720 aguardam os resultados dos testes à infeção respiratória.

No que toca aos números da covid-19 em Portugal Continental, a região Norte continua à frente com 16760 infetados (não aumentou em 24 horas) e 791 mortes (mais sete num dia). 

Lisboa, atual capital do novos casos de covid-19

A região de Lisboa e Vale do Tejo aparece a seguir nos números com 11335 doentes (mais 193 em 24 horas) e 363 vítimas mortais (mais seis mortes face ao dia anterior). Só no município de Lisboa há 2409 casos confirmados de covid-19. Esta segunda-feira, determinadas medidas da terceira fase de desconfinamento -- como a reabertura de centros comerciais -- foram adiadas para 4 de junho, na Área Metropolitana de Lisboa, devido ao crescente número de pessoas infetadas na região com o novo coronavírus.

A região Centro tem atualmente 3747 infetados e 239 mortos, o Alentejo permanece com uma vítima mortal e 259 doentes e o Algarve regista 372 infetados e 15 vítimas mortais. Já no arquipélago da Madeira, não há registo de mortes por covid-19, mas existem 90 infetados. Nos Açores, há 15 mortes e 137 doentes.

Os mais de 80 anos quase nas mil mortes

Nas faixas etárias, os maiores de 80 anos continuam a registar o maior número de baixas com 958 mortes. Há três mortes a registar abaixo dos 40 anos e 16 vítimas mortais entre os 40 e os 49 anos.

O número de doentes em cuidados intensivos permanece igual ao do dia anterior: são 64. E há 471 pessoas internadas com covid-19.

PG com Rita Neves Costa | Jornal de Notícias | Imagem: Pedro Correia//Global Imagens

O fascismo avança nos EUA, o racismo é só uma das consequências


Expresso Curto pela batuta de Martim Silva. Tipo rapsódia, abarca muitas "músicas". Começa pela pauta das vítimas do racismo, um dos recheios do fascismo norte-americano cada vez mais evidente. Atacam os negros, a liberdade de expressão, os mais pobres… e matam sem se fartarem. E a porrada selvagem que não falta. Mas que não, para alguns, aquilo é que é democracia… Ora, ora, vamos ali fazer as necessidades ao dobrar da esquina e já voltamos… Com o merecido presente para Trump e semelhantes “democratas”, da polícia e de tantos outros locais fascistas-racistas dos EUA.

Verdade que já enoja tanta matéria do mal vinda do nojento império do mal – que infelizmente é o que personifica os EUA desta modernidade em que a vida só com contentores de dólares e com pele dita branca vale mais. A restante é para usar e deitar fora ou eliminar sem dó nem piedade.

Tristeza é o que nos invade ao ver, ler e pensar na atualidade vinda de lá. Nos tantos maus acontecimentos e péssimas declarações e decisões das políticas de um presidente eleito e execrável. E outros políticos iguais. Afinal de um país a ferro e fogo com o seu próprio povo. Povo que sofre as consequências do corporativismo, elevado ao desumano capitalismo, que mais se comporta como sindicato do crime…

Dizer mais o quê? Já tudo foi dito. E cada vez pior. Avançar é o que importa, pela positiva.

Na UE vários países dão abertura ao desconfinamento. Portugal vai atrás. Julgamos por aqui que talvez esteja a ser demais. O que se passa é que é falsa ideia e declarações de que os portugueses são responsáveis e cumpridores. Essa ideia é um exagero. Exagero que nos pode vir a sair caro. Avisamos, à cautela. De nada servirá. Sim, até nos podemos enganar e vir a ser tudo um mar de rosas, ou quase. Não cremos nisso mas o seu contrário. Pessimismo, dirá Costa. Pois é. Nós somos os que que andamos nas ruas, e por aí… A plebe. Vimos. E o que vimos é esclarecedor quanto ao mito. Pessimismo, dirá Costa. Oxalá. Não resistimos a perguntar quantos mais vão morrer devido a tão larga abertura desconfinada. Ah, pois, a economia... É o que vale a vida dos portugueses. Pois é. Registe-se. De preferência numa pedra de gelo.

Sem palco e sem cortina para fechar preferimos fazer o convite para seguir para o Expresso Curto. Um rol de desgraças no outro lado do Atlântico e por cá. Parece que pior por lá…

Bom dia, se conseguirem e nos emprestarem alguma da vossa felicidade. Obrigado.

MM | PG

Crónica sobre o costume: o outro


Ferreira Fernandes | Diário de Notícias | opinião

Leitor, olá! Escolheu bem por me ler, sou um doutorado no assunto momentoso que aqui nos junta. Perdoe-me a imodéstia, não sou um sábio, é certo, falham-me livros, mas sou experimentadíssimo sobre o que abre os telejornais na América. O outro.

O assunto momentoso: na Georgia, estado do sul dos Estados Unidos, um homem corre no lusco-fusco, num daqueles bairros dos subúrbios que Hollywood nos ensinou a conhecer, sem muros nos quintais e com portas de vidrinhos e uma lingueta de trinco que salta com um simples piparote - toda a segurança que basta e acautela a classe média baixa americana. Branca. De americanos brancos, repito, porque nesta história é essencial essa brancura que contrasta com a pele negra do homem que corre. Um vídeo filma-o e também a um carro de habitantes do bairro que o persegue.

Outro ângulo da mesma situação: um homem está no chão, detido pela polícia de Minneapolis, no estado do Minnesota, no norte dos Estados Unidos. Três agentes fardados estão sobre o homem, encostando-o à roda traseira do carro policial, um deles com um joelho sobre o pescoço do detido. Há ainda outro polícia, de pé, que afasta a gente que se acerca e, sobretudo, aos seus vídeos. Mas estes filmam o homem, durante longos minutos, com a face negra empurrada contra o asfalto. O sujeitado que se queixa: "Não consigo respirar..."

EUA | Casa Branca. Polícia lança gás lacrimogéneo para dispersar manifestantes


A Polícia norte-americana disparou gás lacrimogéneo em frente à Casa Branca, no domingo, para dispersar manifestantes que protestavam contra a morte do afro-americano George Floyd, na segunda-feira passada, durante uma detenção violenta.

Cerca de mil manifestantes concentraram-se em frente à residência do Presidente dos Estados Unidos, gritando palavras de ordem e ateando fogos, numa altura em que Washington regista confrontos violentos noutras partes da cidade.

O incidente deu-se uma hora antes do recolher obrigatório decretado pelas autoridades, a partir das 23h00 de domingo (04h00 de hoje em Lisboa).

Sinais de trânsito arrancados, barreiras de plástico e até uma bandeira dos Estado Unidos foram usados como combustível para atear fogos no parque em frente à Casa Branca, enquanto a Norte da cidade se registaram pilhagens de várias lojas e um cinema.

Mais de quatro mil detidos nos EUA após morte de George Floyd


Pelo menos 4.100 pessoas foram detidas nos protestos nos Estados Unidos que se seguiram à morte do afro-americano George Floyd na segunda-feira, de acordo com uma contagem realizada pela agência de notícias Associated Press.

As detenções foram feitas durante as pilhagens e no decorrer de bloqueios nas estradas, bem como pelo incumprimento do recolher obrigatório imposto em várias cidades norte-americanas.

Os números da prisão incluem os das manifestações em Nova Nova Iorque e Filadélfia na costa leste, Chicago e Dallas no centro-oeste e sudoeste, bem como em Los Angeles na costa oeste.

A filha do autarca de Nova Iorque, Bill de Blasio, está entre os detidos de sábado à noite na parte baixa de Manhattan, quando participava numa manifestação.

China | Hong Kong nega ceder "às ameaças" dos EUA sobre fim de vantagens comerciais


Hong Kong, 30 mai 2020 (Lusa) -- O Governo de Hong Kong assegurou hoje que não vai ceder "às ameaças" do Presidente norte-americano, Donald Trump, relativamente ao fim de vantagens comerciais dadas à antiga colónia britânica face à China, estando a trabalhar num "plano de contingência".

Em causa está o facto de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado que vai abolir as vantagens comerciais concedidas a Hong Kong após sua transferência do domínio britânico para chinês em 1997.

Em declarações hoje prestadas à imprensa regional, o ministro da Segurança Local de Hong Kong, John Lee, afirmou que "os Estados Unidos não vão ganhar com as suas ameaças".

A decisão de Donald Trump traduz-se na revogação do estatuto especial de Hong Kong e surge como reação à nova legislação de segurança nacional aprovada por Pequim.

Porém, para John Lee, Hong Kong "está a fazer o que está correto" ao apoiar esta lei recentemente aprovada por Pequim para Hong Kong.

China | Receita do jogo em Macau com perdas de 93,2% em maio


Macau, China, 01 jun 2020 (Lusa) -- As receitas do jogo em Macau caíram 93,2% em maio, em relação a igual período de 2019, quando já se registavam fortes restrições nas fronteiras da capital mundial dos casinos para conter a pandemia da covid-19.

Se em maio de 2019 as operadoras que exploram o jogo no antigo território administrado por Portugal tinham arrecadado 25,95 mil milhões de patacas (2,63 mil milhões de euros), agora a receita bruta mensal ficou-se pelos 1,76 mil milhões de patacas (cerca de 198 milhões de euros).

Os dados hoje divulgados pela Direção de Inspeção e Coordenação de Jogos (DICJ) indicam também uma descida de 73,7% nos cinco primeiros meses do ano, num período em que casinos estiveram fechados durante pelo menos 15 dias em fevereiro.

O montante global gerado de janeiro a maio de 2020 foi de 33 mil milhões de patacas (3,72 mil milhões de euros), menos 92,68 mil milhões de patacas (10,44 mil milhões de euros) do registado nos cinco primeiros meses de 2019.

Os casinos de Macau fecharam 2019 com receitas de 292,46 mil milhões de patacas (cerca de 32,43 mil milhões de euros).

PIB de Macau cai 48,7% no primeiro trimestre do ano


Macau, 31 mai 2020 (Lusa) -- O Produto Interno Bruto (PIB) de Macau caiu 48,7% no primeiro trimestre do ano, em termos reais, comparativamente a igual período de 2019, indicam os últimos dados oficiais.

De acordo com um comunicado da Direção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), divulgado no sábado, a economia de Macau "em que predominam as exportações de serviços, sofreu um grave impacto da queda drástica da procura global", devido à covid-19.

Em termos de procura externa, as exportações de serviços registaram uma queda homóloga de 60%, com "destaque para as quedas de 61,5% nas exportações de serviços do jogo e de 63,9% nas exportações de outros serviços turísticos.

As exportações de bens diminuíram 23,5% e "agravou-se a amplitude descendente da procura interna, com uma queda anual de 17,5%, arrastada principalmente pelas diminuições do investimento em ativos fixos e da despesa de consumo privado", salientou.

Estudante chinesa relata como viveu a evolução da epidemia em Portugal


Zhan Luoheng*

Tal como todos aqueles que se encontram fora do país e se preocupam com os seus familiares, enquanto estudante chinesa em Portugal, posso dizer que enfrentei “duas epidemias”. Inicialmente seguia de perto a evolução da situação na China e, mais tarde, passei a participar no combate como membro da sociedade portuguesa. Experienciei duas formas de conter a propagação do vírus, mas a mesma preocupação do governo pelos seus cidadãos e a mesma exteriorização de afeto e solidariedade entre as pessoas.

Os portugueses têm um forte caráter individual, mas tal não impede que demonstrem uma notável consciência coletiva perante uma situação de crise. Eu, enquanto participante “especial” desta batalha, considero que Portugal deveria ser considerado um caso à parte na Europa, pois os esforços e sacrifícios do seu povo são merecedores do nosso aplauso.
No dia 2 de março, Portugal confirmou o primeiro caso do novo coronavírus. No início, o vírus não foi motivo de grande preocupação entre os portugueses. Pelo contrário, para os chineses residentes em Portugal, era motivo de alarme. Eu própria fui alvo de condescendência entre os meus amigos portugueses, que diziam que estava a ser “exagerada” e “demasiado preocupada”.

Sempre que perguntavamos se já tinham comprado máscaras, desinfetantes e outros produtos de higienização, parecia que combinavam entre eles a mesma resposta: “Não te preocupes, relaxa”. Aos olhos deles, esta seria mais uma vez em que Portugal seria aquele país pelo qual uma crise passaria ao lado.

No entanto, foram precisos apenas 11 dias para que um fenómeno externo passasse a envolver toda a população. Em comparação com os restantes países da Europa, o desempenho português é particularmente notável. No dia 13 de março, recebi uma mensagem do meu senhorio português avisando que o país iria em breve implementar uma política de confinamento domiciliar. Nesse dia, fosse nos correios, no talho, no supermercado, ou em qualquer outro espaço público, as pessoas mantinham já conscienciosamente um metro de distanciamento social nas filas de espera para entrar e sair das superfícies. Esta conduta deixou os chineses em Portugal e a sociedade como um todo mais descansados.

Diferentemente da China, Portugal avançou com a sua própria estratégia, talhada para as características e condições locais. Por exemplo, aos doentes com sintomas leves foi-lhes recomendado que permanecessem em casa. Durante o período em que o confinamento esteve em vigor em todo o país, o governo português não impôs limitações severas às liberdades individuais e manteve a confidencialidade da localização dos casos confirmados.

A opacidade da informação de cada paciente e a relativa tolerância das deslocações, embora tenham preservado a privacidade e as liberdades individuais, fez com que muitas outras pessoas tenham ficado preocupadas. No entanto, vale a pena sublinhar que cada medida tomada pelo governo português foi ponderada com base nas circunstâncias económicas, médicas e sociais do país, tendo sido repetidamente equacionadas variáveis individuais e coletivas, regionais e étnicas.

O país não perdeu tempo a criar medidas para assegurar o “futuro da pátria”: rapidamente foi implementado o “Estudo em Casa”, garantindo os meios necessários para os estudantes do ensino primário e básico assistirem às aulas em casa, todos os dias úteis, das 9h às 17h. Para os grupos mais desfavorecidos, foram criadas leis de isenção temporária do pagamento de rendas. Os mais jovens uniram-se espontaneamente para apoiar os mais velhos, oferecendo-se para levar as compras a sua casa e garantir vários apoios necessários no seu dia-a-dia. Para agradecer aos profissionais de saúde, a população chegou a acorrer às varandas das suas casas, pelas 20h, para bater palmas. Pode dizer-se que foi um período com alguns “traços ocidentais”: uso de máscara sem cobrir o nariz; saídas à rua sem máscara; desinfeção do tapete depois de voltar a casa; idas do presidente da República em calções ao supermercado; patrulhas de carros da polícia com slogans apregoados via megafone durante o confinamento; dificuldades em resistir aos encantos dos dias de sol e a criação de regulamentos de distanciamento nas praias proibindo “aglomerados de mais de 10 pessoas”, já depois do pico da epidemia ter passado. Todas estas situações despertam uma certa ternura no coração e fazem com que goste ainda mais deste país.

Durante este período em que enfrentamos a epidemia, eu, tal como os outros chineses em Portugal, encaramos a situação mais alerta. Fomos rotulados de “forasteiros” e fomos parte de um dos grupos mais afetados pelo preconceito. Há alguns dias, um jornal português publicou um artigo da minha autoria, no qual critiquei a questão da descriminação. Muitos dos comentários das pessoas foram negativos. É também devido a estas vozes que aprendi a valorizar ainda mais as boas ações. Ainda me lembro quando o surto começou a espalhar-se pelo mundo - e com ele a descriminação contra os chineses - em que tinha receio de entrar nas carruagens do metro, repletas de rostos estrangeiros, e uma rapariga portuguesa da minha idade sorriu na minha direção e acenou para eu entrar. Recordo-me também de cada gesto e demonstração de afeto dos meus amigos estrangeiros durante este período.

Bem sei que esta luta em Portugal não foi fácil e agradeço todos estes momentos calorosos. Portugal é um país multiétnico e, como tal, não é tarefa simples a coordenação das diferenças de todas as suas gentes. Seja a nível governamental ou da sociedade civil, Portugal moveu os esforços necessários para controlar a epidemia nos últimos três meses.
Neste momento, a sociedade portuguesa regressa gradualmente ao trabalho. Embora as pessoas de máscara nas ruas nos lembrem que ainda é preciso estar alerta, tudo parece ter regressado à normalidade.

*Portuguese People Online | Fonte: Diário do Povo | Imagem: Ronnie

*Tradução por Mauro Marques

*A autora é estudante da Universidade de Línguas Estrangeiras de Shanghai e encontra-se a realizar um programa de mobilidade na Universidade Nova de Lisboa

domingo, 31 de maio de 2020

EUA | Silicon Valley viola a liberdade de expressão. Está na hora de acabar


Robert Bridge* | Strategic Culture

Em algum lugar ao longo do caminho do desenvolvimento da América, as empresas foram abençoadas não apenas com a "personalidade", mas com o poder de sancionar que tipo de mensagem era permitido entrar no domínio público. Sejamos claros: esse tipo de controle corporativo, que beira o puro fascismo, não tem lugar na democracia.

Não há necessidade de perguntar. Não há necessidade de ser educado. Não há necessidade de debater. Só é necessário apontar a Primeira Emenda da Constituição dos EUA para que esse direito humano fundamental, inscrito na lei há mais de 200 anos, seja devolvido ao povo americano.

“O Congresso não fará nenhuma lei respeitando um estabelecimento de religião ou proibindo o livre exercício do mesmo; ou abreviar a liberdade de expressão ou de imprensa; ou o direito do povo de se reunir pacificamente, e de pedir ao governo uma reparação de queixas. ”

Então, como aconteceu que um comando tão direto e inequívoco se tornou tão inatingível na realidade?

 principal fonte de nossa situação atual é que os Pais Fundadores não tinham ideia de em que grau as empresas viriam a dominar cada centímetro quadrado de nossas vidas públicas e privadas. Se eles tivessem sido avisados ​​de alguma maneira dos piratas que se aproximavam logo no horizonte com sérios eixos políticos a triturar, não há dúvida de que eles teriam ajustado as velas da Constituição para se preparar para a invasão. Infelizmente, essa clarividência estava muito além dos poderes psíquicos de qualquer indivíduo na época.

Eis o sistema que é preciso destruir


Como os bancos centrais inundam de dinheiro o cassino financeiro global. A moeda do mundo, criada do nada, em favor do 0,1%. O papel dos EUA. A ascensão subversiva da China. Uma estudiosa do “novo” capitalismo conta tudo

Ann Pettifor | Outras Palavras | Tradução de Simone Paz

Greenback, greenback, dollar bill
Just a little piece of paper, coated with chlorophyll

—Ray Charles

(“Nota de dólar, nota de dólar verde
Apenas um pedacinho de papel, revestido com clorofila”
)

Conhecemos a história porque Henry Paulson, que já foi executivo-chefe da Goldman Sachs e, também, secretário do Tesouro dos EUA durante a última crise, está reunindo os capitalistas do mundo para defender a globalização contra o reshoring, o protecionismo e os controles de imigração. Paulson entende isso como uma guerra de ideias. Nas colunas do Financial Times, defendeu que “a iminente batalha colocará as forças de abertura — enraizadas nos princípios de mercado — contra as de fechamento, em quatro dimensões: comércio, fluxos de capital, inovação e instituições globais”.

Essa “batalha iminente” já se inclina a favor da classe dos credores do mundo — com o apoio dos bancos centrais e, em particular, o dos EUA, o Federal Reserve, que emprega sua arma mais potente: o dólar americano, aquele “pedacinho de papel revestido com clorofila”. Suas ações deixam claro que pode não haver um comitê internacional para salvar as pessoas de uma pandemia global, mas existe um comitê internacional criando uma “grande rede de segurança” para salvar as finanças privadas, por causa da pandemia. Os dirigentes dos bancos centrais engajaram-se em uma ação decisiva, expansiva e coordenada internacionalmente para salvar o capitalismo rentista, enquanto os governos de presidentes como Trump, Bolsonaro, Modi e Johnson divertem-se, lidando da pior maneira com a crise da covid-19.

A ascensão do nacionalismo e do protecionismo, que levou esses líderes autoritários ao poder, juntamente com ações extraordinárias dos bancos centrais em apoio aos cassinos financeiros de Wall Street e da City [centro financeiro de Londres], são reações e consequências de “externalidades negativas” típicas da globalização: conectividade e integração. A pandemia não deixa de ser também uma consequência dos riscos sistêmicos à saúde, inerentes à conectividade e à integração do projeto de globalização.

Onde ficam os progressistas nesse debate de ideias que envolve globalização e políticas monetárias? A julgar pelo tom e nível do debate público ocidental, a esquerda se mantém à margem da arena de batalha entre os pró-globalização e os contrários a ela. Tanto a campanha eleitoral liderada por Jeremy Corbyn, quanto a candidatura presidencial de Bernie Sanders nos Estados Unidos, ofereceram uma análise sólida, além de uma profunda compaixão e solidariedade às vítimas da globalização e do colapso climático. Mas suas campanhas costumavam focar, com frequência, em questões domésticas — tais como sistemas de saúde, moradia acessível, a nacionalização das ferrovias, a atenção para os pobres e sem-teto — e ignoraram tanto a infraestrutura financeira globalizada (que torna praticamente impossível a reforma desses setores), como o establishment político que lutará até a morte para defender o sistema.

Essa ignorância sobre os elementos nocivos do sistema monetário internacional e seus impactos no Sul Global abafa o debate e inibe possibilidades radicais. Afinal de contas, não é possível transformar um sistema e redesenhar sua arquitetura financeira internacional, enquanto esse sistema não for compreendido, discutido e debatido.

Em outras palavras, para decidir nosso rumo, precisamos entender como chegamos até aqui.

Cântico de Zacarias


César Príncipe

Bendigamos

As bobinas de papel higiénico. Restarão para a posteridade como metáfora do açambarcamento-confinamento no brotar da Pandemia-19. As populações urbanas interiorizaram que o desfecho seria dirimido entre Sanitas & ETAR`S. As populações rurais sempre dispuseram de uma folha de couve nas hortas de subsistência. Haverá que apurar a fonte do pânico e quais os interesses ocultos das corporações ou se apenas emergiu no contexto de um rumor relacionado com o inimigo invisível (embora o mundo esteja prenhe de agentes excre(mentais) tão ou mais tenebrosos que ele, o mundo, o que não enxerga Trumps & Bolsonaros). Uma interrogação decorre desta corrida consumista. Ao que parece, perdida a Fé nos Homens, em vez de fazer cumprir o disposto no Novo Testamento, o Criador envenenou os criados com as próprias fezes. O Apocalipse acaba de ser reescrito em Rolos W.C. por João de Patmos. O apóstolo catastrofista.

Covid-19 | Jovens infetados são a nova preocupação na região de Lisboa


A ministra da Saúde lembrou, este domingo, que os jovens são "o novo grupo de infetados" em Lisboa e Vale do Tejo, apelando para que estes fiquem em casa se forem infetados com a covid-19. O ministério vai "reforçar a intervenção" na região.

De visita a Sintra, onde reuniu com Basílio Horta, presidente da Câmara local, Marta Temido ouviu o autarca dizer que tem havido "um défice de comunicação" quanto ao número de infetados. A ministra admitiu que "é difícil passar algumas mensagens", mas considerou ser necessário "persistir".

A governante acrescentou ter percebido "com muita clareza" que é preciso "comunicar com públicos mais jovens", uma vez que estes constituem "o novo grupo de infetados em Lisboa e Vale do Tejo". Na sexta-feira, a Direção-Geral da Saúde (DGS) revelou que 92% dos novos infetados na Grande Lisboa pertencem a esta faixa etária.

Temido lembrou que, nestes casos, "a doença tende a ser mais ligeira em termos de sintomas", mas reforçou: "por favor, se estiverem doentes fiquem em casa e não contactem ninguém".

Portugal | No saguão do teletrabalho


Manuel Carvalho Da Silva | Jornal de Notícias | opinião

Está em curso uma discussão sobre o teletrabalho muito suportada por opiniões superficiais, sem reflexão acerca do contexto económico, social e político em que vamos viver, sem suporte em estudo científico e empírico indispensáveis.

São, em grande medida, pronunciamentos embalados pelo fascínio da tecnologia e algumas tentativas de credibilizar objetivos particulares de curto prazo. O assunto é sério, tem de ser estudado, nas suas vantagens e inconvenientes, tomando a experiência forçada de muitos milhares de trabalhadores, mas muito para além do observável nessa experimentação.

Em pouco tempo emergiram vantagens e inconvenientes. Questões muito delicadas ao nível do uso do tempo, um dos bens fundamentais sobre o qual não podemos perder o controlo. Há que distinguir, e criar barreiras, entre tempo de trabalho e tempo pessoal para a vida plena em todas as suas dimensões. Concomitantemente, tornaram-se evidentes as dificuldades de gestão do espaço doméstico e a tendência para sacrificar condições de vida de elementos da família em favor da prestação de trabalho de outrem.

Num tempo em que tanto se fala da necessidade de trabalho em equipa, se constata a necessidade de maior socialização, em que é preciso reforçar o coletivo contra o individualismo exacerbado e, quando é imberbe a regulação e regulamentação do teletrabalho, há muito a estudar para que o seu incremento não venha a ser mais prisão, amputação das liberdades e fragilização da democracia. E como estruturar bem a gestão de equipas à distância? E quais os impactos na distribuição territorial dos/as trabalhadores/as e suas implicações?

Vamos viver (já estamos) um tempo em que imensas pessoas têm menores rendimentos e o elevado desemprego coloca os trabalhadores numa situação de fragilidade: os desempregados forçados a aceitarem trabalho sem poderem proteger-se minimamente; e quase todos os outros mais expostos a chantagens, porque há um exército de mão de obra disponível. Por outro lado, como se vai confirmando a cada dia que passa, o choque da pandemia só foi simétrico no susto inicial: as desigualdades e as vulnerabilidades estão a agravar-se e os poderes a desequilibrarem-se em desfavor dos trabalhadores.

A utilização do teletrabalho vai ser influenciada até pela geopolítica, num quadro de incremento da automação, debaixo de falsos determinismos tecnológicos, e com as plataformas digitais e outras a tentarem camuflar dependências hierárquicas e funcionais, gerando a ilusão de estarmos perante uma proliferação de "atividades" ocasionais substitutivas do emprego.

E como vai ser feita a desincrustação da crise nos planos sociopolítico e institucional? O Estado e as instituições vão sair com mais força? As instituições de intermediação e regulação imprescindíveis em democracia, como os sindicatos, vão ser defendidas e reforçadas nas suas missões ou desvalorizadas?

É preciso fazer-se a caraterização funcional das diversas profissões, analisar mudanças para a organização do trabalho na perspetiva patronal mas, de igual modo, do ponto de vista do trabalhador. Este estudo não pode substituir aquele que identifique as exigências e limites no espaço privado. O perigo de se desvalorizar o teletrabalho é real. E ele não pode tornar-se trampolim de transferência de responsabilidades.

*Investigador e professor universitário

Portugal | PS de Costa no limiar da maioria absoluta e Chega ultrapassa o Bloco


Sondagem da Pitagórica para o JN e a TSF projeta um resultado de 44,8% e deixa os socialistas ainda mais longe do PSD (24,1%). O Chega está em queda (6,4%) mas rouba o terceiro lugar ao Bloco (6,1%).

Os passos trocados de António Costa e Mário Centeno não resultaram no trambolhão que se poderia esperar. Bem pelo contrário. Segundo a mais recente sondagem da Pitagórica para o JN e a TSF, o PS está no limiar de uma maioria absoluta (44,8%) e cada vez mais longe do PSD, que até recupera (24,1%). Outro dado assinalável é que o Chega, mesmo em queda, consegue passar para terceiro (6,4%), ultrapassando o BE (6,1%). A CDU melhora e entra na luta pelo pódio (5,8%). Seguem-se o PAN, em recuperação (3,3%), o CDS, que estanca as perdas (2,8%), e a Iniciativa Liberal, em baixa (1,6%).

O país político e mediático entusiasmou-se, em maio, com a novela à volta do pagamento de 850 milhões de euros ao Novo Banco; com a evidente falta de sintonia entre o primeiro-ministro e seu ministro das Finanças; e ainda mais quando o presidente da República consolou Costa e vergastou Centeno. As elites partidárias e jornalísticas entusiasmaram-se, o país real, aparentemente, não. Pelo menos a julgar pelos resultados da última sondagem da Pitagórica, cujos inquéritos foram recolhidos entre 16 e 24 de maio, já depois da conclusão dos episódios.

PS BATE RECORDE

O PSD de Rui Rio, que pediu a demissão do ministro das Finanças, até sobe um ponto percentual entre os barómetros de abril e maio (para 24,1%), mas o PS de António Costa, que recusou demitir Mário Centeno, sobe três pontos (para 44,8%). É o valor mais alto desde que se iniciaram estes barómetros para o JN, em abril do ano passado.

Um resultado que deixaria os socialistas, se estivéssemos em tempo de eleições, a roçar a maioria absoluta. Recorde-se que António Guterres conseguiu 44% (menos 8 décimas) em 1999 e ficou a um deputado do controlo do Parlamento; mas que José Sócrates marcou 45% (mais duas décimas) em 2005, conseguindo a única maioria socialista em 46 anos de democracia.

O fosso entre os dois maiores partidos continua por isso a alargar-se: nas legislativas de outubro passado foi de cerca de nove pontos percentuais e, de acordo com a projeção atual, já ultrapassaria os 20 pontos, em favor do PS.

Mas o atual clima de paz social entre os dois maiores partidos (o drama com Centeno foi a exceção) também autoriza a leitura de que o chamado "bloco central" ganha dimensão: a soma de socialistas e sociais-democratas nas legislativas de 2019 dava 64 pontos percentuais, e está agora em quase 70 pontos. Esse ressurgimento do "centrão" fica mais evidente quando se percebe que a maioria dos outros partidos (com a notável exceção do Chega) valem menos do que em outubro passado.

ESQUERDA AMARGA

Destacam-se em particular os partidos à Esquerda do PS. Bloquistas e comunistas somaram, nas últimas legislativas, cerca de 16 pontos; hoje valem 12 (menos quatro pontos). Nos barómetros de março e abril, o BE mostrava maior capacidade de resistência, mas os resultados de maio são piores, aproximando-o da CDU (estão separados por três décimas). Parece ser evidente que o PS canibaliza o eleitorado dos seus antigos parceiros.

É diferente o cenário à Direita. O valor conjunto de Chega, CDS, Iniciativa Liberal e Aliança é de 11 pontos: menos dois do que há um mês, mas mais três do que nas eleições de outubro passado. Ao contrário do PS, o PSD está a perder para os seus rivais mais pequenos. Se a projeção de resultados para Rui Rio se confirmasse em eleições, seria o pior resultado de sempre dos sociais-democratas (Sá Carneiro marcou 24,3% em 1976).

CHEGA AINDA SOMA

Quando se comparam os resultados das legislativas de 2019 com a projeção atual, há apenas dois partidos com razão para celebrar: os socialistas, porque estão no limiar de uma maioria absoluta, e os radicais de direita do Chega, agora em terceiro lugar.

Mesmo tendo em conta que a formação de André Ventura está em queda desde março (já perdeu quase dois pontos percentuais), o que é verdadeiramente importante é que soma mais cinco pontos do que em outubro passado.

São sondagens e não resultados reais, é certo. Mas revelam tendências. Acresce que o Chega mantém-se estável em Lisboa, ou seja, no maior círculo eleitoral do país.

21%
Tal como em março e abril, o PS está à frente do PSD em todos os segmentos (excluindo a faixa dos 45/54 anos, com um empate). Essa diferença é maior entre as mulheres (mais 21 pontos para os socialistas) do que entre os homens (mais 13 pontos)

29,9%
A região Norte continua a ser o melhor bastião dos sociais-democratas (29,9%), ainda que estejam abaixo dos socialistas (33,2%). No Grande Porto o caso muda de figura: o PS tem uma vantagem de quase 26 pontos relativamente ao PSD.

16,2%
O número de indecisos continua em queda: são agora 16,2%, com destaque para os homens (16,9%), os que têm entre 18 e 24 anos (25%) e os que residem no Grande Porto (23,5%).

21,4%
Os portugueses que votaram no Bloco de Esquerda continuam a revelar-se menos féis, numa tendência que permanece constante há três meses e que ajuda a explicar os maus resultados: ao todo, 21,4% estão agora indecisos.

Rafael Barbosa | Jornal de Notícias | Imagem: José Sena Goulão / EPA

Covid-19 | Índia regista mais de oito mil novos casos num único dia


A Índia registou mais de oito mil novos casos de covid-19 num único dia, um novo recorde desde o início da pandemia no país, foi hoje anunciado.

O número de casos confirmados de covid-19 na Índia subiu para 182.143, registando-se 5.164 mortes, incluindo 193 nas últimas 24 horas, anunciou hoje o Ministério da Saúde indiano.

Mais de 60% dos óbitos causados pela covid-19 tiveram origem em dois estados indianos - Maharashtra, um centro financeiro, e Gujarat, o estado de onde é originário o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.

Os novos casos concentram-se em seis estados indianos, incluindo a capital Nova Deli, sendo que a taxa de mortalidade associada à covid-19 naquele país se situa nos 2,8%.

No sábado, a Índia, um país com 1,3 mil milhões de habitantes, anunciou um desagravamento significativo das medidas de confinamento a partir de 08 de junho, com exceção para as regiões do país onde a pandemia da covid-19 continua a ter um elevado número de contágios.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 366 mil mortos e infetou mais de 6 milhões de pessoas em 196 países e territórios

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Notícias ao Minuto | Lusa | © Getty Images


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Rússia ultrapassa os 400 mil infetados, no dia em que regista 138 mortes


A Rússia registou 9.268 infetados, sendo esta a primeira vez que a contagem diária ultrapassou os 9.000 casos de infeção por covid-19, ao mesmo tempo que registou o menor número de mortes, 138, em vários dias, foi hoje revelado.

Os números totais relativos à pandemia do novo coronavírus na Rússia apontam que este país regista 405.843 casos e 4.693 mortes por covid-19.

A taxa de mortalidade relativamente baixa em comparação com outros países levou ao ceticismo no país e no exterior.

Para dissipar as suspeitas de que as autoridades estão a tentar reduzir o número de mortos por razões políticas, a vice-primeira-ministra, Tatyana Golikova, explicou na semana passada que a contagem da Rússia inclui apenas aqueles que confirmaram ter morrido diretamente da infeção.

Ao mesmo tempo, a governante revelou o número de pessoas que testou positivo covid-19, mas terá morrido devido a outras causas.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 366 mil mortos e infetou mais de 6 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,4 milhões de doentes foram considerados curados.

Notícias ao Minuto | Lusa | Imagem: Reuters


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EUA com 960 mortos vítimas de covid-19 nas últimas 24 horas


Os Estados Unidos registaram mais 960 mortos devido à covid-19 nas últimas 24 horas, elevando para mais de 103 mil o total de óbitos no país desde o início da epidemia, indicou a Universidade Johns Hopkins.

As autoridades sanitárias norte-americanas contabilizaram 1.769.776 casos da doença, desde final de fevereiro, altura em que se registou a primeira morte no país, de acordo com os números contabilizados pela universidade norte-americana, sediada em Baltimore (leste), até às 20h30 de sexta-feira (01h30 de hoje em Lisboa).

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 366 mil mortos e infetou mais de seis milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,4 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano passou a ser o que tem mais casos confirmados (mais de 2,7 milhões, contra mais de 2,1 milhões no continente europeu), embora com menos mortes (mais de 159 mil, contra mais de 177 mil).

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial, num "grande confinamento" que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.

Notícias ao Minuto | Lusa

EUA | Confrontos entre manifestantes e polícias abalam principais cidades


Confrontos entre manifestantes e polícias abalaram no sábado à noite as principais cidades dos Estados Unidos, colocadas sob recolher obrigatório, na sequência da morte do afro-americano George Floyd.

Presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu "travar a violência coletiva", após várias noites de distúrbios em Minneapolis, onde Floyd, de 46 anos, foi morto na segunda-feira passada pela polícia local.

De acordo com a agência de notícias Associated Press (AP), a polícia deteve cerca de 1.400 pessoas em 17 cidades norte-americanas.

Em Minneapolis, no estado do Minnesota (norte), agentes com equipamento antimotim carregaram sobre manifestantes, que desafiaram o recolher obrigatório, disparando granadas de gás lacrimogéneo e de atordoamento.

Confrontos registaram-se também em Nova Iorque, Filadélfia, Los Angeles e Atlanta, levando os responsáveis destas duas últimas cidades, bem como os de Miami e de Chicago, a anunciar a imposição do recolher obrigatório.

Trump, que denunciou já repetidamente a "morte trágica" de Floyd, atribuiu os confrontos a "grupos da extrema esquerda radical" e ao "Antifa" (antifascistas).

"Não devemos deixar que um pequeno grupo de criminosos e vândalos destrua as nossas cidades", declarou.

Também o governador do Minnesota, Tim Walz, denunciou elementos exteriores ao estado e que apontou como possíveis anarquistas, mas também supremacistas brancos ou traficantes de droga.

Para controlar a situação, Walz anunciou a mobilização dos 13 mil soldados da Guarda Nacional do estado e pediu ajuda ao Departamento de Defesa.

Unidades da polícia militar foram colocadas em estado de alerta para uma eventual intervenção em Minneapolis, no prazo de quatro horas, precisou o Pentágono.

A polícia militar só pode intervir em território norte-americano em caso de insurreição.

Centenas de manifestantes concentraram-se em protesto também em Dalas, Las Vegas, Seattle e Memphis, entre outras cidades.

Em Washington, junto à Casa Branca, as granadas de gás lacrimogéneo e focos de incêndio marcaram a noite de sábado.

Em Nova Iorque, mais de 200 pessoas foram detidas, na sequência de confrontos com a polícia. Vários agentes ficaram feridos, enquanto em Atlanta ou em Miami, numerosos veículos policiais foram incendiados.

Pelo menos cinco agentes ficaram feridos em Los Angeles e centenas de pessoas foram detidas, na sequência de confrontos, pilhagens e incêndios, sobretudo em lojas de luxo de Beverly Hills.

Em todo o país, pelo menos duas pessoas morreram nos incidentes e dezenas ficaram feridas.

Na origem dos protestos está a morte do afro-americano George Floyd, de 46 anos, às mãos da polícia, depois de ter sido detido sob suspeita de ter tentado usar uma nota falsa de 20 dólares (18 euros) num supermercado de Minneapolis, no estado de Minnesota.

Nos vídeos feitos por transeuntes e difundidos 'online', um dos quatro agentes, que participaram na detenção, tem um joelho sobre o pescoço de Floyd, durante mais de oito minutos.

Os quatro foram já despedidos da força policial e o agente Derek Chauvin foi acusado de homicídio involuntário.

Notícias ao Minuto | Lusa


Um polícia morto a tiro e outro ferido em protestos por George Floyd

Os agentes da autoridade foram baleados em Oakland, no quarto dia de protestos contra o homicídio do afro-americano George Floyd pela polícia.

Dois agentes da polícia federal foram baleados em Oakland, nos Estados Unidos, na sexta-feira, um deles mortalmente, durante os protestos contra o homicídio do afro-americano George Floyd pela polícia, na passada segunda-feira.

Milhares de pessoas concentraram-se, ao início da noite de sexta-feira, em várias cidades norte-americanas para manifestar e os protestos continuam hoje.

Os dois agentes baleados faziam parte do departamento de Segurança Nacional, refere a CNN. O tiroteio está sob investigação e não resulta claro se esteve ou não relacionado com os protestos, de acordo com as informações partilhadas por uma porta-voz da polícia de Oakland.

Nos últimos três dias, a onda manifestações nos Estados Unidos já resultou em pilhagens, incêndios de veículos policiais e confrontos com agentes. Na origem dos protestos está a morte do afro-americano George Floyd, de 46 anos, às mãos da polícia, depois de ter sido detido sob suspeita de ter tentado usar uma nota falsa de 20 dólares (18 euros) num supermercado de Minneapolis. 

Nos vídeos feitos por transeuntes e difundidos online, um dos quatro agentes, que participaram na detenção, tem um joelho sobre o pescoço de Floyd, durante minutos, enquanto este se queixa de não conseguir respirar. Os quatro polícias foram já despedidos e o agente Derek Chauvin foi acusado de assassínio e homicídio involuntário. A mulher já anunciou o divórcio após os acontecimentos.

Notícias ao Minuto | Lusa

Assim vai acontecendo nos EUA a ferro e fogo, ler em Notícias ao Minuto: