terça-feira, 15 de junho de 2021

Os "contra" a NATO em Lisboa e no Porto

Acções de protesto realizaram-se em Lisboa (na foto) e no Porto, a 14 de Junho de 2021, contra a Cimeira da NATO a decorrer em Bruxelas, que visa o reforço deste bloco político-militar enquanto instrumento de ingerência e agressão e a imposição hegemónica a nível mundial, à custa de gigantescos recursos financeiros subtraídos aos povos e à resolução dos graves problemas que estes enfrentam.

AbrilAbril

Pequim acusa NATO de exagerar a “teoria da ameaça chinesa”

# Publicado em português do Brasil

Pequim acusou hoje a NATO de “exagerar a teoria da ameaça chinesa”, um dia após a Cimeira da Aliança Atlântica, que se propôs a trabalhar para enfrentar as ameaças apresentadas pelas políticas chinesas

Uma declaração da missão chinesa na União Europeia pediu à Otan para “ver racionalmente o desenvolvimento da China” e parar de “criar confrontos artificiais”.

A China acusou a Otan de “exagerar várias formas da ‘teoria da ameaça chinesa'”.

Na conclusão da cúpula, na segunda-feira em Bruxelas, os governantes dos países da Otan concentraram suas preocupações na Rússia e na China.

A “crescente influência da China pode representar desafios que precisamos enfrentar juntos, como uma aliança. Estamos enfrentando cada vez mais ameaças cibernéticas, híbridas e assimétricas”, disseram os líderes da Otan.

Segundo a missão chinesa, tal manifestação “difama a evolução pacífica” do país.

No entanto, o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, da Noruega, procurou atenuar a declaração final da cúpula.

“A China não é nossa adversária, nossa inimiga”, afirmou. “Mas devemos enfrentar os desafios que a China representa para nossa segurança”, acrescentou.

“Rússia e China procuram nos dividir, mas nossa aliança é sólida. A Otan está unida e os Estados Unidos estão de volta”, comemorou Stoltenberg, que contou com a presença do presidente americano, Joe Biden, na coletiva de imprensa final.

Plataforma | AFP

Provocação | Grupo de porta-aviões dos EUA ingressa no mar do Sul da China

# Publicado em português do Brasil

O grupo é liderado pelo porta-aviões USS Ronald Reagan e inclui o cruzador de mísseis guiados USS Shiloh e o destróier de mísseis guiados USS Halsey.

O ingresso das embarcações norte-americanas no mar do Sul da China faz parte de uma missão de rotina, segundo anunciou nesta terça-feira (15) a Frota do Pacífico dos EUA.

"Enquanto estiver no mar do Sul da China, o grupo de ataque realizará operações de segurança marítima, incluindo operações de voo com aeronaves de asa fixa e rotativa, exercícios de ataque marítimo e treinamento tático, coordenado entre unidades terrestres e aéreas", comunicaram os militares.

Além disso, foi ressaltado que o grupo do porta-aviões Ronald Reagan está operando no mar do Sul da China pela primeira vez desde sua implantação em 2021.

O ingresso do grupo norte-americano na região poderá provocar protestos por parte da China. As reivindicações de Pequim sobre águas e territórios insulares do mar do Sul da China se tornaram um tema tenso na relação entre as duas potências.

Diversas áreas e ilhas no mar do Sul da China são disputadas por diversas nações, como a China, Filipinas, Vietnam, Malásia e Brunei. Além de ser uma região rica em recursos naturais, a região também é uma importante via marítima através da qual transita grande número de navios.

*Com imagens no original

Sputnik | Imagem: © AP Photo / Jason Tarleton, Sub oficial de 3ª classe / Marinha dos EUA

PUTIN E BIDEN EM GENEBRA

# Publicado em português do Brasil

Especialista aponta o que esperar da cúpula entre as 2 potências mundiais

A poucos dias de um dos encontros mais emblemáticos para geopolítica atual, a Sputnik Brasil ouviu o especialista Gustavo Oliveira para saber o que esperar sobre a cúpula realizada entre EUA e Rússia em Genebra no próximo dia 16.

No dia 25 de maio, ficou acordada a primeira cúpula entre Rússia e Estados Unidos desde a chegada de Joe Biden à presidência dos EUA. O encontro, que acontecerá no dia 16 de junho em Genebra, na Suíça, envolverá várias questões entre os dois países e produz dúvidas na política mundial sobre como será a reunião dessas duas grandes potências.

Desde que assumiu seu posto, Biden tem deixado claro seu distanciamento das diretrizes adotas perante a Rússia de seu antecessor, Donald Trump, que tecia uma comunicação mais próxima ao Kremlin.

Sendo assim, quais são as expectativas sobre a cúpula? Que tipos de temas serão abordados entre os dois presidentes? Cibersegurança e questões referentes ao Tratado Novo START serão discutidas?

Para responder a essas questões, a Sputnik Brasil ouviu Gustavo Oliveira, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas (Unesp, Unicamp, PUC-SP) e pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Estudos sobre Estados Unidos (INCT-INEU).

Uma «Nova Era» da NATO? Perigosos projectos que exigem combate

Rui Fernandes *

A promoção mediática da administração Biden constitui autêntico fogo de barragem. Existirão diferenças em relação a Trump. Mas, sobretudo no plano internacional, o que existe é continuidade e até agravamento das políticas que vinham de trás. E o que as agrava é os EUA prosseguirem o seu objectivo de dominação mundial e o seu principal instrumento ser um gigantesco investimento militar num quadro em que do ponto de vista do desenvolvimento económico e tecnológico se encontram em recuo. Daí a estratégia de aceleração de reforço, alargamento e agressividade da NATO, a maior ameaça aos povos nos tempos que correm.

A acentuação da crise estrutural do capitalismo, por entre inerentes contradições de vários tipos, potencia o desenvolvimento de múltiplas manobras e medidas para afrouxar a luta dos povos, desde logo com a ofensiva ideológica à escala de massas, promovendo o obscurantismo e forças reaccionárias mas também pretendendo fazer passar por novo aquilo que é velho e já mostrou a sua natureza, gerando crescente desconfiança ou repulsa popular. Está neste caso a NATO que, em 2019, assinalou os seus 70 anos e relativamente à qual estão em curso dinâmicas várias para recauchutar a sua imagem, num processo que decorre em articulação com a mudança da administração norte-americana. Os círculos do grande capital procuram preparar a opinião pública para aceitar a continuação do reforço do papel de polícia mundial desta aliança militar. O babado consenso, perturbado com Trump, parece já existir entre os Estados Unidos e as potências da União Europeia para que a NATO continue a ser um fornecedor de «segurança mundial». Não esqueçamos que a «democrática» NATO acolheu no seu acto fundador (1949) um país com um regime fascista – Portugal. A permanência de Portugal na NATO tem sido desde a sua fundação um colete-de-forças para Portugal. Desde logo, no branqueamento do regime fascista em Portugal, consumada que foi a derrota do nazi-fascismo na Europa. Depois, ao sustentar o fascismo na condução da guerra colonial e na subjugação do povo português e dos povos colonizados. Nos últimos anos, rebocando Portugal no envolvimento externo, forçando à padronização da organização e estrutura das FFAA, à alteração da sua natureza e, por fim, a opções de reequipamento afastadas do interesse nacional. Inserem-se neste âmbito todas as orientações constantes ao nível da União Europeia (UE), nomeadamente com a imposição do Tratado de Lisboa em que, entre outros aspectos, ganha de forma expressiva a alienação de soberania. O quadro das nossas relações externas, crescentemente afunilado na UE e no denominado eixo transatlântico, não serve Portugal.

segunda-feira, 14 de junho de 2021

A QUEM QUEREM CONFUNDIR OS IMPOSTORES DO "ARCO DE GOVERNAÇÃO"?!...

Martinho Júnior, Luanda

Continua a ser flagrante o "reaproveitamento" dos parâmetros do Exercício Alcora, tendo em conta poderosos interesses que lhe eram subjacentes no espaço EurAtlântico particularmente na Alemanha, em França e na Itália, entre outros!...

Desde o golpe do 25 de Novembro de 1975 que o "arco de governação" faz esse "reaproveitamento" e vai ser impossível ao Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, a acreditar nesta versão que se junta, colocar um ponto final a tudo isso, pois os poderes do "Le Cercle" tão “esclarecidamente” exposto em “Jogos Africanos” de Jaime Nogueira Pinto, poderes que se fundem com a própria NATO, continuam em vigor na Europa e Portugal sempre foi por arrasto vergonhosamente!...

O texto abaixo, que anda a circular nas redes, pode ser uma leitura "transversal" dum assunto que tem andado de há muito pelos corredores da penumbra entre os palácios de Lisboa, mas de qualquer modo o reaproveitamento do Exercício Alcora, explica-se em ingerências e manipulações constantes e por vezes intensas, conforme explicita a contínua propaganda fraccionista explorando o 27 de Maio, cobrindo uma actividade "na profundidade" dos serviços de inteligência portugueses a "trabalhar" em Angola, para a NATO, para a UE e só depois para os interesses da própria oligarquia portuguesa!

A continuar, a saga demonstra até que ponto Portugal pretende exercer em termos paternalistas e neocoloniais o relacionamento para com Angola!

Martinho Júnior, 7 de Junho de 2021

Imagens:

01- Marcelo e as direitas: do berço à Presidência da República – Foi Marcello Caetano que levou a mãe de Marcelo à maternidade – https://observador.pt/especiais/marcelo-e-as-direitas-do-berco-a-presidencia-da-republica/;

02- Uma história oficial da democracia portuguesa? – Um dos opinadores profissionais que mais espaço tem para se ouvir a si próprio há muito que faz este número do outsider incómodo, debitando a mesma cartilha bolsonarista da ditadura cultural da esquerda que silencia a verdadeira memória do passado. Já não há pachorra! – https://paginaglobal.blogspot.com/2021/02/uma-historia-oficial-da-democracia.html;  https://www.publico.pt/2021/02/16/opiniao/noticia/historia-oficial-democracia-portuguesa-1950829;

03- O Presidente da República está em Angola para assistir à cerimónia da tomada de posse do novo Presidente angolano, João Lourenço. Marcelo Rebelo de Sousa aproveitou a manhã para mergulhar na ilha de Luanda. Um momento captado pelos fotógrafos e por vários presentes que não quiseram perder uma selfie com o chefe de Estado português. – vídeo – https://sicnoticias.pt/pais/2017-09-25-Marcelo-mergulha-na-ilha-de-Luanda;

04- APONTAMENTO DO DIA 6 de Junho de 2021 - A DESCOLONIZAÇÃO É UM PROCESSO DIALÉTICO AINDA NÃO CONSUMADO E NESTE MOMENTO PODE-SE CONSTATAR A OLHO NU, QUE NUNCA HOUVE EM PORTUGAL DESCOLONIZAÇÃO MENTAL!...  Os serviços de inteligência portugueses, que em relação a Angola integram os homens do ex-BRINDE da UNITA em função da não extinção da PIDE/DGS em África, estão a utilizar a propaganda do 27 de Maio como um "cavalo de Tróia" a fim de ir ganhando mais espaço de manobra e manipulação num leque variado de sensibilidades e instituições, do estado, do MPLA, etc... Depois da intervenção do Presidente João Lourenço sobre o tema 27 de Maio, os serviços de inteligência portugueses vão fazer esse "cavalo de Tróia" avançar mais umas casas no xadrez, por que a pressão sobre a superestrutura ideológica dos angolanos vai dando resultado o que torna o caminho cada vez mais apetecível e fértil para os interesses da oligarquia portuguesa, incontornável saudosista colonial! – https://www.facebook.com/martinho.junior.9066.

Republicanos devem aplaudir a nova abordagem de Biden para a Rússia


# Publicado em português do Brasil

Andrew Korybko* | OneWorld

Biden está surpreendentemente tentando realizar o que Trump foi incapaz de realizar devido à pressão egoísta de "estado profundo" na época, e isso é responsável por regular a competição abrangente dos EUA com a Rússia, de modo a liberar os recursos estratégicos para "conter de forma mais agressiva" ”China, que deve, portanto, merecer o aplauso de todos os republicanos.

Em uma reviravolta surpreendente que talvez ninguém jamais tenha previsto, Biden está tentando realizar o que Trump foi incapaz de realizar devido à pressão egoísta politizada das burocracias militares, de inteligência e diplomáticas permanentes de seu país (" estado profundo ") na época, e isso regula de forma responsável a competição abrangente dos EUA com a Rússia, de modo a liberar os recursos estratégicos para “conter” a China de forma mais agressiva. Esta observação é apoiada por uma sequência rápida de eventos que inclui a desaceleração inesperada na Ucrânia em abril, a reunião entre seus Ministros das Relações Exteriores em Reykjavik no mês passado, a renúncia quase simultânea de Washington a maioria das sanções do Nord Stream II, o anúncio subsequente do Pentágono de que não considera a Rússia como um “ inimigo ” e a próxima Cúpula de Putin-Biden no final desta semana em Genebra.

Expliquei em minhas análises recentes para a CGTN e o Conselho de Assuntos Internacionais da Rússia ( RIAC ) que isso é atribuível ao “estado profundo” finalmente perceber a futilidade de tentar “conter” simultaneamente a Rússia e a China. Eu anotei em novembro passado que ambas as facções pró-Trump e pró-Biden do "estado profundo" do país estavam de acordo com relação à visão de que a China é o principal competidor estratégico dos EUA, mas ainda diferiam na época sobre se a República Popular ou a A Grande Potência eurasiana representava respectivamente a maior ameaça. Agora parece não haver diferença de opinião sobre esta questão, conforme evidenciado pela administração Biden pegando a tocha anti-chinesa de que Trump a deixou por meio da continuação de praticamente todas as suas políticas hostis, especialmente quando se trata do comércio guerra e Xinjiang.

Rebelião, patifes e receita: loucuras fiscais e sabedoria ao longo dos tempos


 Michael Keen e Joel Slemrod (livro)

Uma conta envolvente e esclarecedora de tributação contada por meio de histórias animadas, dramáticas e às vezes ridículas tiradas de todo o mundo e através dos tempos

Preço:

$ 29,95 / £ 25,00

ISBN:

9780691199542 

Publicado (EUA):

6 de abril de 2021

Publicado (Reino Unido):

11 de maio de 2021

Direito autoral:

2021

Páginas:

536 

ANUNCIADO EM Princton University Press / Project Syndicate

domingo, 13 de junho de 2021

Angola | CARGAS DE ÓDIO

Martinho Júnior, Luanda

OS FASCISTAS DA CAMPANHA DO 27 DE MAIO & DISA

Sobre a “história” feita por “intelectuais” antropófagos da história como Dalila, Pacheco & Cia Ilimitada, que em concentrado de ódio, fel, fascismo e propaganda típica do 25 de Novembro em Portugal contra Angola, continuam obcecadamente a destilar a seu modo “27 de Maio & DISA” por todos os seus azotados poros, atirando agora os “rescaldos” de última hora para cima do Presidente da República João Manuel Gonçalves Lourenço, há que começar por demonstrar que nunca consultaram alguma vez colecção alguma de Diários da República de Angola e por via da omissão tentam induzir os outros, inclusive quem de direito, a jamais o fazer!

Um dos exemplos: atribuem a extinção da DISA ao 27 de Maio, quando se pode até comprovar através de consulta dessas colecções, algo que um historiador se deveria ter de preocupar basicamente, pois desde o início com a República Popular de Angola, todos os organismos de estado estavam e estão em fase de transição, de arrumação e de alterações de carácter, porque erguer um estado não era nem é obra para um dia, nem para um ano, nem até para uma década e porque até hoje em Angola, a preocupação de organizar e gerir o estado tem acabado por ser uma constante da vida pelas mais diversas razões!

O facto de existir uma Direcção de Informação e Segurança de Angola, DISA, evidenciava mesmo na sua época que, como único organismo com essa designação e carácter entre vários Ministérios e Secretarias de Estado, esse órgão só podia ser transitório, mas a persistente propaganda feita por fascistas e em termos fascistas acicatados pelos serviços de inteligência portugueses do “arco de governação”, até o “nutriente” das “cantigas de escárnio e maldizer” vai buscar para narrar à maneira duma perversa bestialidade o que quer que seja, a fim de alimentar a barbaridade contínua contra Angola.

Faço acompanhar cinco imagens avulsas e de primeiras páginas de Diários da República de Angola, que demonstram uma omissão de palmatória da cultura da barbárie contra Angola, por parte da velada mas insultuosa propaganda fascista em Portugal, só possível em função da natureza e carácter do próprio estado português decorrente do golpe do 25 de Novembro de 1975 e dos “apêndices” que se lhe seguiram, entre eles o malparado Acordo de Bicesse de 31 de Maio de 1991!

Portugal, membro fundador da NATO e cínico vassalo do “hegemon”, continua a reaproveitar impunemente os parâmetros mentais e contextos a condizer do Exercício Alcora mantendo os postulados fascistas e coloniais da superestrutura ideológica em relação a Angola, reflectida neste tipo de contínuas práticas que arregimenta esse tipo de mercenários sob o rótulo de “historiadores”, de “intelectuais”, de “comentadores” e de “bocas de aluguer” ao dispor dos serviços de inteligência portuguesa contra Angola!

Martinho Júnior, 5 de Junho de 2016

quinta-feira, 10 de junho de 2021

A «moderna» cultura empresarial e o Estatuto do Trabalho Nacional de Salazar

É tão coincidente com o ETN o jargão corporate, que poderíamos falar de um movimento revivalista das concepções económico-empresariais fascistas.

Hugo Dionísio | AbrilAbril | opinião

Sempre me questionei onde encontraria o repositório teórico de princípios, conceitos e regras, mais ou menos ocultas, mais ou menos confessadas e crescentemente legisladas, que está por detrás de todo um jargão muito corporate, apresentado como muito moderno, sofisticado e academicamente incorporado, que substitui o trabalhador por «colaborador», o patrão por «empregador, empresário, empreendedor ou investidor», o trabalho por «serviço» ou o sindicalismo por «associativismo de trabalhadores».

Parti para a descoberta convencido de que um discurso tão ritmado e compassado tinha de se fundar num referencial originário. Esse referencial, no caso português, é, nada mais nada menos, do que o Estatuto do Trabalho Nacional (ETN), publicado no Decreto-Lei n.º 23048 a 23 de Setembro de 1933. Mas bem que poderia ser a Carta Del Lavoro de Mussolini.

Verdade é que, um sem número de personalidades, com presença certa nos meios académicos, financeiros, da área da gestão e da política pública, uns mais ingénua e confusamente, outros muito bem sabedores, fundam a sua doutrina organizativa empresarial precisamente na ideologia fascista, a qual serve, por sua vez, de base à ideologia económica neoliberal que funda a cultura corporate dos nossos dias, afinal tão sedimentada num passado que não queremos que volte.

Carris de Lisboa conivente com empresa beneficiária da ocupação da Palestina por Israel

MPPM [*]

O MPPM denuncia a aquisição pela Carris de quinze eléctricos articulados à multinacional CAF que está envolvida na construção e operação do metro ligeiro de Jerusalém, instrumento da consolidação do domínio colonial de Israel na cidade.

Foi recentemente anunciada a assinatura de um contrato entre a Carris, uma empresa integralmente detida pelo município de Lisboa, e a CAF, Construcciones y Auxiliar de Ferrocarriles, S.A., uma empresa multinacional sedeada no País Basco espanhol, para fornecimento de quinze eléctricos articulados a partir de 2023.

A CAF está associada à empresa israelense Shapir no consórcio TransJerusalem J-Net que já tinha um contrato para a expansão da rede do metro ligeiro de Jerusalém (JLR – Jerusalem Light Rail) e que viu agora ser-lhe atribuída a concessão por 15 anos de toda a operação e expansão da rede do JLR. A empresa Shapir está listada na base de dados das Nações Unidas de empresas envolvidas em negócios com os colonatos israelitas ilegais.

Desde que, em 1967, ocupou Jerusalém Oriental, Israel tem vindo a expandir os limites municipais, cuja área multiplicou por quarenta, e a intensificar a construção de colonatos e a expulsão da população palestina.

A IV Convenção de Genebra proíbe à potência ocupante alterar, de forma permanente, a demografia ou as infra-estruturas do território ocupado. A expulsão da população palestina, a instalação de colonos israelenses e a destruição de propriedade palestina são crimes à luz do direito internacional humanitário.

O metro ligeiro consolida o projecto colonial de Israel, ligando Jerusalém Ocidental aos colonatos ilegais construídos em território palestino ocupado, fora dos limites da linha verde do armistício de 1949, como Ramat Shomo e Ramot, a norte, Pisgat Zeev e Neve Ya'akov, a nordeste, Givat Ha-Matos e Gilo, a sul, e ainda ao complexo do Monte Scopus, a leste.

10 de Junho: DIA DE PORTUGAL – o dia da raça fascista de Cavaco Silva

Comemora-se hoje o Dia de Portugal, não podemos deixar de o assinalar.

Na era facista-salazarista, a partir de 1933 e até à libertação em 25 de Aril de 1974, o 10 de Junho era um bastião da propaganda fascista do ditador Oliveira Salazar e tinha também a definição fascista que lhe deu esse regime definindo-o como Dia da Raça – termo que após muitos anos o adulante do regime fascista, Cavaco Silva, então já presidente da República, assim o referiu, demonstrando a sua preferência política, em que se pudesse seria para onde conduziria Portugal sem pejo nem vergonha alguma. Sujeito que se aproveitou da democracia conquistada em 25 de Abril de 1974 para ascender a vida de nababo salazarista e contribuir sobre maneira para o neoliberalismo que se rege por ser a antecâmara do nazi-fascismo.

Cavaco Silva ainda hoje mantém a sua vivência de nababo salazarista, beneficiando do facto das prerrogativas de status e financeiras - por ter desempenhado o cargo de presidente da República por dois mandatos – um perfeito enganador dos eleitores portugueses que votaram nele apesar de ter anteriormente demonstrado no cargo de primeiro-ministro que o seu rumo político e o ambicionado era de instalar em Portugal uma democracia enganadora, de fachada, de beneficio do grande capital explorador do povo português. Cavaco, tendo por uma das alcunhas “A Múmia” – entre outras – ainda hoje inspira saudosistas dos salazaristas fascistas e cada vez mais o regime português ruma mais à direita, ao fascismo. O extremismo antidemocrático cresce, insultuoso como o Dia da Raça de Salazar e de Cavaco Silva entre outros do mesmo jaez.

Resta comemorar os atuais assombros de regime democrático existente e defender a Democracia de Facto – algo que na sua plenitude é inexistente em Portugal e na União Europeia. Compete aos portugueses continuarem a lutar na defesa da democracia que defenda os interesses de Portugal e dos portugueses.

Da Wikipédia deixamos o excerto nela constante, convidando os interessados a usar a ligação que lhes proporcionará mais leitura, apesar de nem sempre ser devidamente exata e esclarecedora – evidente fruto do neoliberalismo selvagem que assola imensos países do mundo, quando não ainda pior. 

Da Wikipédia:

Origens

A primeira referência ao caráter festivo do dia 10 de Junho é no ano 1880 por um decreto real de D Luís. I que declara "Dia de Festa Nacional e de Grande Gala" para comemorar apenas nesse ano os 300 anos da hipotética data da morte de Luís de Camões, 10 de junho de 1580.[4]

Na sequência dos trabalhos legislativos após a Proclamação da República Portuguesa de 5 de Outubro de 1910, foi publicado um decreto em 12 de Outubro estipulando os feriados nacionais. Alguns feriados foram eliminados, particularmente os religiosos, de modo a diminuir a influência social da igreja católica[5] e laicizar o Estado.

Neste decreto ficaram consignados os feriados de 1 de JaneiroDia da Fraternidade Universal31 de Janeiro, que evocava a revolução falhada no Porto, e portanto foi consagrado aos mártires da República; 5 de OutubroDia dos heróis da República1 de Dezembro, o Dia da Autonomia (Restauração da Independência) e o Dia da Bandeira; e 25 de Dezembro, que passou a ser considerado o Dia da Família, laicizando a festa religiosa do Natal.[5][6]

O decreto de 12 de Junho dava ainda a possibilidade de os concelhos escolherem um dia do ano que representasse as suas festas tradicionais e municipais.

A 29 de agosto de 1919, através do decreto 17.171, passa a consagrar-se o dia 10 de junho como feriado nacional.[7]

Com a entrada em vigor da Constituição de 1933, todas estas leis ficaram sem efeito.

Dia de Camões, de Portugal e da Raça e Dia das Comunidades Portuguesas

O 10 de Junho começou a ser particularmente exaltado com o Estado Novo, o regime instituído em Portugal em 1933 sob a direção de António de Oliveira Salazar. A generalização dessas comemorações deveu-se bastante à cobertura dos meios de comunicação social.[5]

Até ao 25 de Abril de 1974, o 10 de Junho era conhecido como o Dia de Camões, de Portugal e da Raça, este último epíteto criado por Salazar na inauguração do Estádio Nacional do Jamor em 1944. A partir de 1963, o 10 de Junho tornou-se numa homenagem às Forças Armadas Portuguesas, numa exaltação da guerra e do poder colonial.[5] Com uma filosofia diferente, a Terceira República converteu-o no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas em 1978. Desde o ano 2013 a comunidade autónoma da Extremadura espanhola festeja também este dia.

Este é apenas um excerto, leia mais na Wikipédia

terça-feira, 8 de junho de 2021

CS vota para reeleger Guterres como chefe da ONU para o segundo mandato

# Publicado em português do Brasil

Press TV | Terça-feira, 8 de junho de 2021

O Conselho de Segurança das Nações Unidas votou pela reeleição de António Guterres como secretário-geral da ONU, garantindo um segundo mandato ao estadista português que o manterá no cargo até 2027.

O Conselho de Segurança recomendou formalmente na terça-feira Guterres, o ex-primeiro-ministro de Portugal, de 72 anos, que não enfrentou competição para o mandato de 2022-2027 com a resolução de conflitos no topo de sua agenda.

Cerca de 10 candidatos pouco conhecidos, que aspiravam ao cargo, incluindo duas mulheres, também procuraram o cargo, mas não eram candidatos formais porque nenhum dos 193 países membros da ONU os endossou.

O atual presidente do Conselho de Segurança, o embaixador da Estônia Sven Jurgenson, disse que o órgão mundial, durante uma breve sessão a portas fechadas, votou unanimemente pela recomendação de que a Assembléia Geral dê a Guterres outro mandato.

“Acho que ele é um excelente secretário-geral. Ele provou ser digno do cargo ”, disse Jurgenson a repórteres na sede das Nações Unidas após a decisão.

A aprovação da Assembleia Geral é vista como uma formalidade e deverá ocorrer em breve.

Em mais um sinal de apoio a Guterres, nenhum dos cinco membros permanentes com poder de veto do conselho de 15 membros - Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, China e Rússia - questionou publicamente um segundo mandato para ele.

Guterres, vitorioso em 2016 em um campo de 13 candidatos oficiais, incluindo sete mulheres, assumiu o cargo no mesmo ano e foi forçado a se concentrar em limitar os danos potenciais da política externa unilateral, nacionalista e cautelosa de alianças do ex-presidente dos EUA Donald Trump .

Agora, ao embarcar em um novo mandato, Guterres precisará de "um plano de batalha" para todas as crises ao redor do mundo, disse um diplomata.

O site da Press TV também pode ser acessado nos seguintes endereços alternativos: www.presstv.ir -- www.presstv.co.uk -- www.presstv.tv

China vai reagir contra sanções dos EUA

# Publicado em português do Brasil

Pequim quer que os EUA e o Ocidente saibam que sua próxima retaliação legal contra sanções consideradas injustas é apoiada por seu povo

Jeff Pao | Asia Times

A China em breve aprovará uma lei para contra-atacar os países que impuseram sanções aos órgãos estatais, empresas, organizações e funcionários chineses, incluindo aqueles com ligações com o Exército de Libertação Popular.

Um novo projeto de lei, apelidado de “Lei de Sanções Anti-Estrangeiras”, foi submetido ao Comitê Permanente do Congresso Nacional do Povo (NPC) para uma segunda leitura na segunda-feira. Espera-se que o projeto seja aprovado pelo principal órgão legislativo da China na quinta-feira.

Os detalhes do projeto não foram divulgados. No entanto, de acordo com um relatório da Xinhua, o governo chinês lançará várias contra-medidas correspondentes contra entidades e indivíduos em países relevantes, ou seja, os Estados Unidos, a partir do início de 2021.

Durante as “duas sessões” no início de março, alguns membros do NPC e da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC) sugeriram que era necessário que a China formulasse uma lei específica para conter as sanções estrangeiras.

Os membros do Comitê Permanente do NPC analisaram o rascunho pela primeira vez em uma reunião no final de abril e concordaram amplamente em formular a lei para conter as sanções estrangeiras. Eles também deram alguns conselhos e sugestões sobre como melhorar o projeto, relatou a Xinhua.

“Por algum tempo, devido às necessidades de manipulação política e preconceito ideológico, alguns países ocidentais usaram Xinjiang e questões relacionadas a Hong Kong como parte de seus pretextos para espalhar boatos e difamar, conter e suprimir a China”, segundo o porta-voz da a Comissão de Assuntos Legislativos do Comitê Permanente do APN.

“Em particular, os países, em violação do direito internacional e das normas básicas que regem as relações internacionais, impuseram as chamadas sanções aos órgãos, organizações e funcionários do Estado chinês relevantes de acordo com suas leis internas, interferindo grosseiramente nos assuntos internos da China”. acrescentou o porta-voz.

O escritório disse que a China usaria a nova lei para salvaguardar a soberania nacional, dignidade e interesses centrais e se opor ao hegemonismo ocidental e à política de poder.

O império da espionagem

O caso da Dinamarca não é único. Trata-se apenas de mais uma via de actuação da espionagem global norte-americana e à qual outros governos «amigos», no interior e no exterior da NATO, se submetem de bom grado.

José Goulão | AbrilAbril | opinião

Jornalistas de vários meios de comunicação corporativos e estatais europeus confirmaram de nove fontes diferentes que a Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos recorre aos serviços secretos militares da Dinamarca para espiar dirigentes e altos funcionários de países da União Europeia, designadamente França, Alemanha, Suécia, Noruega, Holanda e do próprio governo dinamarquês.

O assunto não é novo, obviamente, embora seja tratado como tal. O que fica por apurar é a extensão, profundidade e alcance deste mecanismo agora comprovado e denunciado: a investigação incidiu sobre um documento resultante de uma simples situação numa gigantesca e ao mesmo tempo capilar malha de devassa. O conhecimento da verdadeira dimensão do escândalo será, porém, travado porque irão prevalecer os «segredos de Estado», as «seguranças nacionais» e, no fim, os silêncios cúmplices. Que não tenhamos ilusões: procedeu-se a um brioso acto de denúncia, que não removerá obstáculos de monta no caminho da transparência. É como um piparote num carro blindado de última geração.

Conduzida pela televisão pública dinamarquesa DR, a investigação assenta nas informações prestadas por nove fontes diferentes que tiveram acesso ao chamado Relatório Dunhammer, um documento do governo dinamarquês sobre a colaboração entre a NSA norte-americana e os serviços secretos militares de Copenhaga, Forsvarets Efterretningstjeneste (FE), na espionagem de membros do governo dinamarquês, dirigentes, deputados e altos funcionários de países da União Europeia como a França, Alemanha, Holanda, Suécia e Noruega. O relatório incide sobre factos passados entre 2012 e 2014, incluindo vigilância de telefones, telemóveis e tráfico de internet dos espiados, a nível público e privado.

Covid-19 | A vacina que não há

Afonso Camões* | Diário de Notícias | opinião

Moramos há mais de um ano por dentro de uma palavra maldita que até então nunca tínhamos proferido nem sequer soletrado. Pandemia, da família do grego antigo, significa literalmente que o vírus anda à solta e que o perigo toca a todos. De uma forma ou de outra, todos conhecemos alguém, próximo ou mesmo de família, que foi infetado ou que pereceu, vítima de covid-19. Em Portugal, a mórbida contagem regista já perto de 860 mil casos de infeção e mais de 17 mil mortos, entre os quase 4 milhões em todo o mundo.

Pandemia é a situação que nunca antes vivemos, nem sequer imaginámos. E com ela foi a primeira vez que algo que nem sequer temíamos aconteceu, está a acontecer a muitos milhões, por todo o lado. Nem mesmo em pesadelos encontrámos semelhante sentença: afastados uns dos outros, mascarados, ignorantes e medrosos, resignados à privação, para além de outras bizarrias que agora são norma.

Há coisas que só entendemos quando já passaram. Quinze meses depois daquele 11 de março de 2020 - quando a Organização Mundial da Saúde veio declarar formalmente que o vírus detetado na China era mais do que epidemia, já andava à solta, era pandemia - começamos a habituar-nos. Já moramos nela. E, no entanto, permanece algo de errado no condomínio. Se pandemia toca a todos, ela impacta de forma tão diversa que é abusivo pressupor que o mesmo acontece com todos. O acesso à vacina é um exemplo. Porque não há qualquer justa comparação entre o que acontece com países onde já se generalizou a vacinação e aqueles muitos outros onde nem sequer se lhe conhece o rasto.

IPO de Lisboa perdeu 50 profissionais de saúde no último mês

Com o fim do estado de emergência, abriu-se a porta à saída para o setor privado. Entre 1 de Maio e 4 de Junho, o Instituto Português de Oncologia de Lisboa viu sair 50 enfermeiros, médicos, técnicos superiores, assistentes e auxiliares.

Vinte enfermeiros, 13 médicos, 10 técnicos superiores, quatro assistentes e três auxiliares. Ao todo, 50 profissionais de saúde saíram do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, desde 1 de Maio até à passada sexta-feira.

Seduzidos pela forte oferta do sector privado na região de Lisboa, estes profissionais de saúde saem do IPO altamente qualificados. Por exemplo, a formação de um enfermeiro intensivista demora vários meses.

E são precisamente os enfermeiros que fazem mais falta no IPO de Lisboa. Nesta altura, o Instituto tem 574 enfermeiros, necessitando de mais 139.

Ao que a TSF conseguiu saber, o IPO já pediu autorização ao Governo para contratar mais 20 enfermeiros, mas a luz verde ainda não chegou.

De resto, é a falta de enfermeiros que está a travar a entrada em funcionamento das novas salas do bloco operatório.

Portugal | Profissionais do SNS, o problema continua por resolver

Mariana Mortágua* | Jornal de Notícias | opinião

O Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa perdeu, só em maio, cinquenta profissionais para unidades de saúde privada: vinte enfermeiros, treze médicos, dez técnicos superiores, quatro assistentes e três auxiliares.

O IPO fica assim mais longe de suprir a falta de 364 profissionais e impedido de expandir a sua atividade. Nos últimos anos, o Estado investiu em novos blocos operatórios e aparelhos de tratamento, que ficaram sem uso por falta de capacidade profissional. O resultado é o encaminhamento dos doentes para o setor privado (a expensas do erário público).

Nem o IPO de Lisboa é caso único, nem a situação é nova. O SNS precisa de reter os seus profissionais. Sem eles, o investimento em equipamentos e infraestruturas muda pouco e continuará a subcontratação de entidades privadas, com prejuízo para as contas do Estado. Foi esta a denúncia que António Arnaut e João Semedo fizeram, muito antes da pandemia ter aumentado as necessidades do SNS.

A PIDE-DGS NÃO ACABOU EM ÁFRICA…

… E TAL COMO O EXERCÍCIO ALCORA FOI “REAPROVEITADA” PELOS SERVIÇOS DE INTELIGÊNCIA PORTUGUESES…

Martinho Júnior, Luanda

HÁ 11 ANOS, O "SÉCULO DE JOHANESBURGO" NOTICIAVA A OUTORGA DA "ORDEM DO INFANTE DOM HENRIQUE", A UM MEMBRO DOS SERVIÇOS DE INTELIGÊNCIA MILITAR DO "APARTHEID" DIRECTAMENTE IMPLICADO NO SISTEMA DE RECRUTAMENTO EM LISBOA DE INFORMADORES CONTRA A REPÚBLICA POPULAR DE ANGOLA!

Cavaco Silva condecorou Jacobus Everhardus Louw com a Ordem do Infante...

Esse guru do "apartheid" em Lisboa (actuou a coberto da sua embaixada), recrutava portugueses e angolanos a fim de serem agentes em Angola, com a missão de recolher informação de natureza operativa e militar, a fim das SADF e das FALA realizarem acções de toda a ordem contra a República Popular de Angola!...

Um dos recrutados foi Amílcar Fernandes Freire cuja rede foi identificada, os seus membros presos, julgados e condenados em Tribunal Popular Revolucionário em meados da década de 80...

Eu fui um dos instrutores processuais na preparação das provas para o TPR...

Os outros dois membros dessa rede neutralizada, eram Francisco Alberto Albarran Barata e Afonso Dongala Kamati...

A rede actuava nas Províncias de Benguela (incidindo na recolha de informação sobre o Porto do Lobito onde Francisco Alberto Albarran Barata era Despachante Oficial) e na Huila (buscando informação sobre toda a Frente Sul das FAPLA)...

O Despachante Oficial Francisco Alberto Albarran Barata foi recrutado por terceira bandeira, julgando que as informações se destinavam aos Estados Unidos, recrutamento feito por Amílcar Fernandes Freire que era contabilista da África Têxtil em Benguela; Barata era pago pelos seus "bons serviços"...

… Anos depois seria um governo de Cavaco Silva a contribuir para se formatar o malparado Acordo de Bicesse, de 31 de Maio de 1991, fez agora 30 anos!

Do texto publicado pelo "Século de Joanesburgo", há a destacar o seguinte, que comprova o reaproveitamento do Exercício Alcora:

" Somos ambos países marítimos. Portugal atribui importância especial à sua relação com a África do Sul e com a região da África Austral. A cooperação  com a África do Sul e com esta região é uma prioridade estratégica para o meu país. Portugal acredita que a cooperação com África, devido a esta complexidade e dimensão, requer forte cooperação com as organizações regionais e internacionais, tais como a SADC, as Nações Unidas, e, em primeiro lugar, com a União Africana."

Doentes angolanos em Portugal ficam sem abrigo devido ao fim do apoio de Angola

A Associação dos Doentes Angolanos em Portugal (ADAP) acusa Luanda de empurrar os doentes em tratamento em Portugal para a situação de sem-abrigo ao retirar-lhes apoio ou obrigar ao seu regresso, que a maioria recusou.

Na sequência do encerramento da junta médica de Angola em Portugal, que aconteceu em fevereiro, dezenas de doentes regressaram a Angola, mas a maioria optou por permanecer em Portugal, alegando que precisavam de continuar a receber tratamentos que afirmam não existir no seu país.

Na altura, o Governo angolano afirmou que, antes do fecho desta junta médica encontravam-se em Portugal 385 cidadãos, entre doentes e acompanhantes.  O fecho da junta seguiu-se a uma auditoria que avaliou os doentes e terá detetado "vários abusos no uso deste mecanismo".

Em fevereiro, regressaram 27 doentes, que se juntaram aos 17 que já tinham optado por voltar, por meios próprios, porque tinham a sua situação de saúde resolvida. Ficaram 47 doentes e 20 acompanhantes, a receber apoio do Estado angolano, com regresso previsto até ao final de 2021.

Os outros cerca de 100 doentes que optaram por não regressar ficaram por conta própria e sem o apoio do Estado, nem para o pagamento do quarto na pensão onde ainda vivem, nem para despesas. Continuaram, contudo, a receber tratamento médico, ao abrigo do acordo entre Angola e Portugal na área da saúde.

O presidente da ADAP, Gabriel Tchimuco, disse à agência Lusa que os doentes que optaram por ficar em Portugal fizeram-no para sobreviver, pois não têm resposta clínica em Angola.

Por que a vacinação anti-covid vai tão mal em África?


# Publicado em português do Brasil

O continente africano é o que tem a menor taxa de vacinação. Além de poucas doses disponíveis, enfrenta problemas de infraestrutura e temores contra os imunizantes. E falta solidariedade da comunidade internacional.

Enquanto, em média, quase 11% da população mundial já foi vacinada pelo menos uma vez contra a covid-19, na África, essa proporção não chega nem a 2%, só 0,6% está completamente imunizada, segundo o portal de estatísticas Our World in Data. Enquanto em Burkina Faso e Madagascar as campanhas de vacinação entraram em andamento há apenas pouco tempo, em países como Tanzânia ou Chade elas sequer começaram.

Contudo, se decepcionará quem espere que ao menos a partir de agora o processo vá ganhar impulso. Recentemente a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Banco Mundial alertaram contra uma paralisação das vacinações no continente africano.

Richard Mihigo, diretor do programa de imunização e desenvolvimento de vacinas da OMS na África, explicou à DW que, em vez dos 66 milhões de doses que a iniciativa internacional de vacinas Covax deveria disponibilizar aos países africanos, só foram entregues 19 milhões.

Até o momento, menos de 49 milhões de doses de imunizantes do coronavírus chegaram até 51 nações africanas: além das fornecidas pelo Covax, que opera principalmente com o produto da Astrazeneca, Estados isolados importaram vacinas da Johnson & Johnson, Biontech-Pfizer, Sinovac e outras, através de doações ou de acordos bilaterais.

Contudo vários países do continente não estão em condições financeiras de fechar seus próprios contratos com os fabricantes. Isso agrava as consequências quando os imunizantes não chegam, ou em apenas pequena quantidade, através do Covax.

Dados obtidos pela DW indicam que Uganda até agora só recebeu do programa internacional 864 mil doses, o que não basta para uma primeira vacinação de sequer 2% da população. A OMS informa que dez países – Botswana, Costa do Marfim, Essuatíni (antiga Suazilândia), Lesoto, Líbia, Marrocos, Namíbia, Ruanda, Togo e Tunísia – já utilizaram todo o estoque recebido através do Covax.

“Marrocos não é um país amigo e perdeu a batalha da opinião pública” -- Barbulo

SH24H.- O jornalista e escritor espanhol Tomas Barbulo indicou em entrevista ao site saharaui SH24H que Marrocos com as suas atitudes não é um país amigo de Espanha e considerou que o Makhzen perdeu a batalha da opinião pública ao utilizar a imigração como arma de chantagem contra a Espanha e a Europa.

Aqui está o texto completo da entrevista publicada pelo SH24H no último dia 30 de maio.

Nos últimos dias, as causas e a história do povo saharaui colocaram-se na linha da frente dos debates a nível nacional (Espanha). Com base na sua experiência como jornalista e investigador sobre o Sahara Ocidental, como avalia o conhecimento da opinião pública espanhola sobre um conflito tão próximo?

Até poucos meses atrás, era um conhecimento superficial. No entanto, a recente agressão marroquina em Ceuta, usando centenas de menores como carne para canhão sob a desculpa de que o Secretário-Geral da Frente Polisário se encontrava num hospital espanhol, contribuiu para aumentar o interesse público pelo conflito.

Marrocos tem procurado chamar a atenção para a figura do Presidente da RASD, Brahim Ghali, como justificação da agressão à soberania territorial de Espanha. Como avalia a abordagem dos meios de comunicação e quais as intenções de Marrocos?

Os ataques ao governo por hospedar Brahim Ghali são uma manobra de diversão. A realidade é que Mohamed VI está muito preocupado com o facto da União Europeia não seguir o caminho de Donald Trump em reconhecer a soberania de Marrocos sobre o Sahara Ocidental. Por isso criou um conflito diplomático com a Alemanha, que não funcionou para Marrocos, e por isso também criou um conflito com a Espanha. Todas essas manobras buscam a mesma coisa: que a UE viole o direito internacional e reconheça a sua soberania sobre o Sahara Ocidental. Há meios de comunicação que o compreenderam e denunciaram e outros que decidiram defender a estratégia de Rabat. Eles saberão por que o fazem.

É possível considerar o atual tratamento mediático da questão do Sahara Ocidental, ditado pelo profissionalismo e pelo acompanhamento periódico e objetivo dos acontecimentos do conflito do Sahara Ocidental, ou simplesmente uma circunstância em que a questão do Sahara é explorada para pressão ou chantagem e tudo isso às custas da verdade e da nobreza da luta do povo Saharaui?

Há de tudo. Existem meios de comunicação e profissionais que relatam objetivamente os fatos e outros que os deturpam e os utilizam para atacar o Governo. Mas, para além das misérias de alguns, a opinião pública espanhola apoia principalmente o povo saharaui e rejeita as agressões marroquinas.

Regime de Marrocos prende jornalista sahauri com base em acusações forjadas

A polícia marroquina transfere o jornalista e ativista saharaui Yahdih Al-Sabi de El Aaiun para Dakhla

PUSL.- O jornalista saharaui do site Algargarat e ex-preso político Yahdih Al-Sabi, foi apresentado no domingo, 30 de maio de 2021, perante o gabinete do procurador-geral da cidade ocupada de Dakhla, Sahara Ocidental, que prolongou o período da sua custódia policial em 72 horas após à sua detenção em 27 de maio.

Yahdih Al-Sabi, diretor do Saharawi Media Group Algargarat foi vítima de uma detenção arbitrária pelo ocupante marroquino no seu local de trabalho, os seus familiares não foram autorizados a vê-lo e não obtiveram resposta quando questionaram sobre o motivo da sua detenção .

Até agora as acusações não são públicas, mas os jornalistas saharauis pensam que ele será vítima de acusações forjadas de “minar a integridade da segurança interna ou externa do estado. ” O que explicaria a prorrogação do período da sua custódia policial.

O jornalista saharaui foi transferido da cidade ocupada de El-Aaiun para a cidade ocupada de Dakhla e colocado numa esquadra da polícia, onde alguns dos seus familiares foram autorizados a visitá-lo durante alguns minutos sob forte segurança e na presença de policias marroquinos à paisana e com uniforme oficial.

porunsaharalibre

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Saara Ocidental lança uma sombra sobre exercícios do Leão Africano do AFRICOM

# Publicado em português do Brasil

Andrew Korybko* | OneWorld

O cerne das tensões históricas hispano-marroquinas, que agora afetam os exercícios do AFRICOM dos Estados Unidos, é claramente o status não resolvido do Saara Ocidental.

Os próximos exercícios do Leão Africano do Comando dos Estados Unidos para a África (AFRICOM), de 7 a 18 de junho, estão envolvidos em polêmica como resultado do conflito do Saara Ocidental. Relatórios recentes indicam que a Espanha não participará dos exercícios como anteriormente planejado oficialmente devido a supostas razões orçamentárias, mas as especulações sobre as possíveis razões verdadeiras estão girando. O Sputnik da Rússia citou o El País , da Espanha, afirmando que Madri desistiu para não legitimar as reivindicações contenciosas do Marrocos à ex-colônia do Saara Ocidental, onde alguns exercícios serão realizados, enquanto o veículo com sede em Moscou também se referiu à Inteligência do Maghreb O relatório de que Marrocos e os EUA pressionaram a Espanha a fazer isso em oposição ao recente acolhimento de um líder separatista.

Brahim Ghalil, o fundador da Frente Polisario do Saara Ocidental e presidente da parcialmente reconhecida República Árabe Democrática Sahrawi (RASD) deixou a Espanha no início desta semana para a Argélia depois de receber tratamento lá por mais de um mês. Durante a sua estada no antigo colonizador da sua região, ele também compareceu perante o tribunal através de vídeo em resposta às alegações de que o seu movimento era responsável por crimes de guerra contra dissidentes saharauis. O juiz finalmente decidiu não detê-lo por falta de provas. Marrocos ficou furioso com a Espanha por recebê-lo em primeiro lugar, e alguns observadores interpretaram o afluxo desimpedido de aproximadamente 9.000 migrantes para a cidade espanhola de Ceuta no norte da África algumas semanas atrás como uma resposta assimétrica de Rabat.

Eleição presidencial na República Árabe Síria

Thierry Meyssan*

A eleição presidencial síria foi uma celebração de vitória face às agressões externas. Ela confirmou a autoridade de Bashar al-Assad, não pelas suas ideias políticas, mas pela sua coragem e a sua tenacidade enquanto chefe de guerra. Os Ocidentais, que perderam esta guerra, não se conformam. Eles consideram, pois, esta eleição como sendo nula e sem validade. Persistem em apresentar as autoridades sírias como sendo torcionários, e são incapazes de reconhecer os seus próprios crimes.

A República Árabe Síria acaba de proceder a uma eleição presidencial apesar da hostilidade dos Ocidentais que, ao mesmo tempo, desejam continuar a despedaçá-la e e a tentar derrubá-la em favor de um governo de transição, no modelo da Alemanha e do Japão do fim da Segunda Guerra Mundial [1]. O escrutínio desenrolou-se de modo imparcial segundo os observadores internacionais provenientes de todos os países com embaixada em Damasco. Bashar al-Assad foi maciçamente sufragado para um quarto mandato.

Estes dados merecem algumas explicações. No essencial, este artigo poderia ter sido escrito em 2014, durante a precedente eleição presidencial, já que as posições dos Ocidentais não mudaram nada apesar da sua derrota militar.

O contexto

Em 2010 (ou seja, antes da guerra), a República Árabe Síria era um Estado em grande desenvolvimento demográfico e económico. O seu Presidente era o Chefe de Estado árabe mais popular, ao mesmo tempo no seu país e no mundo árabe. Ele passeava com a sua esposa, sem escolta, por qualquer lugar da Síria. Era considerado no Ocidente como um exemplo positivo de simplicidade e de modernidade.

Quando, com base em informações falsas, as Nações Unidas autorizaram os Ocidentais a intervir na Líbia, o canal catariano, Al-Jazeera, apelou em vão, durante vários meses, aos seus telespectadores para se revoltarem na Síria contra o Partido Baath. Após a queda da Jamahiriya Árabe Líbia sob as bombas da OTAN, grupos armados destruíram os símbolos do Estado e atacaram civis na Síria. Como na Líbia, encontravam-se corpos desmembrados nas ruas. Por fim, a instâncias da Al-Jazeera, da Al-Arabiya e dos Irmãos Muçulmanos, começaram manifestações contra a pessoa do Presidente Bashar al-Assad, geralmente com o argumento único de que ele não era um «verdadeiro muçulmano», mas um « infiel alauíta». Jamais se tratava de qualquer democracia; um conceito que abominam os islamistas. No entanto, outras manifestações, organizadas pelo PSNS, denunciavam as falhas de organização da Administração e o papel abusivo dos Serviços Secretos. Soldados do Grupo Islâmico Combatente na Líbia (GICL), que acabavam de ser levados ao Poder em Trípoli pela OTAN, foram transportados como «refugiados», com as suas armas, para a Turquia pelas Nações Unidas, antes de fundarem o Exército Sírio Livre [2]. Começava então a guerra civil, enquanto os dirigentes Ocidentais gritavam «Bashar deve partir» (e não «Democracia ! »).

Durante dois anos, a população síria foi confrontada com duas narrativas diferentes dos acontecimentos. De um lado, os média (mídia-br) sírios denunciavam um ataque externo e não davam conta das manifestações contra a má organização do Estado; do outro, os média árabes anunciavam a queda iminente do «regime» e a instauração de um governo da Confraria dos Irmãos Muçulmanos. De facto, uma pequena parte da população apoiava pelas costas esta organização secreta. Os motins faziam muito mais vítimas entre a polícia e os militares do que na população civil. Pouco a pouco, os Sírios perceberam que quaisquer que fossem os erros da República, era ela quem os protegia e não os jiadistas.

Durante esta «guerra civil» de três anos, os jiadistas armados e coordenados pela OTAN a partir de Esmirna (Turquia), enquadrados por oficiais turcos, franceses e britânicos, ocuparam as zonas rurais, enquanto o Exército Árabe Sírio defendia a população reagrupada nas cidades. Em 2014, a Força Aérea russa interveio a pedido da Síria para bombardear as instalações subterrâneas construídas pelos jiadistas. O Exército Árabe Sírio começou então a reconquista do território. Foi também em 2014 que a OTAN encorajou a transformação de um grupo jiadista iraquiano naquilo que veio a ser o Daesh (quer dizer, o «Estado islâmico no Iraque e no Levante») [3]. Num ano o número de jiadistas estrangeiros batendo-se contra a República Árabe Síria ultrapassou os 250. 000 homens. É, pois, perfeitamente absurdo continuar a falar de « guerra civil ».

Em 2014, a República Árabe Síria criou um Ministério da Reconciliação, sob a autoridade do dirigente do PSNS, Ali Haïdar. Durante os sete anos de guerra seguintes, a República empenhou-se em amnistiar (anistiar-br) os Sírios que haviam colaborado com os invasores e em reintegrá-los na sociedade.

Hoje em dia, o país está dividido em quatro: o essencial está controlado pelo Governo de Damasco; a província de Idleb, no Noroeste, onde os jiadistas se reagruparam, está colocada sob a protecção do Exército de ocupação turco; o Nordeste está ocupado pelo Exército dos EUA e milícias curdas; por fim, o Planalto do Golã, no Sul, está ocupado por Israel, que as anexou unilateralmente antes desta guerra ( na Guerra dos Seis Dias-ndT).

As Odemiras dos bairros de Lisboa

Joana Petiz | Diário de Notícias | opinião

Há umas semanas, o país encolhia-se de horror perante as imagens de miséria que chegavam de Odemira. A indignação tolheu governo e deputados e nenhum responsável, político ou outro, deixou de lado a opinião alimentada pela consciência de que o caso dos imigrantes a viver em condições sub-humanas não podia admitir-se. Houve quem lembrasse que não era caso único nem sequer recente, enquanto a maioria rasgava as vestes e declarava a situação insuportável.

Como todos os outros, o caso de Odemira passou, ao fim de uns dias, de assunto de Estado a palha para engordar a longa lista de temas que queimam e se extinguem demasiado depressa - como os horrores vividos pelos moçambicanos às mãos de jihadistas, o descontrolo nas festas dos adeptos de futebol, a marquise de Cristiano Ronaldo e outros temas que por diferentes motivos despertam a indignação coletiva. Raras vezes duram tempo suficiente para encontrar responsáveis e soluções. Antes servem de combustível para alimentar causas próprias.

Sobre Odemira, disse Fernando Medina no seu espaço de comentário semanal que muito daquela história se contava pelo "desequilíbrio ambiental e dos serviços" - educação e saúde - e que "o ideal seria nunca ter deixado crescer a agricultura intensiva ao nível que cresceu". Porque, naturalmente, a avidez de produzir mais e mais, e a falta de portugueses que queiram trabalhar nos campos, combinadas com a deficiente fiscalização, haviam resultado naquela situação indizível.

Portugal com 388 infeções e duas mortes no último dia. Rt desce

Boletim epidemiológico desta segunda-feira, dia 7 de junho, já foi divulgado. Rt a nível nacional desceu ligeiramente para 1,07.

Nas últimas 24 horas, Portugal diagnosticou 388 novos casos de infeção pelo novo coronavírus e  duas mortes relacionadas com a Covid-19, indica o boletim epidemiológico publicado pela Direção-Geral de Saúde (DGS) esta segunda-feira. Trata-se de um aumento de 0,05% no que diz respeito aos novos casos e de 0,01% no que toca aos óbitos.

O boletim desta segunda-feira dá conta de um aumento do número de doentes internados. No total, estão agora 291 doentes hospitalizados (mais 26), sendo que em Unidades de Cuidados Intensivos estão 59 (mais sete face ao dia anterior). 

O Rt (transmissibilidade) a nível nacional desceu hoje ligeiramente (de 1,08 para 1,07), mas a incidência a 14 dias aumentou de 69,8 para 72,2 casos por 100 mil habitantes.

Nesta altura há 23.824 casos ativos da doença no país, mais 109 do que no dia anterior. Nas últimas 24 horas foram consideradas curadas da doença mais 277 pessoas (total de recuperados é de 812. 174). 

As duas mortes hoje reportadas ocorreram uma na região de saúde de Lisboa e Vale do Tejo e outra no Norte. A maioria dos novos casos de infeção (206) ocorreram em LVT, seguindo-se precisamente o Norte com 93 novos casos. O Centro regista mais 18 infetados, o Alentejo 13 e o Algarve 32. 

Nas regiões autónomas, os Açores diagnosticaram 26 infeções no último dia e a Madeira não registou qualquer novo caso de Covid-19.

Melissa Lopes | Notícias ao Minuto