sábado, 17 de março de 2018

Parlamento português condena morte Marielle Franco e faz minuto de silêncio

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A Assembleia da República exprime “a mais veemente condenação pela violência e pelos crimes políticos e de ódio que aumentam de dia para dia no Brasil”.

O parlamento português condenou esta sexta-feira a morte da vereadora e ativista dos direitos humanos Marielle Franco, do Rio de Janeiro, Brasil, "brutalmente assassinada a tiro na passada quarta-feira".

O voto de pesar e condenação foi anunciado logo na quarta-feira pela líder do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, durante o debate quinzenal com o primeiro-ministro, e é subscrito pelo presidente do parlamento, Ferro Rodrigues, BE, PS, PCP, PSD, PEV e pelo deputado André Silva, do partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN).

O CDS informou, mais tarde, que também subscreveu o documento e juntou-se aos restantes partidos na votação.

O texto aprovado por unanimidade pelos deputados refere que Marielle Franco era relatora da comissão de acompanhamento da Intervenção Federal no Rio de Janeiro e, "nos últimos dias, havia denunciado o assassinato de jovens negros pela Polícia Militar do estado".

"Socióloga, feminista, militante dos direitos humanos e crítica da recente ocupação de vastas áreas urbanas pela intervenção militar do governo federal no Rio de Janeiro, Marielle Franco empenhou-se na luta pelos direitos humanos, especialmente em defesa dos direitos das mulheres negras e dos moradores de favelas e periferias, e na denúncia da violência policial", acrescenta o voto.

No texto, a Assembleia da República exprime "a mais veemente condenação pela violência e pelos crimes políticos e de ódio que aumentam de dia para dia no Brasil".
O carro em que a vereadora viajava foi alvejado com tiros na quarta-feira à noite quando saía de um evento no bairro da Lapa, na zona central da capital carioca.

O crime, que tem indícios de ter sido uma execução, está a ser investigado pelas autoridades policiais locais.

A Organização das Nações Unidas (ONU) já pediu que as investigações "sejam feitas o mais rápido possível" e de forma "completa, transparente e independente", para que os resultados "possam ser vistos com credibilidade".

Lusa | em Expresso
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