segunda-feira, 14 de junho de 2021

A QUEM QUEREM CONFUNDIR OS IMPOSTORES DO "ARCO DE GOVERNAÇÃO"?!...

Martinho Júnior, Luanda

Continua a ser flagrante o "reaproveitamento" dos parâmetros do Exercício Alcora, tendo em conta poderosos interesses que lhe eram subjacentes no espaço EurAtlântico particularmente na Alemanha, em França e na Itália, entre outros!...

Desde o golpe do 25 de Novembro de 1975 que o "arco de governação" faz esse "reaproveitamento" e vai ser impossível ao Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, a acreditar nesta versão que se junta, colocar um ponto final a tudo isso, pois os poderes do "Le Cercle" tão “esclarecidamente” exposto em “Jogos Africanos” de Jaime Nogueira Pinto, poderes que se fundem com a própria NATO, continuam em vigor na Europa e Portugal sempre foi por arrasto vergonhosamente!...

O texto abaixo, que anda a circular nas redes, pode ser uma leitura "transversal" dum assunto que tem andado de há muito pelos corredores da penumbra entre os palácios de Lisboa, mas de qualquer modo o reaproveitamento do Exercício Alcora, explica-se em ingerências e manipulações constantes e por vezes intensas, conforme explicita a contínua propaganda fraccionista explorando o 27 de Maio, cobrindo uma actividade "na profundidade" dos serviços de inteligência portugueses a "trabalhar" em Angola, para a NATO, para a UE e só depois para os interesses da própria oligarquia portuguesa!

A continuar, a saga demonstra até que ponto Portugal pretende exercer em termos paternalistas e neocoloniais o relacionamento para com Angola!

Martinho Júnior, 7 de Junho de 2021

Imagens:

01- Marcelo e as direitas: do berço à Presidência da República – Foi Marcello Caetano que levou a mãe de Marcelo à maternidade – https://observador.pt/especiais/marcelo-e-as-direitas-do-berco-a-presidencia-da-republica/;

02- Uma história oficial da democracia portuguesa? – Um dos opinadores profissionais que mais espaço tem para se ouvir a si próprio há muito que faz este número do outsider incómodo, debitando a mesma cartilha bolsonarista da ditadura cultural da esquerda que silencia a verdadeira memória do passado. Já não há pachorra! – https://paginaglobal.blogspot.com/2021/02/uma-historia-oficial-da-democracia.html;  https://www.publico.pt/2021/02/16/opiniao/noticia/historia-oficial-democracia-portuguesa-1950829;

03- O Presidente da República está em Angola para assistir à cerimónia da tomada de posse do novo Presidente angolano, João Lourenço. Marcelo Rebelo de Sousa aproveitou a manhã para mergulhar na ilha de Luanda. Um momento captado pelos fotógrafos e por vários presentes que não quiseram perder uma selfie com o chefe de Estado português. – vídeo – https://sicnoticias.pt/pais/2017-09-25-Marcelo-mergulha-na-ilha-de-Luanda;

04- APONTAMENTO DO DIA 6 de Junho de 2021 - A DESCOLONIZAÇÃO É UM PROCESSO DIALÉTICO AINDA NÃO CONSUMADO E NESTE MOMENTO PODE-SE CONSTATAR A OLHO NU, QUE NUNCA HOUVE EM PORTUGAL DESCOLONIZAÇÃO MENTAL!...  Os serviços de inteligência portugueses, que em relação a Angola integram os homens do ex-BRINDE da UNITA em função da não extinção da PIDE/DGS em África, estão a utilizar a propaganda do 27 de Maio como um "cavalo de Tróia" a fim de ir ganhando mais espaço de manobra e manipulação num leque variado de sensibilidades e instituições, do estado, do MPLA, etc... Depois da intervenção do Presidente João Lourenço sobre o tema 27 de Maio, os serviços de inteligência portugueses vão fazer esse "cavalo de Tróia" avançar mais umas casas no xadrez, por que a pressão sobre a superestrutura ideológica dos angolanos vai dando resultado o que torna o caminho cada vez mais apetecível e fértil para os interesses da oligarquia portuguesa, incontornável saudosista colonial! – https://www.facebook.com/martinho.junior.9066.


Portugal orienta imprensa para desacreditar o governo angolano

Mário António, Lisboa

O presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, chamou o primeiro-ministro, António Costa, e pediu, num tom agressivo, explicações sobre o que se está a passar com o governo, quando encoraja a produção de notícias contra as autoridades angolanas e tem os seus membros em conversinhas com jornalistas que mais não fazem, senão manchar a imagem do governo angolano.

Marcelo fez saber a Costa que tem informações privilegiadas- não fosse ele o presidente português- que indicam que os seus ministros estão por detrás do trabalho tanto da SIC como da TVI, e mesmo até do expresso, contra a Angola. A conversa entre Marcelo e Costa está a ser muito comentada nas redacções dos órgãos de comunicação social, e está a provocar divisões entre alguns jornalistas e membros de direcção. Há relatos de que nos próximos tempos a TVI pode perder jornalistas, com demissões, por estes estarem contra as manobras técnicas, que passam pela invenção de factos, tratamento insultuoso dos dirigentes angolanos, faltas de respeito ao presidente angolano.

O presidente português também convocou os responsáveis dos partidos PSD E CDS- PP. Consta que da conversa saiu uma tremenda reprimenda, com Marcelo a perguntar o que queriam, por que estavam na vanguarda da produção de notícias contra Angola. Os jornalistas portugueses envolvidos na campanha contra os dirigentes angolanos foram pagos com milhões de euros. Os comprovativos exibidos pelo presidente durante a conversa com os líderes dos partidos envolvidos mostram que já foram gastos milhões de euros na falsificação de documentos bancários, como extratos de contas, movimentações de capital, compra de material jornalístico, como depoimentos falsos, etc.

O presidente Marcelo advertiu o primeiro-ministro: Pensam que o governo angolano vai deixar isso a um custo barato? Estão enganados. Portugal vai pagar muito caro. Sabem quantos portugueses estão em Angola, o número de empresas, os negócios, os milhões que Portugal ganha ao ano com a venda de produtos aos angolanos? Estão a esquecer-se disso? Muito bem. É bom que mandem parar isso, disse o presidente Marcelo Rebelo de Sousa.

O primeiro-ministro António Costa garantiu tratar do assunto. Relatos em Lisboa dão conta que os colaboradores do governo justificaram que Portugal deve fazer tudo para impedir o regresso de capitais para Angola, e mesmo em Portugal era preciso confiscar as aplicações angolanas, como a da ENDE na EFACEC. Portugal não tem outra saída. As justificações não são novas. Durante os processos de perseguição a Manuel Vicente já haviam sido avançadas. 

As manobras do governo português vão mais longe e tem como foco criar condições para precipitar a governação de João Lourenço. Existe uma aposta forte em tornar a vida cara a João Lourenço desde que se mostrou determinado em recuperar o dinheiro enviado ilicitamente a Portugal. António Costa, nessa altura, deixou claro que as autoridades portuguesas não estavam nada interessadas em permitir o regresso desse capital, avaliado acima de muitos mil milhões de euros. Desde daí, o governo iniciou manobras para manter o dinheiro em Portugal, envolvendo publicamente instituições financeiras e o concurso de forças políticas com controlo dos media.

A missão foi mobilizar os portugueses para a causa, como se estivessem numa missa de Estado, isto é, de vida ou de morte. O Partido Socialista mexeu os cordelinhos e desencantou os fantasmas que assombraram os angolanos durante o período de conflito militar, dando apoio político e Institucional, com todo aparato do Estado como foi confirmado por um alto funcionário do governo durante uma audição na Assembleia Nacional Portuguesa, onde confirmou, de viva voz, que as Forças Armadas Portuguesas financiaram Jonas Savimbi durante muito tempo. As palavras são suas. E quem pôs fim a isto foi o antigo presidente Cavaco Silva, disse.

Agora o presidente Marcelo Rebelo de Sousa, previamente avisado das manobras do governo português, também pediu para que se pare tudo que está a ser feito para derrubar o presidente João Lourenço e o seu governo. As informações dão conta que líderes da UNITA estão a par de tudo, e são os principais depositários da confiança do governo português para assumirem as responsabilidades do Estado angolano, quando for derrubado o presidente Lourenço. Marcelo deixou claro a Costa que ele será responsabilizado por tudo que acontecer aos portugueses em Angola e aos seus negócios.  

O presidente português disse abertamente ao primeiro-ministro: o Estado angolano está a par de tudo. É o que te posso dizer. O resto é contigo, confessou Marcelo.

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