quarta-feira, 3 de maio de 2017

PSP AO ESTILO DO SALAZAR-FASCISMO PROTEGE OBRA ILEGAL E DETÉM CONTESTATÁRIOS

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Era comum no período salazar-fascista ver a PSP agredir e deter manifestantes por reclamarem o cometimento de ilegalidades por parte de quem representava o sistema ou nele tinha soberba influência. 43 anos depois do 25 de Abril de 1974 ainda vimos isso. Quem diria. Há burgos onde a liberdade e a democracia não chegou. E isso acontece demasiado neste país, Portugal.

Parece que um comissário absoluto pôs e dispôs numa contestação absolutamente pacífica. Há os que dizem que no burgo de Carlos Carreiras, presidente da Câmara Municipal de Cascais, a PSP tem luz verde e costas quentes para o que der e vier de desagrado à autarquia. 

Que se saiba a PSP tem na sua definição Segurança Pública, não de esbirro de uma qualquer autarquia, muito menos se é essa autarquia (deve ser) que está a proceder à construção de uma obra ilegal. Os portugueses não querem ver assim a polícia, com laivos salazar-fascistas, absoluta. Muito menos ver representantes da instituição a faltar à verdade ou com “a sua verdade”, que não corresponde à verdade. Ainda menos que se comporte como esbirro de uns quaisqueres fulanos com “influência” no sistema. O quer, posso e mando já lá vai. Ou por outra: parece que pela região do concelho de Cascais tal não acontece. Principalmente se a cor política não for consonante com o laranja ou o azul partidários. 

Carlos Carreiras presidente da autarquia, um democrata passista, tanto quanto deixa perceber deve ter de rever os manuais do Portugal democrático, de pós 25 de Abril. Convém. E, já agora, também alguns elementos da PSP devem fazê-lo. É que estamos a voltar ao “antigamente”. Aproveitem o ensejo e revejam a formação que facultam ao agentes...

MM | PG

PSP de Cascais interrompe protesto contra obra ilegal

A PSP interrompeu um protesto pacífico dos moradores da Quinta da Carreira, em São João do Estoril, esta manhã, agindo de forma violenta contra o eleito da CDU na Câmara de Cascais. Em causa, o parque de estacionamento que a autarquia começou a construir em solo da Reserva Ecológica Nacional.

Fonte do Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da Polícia de Segurança Pública explicou à Agência Lusa que Clemente Alves foi detido por «não obedecer às ordens e resistir» a abandonar o local. Contactado pelo AbrilAbril, o vereador e candidato da CDU à Câmara de Cascais, nas autárquicas de 1 de Outubro, nega a versão oficial da polícia e conta como tudo se passou. 

«As pessoas estavam civilizadamente a contestar uma obra clandestina e ilegal, porque está situada num espaço da reserva ecológica nacional, quando chega cerca de uma dezena de agentes», afirma Clemente Alves.

«Identifiquei-me enquanto vereador da autarquia e interroguei por que razão estavam ali, uma vez que as pessoas se manifestavam de forma pacífica e não estavam a obstruir a passagem. O comissário Coimbra respondeu-me: "você saia daí, não tenho nada que lhe responder". Sem explicações, empurraram-me de forma violenta, e a bastantes populares, algemaram-me e levaram-me para a esquadra», descreve.

Indignado, Clemente Alves adianta que, «depois disto tudo», amanhã, pelas 9h30, deverá ser presente a tribunal para uma sessão sumária de julgamento. 

As obras do parque de estacionamento começaram há cerca de dez dias. O eleito denuncia que a intervenção, além de ilegal, está a ser feita de forma clandestina. Além de não estarem afixados avisos de obra, Clemente Alves afirma que está a ser feita «à pressa», com operários que trabalham mais de oito horas por dia. «Ontem, que era Dia do Trabalhador, esteve em curso até às 19h», acrescenta. 

A população tem vindo a pedir explicações por parte da autarquia. «Os moradores já exigiram que alguém viesse ao local prestar depoimentos. Junto ao protesto desta manhã estiveram a polícia municipal e administradores de empresas municipais, num acto de provocação, sem dar esclarecimentos», refere Clemente Alves.

AbrilAbril | Foto: Vítima da força policial, o eleito da CDU será presente amanhã para um julgamento em processo sumário no Tribunal de CascaisCréditos/ João Casanova Ferreira

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