segunda-feira, 17 de junho de 2019

Brasil | O precipitar da crise


A crise brasileira precipita-se a um ritmo vertiginoso. Dois factos importantes são de assinalar:  O primeiro foi a Greve Geral de 14 de Junho que pôs em cena os trabalhadores como sujeito da História.  O segundo foram a revelações do Intercept acerca da corrupção e das mentiras do homem da CIA que no Brasil actualmente encabeça o Ministério da Justiça e das polícias.

Se o sr. Sérgio Moro tivesse vergonha na cara já se teria demitido após a descoberta da sua trama para, em conluio com procuradores, forjar os processos que conduziram à prisão o ex-presidente Lula.

Neste turbilhão de acontecimentos ocorrem também episódios caricatos, como o da demissão do sr. Joaquim Levy da presidência do banco de fomento do Brasil (BNDES). Se foi absurdo que a social-democracia petista pusesse este banqueiro neoliberal como ministro das Finanças do governo Dilma Rousseff, mais absurdo ainda é o seu afastamento pelo presidente de um governo ultra-neoliberal.

Ao forçar a demissão de Levy, o sr. Jair confirmou a sua imbecilidade.

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