terça-feira, 3 de novembro de 2015

Portugal. INOCÊNCIA DA MATA É UMA DAS GANHADORAS DO PRÉMIO FEMININA 2015



Alberto Castro* - Afropress

Londres - A professora doutora Inocência Mata, colaboradora da Afropress (foto), é uma das cinco agraciadas com o Prêmio Femina 2015, criado em 2010 pela Matriz Portuguesa - Sociedade Civil para o Desenvolvimento da Cultura e do Conhecimento para premiar Notáveis Mulheres Portuguesas que, profissional, cultural e humanitariamente, tenham se distinguido com mérito em Portugal ou no estrangeiro. 

Na celebração do quinto aniversário de sua fundação procedeu-se ao alargamento do âmbito das destinatárias, passando a premiar as Notáveis Mulheres Portuguesas e da Lusofonia, oriundas de Portugal, dos Países de Expressão Portuguesa, das Comunidades Portuguesas e Lusófonas, e Luso-descendentes, que se tenham distinguido com mérito ao nível profissional, cultural e humanitário no mundo, pelo conhecimento e pelo seu relacionamento com outras culturas.

Inocência Mata recebe o prêmio por mérito na área das Letras, com ênfase para a Literatura, pelo seu trabalho de investigação e ensino de Literaturas Lusófonas. As outras agraciadas são a escritora Ana Mafalda Leite, igualmente por mérito nas Letras (Poesia e ficção), Fátima Cardoso (Ciências: Investigação relevante), Soraya Gadit (Excelência Profissional: Empreendedorismo e inovação) e Sónia Matias, mérito nadivulgação da Cultura de Matriz Portuguesa no estrangeiro e na Lusofonia.

A atribuição dos prêmios às agraciadas é feita por uma Comissão de Honra, constituída exclusivamente por membros masculinos – reconhecendo, assim, o seu valor e excelência na sociedade portuguesa moderna e evoluída, como seus pares de pleno direito. O jantar e cerimônia de entrega dos prêmios terão lugar no dia 28 de Novembro de 2015, na Sala Macau, do Museu do Oriente, em Lisboa.

Note-se que o prêmio português Femina, criado em homenagem à Infanta D. Maria (1521-1577), tida na Renascença como protetora das Artes e das Ciências numa altura em que as mulheres eram consideradas inferiores e cuja corte ficou conhecida como ''Universidade Feminina'', não deve ser confundido com o prêmio homônimo literário na França, oferecido anualmente a uma obra de ficção e cujo júri, formado por colaboradoras da revista Femina, é exclusivamente feminino.

http://www.matriz-portuguesa.pt/FEMINA.php

*Alberto Castro é correspondente de Afropress em Londres e colabora em Página Global

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