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sexta-feira, 3 de junho de 2016

Angola. É PRECISO SALVAR A REPÚBLICA E SAIR À RUA



Do leito, onde me recupero, no exterior, de duas cirurgias, só posso dizer: Porra! Porra é demais! O Presidente da República do MPLA, não respeita os angolanos, não respeita a lei, tão pouco a sua própria constituição.

William Tonet*

Ele é a lei e depois de “domesticar” o seu partido, estende agora a mesma táctica aos demais partidos políticos da oposição e país, porque ninguém tem a coragem de se indignar e dizer: BASTA!

O país é de todos angolanos. É da maioria dos povos e não pode ficar refém de um homem, de uma etnia e família.

O que falta mais estar concentrado, neste clã? O que falta mais Dos Santos fazer com a maior das impunidades e perante a apatia, ou conivência, não só dos angolanos com responsabilidades como da comunidade internacional, a começar pelo Fundo Monetário Internacional que, por sinal, se encontra em Luanda?

Por este andar, só falta ao Rei comprar uma bomba de hidrogénio e matar-nos a todos… Se calhar até é algo que já lhe passou pela cabeça.

Ou será que todo este processo de fuga para a frente revela que José Eduardo dos Santos está cada vez mais só e isolado e, por isso, apenas e por enquanto só confia na família?

É o meu triste e distante comentário. Nada mais falta para se decretar o fim da República e nada me repugna, ante estas “sarrabulhadas” ideológicas, que ele, institucionalize a monarquia Dos Santos.

A nomeação de Isabel dos Santos para PCA da Sonangol é ilegal e inconstitucional, pois não existe justificativa, para a nomeação de uma empresária privada, feita bilionária com o dinheiro do petróleo, por nepotismo, pelo simples facto de ser filha do Presidente da República.

O que me indigna, ainda é este mutismo dos dirigentes e militantes do MPLA, que se calam, encolhem-se ante todas estas arbitrariedades, que definitivamente, mancham a sua imagem e comprometem o futuro. Ainda que o MPLA governe mais 100 anos, quando sair do poder poderá ter a certeza, que o seu caminho será a extinção e nunca mais lá voltará pelo mal que está a fazer ao país, comprometendo o seu futuro.

Como entender que uma empresária, com interesses em muitas empresas no país e no mundo, tenha necessidade de ser nomeada PCA de uma companhia estatal? Uma ou duas razões; a primeira é de antes do FMI tomar as rédeas do resgate financeiro, conseguir esconder todos os desvios que alimentaram e alimentam a corrupção institucional e, segundo, conseguir desviar barris de petróleo, desde já, para garantir o amealhar dos milhões de dólares, visando a campanha eleitoral do MPLA em 2017, sem que as instituições financeiras se apercebam desta trama.

Afinal, diante de todas estas arbitrariedades, abusos, ofensas e violações, onde andam os líderes dos partidos políticos? Será que só existem 15+2 jovens que reclamam e se manifestam em defesa de Angola e dos angolanos? Definitivamente esta nomeação é uma afronta, uma provocação e se Samakuva, Chivukuvuku, Kuangana, Ngonda, Kabangu, Sidiangani, Justino Pinto de Andrade, se calarem, estarão a assinar a sua certidão de cumplicidade com a ditadura monárquica Dos Santos e, amanhã, também serão julgados, pelo silêncio de hoje, que hipoteca as futuras gerações.

É preciso dar um basta a todo este regabofe.

Folha 8, em Aqui Falo Eu, opinião

*Diretor do Folha 8

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