segunda-feira, 14 de maio de 2018

Portugal | PCP diz "basta" às injustiças e defende valorização dos trabalhadores

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O secretário-geral do PCP declarou hoje que "basta" de injustiças face ao trabalho e rendimentos dos trabalhadores, numa audição pública sobre os benefícios científicos e tecnológicos para a redução do horário semanal para 35 horas para todos.

No parlamento, Jerónimo de Sousa condenava assim o facto noticiado hoje pelo Diário de Notícias de que a remuneração média dos dirigentes e gestores das principais empresas portuguesas aumentou 40% face há dois anos, ou seja, foi 46 vezes superior à dos outros funcionários.

"Sim, basta de injustiças. É preciso valorizar o trabalho e os trabalhadores", afirmou o líder comunista, numa audição pública, na Assembleia da República, na fase de preparação final para o debate e votação do projeto de lei para generalizar as 35 horas de trabalho semanais, marcados para a sessão plenária de sexta-feira, com iniciativas no mesmo sentido de BE, PEV e PAN.

Para Jerónimo de Sousa, "é possível e necessário ir mais longe" e "é urgente dar combate às injustiças", pois "são os trabalhadores que produzem a riqueza, mas são outros que se apropriam exclusivamente do seu esforço e dos resultados do seu trabalho".

"Hoje mesmo ouvimos, lemos e tomámos conhecimento que os salários dos principais administradores das grandes empresas e grupos económicos cotados em bolsa, aumentaram nos últimos três anos mais de 40% e os lucros dessas empresas acumulados nesse mesmo período subiram ainda mais, cerca de 50%, enquanto os salários médios permaneciam praticamente estagnados, aumentando escandalosamente o fosso entre os rendimentos do capital e de quem o serve e o conjunto dos trabalhadores dessas empresas e grupos", afirmou.

Segundo cálculos do PCP, se se reduzir o horário de trabalho para 35 horas semanais para todos, haverá mais 440 mil empregos e a redução de 240 horas de trabalho por ano por cada pessoa.

Lusa | em Notícias ao Minuto
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