sexta-feira, 19 de abril de 2019

OIT | 36% dos trabalhadores em todo o mundo trabalham em excesso


2,78 milhões de trabalhadores morrem anualmente

Um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), publicado esta quinta-feira, estima que 36% dos trabalhadores em todo o mundo trabalham em excesso (mais de 48 horas semanais). E destaca que 2,78 milhões de trabalhadores morrem anualmente devido a acidentes de trabalho e doenças profissionais

O mundo do trabalho está a mudar e o excesso de horas laborais é uma das preocupações da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A OIT estima que 36,1% dos trabalhadores em todo o mundo trabalham em excesso, ou seja, mais de 48 horas semanais, o que contribui para problemas de segurança e saúde no seu emprego.

Este é um dos destaques do relatório "Segurança e saúde no centro do futuro do trabalho: Tirando partido de 100 anos de experiência", que foi apresentado em Genebra esta quinta-feira. No documento, a OIT analisa os 100 anos de dedicados à melhoria das condições de saúde e segurança no trabalho, e destaca os problemas emergentes nesta área no mundo do trabalho.



O relatório surge no âmbito da celebração do dia mundial da segurança e saúde no trabalho, que se comemora a 28 de abril, e analisa as alterações no ambiente laboral, incluindo a automatização e digitalização, e de que forma estas produzem novos desafios na força laboral e consequentes problemas tais como ansiedade e depressão.

Segundo o documento, 2,78 milhões de trabalhadores morrem anualmente devido a acidentes de trabalho e doenças profissionais (2,4 milhões dos quais por motivo de doenças) e outros 374 milhões são vítimas de acidentes de trabalho não fatais.

Segundo a especialista Manal Azzi, uma das responsáveis pelo estudo da OIT, embora se observe "uma maior prevenção para os riscos conhecidos", existem alterações profundas nas relações laborais que precisam de novas adaptações para se continuar a avançar na prevenção.

"Precisamos de estruturas de segurança e saúde que reflitam estas alterações junto de uma cultura geral de prevenção que fomente a responsabilidade partilhada", disse a responsável em conferência de imprensa.

Dados da OIT revelam que a perda de dias de trabalho relacionada com problemas de segurança e saúde laboral custa à economia mundial perto de 4% do Produto Interno Bruto (PIB), indo até aos 6% nos países mais afetados.

A OIT aborda ainda outros fatores que têm surgido associados a novos riscos laborais, tais como as mudanças demográficas (por exemplo o envelhecimento da população) e as alterações climáticas, entre outros.

Lusa | em Expresso

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