quinta-feira, 26 de maio de 2011

CEVALOR AVANÇA COM PROSPEÇÃO DE MÁRMORE EM TIMOR LESTE





O Centro Tecnológico para o Aproveitamento e Valorização das Rochas Ornamentais e Industriais (CEVALOR) e o governo de Timor-Leste assinaram esta quarta-feira, em Borba, um protocolo de cooperação para avaliar o potencial de extracção de rochas ornamentais em jazidas existentes naquele pais asiático.

O acordo foi firmado durante a visita do ministro do Turismo, Comércio e Indústria timorense, Gil da Costa Alves, ao CEVALOR.

“O plano estratégico de desenvolvimento de Timor-Leste - pensado a 20 anos - prevê para 2012 o arranque da industria ligeira relacionada com a pedra, recurso em que Timor é rico em vários distritos e regiões. Por isso, é muito importante termos uma prospecção e uma análise completas daquilo que existe”, revelou o governante timorense aos jornalistas. “A capacidade e a experiência de muitos anos do CEVALOR - uma das melhores instituições do género em Portugal e na Europa - pode significar uma mais valia para a riqueza económica de Timor”, realçou

Os primeiros contactos entre o governo timorense e o CEVALOR aconteceram em Maio de 2010. Depois de um ano de pequenas ‘afinações’ na redacção do acordo agora firmado, ficou garantida a deslocação de oito técnicos da instituição a Timor-Leste.

“Dentro de mês e meio estamos em condições de colocar uma equipa técnica em Timor - durante de 12 meses - para fazer a identificação e prospecção dos afloramentos rochosos, a avaliação fisico- mecânica das características desses recursos, análise e execução do estudo de viabilidade económica da exploração de rochas em Timor e identificação do local e abertura de uma primeira pedreira”, explicou o director-geral do CEVALOR, António Dieb.

O acordo entre os dois países prevê também que durante a estadia dos técnicos portugueses em Timor, alguns timorenses rumem a Portugal para obterem formação profissional na área da exploração de rochas no CEVALOR. As duas acções consertadas ao abrigo do protocolo, podem significar o primeiro passo para alcançar objectivos comerciais mais concretos para os dois países.

“No final deste período iremos apresentar ao governo timorense, através do senhor ministro, uma primeira proposta de enquadramento jurídico para a exploração de recursos naturais e minerais em Timor-Leste”, afiançou António Dieb.

Durante a visita do ministro da Industria timorense estiveram presentes vários empresários a convite do CEVALOR. Numa altura em que o sector dos mármores – no eixo Estremoz, Borba e Vila Viçosa – conta mais de uma década de crise, agudizada pela actual situação económica do País, esta é, segundo António Dieb uma excelente oportunidade para os empresários da região.

“A ideia é potenciar e conciliar o conhecimento das empresas portuguesas e a vontade e a oportunidade que Timor quer constituir em torno deste sector, para investir. Não no sentido de apenas exportarmos ou fazermos o aproveitamento dos recursos locais, mas no sentido de levarmos os empresários portugueses a investir em ‘joint-ventures’ em Timor, que é hoje uma grande plataforma de comércio global, com a Indonésia e a Austrália a ‘poucos minutos’ de distância”, realçou o director-geral do CEVALOR.

Antes de visitar a empresa de extracção Solubema, o ministro Gil da Costa Alves fez questão de apresentar Timor-Leste aos empresários alentejanos como um país novo em “forte crescimento, cuja a economia se baseia na extracção de petróleo e gás natural, sem dívida pública, com uma taxa de natalidade acelerada”, mas com “carências ao nível de recursos humanos qualificados” e onde, para “cumprir o plano de desenvolvimento económico falta construir grande parte das infra-estruturas”.

Com a economia a crescer 12,5 por cento ao ano e uma taxa de inflação que não atinge os 1,5 pontos percentuais, Timor anuncia-se como uma terra de oportunidade para os portugueses que há pouco mais de uma década contribuíram para a sua independência. Mas nas palavras do governante os empresários portugueses tem que ser mais “aguerridos” e arriscar mais “como fazem outros europeus”. “Já temos em Timor uma empresa espanhola a fabricar pré-esforçados de betão para pontes e que já está a exportar para vários países asiáticos”, revelou Costa Alves a título de exemplo.

Neste caso o exemplo vem de Espanha mas há mais Países na corrida.

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