Drop Down MenusCSS Drop Down MenuPure CSS Dropdown Menu

sábado, 25 de março de 2017

A Limpeza Étnica da Palestina, de Ilan Pappé, foi lançado na Livraria Antonio Gramsci


Aconteceu ontem, 24 de março, no Rio de Janeiro, mas é bom que se saiba

A Editora Sundermann e o Núcleo Piratininga de Comunicação - NPC convidam para lançamento e debate, com a participação de Soraya Misleh, do livro " A Limpeza étnica da Palestina", do historiador israelense Ilan Pappé.

A partir da abertura de arquivos oficiais israelenses, Pappé debruçou-se em reexaminar criticamente os acontecimentos de 1948 e o sionismo enquanto projeto político. Nesta obra, alia documentos oficiais à memória palestina para demonstrar que a criação de Israel como Estado judeu a escolha de suas lideranças foi promover limpeza étnica, ou seja, expulsão deliberada dos palestinos.

O autor é um dos mais importantes entre os chamados novos historiadores israelenses. Professor da Universidade de Exeter, na Inglaterra. Filho de imigrantes judeus alemães, nasceu em Haifa em 1954, apenas seis anos após a criação do Estado de Israel - para os palestinos, a Nakba (catástrofe). Lecionou na Universidade de Haifa entre 1984 e 2007. Após a publicação de "A limpeza étnica da Palestina" e de expressar apoio ao movimento BDS (boicote, desinvestimentos e sanções) a Israel, passou a enfrentar pressão e ameaças, o que o levou a exilar-se na Inglaterra, onde vive hoje.

Pappé não reviu suas conclusões, como fizeram outros "novos historiadores". Abdicou dos privilégios que o silêncio cúmplice lhe traria e tem dedicado seu conhecimento à denúncia vigorosa da limpeza étnica do povo palestino e a que se faça justiça na tão maltratada Palestina. E vai além: afirma que sem o reconhecimento histórico da Nakba, não é possível haver uma solução justa, o que implica necessariamente assegurar o direito de retorno dos milhões de refugiados expulsos de suas terras.

Serviço:
Lançamento e debate do Livro A Limpeza Étnica da Palestina, de Ilan Pappé.
Editora Sunderman
Valor: R$ 60,00
Data: 24 de março de 2017
Hora: 19h
Local: Livraria Antonio Gramsci
Endereço: Rua Alcindo Guanabara, 17, térreo, Cinelândia, Rio de Janeiro.
Contatos: (21) 2220-4623 / livraria@piratininga.org.br


MUDANÇA DE HORA ESTA MADRUGADA. HORÁRIO DE VERÃO EM PORTUGAL


Avançar uma hora e dormir menos. Que aborrecimento

Quando for 01:00 de domingo (26.03) será preciso adiantar o relógio 60 minutos, para entrarmos no chamado “horário de verão”. Assim será até outubro. Em Portugal continental e na Madeira a alteração acontece à 01:00 (aumenta para 02:00), mas nos Açores a mudança é feita à meia-noite, passando a ser 01:00. 

O horário de verão vigorará até ao último domingo de outubro, dia 29, altura em que os relógios voltam a atrasar, de madrugada, 60 minutos, passando ao horário de inverno. 

Feitas as contas vai dormir menos uma hora. Se não quer perder essa hora de sono deite-se hoje uma hora mais cedo que o habitual e adormeça de imediato... se conseguir. Bom sono, com sonhos cor-de-rosa. (PG)

Boa ou má? Saiba toda a verdade estatística sobre a mudança de horário

Mais uma vez, os portugueses vão perder uma hora de sono e passar a ter um horário diferente nos meses de verão. Poucos são os que defendem a medida, mas o que dizem os estudos?

Se odeia perder um hora de sono em todos os meses de março para ficar com um horário diferente, saiba que está no grupo maioritário que se opõe ao famoso horário de verão. Se quiser saber os motivos da alteração, pode ler aqui a explicação; se quer perceber o que dizem os estudos, temos alguns dados interessantes para lhe mostrar.

Nos Estados Unidos, país onde as leis estaduais diferem de local para local, existe um 'case study' interessante: O Indiana, na costa oeste, apenas aderiu ao horário de verão em 2006 e ao contrário do que muitos pensavam, a alteração acabou por fazer aumentar os gastos energéticos. Outros estudos realizados nos Estados Unidos mostram que, nos dias que se seguem à noite em que se perde uma hora de sono, o número de acidentes aumenta, registam-se mais ataques cardíacos e AVC's.

Portugal. CENTENO ARRASOU




Pedro Silva Pereira * – Jornal de Notícias, opinião

Ao alcançar em 2016 um défice de 2,1% - o défice mais baixo dos últimos 40 anos - e ao cumprir folgadamente as metas fixadas por Bruxelas, Mário Centeno arrasou e conseguiu conquistar, logo à primeira, um lugar de destaque na história das finanças públicas portuguesas. A verdade é esta: muitos falam, bastantes tentaram, mas ninguém fez melhor do que ele. Nunca.

Este resultado, em si mesmo extraordinário, é ainda mais impressionante, nunca é demais lembrá-lo, porque acontece ao mesmo tempo que o Governo teve a ousadia de "virar a página da austeridade" e cumprir a promessa de devolver rendimentos às famílias, aumentando os salários, as pensões e as prestações sociais.

Ao conseguir o que tantos diziam impossível, o Governo socialista e a maioria de Esquerda - que no Parlamento, com elevado sentido de responsabilidade, aprovou o Orçamento que permitiu estes resultados - provaram que há uma alternativa viável à política de austeridade, mesmo cumprindo as exigentes - e em boa medida absurdas - regras do euro.

Vencidos, clamorosamente vencidos, ficam naturalmente todos aqueles que durante um ano inteiro não se cansaram de pressagiar os desastres mais diabólicos ao virar de cada esquina e ainda hoje, contra toda a evidência, resistem a reconhecer a realidade óbvia dos números. Sabemos quem são e pouco podemos fazer por eles.

Mais importante, porém, do que os vencidos são os convencidos: aqueles que, tendo tido inicialmente dúvidas quanto à estratégia económica e orçamental do Governo socialista, não recusam agora, diante dos resultados, reconhecer o sucesso do programa político de António Costa. São esses agora convencidos que, se for honrada a palavra dada, decidirão muito em breve livrar Portugal do procedimento por défice excessivo. E ao fazê-lo reconhecerão finalmente, diante da Europa inteira, uma verdade fundamental: uma alternativa política é possível no quadro do euro.

*Eurodeputado

"Não teria deixado o BES apodrecer tanto", afirma Murteira Nabo sobre Carlos Costa no BdP




NÃO PÕE AS MÃOS NO LUME POR ZEINAL BAVA, NA PT/OI. NEM SABE SE É CORRUPTO

Murteira Nabo não pede a demissão do Governador mas aponta-lhe o dedo no caso do BES e diz que ele devia ter atuado mais cedo.

Decisões erradas e tardias. É assim que Francisco Murteira Nabo, o novo membro do conselho consultivo do Banco de Portugal avalia a atuação do Banco de Portugal. No caso BES, como em vários outros casos que abalaram o setor financeiro. "Não foi uma inabilidade, foi uma opção", afirma Murteira Nabo quando confrontado com a forma como Carlos Costa geriu o dossier Espírito Santo. O atual presidente da Câmara de Comércio Luso-Brasileira, diz que, se estivesse no lugar de Carlos Costa, teria agido de forma diferente e "não teria deixado a situação apodrecer tanto".

Foram, opções, lembra Murteira Nabo, que levaram, também, à criação do Fundo de Resolução e, neste, como noutros casos, Murteira Nabo considera que Carlos Costa andou mal porque "era uma opção arriscada, que nunca tinha sido testada".

Entrevista a Murteira Nabo na íntegra

sexta-feira, 24 de março de 2017

GUERRA CIVIL NOS EUA CONTRIBUI PARA PAZ MUNDIAL


MK BhadrakumarIndian PunchlineDario Alok – Tradução Vila Vudu

A guerra civil em Washington entre presidente Donald Trump e seus detratores não dá sinal de amainar. Todos os dias, a luta recomeça. O mais recente movimento foi na 2ª-feira, na audiência na Comissão de Inteligência da Câmara de Deputados, onde o diretor do Federal Bureau of Investigation, FBI, James Comey, reconheceu que há investigação em andamento em sua agência sobre suposta intervenção russa na eleição presidencial, com hacking para ajudar o candidato Republicano Trump a chegar à Casa Branca.

Verdade que Comey nada tinha para mostrar a guisa de prova, mas o testemunho dele implicou que as investigações prosseguem. Podemos esperar que haja longa lista de audiências desse tipo, no forno. Uma "grande nuvem cinzenta" apareceu sem mais, do nada, como disse o presidente da Comissão de Inteligência da CD  Devin Nunes. A nuvem só evanescerá se os vários inquéritos em andamento absolverem Trump conclusivamente ou, então, se Trump renunciar – o que acontecer primeiro.

Esses inquéritos tem um modo só seu de sofrer mutações, lentamente, na câmara de combustão. Comey admitiu que é difícil para ele "dar aos senhores uma previsão confiável de quando estará concluído." E há também uma subtrama – o próprio Comey está sendo investigado pelo Departamento de Justiça dos EUA.

MPPM CONDENA ATUAÇÃO DE ANTÓNIO GUTERRES




Secretário-geral da ONU capitulou diante da política de apartheid de Israel

MPPM [*]

O MPPM encara com preocupação o papel desempenhado pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, no processo que conduziu à demissão de Rima Khalaf do posto de Secretária Executiva da Comissão Económica e Social das Nações Unidas para a Ásia Ocidental (CESAO).

A sucessão dos acontecimentos merece ser referida brevemente. Na quarta-feira, 15 de Março, a CESAO publicou um documento histórico em que acusa Israel de apartheid, num relatório que concluía que "Israel estabeleceu um regime de apartheid que domina o povo palestino como um todo".

Os autores do relatório — os estado-unidenses Virginia Tilley e Richard Falk, ambos especialistas em Direito Internacional — "conscientes da gravidade desta alegação […] concluem que os elementos de prova disponíveis estabelecem além de qualquer dúvida razoável que Israel é culpado de políticas e práticas que constituem o crime de apartheid, tal como definido legalmente nos instrumentos do direito internacional". O relatório "assenta no mesmo corpo de leis e princípios internacionais de direitos humanos que rejeitam o anti-semitismo e outras ideologias racialmente discriminatórias, incluindo a Carta das Nações Unidas (1945), a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) e a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial (1965)" e "baseia-se para a sua definição do apartheid sobretudo no artigo II da Convenção Internacional para a Repressão e a Punição do Crime de Apartheid (1973)". Os autores do relatório sublinham que, "embora o termo "apartheid" tenha sido originalmente associado ao caso específico da África do Sul, representa agora uma espécie de crime contra a humanidade segundo o direito internacional consuetudinário e o Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional" acrescentando que "o presente relatório reflecte o consenso dos peritos de que a proibição do apartheid é universalmente aplicável e não foi tornada irrelevante pelo colapso do apartheid na África do Sul e no Sudoeste da África (Namíbia)".

UE. OS VÍCIOS DO NORTE


Rafael Barbosa – Jornal de Notícias, opinião

Dijsselbloem é xenófobo e sexista. É uma evidência e é bom que se diga. Se é xenófobo e sexista, não pode presidir ao Eurogrupo. É outra evidência e também é bom que se diga. Foi o que fez, e bem, António Costa. Acontece que dar largas à indignação, com frases contundentes, pode ter efeitos na autoestima coletiva, merecer umas citações em alguns jornais europeus e excitar os militantes das redes sociais. Mas não é fazer política, é distribuir propaganda. O primeiro-ministro vai ter de fazer mais qualquer coisa.

Dijsselbloem até poderá deixar de ser presidente do Eurogrupo. Mas é mais certo que isso venha a acontecer por perder o lugar de ministro das Finanças da Holanda - o Partido do Trabalho, a que pertence, deixou de ter um papel central para passar a ser apenas mais um de uma multidão de pequenos partidos nas eleições da semana passada - do que pela expressão "copos e mulheres" com que faz a caricatura dos países do Sul.

Mesmo que venha a sair (o que não é certo, graças à proteção, entre outros, de Wolfgang Schauble, ministro das Finanças alemão), isso não representará uma mudança de atitude, muito menos uma mudança de política. A maioria dos pares de Dijsselbloem no Eurogrupo pode até censurar-lhe a expressão. Mas, não só não censura, como acredita na tese de que os países do Sul devem ser castigados pelos seus excessos: em linguagem politicamente correta, "copos e mulheres" são sinónimos de "défice e dívida". Vícios de gente incorrigível, que é preciso combater.

‘BIBA’ O PORTO E VILA NOVA DE GAIA, CARAGO!




Ao contrário de muitos portugueses(as) que desfeitam as suas cidades, vilas e aldeias – chamando-lhes parvalheiras, atrasos de vida e etc. – encontrámos no Facebook quem se orgulha da sua área de origem ou/e de residência. Interessante.

Tão interessante que trouxemos para aqui (roubámos) o pequeno apontamento orgulhosamente exibido no FB mas que agora vai chegar a mais uns quantos. Na verdade, pelo descrito, o Porto é detentor de “maravilhas do mundo” que os lisboetas, por exemplo, desconhecem. A seguir têm a oportunidade de passar a possuir esse conhecimento. Afinal não será só orgulho do Porto ou de Gaia (antes Marrocos), mas de Portugal e dos portugueses.

Obrigado tripeiros. (MM / PG)

O PORTO ESTÁ NA MODA

O Porto está na moda....Incluindo VNGAIA, Arredores, Rio Douro, etc *Tem a 3ª mais bela Livraria do Mundo - Lello* *Tem o 6º mais belo Café do Mundo - Majestic* *Tem um dos mais perfeitos e inteligentes edifícios do Mundo - Burgo* *Tem uma das melhores salas sonorizadas do Mundo - Casa da Música* *Tem o único Parque citadino do Mundo ligado ao Mar - Parque Ocidental da Cidade com quase 80 ha* *Tem uma das maiores construções em ferro do Mundo - Ponte D. Luiz I* *Tem um dos maiores arcos em betão do Mundo - Ponte da Arrábida* *Tem uma das maiores Torres do Mundo construídas em granito - Clérigos *Tem um dos melhores e maiores portos artificiais do Mundo. Leixões *Tem dois Pulitzers - com três prémios - de Arquitectura: Álvaro Siza e Souto Moura* *Tem a atleta com mais títulos conquistados mundialmente - Rosa Mota* *Deu o nome ao melhor vinho do Mundo - o Porto* *Foi portuense uma das maiores violoncelistas do Mundo - Guilhermina Suggia* *Tem a Estação Ferroviária de São Bento considerada a 16ª mais bela Estação do Mundo.* *Foi o Porto que deu o nome a Portugal, o primeiro país do Mundo com as fronteiras definidas desde 1267. *É a única Cidade no mundo com 4 especilidades gastronómicas únicas no mundo criadas no seu seio: Francesinhas, Bacalhau à Brás, Bacalhau à Zé do Pipo e as Tripas à Moda do Porto, criadas no séc. XV *Finalmente, o Porto é considerado o melhor destino do Mundo desde 2012.* Não há dúvida que a Cidade do Porto é uma cidade invulgar, única no Mundo. - Por Que esperas para a visitar?

Texto “pegadinho” conforme Facebook de Paula Rojão

CANCRO: CARLOS COSTA, JÁ TE TOPÁMOS. VAI-TE EMBORA, PÁ!


Bom dia, à tarde. O que aí vem é um Expresso Curto dedicado ao cancro. Melhor dito, pela nossa parte, devia ser dedicado aos cancros. Os cancros que fustigam a sociedade e que apesar de lhes apontarem que são uns tumores malignos não se deixam extrair. Temos neste exemplo o cancro Carlos Costa alapado à governação do Banco de Portugal. Outros há, outros houve. Devido aos que já existiram é que estamos na penúria. A responsabilidade desses já idos há-de ser de pelo menos 60% dos nossos desaires. Mas não, eles dizem com uma grande prosápia que andamos a gastar demais, que ganhamos demais, que os ordenados têm de ser mais comedidos, mais de miséria, etc. E no vai e vem das palavras as suas contas bancárias incham. Até as suas condecorações crescem (aos que são condecorados não se percebe muito bem por quê). Aliás, as condecorações atualmente valem nada, estão tão desacreditadas que muitos portugueses as associam a mafiosos a condecorar mafiosos ou simpatizantes do seu séquito. Lembro Cavaco Silva - quando PR - que até condecorou o alfaite-estilista da sua mulher, a dona Maria.

Não só de cancro vive o Expresso Curto de hoje. Quem serve a cafeína hoje parece bruxo que nos ia ler no PG, até tem incluso o Carlos Costa. O jornalista da tiragem com espuma é o Martim Silva. Vale ler. Ele hoje aplicou-se e "floriu" a peça com gravuras made in The Times e a Time. Bonito. Aborda Trump com alguns rococós e o terrorismo, claro. Ao Carlos Costa mete-o no ringue. Errado. O que devia era metê-lo na mesa cirúrgica para que o tumor fosse extirpado e o homem deixasse de ser um cancro pegado e alojado no Banco de Portugal. Costa está colado ao BdP? Parece que sim. E com Araldite. Livra.

A propósito desse lapa pode ainda dizer-se que que aqui temos um dos males da democracia. O homem é indesejado no cargo mas temos de "levar" com ele até terminar o mandato. E diz o sujeito que a idoneidade de Salgado não pode ser questionada por dá cá aquela palha. Que é a lei. Pois então que se mude a lei. Este mau exemplo é razão mais que suficiente para isso. E que se mudem outras leis que lobies cancerígenos têm produzido com o propósito de se protegerem e tramarem os plebeus. Os que votam neles e os que não votam. Sim, porque escrúpulos é o que certos e incertos da corja do legislador demonstram não possuir. Aparentam-se merecedores de muita respeitabilidade mas quando lhes cai a capa da máscara vimos que são do piorio... Adiante que já é tarde.

Sigam a lide de ler o Martim Silva neste Curto que merece atenção. Depois sigam o título seguinte: SENHOR GOVERNADOR? DEMITA-SE!, no PG. Costa armado em anjinho, na foto. E uma prosa elucidativa de que Portugal não quer o tipo no cargo que tem desempenhado (mal). Vão a todas. Leiam e meditem. Pensem. Não doí nada. 

Inté, para terminar. O que apetece é dizer lá pelas bandas do BdP: Carlos Costa, já te topámos. Vai-te embora, pá!. (MM / PG)

Portugal. SENHOR GOVERNADOR? DEMITA-SE!


João de Sousa – Jornal Tornado – Opinião

Torna-se cada vez mais claro que o BES, o BANIF e o descalabro na descapitalização da CGD foram efeitos colaterais da sede de poder de Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque com a conivência do Governador do Banco de Portugal, para permitir uma falsa saída limpa.

Ao ignorar todos os indícios da situação do GES e do impacto disso na situação do BES, a vergonhosa situação do BANIF e o abafar e atrasar a capitalização da CGD sob pretexto de que não era permitida pelas regras comunitárias, justificação que o futuro veio a provar que apenas servia para esconder a falta de vontade política de o fazer, devia levar qualquer sujeito que compreenda o significado da palavra responsabilidade, a apresentar de imediato o seu pedido de demissão.

Acresce a participação do Governador no logro que foi o aumento de capital do BES ao qual deu o seu aval de forma tão exuberante que até “levou” o Sr. Presidente da República de então a participar na farsa.

O Sr. Governador está a minar a credibilidade da Instituição que governa. E arrastar todo o Conselho de Administração consigo pode ser adequado e justo mas em nada o exime da sua responsabilidade própria de Governador.

Passos Coelho, Maria Luís e o Sr Governador, ocultaram e procrastinaram decisões por razões de ordem política e para permitir uma saída falsamente limpa. Com esta decisão custaram, e ainda irão custar, milhares de milhões de euros aos portugueses e deveriam estar a ser alvo de um inquérito, sim, mas do DCIAP.

Sra. Procuradora-Geral da República, tem aqui uma denúncia que não é anónima. É pública, está assinada por mim e terá certamente muitas assinaturas de milhões de Portugueses. Os Portugueses estão fartos de ser feitos de parvos por entidades reguladoras que não regulam, mas recebem como se regulassem, e por uma justiça que não funciona, tornando-se dessa forma cúmplice do esbulho diário a que estão sujeitos.

quinta-feira, 23 de março de 2017

AS RELAÇÕES OTAN-RÚSSIA: RESQUÍCIOS DE UMA GUERRA FRIA


O cenário internacional pode estar caminhando para uma “nova Guerra Fria”? A velha rivalidade tem se mostrado presente nas políticas externas das potências e conduzindo ao desgaste da diplomacia OTAN-Russia.

Dani Melo – Outras Palavras

Os recentes episódios relacionados ao aumento da presença militar da OTAN no Leste europeu, aos conflitos na Síria e ao rearmamento russo mostram que o pensamento político das potências ainda resgata a rivalidade da era bipolar. Em fevereiro de 2016, na Conferencia de Munique, o primeiro ministro russo, Dmitri Medvedev, afirmou o desgaste das relações russas com o Ocidente e declarou estar numa nova era da Guerra Fria. A OTAN tem instigado esse confronto ao continuar enviando suas tropas muito próximas à fronteira e à base naval russa de Kaliningrado. Só em janeiro desse ano, 1200 soldados alemães se deslocaram para uma base militar na Lituânia e cerca de 3.ooo soldados do exército americano, tanques e helicópteros Apache e Black Hawk foram mobilizados para compor a segurança dos países aliados na Europa Oriental.

Mesmo com o fim da URSS, a OTAN não deixou de revelar sua insegurança quanto ao futuro da Rússia. As percepções de desconfiança trazidas pela era bipolar permanecem sólidas e acabam interferindo nas políticas externas das partes envolvidas. Primeiro, a Aliança incitou uma ambiente de tensão ao se engajar numa política de portas abertas que inclui novos membros do Leste como a Polônia, República Tcheca e Hungria. Mais tarde, em 2008, outro capítulo de apreensão do pós-guerra fria surgiu quando os membros da OTAN não reconheceram a legitimidade das intervenções russas no conflito da Geórgia e da Ucrânia. O Ocidente priorizava um discurso que assegurasse a soberania dos antigos territórios soviéticos e evitasse qualquer “pretensão neoimperialista” russa. Por fim, a mais recente onda de conflitos na Síria, colocou a Rússia e o Ocidente em lados opostos e num iminência possível de um confronto direto. O governo de Bashar al-Assad recebeu o apoio russo, por um lado, e críticas ocidentais, por outro, principalmente com os bombardeios russos sobre os rebeldes na região.

O GRANDE TRÂNGULO ESTRATÉGICO QUE ESTÁ MODIFICANDO O MUNDO


Federico Pieraccini - Strategic Culture - Tradução: btpsilveira

Importantes mudanças mundiais estão acontecendo dentro do grande triângulo estratégico em curso entre Rússia China e Irã, enquanto o resto do mundo continua perdendo tempo tentando decifrar ou assimilar a nova presidência Trump.
  
Distante do atual caos nos Estados Unidos, grandes acontecimentos estão acontecendo a pleno vapor, com Irã, Rússia e China coordenados em uma série de movimentos significativos para o futuro do continente eurasiano. Com uma população total de mais de cinco bilhões de almas, que constituem cerca de dois terços da população do planeta, o futuro da humanidade passa obrigatoriamente através dessa área imensa. Apontando para uma mudança de grande magnitude na ordem mundial que se baseia atualmente na Europa e nos Estados Unidos, em direção a mundo multipolar monitorado pela China, Irã e Rússia, os estados eurasianos estão se preparando para um papel de liderança no desenvolvimento desse enorme continente. Como parte dos desafios que deverão enfrentar os líderes desses países multipolares, os eventos prejudiciais que se originam na ordem mundial Euro/Atlântica construída depois da Segunda Grande Guerra mundial terão que ser encarados.

Analisando os principais projetos do continente eurasiano, uma coisa que se destaca é o papel da China, Rússia e Irã nas diferentes áreas sob sua influência. O projeto One Belt, One Road (um cinturão, uma estrada, também conhecido como OBOR – ntrad) que foi proposto por Pequim (com investimento de cerca de um trilhão de dólares dentro dos próximos dez anos); a União Econômica Eurasiana (Eurasian Economic Union – ntrad) proposta por Moscou para integrar as antigas repúblicas soviéticas da Ásia Central e o papel do Irã no Oriente Médio como esforço para trazer de volta a estabilidade de prosperidade para a região – são todos de importância crucial para o desenvolvimento eurasiano. Claro que possuindo uma perspectiva multipolar, todos estes projetos convergem totalmente, e requerem desenvolvimento conjunto e coordenado para que resultem realmente no sucesso do continente eurasiano.

Brasil. RABO PRESO DO GOVERNO COM FISCAIS MATA FRIGORÍFICOS




CARNE CONTAMINADA

Michel Temer tem um ministro da Justiça, chamado Osmar Serraglio, que até ontem estava escondido e vinha evitando aparições públicas; o motivo é sua ligação com a máfia dos fiscais agropecuários; como, segundo a Polícia Federal, os fiscais arrecadavam propina para o PMDB, de Temer e Serraglio, e para o PP, do ministro Blaro Maggi, o Palácio do Planalto ainda não conseguiu reagir ao desastre da Operação Carne Fraca, que já causa prejuízos diários de US$ 63 milhões – ou R$ 200 milhões/dia – ao Brasil; segundo o senador Roberto Requião (PMDB-PR), "se tivéssemos governo no Brasil, estaríamos fazendo a investigação da investigação"; enquanto isso, frigoríficos paralisam suas unidades e ruralistas, que apoiaram o golpe de 2016, sofrem grandes prejuízos

247 – A Operação Carne Fraca, deflagrada há poucos dias pela Polícia Federal, já representa um dos maiores desastres econômicos da história do País. As exportações brasileiras de proteína animal caíram a zero, provocando prejuízos de US$ 63 milhões – ou quase R$ 200 milhões – por dia.

Até agora, a única reação de Michel Temer foi levar embaixadores a uma churrascaria de carnes importadas, num plano fracassado, e classificar como "espetáculo" a ação da Polícia Federal.

Temer não pode reagir com mais firmeza por uma razão simples. Seu ministro da Justiça, Osmar Serraglio, que foi indicado ao cargo por ninguém menos que Eduardo Cunha, chamava o líder da máfia dos fiscais de "grande chefe". Até ontem, ele estava desaparecido e só fez uma reaparição rápida na posse de Alexandre de Moraes, no Supremo Tribunal Federal.

Além disso, segundo a Polícia Federal, os fiscais arrecadavam propina para o PMDB, de Temer e Serraglio, e para o PP, do ministro Blaro Maggi. Ou seja: Temer é refém do que a PF ainda pode vazar. 

Para o senador Roberto Requião (PMDB-PR), "se tivéssemos governo no Brasil, estaríamos fazendo a investigação da investigação" (leia aqui).

Para piorar, o Brasil tem hoje um chanceler, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), que também está na lista de Janot e não é respeitado nem pelos vizinhos mais próximos. Com o golpe, não custa lembrar, o Brasil se tornou um anão diplomático.

Ou seja: Temer não tem credibilidade no exterior, nem força para enfrentar a questão da carne internamente.

Enquanto isso, frigoríficos paralisam suas unidades e ruralistas, que apoiaram o golpe de 2016, sofrem grandes prejuízos.

Brasil 247

UM COMENTÁRIO ACERCA DOS “BARÕES DA DROGA” NA GUINÉ-BISSAU


Abdulai Keita, opinião  

I – Nota de partida

Li com muita atenção o artigo da opinião cá indicado, intitulado “o que é e como atua um Barão da Droga? Em defesa de José Mário Vaz e Braima Camará”, da autoria de Sr. Maram Sani (Cif., http://guineendade.blogspot.ch/ 2017/03/opi niao-o-que-e-e-como-atua-um-barao-da.html#comment-form; acessado, 22.03. 2017). E o que eu tenho a dizer neste debate em jeito de um rápido comentário, é o seguinte que segue no subsequente, concluído por uma resposta definitiva, endereçada a este autor e além.
  
II – Comentário

A Guiné-Bissau é a Guiné-Bissau, tal e qual. Eu sou bissau-guineense e orgulho-me muito de ser bissau-guineense. E é a partir desta posição que me digo. Para servirmos bem hoje este país, temos que saber muito bem PARTIR DA NOSSA REALIDADE E SERMOS BEM REALISTAS (parafraseando camarada Cabral). No sentido de termos e metermo-nos bem na cabeça, para se ter a ideia clara de quem somos nós no atual contexto e quadro do mundo globalizado ou em globalização. O que podemos, devemos e, o que não podemos e não devemos permitir-nos, neste contexto e quadro, nunca, mas nunca mesmo. Sobretudo no exercício das funções políticas neste nosso país querido do Povo Bom e, consequentemente, empreendimento e execuções de ações decorrentes de tais funções.

Quero dizer, é, que isso significa que, nós temos que saber bastante bem que somos UM PAÍS PEQUENINO DE ÁFRICA OCIDENTAL; UM PAÍS PÓS-COLONIAL, mas continuando a viver ainda económicamente na pura e dura situação colonial num contexto político não colonial (qualquer coisa que fazemos ou fizermos é da nossa inteira responsabilidade – o Tuga já se foi embora desde o Outubro de 1974 deixando-nos efetivamente as sequelas do povo colonizado).

SONANGOL NO EPICENTRO DA CORRUPÇÃO EM ANGOLA


A unidade de análise da revista “The Economist” diz que a abertura de uma investigação à Sonangol aumenta a percepção de que Angola é um dos países mais corruptos do mundo. “Percepção” será sinónimo de “certeza” ou é uma, mais uma, forma de branquear a realidade?

AEconomist Intelligence Unit (EIU) considerou hoje que a abertura de uma investigação ao pagamento de 350 milhões de dólares à Sonangol pela petrolífera Cobalt aumenta a perceção de que Angola é um dos países mais corruptos do mundo.

“As acções da SEC [regulador norte-americano dos mercados financeiros] e do Departamento de Justiça dos Estados Unidos da América criaram uma publicidade negativa significativa para Angola, e aumentaram a percepção de que o país é um dos mais corruptos no mundo”, escrevem os peritos da unidade de análise económica da revista “The Economist”.

Lembrando que Angola está em 164º lugar num ranking’ de 176 países analisados sobre a corrupção, feito pela Transparência Internacional, os analistas dizem que “a potencial abertura de uma nova investigação envolvendo a Sonangol vai fazer pouco para ajudar a empresa a melhorar a sua imagem global”.

Por outro lado, concluem, a notícia é também negativa para a maior empresa do regime e para a sua presidente, Isabel dos Santos (filha de José Eduardo dos Santos, presidente nunca nominalmente eleito e no poder há 38 anos): “Representa um desafio significativo à reputação da nova presidente, a bilionária filha do Presidente e, nos meses anteriores às eleições legislativas, pode ser problemático para os antigos executivos da Sonangol que saíram da empresa, mas continuam entre os principais membros do partido no poder”, escreve a EIU.

ÁFRICA ESQUECE-SE DA SAÚDE – QUE TAL ROUBAREM MENOS?


A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou hoje os países africanos a investirem mais nos seus sistemas de saúde para poderem detectar, prevenir e tratar melhor a depressão, doença que afecta 30 milhões de pessoas no continente. Se calhar, para ajudar em todas as enfermidades, a OMS deveria aconselhar os governos a roubar menos.

Arecomendação foi feita na cidade da Praia, por Sabastiana Nkoma, do Escritório Regional da OMS para a Saúde Mental, e por Shekhar Saxena, director do departamento de Saúde Mental da OMS, que estão em Cabo Verde para participar numa série de actividades sobre a depressão, no âmbito do dia mundial de saúde, que se assinala a 7 de Abril.

Segundo Sabastiana Nkoma, os investimentos devem ser feitos a nível financeiro, com mais infra-estruturas de saúde, como hospitais, clínicas, mas também a nível de recursos humanos e profissionais capacitados para abordar a doença, que afecta 30 milhões de pessoas nos 47 países da região africana da OMS, 4% da população.

“Nos países da África, os profissionais que deviam atender as pessoas que têm problema de depressão são escassos, há poucos psiquiatras, poucos psicólogos e assistentes sociais, e mais de 75% da população que sofre transtorno mental, incluindo a depressão, não recebe nenhum tipo de tratamento”, apontou.

“O HOMEM É O ÚNICO ANIMAL QUE SE MATA A SI PRÓPRIO”


O escritor angolano Pepetela ainda mantém uma réstia de otimismo, mas confessa-se desencantado com os acontecimentos globais do último ano. "De repente, parece que tudo de mau pode acontecer", afirmou ao JN.

No Festival Literário da Madeira, Pepetela, autor de algumas das obras mais marcantes da literatura angolana do derradeiro meio século, foi convidado a falar do binómio realidade/utopia, a partir dos seus próprios livros, e do impacto do tempo na manutenção dos sonhos. Foi por aí mesmo que começámos.

No seu livro "Yaka" escreve a dada altura que "queremos mudar o mundo, mas não conseguimos mudar-nos a nós próprios". Afinal, é mais fácil mudar o mundo ou a nós próprios?

Francamente, estão muito ligados. Não é possível fazer uma coisa sem a outra.

A frase expressa algum desencanto.

Gostava de ser mais otimista, mas, nos últimos tempos, o género humano parece estar a perder algumas qualidades. Este último ano foi estranho. De repente, parece que tudo de mau pode acontecer, embora não vá acontecer. O Homem é o único animal que se mata a si próprio. O leão, a pantera, mais nenhum mata um semelhante. Talvez haja algo de genético aí. Como a ciência, tem avançado tanto, é possível que altere um gene qualquer e consiga tornar o Homem mais humano. É um género que tem perdido a sua dimensão humana. É, seguramente, uma fase, pelo que espero assistir ainda a um ressurgimento da importância dos valores e dos ideais.

CARLOS COSTA, RUA!


Idoneidade de Salgado. Banco de Portugal novamente debaixo de fogo

O Banco de Portugal emitiu comunicado para fazer, mais uma vez, face às notícias que põem a causa as decisões tomadas no processo do Banco Espírito Santo.

De acordo com o regulador, as declarações fiscais e os relatórios de transferências para o estrangeiro feitas por Ricardo Salgado não podiam ter sido usados para tomar qualquer decisão contra o ex-líder do BES.

"A responsabilidade por infrações foi extinta pela lei e a utilização dos factos declarados para efeitos de outros processos, que não os processos tributários, foi expressamente proibida pela mesma lei. Os serviços de supervisão prudencial não divergiram deste entendimento. Pelo contrário, expressaram-no em parecer técnico no início de 2013", explica o comunicado.

A posição do regulador foi assumida depois de o “Público” avançar que Banco de Portugal recusou o que foi proposto pelos técnicos, numa reunião realizada em dezembro de 2013, e que visava tirar a idoneidade de Ricardo Salgado. A equipa de Carlos Costa defendeu que a informação sobre o repatriamento de capitais e as correções fiscais do banqueiro não podia ser usada. O motivo? Porque os dados tinham sido obtidos “de forma privilegiada”. Já os técnicos defendiam que os dados tinham sido fornecidos por Ricardo Salgado. Mas não conseguiram que a idoneidade de Salgado fosse retirada.

Confrontado com a notícia, o Banco de Portugal sublinha que “o caso particular referido na notícia do “Público” foi apreciado internamente a diversos níveis e em várias ocasiões, no quadro da apreciação que o Banco de Portugal faz em permanência das condições de idoneidade dos membros dos órgãos de administração e fiscalização das instituições de crédito. Essa análise decorreu sempre com a objetividade, a ponderação e a serenidade que são indispensáveis ao exercício das responsabilidades públicas e que marcam o trabalho do Banco de Portugal no exercício das suas múltiplas funções."

Entretanto, o governador do Banco de Portugal prepara-se para ser ouvido esta tarde na comissão parlamentar de Orçamento e Finanças, em duas audições relacionadas com o caso do BES e a sua resolução. A primeira audição arranca às 17h00 e a segunda às 19h00.

Carlos Costa e o BES

Carlos Costa continua a estar a braços com a polémica que se criou em torno do que poderia ter sido feito pelo Banco de Portugal no caso do Banco Espírito Santo. O governador chegou mesmo a ser alvo de críticas e dúvidas sobre a sua continuidade à frente do BdP. E foi exatamente neste contexto que Carlos Costa acabou por ser forçado a tomar uma posição, ao mostrar-se disponível para esclarecer os deputados sobre várias questões que têm vindo a ser levantadas nos últimos dias.

A verdade é que a vida do governador do Banco de Portugal – que foi nomeado, em 2010, pelo governo de José Sócrates e reconduzido, em 2015, pelo executivo de Pedro Passos Coelho – começou a complicar-se depois de surgir a possibilidade de ter sido ocultada informação no caso BES.

De acordo com uma investigação levada a cabo pela SIC, há documentos que provam que o BdP conhecia pormenores do que se passava na esfera Espírito Santo. Entre os documentos divulgados, há um que mostra que, nove meses antes da derrocada, os técnicos do BdP defenderam a saída de Ricardo Salgado. Nestes documentos chegou mesmo a ser posta em causa a continuidade dos administradores do Banco Espírito Santo. Segundo a SIC, é assumida, de forma clara, a possibilidade de Ricardo Salgado ser afastado de forma imediata. Ainda assim, na mesma nota informativa, assinada por técnicos do BdP, é reconhecido que o regulador estava a deixar passar o tempo sem que as devidas medidas fossem tomadas.

O trabalho da estação de Carnaxide acabou por fazer com que se multiplicassem posições contra a continuidade de Carlos Costa à frente do Banco de Portugal, ainda que nem todos considerem que deve ser colocada em causa.

Sofia Martins Santos – jornal i - Título PG

DIJSSELBLOEM, RUA!



Ana Alexandra Gonçalves *

O ainda Presidente do Eurogrupo – o mesmo cujo nome nos obriga a recorrer incessantemente à função copia e colar – e pertencente ao partido que sofreu a mais humilhante derrota nas eleições holandesas, acusou os Europeus do sul de gastarem o seu dinheiro em “copos e mulheres” e depois “pedirem ajuda”.

As declarações feitas a um jornal alemão centram-se igualmente na alegada social-democracia de Dijsselbloem, onde a solidariedade se confunde com xenofobia, sexismo e imbecilidade.

Contudo, importa lembrar que Dijsselbloem não está sozinho, tendocontado com a companhia de Passos Coelho, Maria Luís Albuquerque, já para não falar de Schaüble, ministro das Finanças alemão. Este alegre grupinho fez da austeridade uma espécie de texto sagrado no qual a culpa sempre recaiu sobre os trabalhadores, os desempregados, os pensionistas – os tais que viveram acima das suas possibilidades, os tais que gastam tudo o que têm em copos e mulheres.

Dijsselbloem, à semelhança dos restantes membros do alegre grupinho da austeridade insistem numa retórica gasta que não colhe junto de muitos europeus e Dijsselbloem devia ter noção disso mais do que ninguém, ele que vai andar a pedir esmolinhas para se aguentar à frente do Eurogrupo; ele que faz parte da social-democracia aldrabada que tanto foi castigada pelos holandeses.

As afirmações de Dijsselbloem revelam uma criatura pequena e preconceituosa, em fim de vida. No entanto essas afirmações enquadram-se num contexto mais alargado de outras criaturas que, à semelhança de Dijsselbloem, nos têm acusado de sermos culpados pela situação em que nos encontramos, entre os quais se incluem Passos Coelho e o que resta do seu séquito.

Quanto a Dijsselbloem, rua! É esse o caminho. E “copy-paste”, abençoado sejas. 

* Ana Alexandra Gonçalves – Triunfo da Razão

GOOD HEALTH, WHORES AND GREEN WINE


Bom dia… É como quem diz… O dia está cinzento, parece que em todo o território nacional. Ontem não estivemos por aqui, outros afazeres nos retiveram. Desculpem. Tome nota: aqui não referimos o terrorismo que loucos e fanáticos exercem sobre inocentes, exibindo as suas cobardias de mentes criminosas. O nosso enorme respeito pelas vítimas em todo mundo, obra de energúmenos. Igualmente o nosso enorme respeito pelas vítimas em todo o mundo dos terrorismos dos estados.

Este é o portão do Expresso Curto, do Expresso. Portão do PG para depois aceder ao dito cujo do tio Balsemão do Grupo Impresa. Já lá vai o tempo em que dizíamos perante um trote, uma vigarice: “não vou em grupos”. Mas os tempos mudaram e atualmente é só grupos para aqui, grupos para ali. E nós vamos neles. Uns o mais possível, outros nem por isso.

Bem, mas vamos lá à vaca fria e pegar os bois pelos chavelhos. Expresso Curto de Pedro Candeias (que ilumina duas vezes se for à frente). Este Candeias, talvez também doutor ou dótor, mete a pata na poça mas… tá bem, vamos nessa. Tira um expresso curto cuja cafeína é aquela zurrapa que os “bifes” (ingleses) vendem lá pelo burgo unido (da treta, em que a Escócia quer dar-lhes com os penantes). Vai daí temos a zurrapa no título da cafeína… em inglês. Pfff. Tá bem, senhores assim, já sabemos que sabem muito de inglês! Mas que pavões!

Apesar de tudo a prosa serve e satisfaz. Tem penas muito bonitas. Dir-se-ia penas lindas. Tem, tem. E assim lá está, mais em baixo, o tal das mulheres e do vinho, fazendo lembrar o fado do “era o vinho, meu amor, era o vinho…” Tlim, tlão. Mas sabem do que falamos, pela certa. É daquele tal com ar anémico que dizem presidente do Eurogrupo (é só grupos, como vêem). Ai, aquele que nem o Ásterix conseguia pronunciar o nome, muito menos escrevê-lo. Mas, sim, esse Jeroen Dijsselbloem (até se nos enrola a língua e o teclado encarquilha todo). Adiante.

Mas tem mais, muito mais. Um Expresso Curto à maneira do tio Balsemão mas com a lavra do dito Candeias. Ena, que iluminação. Vão ler. É sempre bom ler e atualizarmo-nos. Além disso inclui cultura. Que bom!

Bom dia e até amanhã. As melhoras… Ai, “good health, whores and green wine” para ti, seu Dijsselbloem. Olha, também sei inglês… Espantoso! (MM / PG)

terça-feira, 21 de março de 2017

HEGEMONIA UNIPOLAR PARA ALÉM DOS LIMITES!


  
1- O século XXI, nos termos de introdução das novas tecnologias instrumentalizadas e ao serviço de 1% na saga do seu domínio sobre o resto da humanidade, começou a 11 de Setembro de 2001!

De então para cá e com a aplicação das novas tecnologias, a hegemonia unipolar foi utilizando a capacidade de globalizar configurando um largo espectro de capacidades que multiplicam os seus tentáculos, numa vasta acção “soft power”, psicológica, de inteligência e militar, sem precedentes, recorrendo a escolas e “filósofos” que mais não fizeram senão justificar a perversidade de suas próprias iniciativas!

Foi assim que se provocou a escalada de caos e terrorismo que está inerente aos expedientes de globalização da própria hegemonia unipolar!

O fulcro do aparato tem sido o Pentágono e seus falcões, pois o produto refinado é uma ideologia poderosa (ou uma plataforma de ideologias servis) que instrumentaliza todos os meios e capacidades num raio de acção expansivo que se distende a todos os continentes da Terra, até às regiões mais ignotas e isoladas do globo!

2- A NATO foi colocada ao dispor da hegemonia unipolar por via de sua osmose e subordinação ao Pentágono e os vassalos a que chamam aliados, estão a assumir, no quadro dos tentáculos desse colossal polvo, papeis bem definidos que envolvem o carácter das oligarquias, do poder de cada um dos estados, das suas articulações económicas e financeiras, bem como da equação dos seus relacionamentos tendo em conta aspectos como a sua história, a sua antropologia cultural, os seus ambientes físico-geográficos… nada é posto de fora da capacidade de observação que isso implica, da análise e da síntese do que é sorvido em termos de conhecimento e informação visto sob os mais variados ângulos e qualquer que seja a via das abordagens!

Nada escapa à formulação das mais variadas ementas para cada tentáculo em vassalagem“orgânica” e por isso há a graduação ideológica para o conjunto e para cada um deles, com a distribuição específica de papéis, de objectivos, de capacidades, de áreas de acção e dos perfis para as suas actuações, inclusive no âmbito do quadro de seus relacionamentos.

3- Na União Europeia sob a égide dos falcões do Pentágono, com a devassa do capitalismo neoliberal explorando o êxito do fim do socialismo na Europa, está-se a induzir uma ideologia cada vez mais radicalizada e próxima do fascismo e do nazismo, de modo tão persuasivo, indolor e indelével quanto o possível, sem que sob o ponto de vista sócio-político as democracias representativas tenham a possibilidade de se equacionarem noutras melhores alternativas.

Esse processo está a realizar-se numa geometria variável, tirando partido do torpor geral das sociedades constantemente bombardeadas pela propaganda ao dispor dos meios de comunicação de massas servis.

O alvo a abater na Eurásia são a Rússia, a China e o Irão, até por que subjacentemente ao poderio da opção multipolar, nesse vasto continente que se estende do Atlântico ao Árctico, ao Pacífico e ao Índico, são esses potenciais inimigos que pressionam no sentido de vencer a concorrência em sectores tão decisivos como a energia, os transportes e vias de comunicação, a construção de infraestruturas e estruturas… impedindo a hegemonia unipolar de dominar conforme sua vocação exclusivista e ao sabor dos monopólios e carteis, habituados a eliminar qualquer tipo de obstáculo e concorrência onde quer que hajam interesses seus!

As dificuldades da hegemonia radicalizaram-se nos contenciosos da Turquia e nas envolventes correlacionadas, um sinal inusitado duma potencial ruptura, ou duma reconfiguração que não deixa de ser uma possibilidade no mapa da vasta região em disputa, da Síria ao Paquistão…

Só os avanços multipolares estão a obstar que o caos e o terrorismo, bastardos do Pentágono e da NATO, possam ter ainda uma maior disseminação!

4- As questões de inteligência e militares estão pois a ser profundamente reformulados pela equação Pentágono – NATO, cujos tentáculos se distendem no Leste da Europa, no Médio Oriente, em África e na América Latina (com a Colômbia a servir de “testa de ponte”)!

Nessa tentativa de reorganização e reformulação, a hegemonia unipolar está a procurar encontrar recursos, meios e forças para fazer frente à emergência multipolar euroasiática!

As reformulações em curso na Itália, pressupõem que para dentro de África vão-se multiplicar as iniciativas, desde logo na direcção da Líbia, onde a tensão entre a hegemonia unipolar e a multipolaridade já se conforma na extensão a oeste da complexidade de situações correntes do Médio Oriente.

Em África e tendo em conta a progressão retrógrada do neocolonialismo por via dos esforços conjugados dos Estados Unidos, da Grã-Bretanha e da França (explorando numa contradição automática e em regime de “baixa intensidade”, a “proverbial” disseminação do caos e do terrorismo fundamentalista islâmico), a RDC e os Grandes Lagos estão num horizonte próximo para novas convulsões.

O Pentágono poderá aumentar os dispositivos recorrendo a um painel de vias e de métodos instrumentalizando a ONU, a União Europeia, a NATO, mas também os vassalos africanos que aliás têm neste momento uma posição de força na própria estrutura orgânica da União Africana, a ponto de haver o retorno de Marrocos, sem estar resolvida a descolonização do Sahara!...

5- Os componentes da SADC devem acelerar todas as capacidades de integração para fazer face à compressão da hegemonia em direcção ao sul do continente africano e tendo em conta que seus dispositivos de inteligência e militares, poderão voltar a ter de se colocar à prova na RDC, onde poderá haver a tentação duma reedição de contenciosos recentes decorrentes duma época cujo início se expressou no colapso do regime neocolonizado de Mobutu.

Angola e a África do Sul dão sinais de se estarem a preparar para novos cenários de tensão, conflito e guerra na RDC, que além do mais corre o risco de desmembramento na região dos Grandes Lagos, precisamente na matriz principal da água interior de África (Lagos e nascentes do Nilo, do Congo e do Zambeze).

Caso esse desmembramento seja alcançado, são os povos africanos que uma vez mais perdem, em benefício do neocolonialismo e das potências obedientes aos falcões da osmose Pentágono – NATO.

Em todos os sentidos, a hegemonia unipolar em vastas regiões do globo está a manifestar-se para além dos limites suportáveis!...

… Esperemos que com a emergência multipolar esses limites se tornem também insustentáveis!

Fotos: Pentágono e NATO

PUTAS E VINHO VERDE, SENHOR JEROEN DIJSSELBLOEM, PRESIDENTE DO EUROGRUPO




O presidente do eurogrupo decerto que é homem experimentado em prostitutas e álcool, pelo dito. Ele lá sabe se pode ou não gastar dinheiro em putas e vinho verde – como se diz em Portugal – e depois pedir ajuda aos amigos. Ele até nem deve saber que tem amigos de trampa, porque pelo dito, é o que são os seus amigos. Se um individuo está “teso”, desfalcado, por ter gasto o dinheiro em putas e vinho verde ou noutra coisa qualquer os verdadeiros amigos emprestam ou dão para desenrascar. É que noutra ocasião qualquer há outros a quem lhes acontece o mesmo e perdem a cabeça e o dinheiro em putas e vinho verde. E lá estão os amigos para as ocasiões a desenrascar. Pelo visto o tal Jeroen Dijsselbloem (que raio de nome) não tem amigos a sério, para as ocasiões, com o agravante de as putas e o álcool já o terem lixado várias vezes, depenando-o e fazendo-o passar as passas de Bruxelas ou de outro local qualquer a norte. Má experiência. Por isso ele veio com aquela moral da treta para com Portugal, a Europa do sul – disse ele agora para se “limpar”.

O tal depenante aparentemente experimentado nas prostitutas e no álcool acrescenta que não pede desculpa a Portugal, digo: à Europa do sul. Pois não. Os bêbados, os putanheiros e os mastins nunca pedem desculpa. Isso porque os primeiros só soluçam, arrotam e vomitam. Os segundos gemem e dão ais quando têm a língua livre. Os terceiros ladram que se fartam, mordem e lixam a vida aos outros.

Mais não adianta dizer sobre o tal pálido-anémico presidente do eurogrupo. Nem sobre o que ele disse. Também de pouco adiantará ele pedir desculpa ou demitir-se. A lixeira de Bruxelas e filiais está repleta de trampa e mais um menos um não fará diferença. Afinal eles até trabalham para os tais dos 1%, já nem temos de nos admirar ou ofender – vide exemplo do Cherne Barroso. O que temos é de nos livrar da lixeira que se instalou em Bruxelas e arredores. Isso sim. Depois comemoramos, com putas e vinho verde. Que se lixem os gajos que servem os do 1%! Enfim, mas leiam já a seguir a teoria estuporada do marmanjo pro-nazi que se diz social-democrata (como o Passos & Cª).

FRANCISCO GUTERRES LU’OLO VENCEU AS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS EM TIMOR-LESTE



M. Azancot de Menezes, Díli - opinião

Candidato da coligação CNRT/FRETILIN, Francisco Guterres Lu´Olo, venceu as eleições presidenciais

Os resultados das eleições presidenciais, quando faltam menos de 10% dos votos para apurar, já são conhecidos, e apontam o candidato da coligação CNRT/FRETILIN como vencedor, com 262 mil votos (57,42%) do total.

Em segundo lugar ficou o candidato António da Conceição, Secretário-Geral do Partido Democrático (PD), e ministro da educação, com cerca de 33% dos votos, seguindo-se depois os restantes seis candidatos com valores percentuais muito inferiores.

Os resultados eleitorais permitem retirar algumas ilações, no campo político, económico e social.

A primeira conclusão, bastante óbvia, o candidato do poder, Francisco Guterres (Lu´Olo) teve significativa vantagem em relação aos restantes candidatos em virtude de ter recebido o apoio do Congresso Nacional para a Reconstrução Timorense (CNRT) e da Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente (FRETILIN), os partidos políticos que detêm há 15 anos o poder político, administrativo e económico do país.