O secretário-geral
do PCP acusou hoje o executivo PSD/CDS-PP de ser um Governo e de estar a
praticar uma política "fora da lei e em confronto com a Constituição da
República", impondo "um verdadeiro Estado de exceção".
Trata-se de
"um Governo e uma política fora da lei e em confronto com a Constituição
da República que está a impor, na prática, um verdadeiro estado de
exceção", disse Jerónimo de Sousa, na aldeia alentejana de Baleizão, no
concelho de Beja.
Jerónimo de Sousa,
que falava no encerramento da tradicional homenagem do PCP à trabalhadora rural
Catarina Eufémia, assassinada pelas forças do regime fascista, a 19 de maio de
1954, naquela aldeia, acusou também o Governo de estar a "tirar o pão da
boca dos portugueses para alimentar a gula da especulação do grande capital
económico e financeiro".
Segundo o líder do
PCP, o Governo, através de um "programa de terrorismo social", que
"definiu" com a 'troika' e inclui "medidas devastadoras",
está a fazer uma "brutal declaração de guerra aos trabalhadores e ao
povo".
"Importa tudo
fazer para que quem aprova tais medidas não esteja em condições nem tenha tempo
de as concretizar. Este é o grande desafio que temos pela frente: interromper
este processo e garantir uma alternativa. Apressar com a luta do nosso povo a
demissão de um Governo que já está isolado, politicamente derrotado e procura
desesperadamente agarra-se ao poder", defendeu Jerónimo de Sousa.
No seu discurso,
Jerónimo de Sousa criticou os socialistas por "só" estarem "a
pensar" nas próximas eleições autárquicas e chamou o PS para se juntar à
luta pela demissão do Governo, avisando que não se pode "esperar meses e
meses" e "a direita já afirmou, claramente, que, pelo menos até junho
no ano que vem, quer manter-se no poder, para destruir o mais que puder".
"O PS está a
pensar que devem decorrer as eleições autárquicas, com toda a importância que
nós [PCP] consideramos, mas não perdemos o objetivo urgente, que é, de facto, a
demissão do Governo. Chamemos o PS a esta luta", disse Jerónimo de Sousa,
pedindo ao PS para "não ficar à espera, sentado, que lhe caia no regaço a
capitalização que resulta da própria luta".
Aos que
"muitas vezes" perguntam porque o PCP não se entende com o PS,
Jerónimo de Sousa respondeu com uma pergunta: "Já se interrogaram porque é
que o PS nunca se entendeu com o PCP e procura sempre entender-se com a
direita, como aconteceu nestes últimos 37 anos?".
O PS "não se
entende com o PCP porque, de facto, o grande problema está na política de
direita de que o PS e corresponsável. O problema é que nós [PCP] consideramos
fundamental rejeitar esse ?pacto de agressão' [memorando de entendimento com a
'troika'], que está a infernizar a vida dos portugueses e do povo e o PS
assinou-o e continua comprometido com ele", rematou Jerónimo de Sousa.
Foi ontem que
Jerónimo de Sousa veio no rol de notícias por declarações suas em que se
referiu a farsantes em Portugal, só a dois deles (sim, porque são imensos). Definamos
os referidos farsantes como os maiores farsantes que detêm os poderes – neste
caso o governativo. Mas, o camarada Jerónimo fugiu com o rabo à seringa ou não
sabe contar farsantes. Ou sabe e poupou, desta vez, o farsante que mora em Belém
às custas de todos os portugueses: Cavaco Silva. Esse também um possante
farsante que tudo fez para conduzir os seus iguais ao poder governativo. Ou
seja, tudo fez para dar poder à central laranja do PSD e ao CDS por circunstâncias
e conveniências contrárias a Portugal. Por isso mesmo deu posse aos tais seus
pares farsantes. Independentemente de saber que principalmente Passos Coelho
mentiu descaradamente aos eleitores durante toda a campanha eleitoral a fim de
arrebanhar votos bastantes para se apoderarem do governo de Portugal. Cavaco,
esse tal de PR, deu posse então ao maior mentiroso que alguma vez vimos na política
sabendo perfeitamente o que estava a fazer e decerto muito agradado. Orgulhoso
até de meter um “laranjinha” nos poderes que haviam de desbaratar o país em
prol de convicções económico-financeiras que rasam o fascismo. Com atropelos à
Constituição, pois claro.
Se Passos é
farsante, se Portas é farsante, também Cavaco é farsante. Por isso Portugal está
a vivenciar as rábulas destes chamados neoliberais que afinal não são menos que
os executantes do cavaquismo-salazarista da modernidade que tem feito Portugal
recuar para os tenebrosos tempos da miséria, da fome, da exploração desmedida,
do enriquecimento de “meia dúzia” de famílias adesivadas às ilhargas
cavaquistas ou de outro qualquer grupo semelhante e que tem por objetivo
aumentar o fosso entre ricos e pobres, reduzir a classe média a pó, cinza e
nada (como diz o fado), dando lustre à caridadezinha salazar-fascista na pessoa
– tão apreciada por Cavaco – de uma Jonet do Banco da Fome, que até vai discursar
no Dia da Raça de Cavaco, que é Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades
para os portugueses, em 10 de Junho, numa cerimónia de hipocrita homenagem aos
que combateram e morreram nas guerras do Ultramar salazarista, colonialista e
fascista, que tudo indica ser do agrado de Cavaco quando serviu esse regime em
Moçambique comodamente sentado numa cadeira fofa em frente a uma secretária.
Todos sabemos que o
camarada Jerónimo de Sousa não tem poupado as críticas ao figurão de Belém. Fá-lo
como pode e como considera adequado na consideração da sua posição política e
partidária, mas não seria demais e até seria esclarecedor referir-se aos três
farsantes e não só a dois porque com toda a justiça de abono da
realidade-verdade Cavaco Silva tem sido um manhoso que navega de acordo com a
sua ideologia requentada que para Portugal soma miséria e mais miséria,
injustiça sobre injustiça. Diga Cavaco o que disser sempre soubemos que ele está
do outro lado da barricada e que usa da farsa para ser eleito, manter-se na política e servir os
interesses dos seus apaniguados, imaginando que por principio haverá
algumas sobras a recolher. E que sobras.
Camarada Jerónimo, ora conte lá pelo
dedos, se fizer o favor. Um farsante em São Bento, Passos Coelho. Outro no Palácio
das Necessidades, Paulo Portas. E ainda existe o mais bolorento de todos no Palácio
de Belém, Cavaco Silva. E vão três. É, não é…
Perdão, também
estava a contar mal. Melhor é usar os dedos. Um, dois, três... quatro. Uma
quadriga. Vitor Gaspar não pode ser ignorado nestas contas. Até porque é quem mais
se parece com o traidor Miguel de Vasconcelos. Aquele que os portugueses
atiraram da janela no Terreiro do Paço, em 1640. Isto para aqui não referir os
demais farsantes da família laranja de Cavaco e da família do CDS. Ena tantos!
Vejamos a notícia
que deu corpo ao acima composto.
Redação PG – AV
Jerónimo de Sousa:
Passos e Portas são dois farsantes que querem o mesmo
Jornal i - Lusa
O secretário-geral
do PCP acusou Passos Coelho e Portas de se "transformarem em dois
farsantes" que no essencial querem o mesmo e alertou que o PS também não é
alternativa, porque quer "continuar com a mesma politica de direita".
Em Braga, na noite
de sexta-feira, a discursar num comício do PCP, Jerónimo de Sousa acusou também
Cavaco Silva de estar a prestar "apoio ativo e cúmplice" ao
"verdadeiro estado de exceção" que o Governo está a pôr em prática
com os "brutais" ataques aos trabalhadores.
O líder comunista
afirmou ainda que a coligação que sustenta o Governo "começa a abrir
fendas" e que alguns já procuram a forma de "sair limpinhos,
limpinhos, limpinhos" e que a alternativa passa por reforçar o papel do
PCP.
"O Governo
está a impor, na prática, um verdadeiro estado de exceção, que há muito pôs em
prática e com o apoio ativo e cúmplice do Presidente da República, que faz
vista grossa à ação de um governo ilegítimo que leva a efeito brutais ataques
aos direitos dos trabalhadores", apontou.
Jerónimo de Sousa
acusou Passos Coelho e Paulo Portas de serem "dois artistas que acabam por
se transformar em dois farsantes", mas, disse, " no essencial querem
o mesmo, embora um assuma o papel de polícia bom e outro de polícia mau".
Segundo o líder do
PCP "o único objetivo que move este Governo é o objetivo da austeridade,
de sacar mais de 4 mil milhões de euros, seja como for e à custa dos mesmos e
os do costume".
No entanto, disse,
"hoje existem contradições profundas no seio da maioria que suporta o
Governo, começam a abrir-se fendas", que "resultam da luta" dos
trabalhadores".
"Começam
alguns já a olhar para a porta de saída, a ver como é que podem sair limpinhos,
limpinhos, limpinhos", afirmou Jerónimo de Sousa, para quem o atual
Governo está "mais isolado, mais enfraquecido por causa da luta permanente
que o povo tem travado".
Mas, alertou,
"o PS não é alternativa" porque está a pensar ganhar as eleições para
"no essencial continuar com a mesma política de direita", sendo essa
a "grande razão" de divergência do PCP.
"Essa falta de
entendimento tem razões objetivas. Nós consideramos que é fundamental a rutura
com esta política de direita que nos tem governado há 36 anos. A resposta do PS
é que está disposto a fazer uns retoques nessa política", explicou.
Por isso, o líder
comunista apelou ao voto do PCP daqueles que antes votaram no PS.
"Deem agora
força ao PCP porque esse reforço é uma condição fundamental, até para obrigar o
PS a mudar de rumo e a romper com apolítica de direita", referiu.
Luanda, 18 mai
(Lusa) - O padre Pio Wacussanga, que em fevereiro lançou numa campanha contra a
fome na província angolana da Huíla, disse hoje à Lusa que receia que os
crescentes casos de subalimentação comecem a transformar-se em óbitos.
"A situação
continua igual à de há meses. Se não vier comida, se os idosos não forem
acolhidos, podem morrer", disse à Lusa.
Contactado
telefonicamente a partir de Luanda, o padre Pio Wacussanga acrescentou que a
fome provocada pela estiagem prolongada atinge sobretudo as populações que
vivem na área do corredor que parte de Chongoroi, na vizinha província de
Benguela, até Humpata, na do Namibe, passando pelas localidades de Quilengues,
Cacula, Chibia e Gambos, na Huíla.
Pároco de Nossa
Senhora de Fátima do Chiange, em Gambos, o padre Pio Wacussanga lançou em
fevereiro uma campanha de ajuda para combater a fome no município dos Gambos,
onde cerca de 155 mil pessoas continuam atualmente em risco.
Entretanto, a
agência Angop, citando a diretora provincial do Ministério da Assistência e
Reinserção Social, Catarina Manuel, noticiou hoje que quase 900 mil pessoas
precisam urgentemente de ajuda alimentar de emergência na província da Huíla,
centro sul de Angola.
Aquele número
representa mais de um quarto do total da população da província da Huíla.
Segundo aquela
responsável são necessárias mais de 100 mil toneladas de produtos alimentares
diversos para acudir mais de 835 mil pessoas, em consequência da escassez de
alimentos resultante da estiagem prolongada que se faz sentir desde janeiro.
Catarina Manuel
disse serem necessários produtos como arroz, farinha de milho, óleo, conservas,
massa alimentar, entre outros, e que as populações em piores condições
encontram-se nos municípios do Lubango, Chibia, Matala, Quilengues, Humpata,
Quipungo, Jamba, Cacula, Gambos, Kuvango e Chicomba.
A Direção da
Assistência e Reinserção Social distribuiu na passada semana mais de 36
toneladas de bens alimentares diversos a mais de três mil habitantes dos Gambos
e Mulondo, município da Matala, que se encontram nas mesmas condições.
A mesma responsável
salientou que atualmente os armazéns governamentais estão vazios, sem alimentos
para distribuir.
O alerta relativo à
província da Huíla segue-se a idêntico apelo lançado há cerca de duas semanas
pelo governador da província do Cunene, que faz fronteira com a Namíbia, e pelo
bispo de Ondjiva, capital provincial.
Pio Hipunyati,
contactado pela Lusa, disse que cerca de um milhão de pessoas estão ameaçadas
de fome no sul de Angola.
Segundo as
autoridades administrativas da comuna de Oshimolo, no município do Kwanhama,
desde o princípio deste mês já foi registada a entrada de mais de 150 mil
cabeças de gado bovino, provenientes de vários pontos da província, à procura
de pastos e água, face à grave seca que assola a região.
"O Oshimolo é
atualmente o único local na região com melhores condições de pastos e água,
facto que obriga as famílias a percorrerem mais de 300 quilómetros no
sentido de salvarem o gado que é considerado a fonte económica da população
local", realçou o administrador comunal.
Angola caminha
vertiginosamente a cada passo mais perto do precipício lancinante da desordem
politica e social. Percebe-se de todos os ângulos uma perigosa governabilidade,
e entende-se que o país caminha apressadamente para um previsível Armagedom de
proporções perigosamente alarmantes. Faz-se necessário e urgente estancar esse
perigoso enlace apocalíptico desproporcional entre o povo e a desordem económico e social que é de natureza levianamente disforme pelas suas
ambiguidades peculiares de uma gestão para lá de criminosa, com que José
Eduardo Dos Santos brinda insistentemente todos angolanos.
É de notar que
Eduardo dos Santos o presidente da Angola do MPLA dele, transformou-se
voluntariamente num inescrupuloso ditador, mentiroso compulsivo, enganador extremoso
e dedicado repressor sanguinário, JES tem vindo a impor a todo custo a sua
imponente politica enganadora de vender gato por lebre ao pacato e simples
cidadão. No país do pai banana nada acontecera mais de bom, nem existirá nada
mais em absoluto que venha a somar beneficamente na vida das populações
necessitadas de Angola.
A fúria da
incontida da ditadura jeseana! E o impedimento de sair e entrar em Angola
Esse perverso filho
nacional de angola, quer fazer de todos angolanos seus servos. Arrogantemente decidi
quem deve ou não morrer, quem deve ou não sair e entrar na nossa terra.
Pessoalmente não passei e nunca passarei um cheque em branco para que o ditador
angolano decide-se o que fazer e como fazer de mim e de meus compatriotas, pois
não sou nem serei uma marionete nas mãos sanguinárias do tirano usurpador. Acredito
que nenhum angolano em seu perfeito juízo lhe passaria tal cheque em branco
para que ele lhe decida a sua sorte. Desta vez calhou-me receber o duplo
presente envenenado de ser-me vedada a saída e entrada do meu único e legítimo
país, que, se encontra até hoje açambarcado pelo angolano descendente Eduardo
dos Santos.
Impedimento
injustificado de sair e entrar do País
A decisão da minha
interdição foi determinada pela cidade alta e esta exposta nos computadores da
policia de fronteira no aeroporto quatro de Fevereiro. Não se trata de uma
ordem expedida por qualquer membro do ministério publico uma vez eu não ter
cometido crime algum, O mandante dessa interdição tem um nome e um rosto,
trata-se do verdugo cangaceiro (canceroso), o verdadeiro Vice-presidente da
republica do pai banana Helder Manuel Vieira Dias, (Nelito) vulgo Kopelipa,
dileto amigo e inimigo de estimação do povo nacional a par de seu amiguinho JES
o acuado ditador.
JES não tem mais
alternativas para dar seguimento a uma regular governação que o país necessita
urgentemente.
Premonição
Sei que desde todos
os tempos desde que o homem foi posto na terra, o jubilo dos perversos é breve,
e a alegria dos ímpios como JES e Kopelipa é momentânea. Ainda que seus ossos
estejam cheios do vigor dos anabolizantes da sua juventude conturbada esse
vigor se deitara com ele no pó. Existe um tempo para tudo, e isso é bíblico,
todos nascemos e um dia teremos todos de partir, isso é lei divina e não dos
homens, o importante é saber como deixaremos o planeta que Deus deu aos filhos
do homem. Para nós os amigos do Senhor Deus eterno conclamo-vos a serem sábios
e humildes, e nunca ambicionem serem sabichões perversos.
Ambição Desmedida
Eduardo dos Santos
sabe que não tem mais saída, basta olhar como ele move as pedras no tabuleiro
de xadrez da nossa politica nacional e entenderemos de imediato que JES esgotou
todos os cartuchos que possuía em matéria de quadros políticos e tecnocratas de
sua confiança para rotatividade necessária nos cargos ministeriais, denota-se
neles um lastimoso cansaço publico por serem sempre as mesmas caras rusticas a
serem usadas nas controversas trocas de cargos públicos.
Só assim se percebe
que o rodízio de quadros executados por JES com a utilização de pessoas da sua
inteira confiança para ocupar os cargos na esfera governativa, tornaram-se
completamente profícuos nos resultados esperados, que garantam a sua
continuidade no tão ambicionado poleiro. É triste verificar-se que ao longo dos
33 anos de consulado do nosso ditador de estimação perceber-se que JES trata a
politica como um simples jogo, o que não é verdade, pois que, pela sua
persistência em perpetuar-se no poder o país permanece incólume ao crescimento
e ao desenvolvimentismo tão aguardado.
O Pensamento
politico que nos traz JES é construído por ideias saloias dispensáveis e até
mesmo descartáveis, por terem de natureza maligna mentirosa e enganadora nos
seu objetivo, pois visam somente adequá-las a sua trama de se fazer substituir
pelo seu filho malandro, o desvirtuado Filomeno dos Santos. Temos agora mais
claramente visível à jogada subsequente que resultara da exoneração do Ministro
das finanças Carlos Alberto Lopes e a nomeação do seu ponta de lança Armando
Manuel para o lugar de ministro das finanças.
Os verdadeiros
objetivos obscuros de JES
Toda essa desordem
visa apenas e só legitimar o verdadeiro ministro das finanças que de modo algum
se trata do ora nomeado ministro das finanças Armando Manuel, (ministrozinho
das financinhas rudimentares) da angola que JES imaginou para nós. Na verdade o
ministro das finanças do governo paralelo de JES que funciona com exclusividade
na cidade alta é o seu filho Filomeno dos Santos.
Ora senão vejamos:
Se José Eduardo Dos
Santos fosse uma pessoa de bem e se estivesse rodeado de pessoas de bem, nunca
estaríamos a tecer considerações em torno de alguém que só mesmo ele se
considera estadista que o país e os angolanos desejam e querem! Por exemplo,
pergunto, onde param as finanças arrecadas pelo país com as receitas geradas
com a comercialização viciada do nosso petróleo? Em que mãos se encontram esses
dinheiros resultantes das expropriadas riquezas produzidas em Angola? Para que
conste e fique claro, o nome de real ministério das finanças em Angola é conhecido
por fundos financeiros.
Sabemos todos que
toda finanças arrecadas pelo país não se encontram a expensas nem aos cuidados
de nenhum ministro paralitico das finanças, seja ele quem for que venha a ser
colocado naquela pasta pelo simples facto de JES querer para ele e para sua
prole toda a riqueza gerada em Angola, e também por ele não confiar em nenhum
original filho bantu da nossa angolanidade real e profunda. Trata-se de uma
pasta apenas para inglês ver, pois todos os dinheiros estão em contas onde o único
subscrito gestor se chama Filomeno dos Santos, vulgo Zenú, filho bandido do
presidente bandalho que infelizmente o diabo depositou na nossa terra para
azucrinar a vida do pacato cidadão angolano. As finanças angolanas têm sido
administradas e ou geridas por pessoas que não conhecemos e que não nos
conhecem, e do qual nunca em tempo algum foram apresentadas ao povo, por isso
nunca lidou com elas! Nesse grupo de pessoas estão incluídos Filomeno dos
Santos e seus amigos, os alemães Marcel Kruse e o conhecido ladrão de bancos na
Alemanha Ernest Welteke, o suíço Jean Claude Morais de Bastos e outros
luso-angolanos como Carlos Silva e Medina Careira por sinal um falido cidadão
português que do nada se tornou sócio da filha ladra do ditador gatuno, a
vendedora de ovos, a bilionária Isabel dos Santos, dentre outros cidadãos
oportunistas.
Na verdade o
ministério das finanças situa-se na cidade alta onde funciona o governo que
governa o governo visível da republica do pai banana! É nesse reservado lugar
onde se tomam as grandes e difíceis decisões de delapidarem todo o erário
publico que é pertencente a todo povo. Só para que conte publicamente, a nossa
riqueza esta adstrita especialmente há beneficiar com exclusividade uma única
família que, em simultâneo é também ela a formatada família detentora do poder
real da ditadura implantada na terra que nos viu nascer! Pasmem-se senhoras e
senhores, mas, é de facto essa família de energúmenas ladras e de esmerados
gatunos juntamente com seus apaniguados pares nacionais e estrangeiros quem
detém todas as finanças geradas no país em contas particulares e em fundos
financeiros localizados em paraísos fiscais.
O defraudador das
nossas Finanças Públicas
Um: O primeiro
fundo a ser colocado nas mãos do ministro das finanças privado de JES (ZENÚ),
foi o FACRA-Fundo Ativo de Capital de Risco, miseravelmente gerido pelo banco
de Zenú, o Banco Kwanza, sem que exista oficialmente um organismo do estado para
acompanhar e controlar a aplicação do referido Fundo.
Dois: O segundo
fundo a cair milagrosamente nas mãos de Zenú foi o fundo com o nome do seu
pretérito Pai, trata-se do fundo “FESA” da Fundação José Eduardo dos Santos que
é totalmente suportada com fundos públicos, igualmente está sem qualquer
acompanhamento algum das estruturas competentes do estado e nunca foi auditada
como garantia de boa gestão de tão volumoso fundo publica ao serviço de
interesses privados vários que não estão alheios aos visíveis interesses de
grupos maquiavélicos licenciados em angola como a QUANTUM GLOBAL E O BANCO
KWANZA INVEST Adjudicados a um gestor tão incauto como Zenú enquanto
representante de seu Pai ditador malandro.
Três: O terceiro
fundo a ser colocado nas mãos de Zenú, o financeiro particular de JES, foi o
Fundo bilionário ao qual JES o convencionou chama-lo unilateralmente de Fundo
Soberano de Angola. Nesse fundo reside todo capital da reserva financeira anual
resultante da produção do petróleo da falida SONANGOL.
Hoje fica claro, e
politicamente reconhecido, que, Eduardo dos Santos colocou o país numa fossa
nada invejável sem saída e completamente incontornável. JES pensa que
todos nós somos manietáveis e que aceitamos indelével o seu maquiavélico fóssil
de ideias fúteis. Eduardo dos Santos não esta bem, ele nunca respeitou nada nem
ninguém, ele está completamente velho e senil, dele nada de original e de bom
se pode esperar. JES transporta consigo nessa sua individual caminhada
meteórica de longínquos 33 anos governação confusa, um punhado de incertezas
promiscuas causadas pela sua formação politica e ideológica adquirida no tempo
da guerra fria aquando de sua passagem pelas escolas leninistas do KGB na
antiga URSS.
A imortalidade
mortal de JES
É delirante
assistirmos JES astutamente negar-se teimosamente a não aceitar as mudanças
trazidas pela atmosfera proporcionada pelos novos ventos da primavera árabe,
ele julga-se imbatível e até imortal, debalde, ele será vencido pelo povo e
morrerá simplesmente como tantos outros imortais morreram como Agostinho Neto o
poeta assassino que de tanto matar acabou ele também por morrer
misteriosamente. Assim sendo, o nosso ditador de estimação, o antigo Zezinho
das garotas vai sim morrer tal igual aqueles a quem ele ordenara voluntarioso
as suas mortes, e olha que não se pode saber de quantos assassinatos ele ordenou
a sua execução sumaria, sem levar em conta a mortandade causada pelas duas
partes beligerantes nas muitas guerras por que passamos todos.
Eduardo dos Santos
não quer perceber que a angolanidade da sua estrábica visão é desproporcional
aos sentimentos dos angolanos e nem se aproximam minimamente dos sonhos e
desejos almejados por todo povo angolense. Tudo que JES nos quer oferecer nada
se compatibiliza com a liberdade e a democracia representativa que buscamos
todos os dias para que exista na nossa Angola mártir. JES insiste em continuar
a viver constantemente aprisionado aos seus sistemáticos erros de análise
subjetiva dos factos sem tomar em conta, que a consciência da angola oficial
por si idealizada não compreende e nem se compadece com a Angola real que todos
nós vivenciamos na profundeza do nosso ser doloridamente avassalado pela
agressiva maldade do ditador facínora!
Assoberbadas
mentiras camufladas em promessas vazias para se propagar benfeitorias
inexistentes que, segundo o regime busca beneficiar o sacrificado povo é
inverossímil, pois, na verdade estas insinuantes mentiras politicas mascaram a
dura realidade impudica que o ditador intenta impor a todo cidadão, sendo que
com o passar dos anos perdemos mais e mais a identidade de um povo livre e
cordato.
Os mecanismos
socializantes em todas as medidas até hoje executadas pelo regime impopular de
José Eduardo Dos Santos, estão repletas de sintomas elitistas que excluem a
maioria da população de beneficiar do resultado que eventualmente possam advir
da caricata governação incompetente de JES.
Washington DC - A
terceira Conferência da Diáspora Angolana nos Estados Unidos da América
realiza-se hoje (18.05), em Washington DC, para saudar o 11º aniversário da
conquista da paz em Angola e o 20º aniversário do estabelecimento de relações
político-diplomáticas entre os dois países.
O evento, que se realiza todos os anos, é uma iniciativa da Associação da
Comunidade Angolana nos Estados Unidos da América em colaboração com a
embaixada de Angola em Washington DC.
Além de membros da comunidade angolana residente em diferentes estados dos EUA,
a conferência contará com a presença de parceiros e amigos americanos, e
diplomatas da embaixada de Angola em Washington DC.
Dois painéis fazem parte da conferência que providenciará aos participantes
informações actualizadas sobre programas implementados por parceiros dos
Estados Unidos da América em apoio a comunidade da diáspora, como procedimentos
para obtenção de documentos angolanos.
Procedimentos para a actualização sobre política de imigração e direitos de
membros da diáspora nos EUA, assim como formas de contribuição em programas que
estão a ser implementados no país no sector da desminagem constam do leque de
informações.
O evento servirá também para homenagear angolanos que vivem na diáspora e que
têm prestado colaboração na promoção da cultura do Pais nos EUA.
Por outro lado, o evento conta com o projecto “I love Kizomba”, uma iniciativa
de jovens angolanos residentes nos EUA, destinada a divulgação da cultura do
país, particularmente o estilo musical Kizomba, contando com o envolvimento de
jovens americanos interessados.
Em paralelo à conferência, os organizadores decidiram realizar uma exposição
fotográfica sobre a “nova Angola”, que estará patente ao público no local do
evento.
Angola conquistou a paz a 4 de Abril de 2002, ao passo que o aniversário do
estabelecimento das relações políticas com os Estados Unidos da América é
celebrado a 19 de Maio.
Os membros da diáspora angolana nos EUA estão integrados na Kudissanga, uma
organização sem fins lucrativos, com sede e registada em Washington, D.C.,
dedicada a unir todos os naturais, descendentes e amigos de Angola através do
diálogo, reuniões, conferências, actividades educativas e recreativas com vista
ao aumento da consciencialização da comunidade sobre as questões de Angola e
levá-la a desempenhar um papel activo no contributo para o desenvolvimento do
país.
“Eu diria que o governo moçambicano é
constituído por burros", disse Hermínio dos Santos à VOA
O Fórum dos
Desmobilizados de Guerra de Moçambique anunciou o regresso às manifestações na
próxima semana depois de sucessivos encontros com o executivo de Armando Guebuza
terem terminado num impasse.
O facto foi revelado pelo presidente da organização, Hermínio dos Santos, numa
entrevista em exclusivo à VOA.
Hermínio dos Santos
disse que contrariamente às manifestações passadas que tinham como palco
principal, o circuito de manutenção António Ripinga, ao lado do gabinete do
primeiro-ministro, desta vez, os veteranos vão estar junto ao edifício do
ministério dos combatentes.
“As cartas já estão a ser distribuídas para as entidades previstas na lei,
incluindo representações diplomáticas acreditadas em Maputo”, disse dos Santos,
acrescentando que “ desta vez, não havemos de parar sem que o governo resolva a
nossa situação ou sem que o chefe de estado se reúna connosco”.
Recorde-se que entre outras exigências, os veteranos de guerra, reclamam por
uma pensão justa contrariando a actual de 600 meticais (20 dólares americanos),
considerada baixa. Aliás, os desmobilizados de guerra anseiam por uma pensão de
vinte mil meticais, cerca de 670 dólares.
Hermínio dos Santos disse que nas conversações - iniciadas no dia 9 deste mês
junto do governo e que estão num impasse – os desmobilizados para além da
questão da fixação da pensão de vinte mil meticais, exigem a criação do
instituto dos desmobilizados, enquadramento dos milicianos no estado dos
desmobilizados de guerra e que seja revisto o mesmo estatuto, considerado
fraudulento e discriminatório.
O referido estatuto, estabelece a base jurídica para a prossecução, defesa e
protecção dos direitos e deveres do veterano da luta de libertação nacional e
dos desmobilizados. “Eu diria, que o governo moçambicano é constituído por
burros. É um regime incompreensível e sem sentimento com as pessoas”, disse dos
Santos para depois exigir: “queremos um encontro com o presidente da república,
porque os seus mandatários não sabem nada. O ministro dos combatentes não
conhece nada de guerra, é analfabeto e ignorante sem competências. O primeiro-ministro
já está esgotado. Nós queremos Guebuza.”
Hermínio dos Santos sublinhou que “Moçambique é um país dos moçambicanos e não
da FRELIMO”. Pediu ainda o apoio moral e ideológico da comunidade
internacional, para como disse, “pôr fim ao conflito entre o executivo e os
desmobilizados de guerra”.
Seis organizações
que lutam pelos direitos da mulher e da criança pedem à Assembleia da República
penas agravadas para os agressores.
Em Moçambique, o
número de casos de violação sexual de menores disparou de cerca de 340 em 2011
para 677 em 2012, e mulheres moçambicanas exigem o agravamento das penas, para
desencorajar este fenómeno.
Estes são apenas os casos
conhecidos, pois muitos outros não chegam ao conhecimento das autoridades judiciais,
que em 2012 instauraram perto de 700 processos-crime por abuso sexual de
menores, contra cerca de 400 em 2011.
Seis organizações moçambicanas que lutam pelos direitos da mulher e criança
dizem-se muito preocupadas com as violações e pedem à Assembleia da República
penas agravadas para os agressores, sobretudo quando estes são agentes da
Justiça ou da Saúde.
Maria Luísa, da MULEIDE-Mulher, Lei e Desenvolvimento, uma das seis organizações
signatárias do apelo dirigido ao parlamento moçambicano, disse que a violação
sexual é um dos crimes mais violentos e que mais danos causam às vítimas.
“O Código Penal é uma lei tão importante para a defesa dos direitos
fundamentais dos cidadãos”, realçou Maria Luísa, para quem a violação sexual
não só é sub-reportada como também encontra dificuldades em ser levada à
justiça, devido a falta de provas, ao menosprezo dos agentes da justiça aos
vários níveis e à prática frequente da negociação para pagamento de
compensações pecuniárias extrajudiciais pela família da vítima.
Refira-se que o apelo ao agravamento das penas para violadores sexuais surge
numa altura em que na Assembleia da República está em debate a reforma do
Código Penal.
Para Joana Macia, jornalista que lida com assuntos da mulher e criança, as
actuais penas que vão de dois a oito anos, só incentivam as violações sexuais.
“Penso que as penas deviam ser agravadas para 30 anos, porque só assim eh que
os violadores vão pensar duas vezes antes de cometerem o crime”, disse.
Para as mulheres moçambicanas, a subvalorização do crime de violação sexual na
lei e pelos agentes da justiça, cria espaços de impunidade que incentivam a
prática indiscriminada deste crime que tem vindo a assumir contornos alarmantes
no país.
Segundo elas, tendo em conta que a Constituição da República consagra o
princípio de igualdade do género, este conceito é incompreensível “e constitui
um insulto a todas as mulheres do país”.
O pós-troika (falta
um ano), num país a sério, é levado a sério e, por isso, o Conselho de Estado
convocado por Cavaco Silva é muito importante, mas o que este toca-a-reunir
parece mostrar é que o compromisso de Passos e Portas só tem validade até Junho
do próximo ano. E isto causa preocupação em Belém. Na verdade, o rigor das
contas e a austeridade são obrigatoriamente para manter, mas a estabilidade
política ameaça desaparecer a qualquer instante.
Nesse país a sério,
as pessoas não aceitam que um milhão não tenha trabalho e menos ainda aceitam
que quase meio milhão de desempregados não receba qualquer tipo de subsídio.
Por isso, era importante que os políticos de uma forma geral estivessem
totalmente focados nesse problema que se agravou com a intervenção datroika.
O pós-troika não
está nas mãos do Divino, mas o dia de amanhã, dia em que Cavaco reúne os seus
conselheiros, pode ser determinante. Basta para isso que os membros do Governo
fiquem a perceber que não podem gastar o seu poder de comunicação a dirimir
estados de alma dentro da coligação, porque o que importa é mobilizar a
sociedade para fazer um caminho que nos tire da crise. E que os senhores da
Oposição, que querem conquistar o poder prometendo tudo a toda a gente, deixem
de contribuir para o desgaste desse mesmo poder.
Num país a sério,
os credores impõem condições para emprestar mais dinheiro mas não ultrapassam
os limites, dizendo-nos a que horas temos de trabalhar, a que horas podemos
descansar e a que horas devemos comer. Nesse país, que não é o nosso, toda a
gente sabe que a melhor maneira de resolver os problemas pessoais é contribuir
para a solução do problema colectivo. E, nesse país, que não parece ser o
nosso, os partidos do arco da governabilidade estão juntos a pôr os pés à
parede, explicando aos senhores da troika que nós não capitulamos.
Lutamos até ao fim.
No pós-troika de
um país a sério é a verdade que conta. E a verdade, que assume diferentes
tonalidades dependendo do ângulo de onde a procuramos, deve obrigar-nos a
debater as causas do mal de que padecemos e a procurar as terapias que podemos
aplicar, garantindo que não tendo morrido da doença não morremos da cura.
A verdade é que não
geramos receitas suficientes para pagar todos os direitos adquiridos e, por
isso, temos de decidir o que queremos pagar. A verdade é que a distribuição de
riqueza continua a gerar flagrantes injustiças e, por isso, temos de elevar o
debate para construir uma sociedade mais justa e solidária.
Para mal de todos
os nossos pecados, agora e no pós-troika, os políticos vão continuar a
dizer-nos aquilo que queremos ouvir, porque sabem que lidamos muito mal com a
verdade.
Por decisão
pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico
O Presidente da
República e os seus conselheiros de Estado reúnem-se na segunda-feira com o
'pós-troika' na agenda, num encontro que também deverá ter em cima da mesa o
Conselho Europeu de junho.
"Considerei
que era importante ouvir a reflexão dos conselheiros de Estado sobre
matérias de relevância clara em Portugal, à medida que se aproxima o fim
do programa de assistência financeira, mas também para obter indicações
para a posição portuguesa a ser defendida, pelo Governo português, no
Conselho Europeu do mês de junho", explicou o chefe de Estado na
terça-feira, um dia depois de ter anunciado publicamente a convocatória
da reunião do seu órgão político de consulta.
Contudo, e apesar
de competir ao Presidente da República escolher o tema em relação ao qual
quer escutar a opinião dos seus conselheiros, outros assuntos poderão
também vir a ser abordados, nomeadamente a situação política ou as mais
recentes medidas de austeridade anunciadas pelo Governo, nomeadamente a
chamada "TSU dos pensionistas", aprovada no dia anterior à
convocação do Pelo menos um conselheiro de Estado, o antigo
Presidente da República Mário Soares, já admitiu que preferia discutir na
reunião de segunda-feira a situação atual do país do que o
pós-'troika'.
"Eu gostaria
mais de discutir a situação do país do que a situação da 'troika', mas
não sou responsável", afirmou Mário Soares.
Para outro
conselheiro de Estado, o ex-líder do PSD Marcelo Rebelo de Sousa o debate
do Conselho de Estado vai ser centrado no futuro e servir para o
Presidente da República "ouvir o que é que os conselheiros pensam
sobre o mundo, a Europa e Portugal, daqui a um ano, um ano meio, dois
anos, três anos, quatro anos", mas vai decorrer "cheio de
pontos de interrogação" e com "muitas incógnitas".
O
primeiro-ministro, que também é conselheiro de Estado por inerência do
cargo, também já manifestou a sua convicção de que o debate será centrado
no "país pós-troika" e não na situação do executivo PSD/CDS-PP,
dissociando a convocação do órgão de consulta presidencial de alegadas
"guerras internas" no executivo, que também já negou
existirem.
Apesar dos partidos
políticos não estarem representados no Conselho de Estado, quer o BE,
quer o PCP também já falaram da reunião de segunda-feira, com o
coordenador dos 'bloquistas' João Semedo a desvalorizar o encontro,
considerando que "o futuro do país não depende nem do Presidente da
República nem do Conselho de Estado".
"Com aquela
ordem de trabalhos, vai ser para validar o prolongamento do pacto de
agressão. O Presidente não se preocupa com a situação atual. Está a
pensar em junho do ano que vem. É a perspetiva do amarramento à União
Económica e Monetária. O Presidente gostaria de, depois do pacto,
continuar a agressão, tendo em conta as medidas draconianas da União
Europeia", disse, por sua vez, o secretário-geral do PCP, Jerónimo
de Sousa.
Esta será a décima
reunião do Conselho de Estado, o órgão político de consulta do Presidente
da República, desde que Cavaco Silva é chefe de Estado.
A última reunião do
Conselho de Estado aconteceu a 21 de setembro para analisar a crise da
Zona Euro e a situação nacional, uma semana depois de o primeiro-ministro
ter anunciado alterações à Taxa Social Única - que criaram polémica em
diferentes setores e um clima de instabilidade na coligação
governativa.
No final da
reunião, que demorou oito horas, surgiu a disponibilidade do executivo
para "estudar alternativas" à alteração da Taxa Social Única
(TSU), medida que acabou por não avançar.
Integram o Conselho
de Estado, por inerência dos cargos que desempenham ou ocuparam: a
presidente da Assembleia da República, o primeiro-ministro, o presidente
do Tribunal Constitucional, o Provedor de Justiça, os presidentes dos
governos regionais e antigos presidentes da República eleitos na vigência
da Constituição.
Integram o Conselho
de Estado cinco cidadãos eleitos pelo Parlamento: António José Seguro,
Manuel Alegre, Francisco Pinto Balsemão, Luís Marques Mendes e Luís
Filipe Menezes.
Outros cinco
cidadãos designados pelo Presidente da República completam a composição
daquele órgão: João Lobo Antunes, Marcelo Rebelo de Sousa, Leonor Beleza,
Vítor Bento e António Bagão Félix.
Até agora, o
presidente do Governo Regional dos Açores, o socialista Vasco Cordeiro,
foi o único conselheiro de Estado a anunciar a vai 'falhar' a reunião,
porque a data coincide com o Dia da Região.
No
fim deste dia acabamos as postagens com uma Imagem Escolhida, muitas vezes com
origem no We Have Kaos inthe Garden, como a que aqui está. Tem por
título Nosferatu, que é sinónimo para vampiro.
Nosferatu
na literatura, no cinema, nos filmes vampirescos e de horror, de terror.
Nosferatu em Belém, Lisboa, Portugal. Sem ficção, personagem da realidade de
todos os portugueses. Um medíocre mal-falante que rasa a imbecilidade
e a demonstra sem consciência do ridículo.
Personagem
vampiresca que traz os amigos e aliados para o ato de sugar o mais possível,
contribuindo para a alarmante, gravíssima e galopante anemia que devasta
Portugal e os portugueses. Personagem de horror e de terror.
Um medíocre xico-esperto que só por servir a grupos de domínio
ascendeu à primazia dos poderes. Nosferatu, sem dúvida. Mas na realidade terrivel, que
não na ficção.
Paulo Portas pode
dar as piruetas que quiser, fazer as coreografias que entender, gritar que é
"politicamente incompatível" com a taxa de sustentabilidade das pensões.
Pode até fazer o pino no Palácio das Necessidades ou jogging em Caracas que o
"cisma grisalho" que jurou querer evitar já está instalado.
Depois de ter
conseguido virar trabalhadores do sector privado contra funcionários públicos,
o Governo segue agora a mesma receita de casta, isto é, virar os novos contra
os velhos, confrontando os "grisalhos" com a acusação de que vivem -
só falta dizer criminosa e parasitariamente - à custa dos descontos de quem
está hoje no ativo. A pretexto da solidariedade intergeracional - como se ela
existisse apenas num sentido -, pretende-se fazer crer que a Segurança Social
só terá futuro se as expectativas de quem, com carreiras contributivas mais ou
menos longas, conquistou o direito a viver o que resta da vida com dignidade e
tranquilidade forem agora defraudadas. Como se, nos últimos dois anos, os
pensionistas tivessem ficado isentos da austeridade. Como se, num país onde
existem mais de um milhão de desempregados - mais de 40% são jovens - e em que
só 44% recebem subsídio de desemprego, não fossem os reformados a contribuir
para que não falte o pão na mesa a filhos, noras e netos. Isto também é, como é
óbvio, solidariedade entre gerações.
Nas últimas duas
semanas, como nos últimos dois anos, assistimos a uma ofensiva de terrorismo
social sem precedentes, com alvos bem selecionados: os mais velhos e os mais
novos, os reformados e os funcionários públicos.
Primeiro alarmam-se
três milhões de cidadãos com o anúncio de uma taxa sobre as pensões que, 48
horas depois, ficamos a saber não reúne o consenso na coligação. Mais tarde, e
não sei quantos Conselhos de Ministros extraordinários depois, percebemos que a
taxa, aceite pela troika como garantia para o fecho da sétima avaliação, é
afinal facultativa e não obrigatória - como se alguém, no seu perfeito juízo,
acreditasse que as medidas acordadas com "estes senhores" não
tivessem carácter obrigatório. E descobrimos que "a fronteira que não pode
ser ultrapassada" pelo partido dos contribuintes e dos reformados ficou
afinal para trás no momento em que o líder do CDS permitiu a inclusão da taxa
no menu acordado. Portanto, a taxa existe e ponto final! E este é o mesmo Paulo
Portas que, continuando no Governo, não cora de vergonha nem pede perdão à
Nossa Senhora de Fátima por se associar à convergência retroativa dos regimes
de pensões - mais uma inconstitucionalidade grosseira - validando um novo
esbulho de 10% aos reformados.
E depois há o
problema demográfico que torna insustentável a Segurança Social. É verdade que
em Portugal nascem cada vez menos crianças. Mas quem é que se arrisca a ter
filhos na iminência de ficar desempregado e numa recessão económica sem fim à
vista? E será que a insustentabilidade do sistema de pensões não resulta também
da redução drástica da matéria tributável e contributiva, consequência de um
desemprego que continua a crescer?
Se a isto juntarmos
o plano de despedimentos na administração pública, os cortes nos subsídios de
desemprego, a falta de políticas de crescimento e criação de emprego, e todas
as medidas austeritárias que são o alfa e o ómega da governação, ficamos
esclarecidos sobre as razões que levaram em tempos o primeiro--ministro e um
ex-secretário de Estado a incentivar os jovens a saírem da sua zona de conforto
e a emigrarem para outras paragens. Desde o início que o plano ideológico do
Governo de Passos Coelho e de Vítor Gaspar, com a cumplicidade de Paulo Portas,
era, afinal, ver-se livre do maior número possível de portugueses. Velhos ou
novos.
O número de
desempregados subiu 11% em abril. Total atinge 728.512 pessoas
O número de desempregados no final de abril aumentou 11% em termos homólogos,
num total de 728.512 pessoas, com mais 72.614 inscritos nos centros de emprego,
segundo dados mensais do Instituto de Emprego e Formação Profissional
(IEFP).
No final de abril, os
centros de emprego do Continente e Ilhas registavam 901.441 pedidos de emprego
(mais 14,9% do que em 2012), tendo o número de inscritos diminuído ligeiramente
face a março (-0,8%).
Os desempregados há
mais de um ano aumentaram 31,4% em termos homólogos, totalizando 319.541
inscritos, enquanto os que tinham um tempo de inscrição inferior a um ano
diminuíram 0,9% para 408.971 inscritos.
O número de
desempregados à procura de um primeiro emprego apresentou uma variação homóloga
de 24,8% (60.631), enquanto o número de pessoas que querem um novo emprego
aumentou 10% (667.881).
Ao longo do mês de
abril, inscreveram-se nos centros de emprego 57.992 desempregados (mais 5.032
do que no mesmo mês de 2012), destacando-se o aumento nos Açores (20,5%) e no
Norte (12,7%).
O "fim de
trabalho não permanente" continua a ser o principal motivo para a
inscrição (35%), seguindo-se o despedimento (16,6%).
As ofertas de
emprego aumentaram 37,6% comparativamente a abril de 2012 e 13.271 estavam por
preencher.
O líder
do partido alemão minoritário de eurocépticos defendeu hoje a expulsão da
zona euro dos países em crise no Sul da Europa "para o seu bem" e a
reintrodução das moedas nacionais na Grécia e em Portugal, refere o
"Diário de Notícias". O partido Alternativa para a Alemanha
(AfD) sublinha que a reintrodução das moedas nacionais pressuporia um
acordo relativo ao perdão da dívida soberana dos países que abandonassem a zona
euro.
Bernd Lucke
afirma que os países em crise teriam "a oportunidade" de recuperar a
competitividade económica ao regressar à sua própria moeda. No entanto, defende
que a Alemanha deve conservar o euro. Estas declarações foram prestadas
durante uma entrevista ao jornal alemão 'Frankfurter Allgemeinen
Sonntagszeitung', que será publicada na íntegra no domingo, o presidente do
novo partido Alternativa para a Alemanha (AfD), Bernd Lucke, sublinha que a
Alemanha deve conservar o euro, ao contrário do cepticismo inicial a esse
respeito, "mas os países do sul da Europa não".
O AfD frisa que a
reintrodução das moedas nacionais pressuporia um acordo relativo ao perdão da
dívida soberana dos países que abandonassem a zona euro, apontando a Grécia
como um deles, e "quiça" Portugal.
"A saída do
euro ajudaria o sector privado a recuperar a competitividade perdida",
destaca Bernd Lucke.
O processo poderia
ser realizado com a introdução através de uma "transição suave" de
"uma moeda paralela ao euro" até ser "possível material e
economicamente" colocar em circulação as antigas moedas nacionais, conclui.
Este fim-de-semana
proponho uma viagem diferente. Uma viagem ao Imaginário e às dimensões do
Fantástico para quebrar a rotina do emprego ou do desemprego. Não precisam de
preparar bagagens nem de ter dinheiro. Basta ir. Tão-somente. Comecemos então.
O Reino de Cristal
A primeira proposta
é para o Reino de Cristal. Este Reino tem a paisagem dominada pelo imenso
Palácio de Cristal, caracterizado por quatro imponentes torres, que representam
os quatro pontos cardeais. A norte a torre de marfim, a Sul a torre de mármore,
a Este a torre de madeira e a Oeste a torre de prata. No cimo das torres os
terraços são em forma de círculo, de onde se pode ver todo o horizonte.
A torre de mármore,
a Sul, é guardada por A Bao A Qu, uma identidade que reage á qualidade das
almas. A Bao A Qu vive, em letargia, no primeiro degrau da escada de caracol da
torre. Apenas manifesta vida consciente quando alguém sobe as escadas. Se quem
sobe as escadas tiver alma pura, o A Bao A Qu, torna-se um ser luminoso, bonito
e agradável. Mas se a alma for impura o A Bao A Qu torna-se numa imensa bola
cheia de espinhos, que impede o visitante de subir.
O Reino de Cristal
é governado pelo Rei Tritão II, um nobre ictiocentauro, homem da cintura para
cima e peixe da cintura para baixo. Tem cauda de peixe e as patas dianteiras de
leão. A rainha é uma linda princesa dos Reinos do Sul que tornou-se, pelo
casamento realizado com Tritão II, na rainha mais bela do Reino de Cristal.
A Ilha do Pirata
Aconselho o viajante
a não perder a Ilha do Pirata. Chegue cedo ao Reino de Cristal, visite-o com
atenção, percorra os cantinhos todos e a meio da tarde pisgue-se para a Ilha do
Pirata, alugando um barco ou um hidroavião.
Nesta ilha o
viajante encontra a Estátua Sensível, uma invenção de Condillac filósofo
francês do seculo XVIII, que usou este seu invento para refutar a doutrina das
ideias inatas, desenvolvida por um outro filósofo francês, Descartes. Condillac
imaginou uma estátua de mármore, representando um homem, onde alojou uma alma
inexperiente, que nunca pensou, nem entendeu, conferindo-lhe, como único
sentido, o olfacto.
O cheiro do jasmim,
durante um breve instante, foi o universo da estátua de mármore. Depois vieram
outros cheiros e aromas e a maresia. Mais tarde surgiram a consciência, a
atenção, a memória, a comparação, a percepção da diferença, a analogia, o
juízo, a reflexão e a imaginação. A estátua adquiriu, assim, as faculdades do
entendimento. Após estas, percepcionou o amor e o ódio, a esperança e o medo,
as faculdades da vontade. Este processo criou na estátua a noção abstracta do
número, meio indispensável para o passo final: a aquisição dos restantes
sentidos e com eles a noção de espaço. Humanizado, com pele de mármore, vontade
própria e consciente, Estátua Sensível encontrou nesta ilha o seu habitat
natural.
Um outro ser
intrigante, que usualmente vem oferecer os seus serviços aos viajantes é o Ser
Hipotético, cuja pele tem apenas um ponto sensível e móvel, na extremidade de
uma antena, o que não lhe permite ter percepções simultâneas. Para ele o mundo
exterior é apreendido pela simples projecção ou retracção da sua antena móvel.
As suas tarefas na ilha estão relacionadas com os assuntos meteorológicos e de
orientação. No entanto os Brownies são sempre os primeiros a receber os
visitantes, quando estes descem no cais. Os Brownies são pequenos homenzinhos,
não tendo mais de meio metro de altura, barbudos, de pele castanha, e que
realizam todas as tarefas.
A Ilha do Pirata é
circular, com uma pequena baía, de um verde luxuriante, provocado pela densa
floresta. O sítio ideal para pernoitar por aqui é a casa do Pirata, situada no
cume de uma alta montanha, subindo-se até lá através de um elevador,
movimentado por um moinho, em cujas pás cai a água de uma cascata. É uma casa redonda,
tal como a ilha, com dois pisos, sendo os quartos no segundo piso e as áreas
funcionais e de convívio, no primeiro piso.
A Ilha é um
santuário de aves exóticas. Despertam a atenção dos viajantes umas estranhas
aves, os Perítios, metade cervos e metade aves, com a cabeça e as patas dos
cervos e as asas e plumagem de aves. As fêmeas têm uma plumagem verde escura e são
maiores, sendo os machos, mais pequenos e como plumagem cor celeste. Embora
tenham um comportamento pacífico, são muito territoriais e agressivos para com
os estranhos, pelo que aconselha-se os viajantes a terem alguns cuidados, no
relacionamento com estas aves. A sombra dos Perítios tem a particularidade de
ser a sombra de um ser humano.
A floresta da Ilha
é povoada por enormes árvores e plantas das mais variadas espécies, aves cujas
plumas são arco-íris e cujo canto encanta o ouvido mais duro. Uma das poucas
espécies animais que habitam a ilha e não voam, para além da imensa variedade
de peixes que habitam o rio que a atravessava e o mar que a circundava (e
alguns são peixes voadores), são os Macacos da Tinta.
Estes macacos
tinham 4 a5 polegadas
de comprimento, de pelo azul-escuro, muito sedoso e suave e olhos grandes e
brilhantes. O seu comportamento é bastante curioso. Quando vê alguém a escrever
ou a pintar, senta-se a seu lado, com as pernas cruzadas, aguardando que
acabem, para beber a tinta que sobra.
De grande beleza
são as Tartaruga-Génio, feitas de água, fogo e luz das estrelas. Na sua
carapaça lê-se o nome, impronunciável, de Deus, com 666 sílabas. O visitante
pode ainda apreciar a Mandrágora. Tem as negras, fêmeas e as brancas, machos. A
sua raiz é de leite coalhado e quando se arrancam emitem um grito de dor.
O Reino de Zibar
Se não gosta de
pirataria, nem de piratas e prefere ambientes mais místicos ou góticos, ou se
acabou de perder a namorada num encontro sadomasochista (apaixonando-se a sua
noiva pela dominadora) tem uma alternativa.
O Reino de Zibar é
um estranho reino, dominado pelos Seres Térmicos, seres que não são visíveis,
nem tangíveis, embora se possam tornar visíveis aos outros seres, se assim o
desejarem, através das cores que podem gerar através do seu calor. Os Seres
Térmicos são constituídos apenas por calor, por ar quente. Há muitos anos
atrás, o Reino de Zibar estava ligado ao Reino de Zan. Mas os habitantes de
Zan, também eles constituídos por fogo, preferiram separar-se dos Seres
Térmicos e entregaram o poder, na sua parte da Ilha a um grande Rei, com um
rosto de chama branca e o corpo de fogo.
Enquanto o Reino de
Zan proíbe o contacto com os estrangeiros, sendo nele proibido entrar, no Reino
de Zibar é o oposto. Os Seres Térmicos ocupam apenas uma pequena parcela do
território, permitindo que os estrangeiros possam usufruir do restante espaço
do seu reino, que acabou por se tornar num grande mercado, embora controlado
pelas rígidas leis dos Seres Térmicos.
Este é um Reino
habitado por animais estranhos. Nos espelhos de Zibar encontramos os Animais
dos Espelhos, que navegam pelos espelhos como peixes na água. Estes animais não
têm forma e são muito esquivos. Por sua vez, no Sul do Reino, na floresta de
Perelandra, habita o Monstro de Lewis, uma espécie pacífica, que tem o nome de
monstro apenas devido ao seu enorme tamanho. É negro, sem pelo e brilhante. As
suas patas dianteiras são parecidas com jovens árvores e as suas patas
traseiras são idênticas às de camelo. Têm um enorme ventre, branco e pescoço de
cavalo. O seu rosto é humano, com grandes e rasgadas bocas e narizes achatados.
A cauda é enorme e peluda, sendo cor-de-rosa nas fêmeas e azul clara nos machos
e comunicam entre si cantando. Apesar do seu tamanho, são tímidos. As fêmeas
não têm leite para amamentar os filhos, que são entregues, durante 3 meses, a
fêmeas de outras espécies, que os amamentam.
Outro animal destas
paragens, que habitam as florestas das províncias do norte do reino, é o Sonho
de Kafka, um enorme burro, com muitos metros de comprimento, com uma grande
cauda branca e uma cabeça pequena e oval. É pacífico e brincalhão. Nas
florestas de Nantucket, na região centro, as árvores dão frutos vermelhos e
nelas reside um animal com cerca de 3 pés de comprimento e 6 polegadas de altura,
de patas curtas mas com afiadas garras escarlates, semelhantes a corais. De pelo
liso e sedoso, todo branco, com uma cauda pontiaguda de pé e meio de extensão,
cabeça de gato, orelhas caídas e dentes vermelhos, é conhecido pelo nome de
Sonho de Poe.
Outra
característica do Reino de Zibar é a água. As águas dos rios e afluentes que correm
na floresta de Nantucket têm um aspecto de águas poluídas. Quando se despenham,
ficam consistentes, tipo goma. Não é água incolor, mas púrpura, embora numa
vasilha fique incolor e com veios distintos.
O Reino de
Youwarkee
Para os que se
apaixonaram, durante a semana, pela dominadora e ela não vos dá qualquer
hipótese, o Reino de Youwarkee é a solução. Não aconselho os viajantes que
passam nesta região a andarem por aqui muito despreocupados. Este é um reino
perigoso. Youwarkee é rainha dos Glums uma tribo alada, metade Homens e metade
aves e foi ela quem fundou o reino. Fêmea da sua espécie, Youwarkee, que foi
casada com um Homem, despreza, no entanto a espécie humana, ao ponto de ter
assassinado o seu marido, antes de ser rainha. Quando os seus braços se abrem,
surgem asas de sedosas plumas. É de uma grande crueldade, tal como toda a sua
tribo.
Neste reino, para
além dos Glums, a tribo dominante, existem os Trolls, gigantes escravizados
pelos Glums, que habitam em cavernas miseráveis. São seres malignos, muito
estúpidos, mas muito úteis para os trabalhos que requerem esforço físico e para
a guerra. Alguns são dotados de duas ou, até mesmo, três cabeças.
A fauna do Reino de
Youwarkee é constituída por animais exóticos, como o Tao-T’ieh, animal com dois
corpos, uma só cabeça e seis patas. A sua cara pode ser de tigre, no caso das
fêmeas, ou de dragão, no caso dos machos. Ao nascerem, têm, todos, rosto
humano. São animais pacíficos, herbívoros e comedores de peixes pequenos e
insectos, conhecidos por serem glutões. A Sul do reino habitam os Tigres
Vermelhos, a Norte os Tigres Negros, a Oriente os Tigres Azuis, a Ocidente os
Tigres Brancos e nas Províncias centrais os Tigres Amarelos. Por fim a
Uroboros, uma serpente enorme, com mais de 20 metros de comprimento,
que devora a sua própria cauda. A Uroboros habita nos rios e afluentes deste
reino.
A Ilha do Inferno
Se são vocês os
dominadores ou dominadoras e apaixonaram-se por um parvalhão de um passivo ou
por uma escrava estupida, que não entende patavina de paixão, aconselho-vos
este lugar. A Ilha do Inferno é o lugar mais desolador de todos os mundos,
habitada pelos seres mais malignos do universo e o único ponto de passagem para
o Deserto dos Yinn, que fica no seu interior, no meio do Lago do Enxofre. É um
local cheio de perigos inumeráveis, em que toda a flora é carnívora, os solos são
armadilhas, as lamas paralisam qualquer ser vivo e as areias movediças ou as
pedras comedoras de Homens abundam O litoral é um cemitério de embarcações
abandonadas e de esqueletos de visitantes.
Entre as inúmeras
espécies que a habitam destacam-se: a Anfisbena, uma serpente com mais de 2 km de comprimento, 500 metros de largura e
duas enormes cabeças, posicionadas, cada uma no extremo oposto da outra; o
Cérbero, um cão de tamanho descomunal, com 3 cabeças, 4 olhos em cada cabeça,
pelo negro, espetado, garras enormes e longas fileiras de dentes afiados. A sua
cauda é uma serpente. Devoram as suas vítimas e aprisionam-lhes as almas; o
Devorador das Sombras, que retira as sombras aos humanos incautos; o Dragão, um
ser alado com cornos de búfalo, cabeça de camelo, dentes de leão, olhos
vermelhos, pescoços de serpente, todo o corpo coberto de escamas, garras de
águia, patas de tigre e orelhas de boi, que expele fogo das suas narinas e
habita as profundidades das Montanhas do Inferno; o Leviatã com cabeça e rosto
de Homem, pescoço de serpente, patas e juba de leão e corpo de peixe; a Hidra,
uma imensa serpente com 666 cabeças e o Mantícora, um animal horrível, comedor
de carne humana, com 3 filas de dentes, rosto e orelhas de Homem, olhos azuis,
corpo de leão e cauda equipada com aguilhões de lacrau, que atira com grande
precisão e com os quais atinge as suas vitimas, paralisando-as, para depois as
devorar.
A Ilha do Inferno é
dominada pelas Banshee, umas fadas horrendas, cuja arma mortal é o seu gemido,
o keening. Podem assumir formas de mulheres esbeltas ou de sereias e são
noctívagas. As suas tropas são constituídas pelos Swedenborgs, demónios
sangrentos, de aspecto humano, com mais de 2 metros de altura, loiros
e de olhos azuis. Os Swedenborgs só podem ficar expostos ao sol da manhã ou do
fim da tarde, pois o sol mais forte queima-lhes a pele e eles perdem o rosto
ficando com um cheiro fétido. Nos ciclos de reprodução, quando as Banshee ficam
com o cio, utilizam os Swedenborgs. Das crias resultantes, as fêmeas são
Banshee e os machos Swedenborgs.
Se visitarem o
Deserto dos Yinn, no meio do Largo do Enxofre, desejo-vos boa sorte. Os Yinn
são seres feitos de fogo, mas de um fogo escuro e sem fumo. Podem assumir as
mais variadas formas, voarem, atravessar paredes ou tornarem-se invisíveis. Têm
o hábito de raptar as mulheres mais belas, para poderem pedir resgate, ou
venderam-nas às tribos de outros desertos. O seu chefe é o terrível Iblis,
considerado invencível.
Núbia
Se não andam
metidos em cenas eróticas e têm relações consideradas saudáveis aconselho-vos a
visitar o Reino da Núbia, uma vasta região no Sul do mundo. Nela habitam os
Hochigans, tribo de feiticeiros, de pele escura, que falam com os animais, os
Homens dos Bosques, de pele clara, caçadores, os SanSan, de pele castanha,
pastores, os Humbaba, gigantes castanhos, que guardam as fronteiras do Reino e
a Montanha Sagrada do Atlas, os Lamed, legisladores, os Wufniks, responsáveis
eleitos para exercerem o poder executivo, as Lâmias, fadas negras, que habitam
as florestas densas, metade mulheres, metade serpentes e os Pigmeus, a maioria
da população, agricultores, artesões, comerciantes, policias, soldados,
professores, feiticeiros da saúde e restantes actividades.
A sua fauna é
vasta, com animais de todos os tamanhos e variedades, assim como a sua flora
diversificada. No entanto haverá que destacar, na sua fauna, alguns exemplares
mais exóticos: os Kami, um peixe subterrâneo, que habita nas margens dos rios,
por debaixo dos solos, que tem patas de aranha e corpo esguio, como a enguia.
Tem mais de 20 metros
de comprimentos e 5 de largura. Quando nasce parece um escaravelho enorme, mas
depois evolui para a sua forma própria; o Kraken, uma cobra dos mares, com mais
de 50 metros
de comprimento e 20 de largura, que destrói grandes embarcações, mas que
deposita os seus ovos nos desertos, para além das florestas densas; os Lémures,
almas errantes, que assumem a forma de um símio, noctívagos, habitam as copas
das árvores mais altas das densas florestas; as Nagas, serpentes com 7 cabeças;
o Nesnás, uma criatura que tem só um lado; o Nivelador, uma enorme criatura,
com 8 pernas e 16 patas, corpo de hipopótamo, tromba de elefante e um corno de
rinoceronte; a Pantera arco-íris, mais pequena que o leão, do tamanho do
Leopardo, mas com a pele de todas as cores e o Pelicano Verde, uma ave de porte
médio, que domina os céus do reino e os seus mares, também, pois é uma ave
comedora de peixe, para além de ter o habito de raptar humanos recém-nascidos.
O Reino da
Tranquilidade
Para os que buscam
sossego, serenidade e um pouco de aventuras tranquilas, esta é a melhor
solução. Governado pelo Buda Sereno, um sábio rei que se estabelecera naquelas
paragens e que governa com sabedoria e bom senso, o Reino da Tranquilidade é um
ser vivo. As pedras, os grãos de areia, as rochas, o solo, o subsolo, as
plantas, os animais, os habitantes, são tudo partes desse imenso ser vivo.
Aqui podem ser vistos
os Bahamut, hipopótamos sagrados, o Behemoth, um elefante gigantesco, incolor,
que tem o poder de se tornar invisível e que produz encantamentos de grande
poder e o Burak, o cavalo alado do Profeta.
Para além dos cavalos-marinhos,
de grande porte, que abundam nestas águas, o viajante pode impressionar-se com
o Kapila, o enorme e descomunal peixe das 100 cabeças e com o Elefante Branco,
um elefante incorpóreo, com 6 presas, que poderá, se o viajante o deixar entrar
no seu cérebro, estabelecer contacto com a Esfinge Enigma, sábia mulher com
corpo de leão, que reside nas Montanhas Tranquilas.
Espero que apreciem
os destinos aqui mencionados. Para a semana trago mais. Estamos juntos.
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(Carvão s/ papel de Vera Novo Fornelos)
*Poema**
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Akara : “Di’ak Liu Ministra Finansas Rezigna An”
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Fontes husi :
http://www.temposemanal.com/politika/item/106-akara--%E2%80%9Cdi%E2%80%99ak-liu-ministra-finansas-rezigna-an%E2%80%9D#.UR2AxPLGYRt
ANTES ne...
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