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segunda-feira, 24 de julho de 2017

A DEMOCRACIA BRASILEIRA SOB ATAQUE



Não obstante, não desistimos de querer gestar uma democracia enriquecida, especialmente a partir dos  movimentos sociais de base

Leonardo Boff  |  Rio de Janeiro | Correio do Brasil | opinião

O pressuposto básico de toda democracia é: o que interessa a todos, deve poder ser decidido por todos, seja direta, seja indiretamente por representantes. Como se depreende, democracia não convive com a  exclusão e a desigualdade que é profunda no Brasil.

Verdadeiro é o juízo de Pedro Demo, brilhante sociólogo da Universidade de Brasília em sua Introdução à sociologia.”Nossa democracia é encenação nacional de hipocrisia refinada, repleta de leis “bonitas”. Mas feitas sempre, em última instância, pela elite dominante para que a ela sirva do começo até o fim.

Político é gente que se caracteriza por ganhar bem, trabalhar pouco, fazer negociatas, empregar parentes e apaniguados, enriquecer-se às custas dos cofres públicos e entrar no mercado por cima. Se ligássemos democracia com justiça social. Nossa democracia seria sua própria negação”(p.330.333).

O SILÊNCIO DAS RUAS DO BRASIL



Impopular, suspeito de corrupção e à frente de controversas reformas, Michel Temer tem sido poupado de grandes manifestações. O que está por trás da atual passividade dos brasileiros?

Um presidente extremamente impopular que tenta aprovar reformas rejeitadas pela maioria da população; escândalos de corrupção envolvendo diretamente o próprio ocupante do Planalto; economia que dá sinais apenas tímidos de recuperação; apoio parlamentar sendo largamente negociado com verbas e loteamento de cargos; pesquisas que apontam que a maioria da população deseja eleições diretas. 

Diante de cenários com bem menos elementos, os ex-presidentes Fernando Collor e Dilma Rousseff tiveram que enfrentar multidões que foram às ruas do Brasil para pedir suas cabeças.

Por que então Michel Temer, que foi gravado em uma conversa comprometedora com um empresário e amarga popularidade de apenas 7% (segundo último levantamento do Datafolha) não está sofrendo com grandes protestos tal como ocorreu com seus antecessores?

TIMOR-LESTE | Calma pós-eleitoral esconde agitação de conversas políticas



Díli, 24 jul (Lusa) - A aparente maior tranquilidade que se sente hoje nas ruas de Díli contrasta com a intensidade das conversas políticas, agora que se começam a dar passos para transformar o resultado das legislativas de sábado no VII Governo constitucional.

Para todos os partidos, mas especialmente para os mais votados - Fretilin e CNRT, separados por mil votos -, os próximos dias são essenciais para determinar o futuro imediato e o ambiente político que vai marcar os próximos cinco anos.

Na imprensa local este é o único tema em debate, num país que está praticamente parado há mais de um mês - o Governo e o Parlamento funcionaram, mas a muito menos que meio gás - e que ainda vai ter de esperar algumas semanas até ter novos "timoneiros".

Não há maiorias absolutas e qualquer dos dois mais votados (a Fretilin com 23 lugares e o CNRT com 22) tem condições - se somar pelo menos duas das restantes três forças que estão também no Parlamento - para poder assumir as rédeas do VII Governo constitucional.

No caso da Fretilin, a festa começou cedo - 12 horas antes da contagem fechar -, com o partido a confiar nos próprios números para garantir que tinha a vitória. Ao início da noite, o CNRT começou a passar a ideia de que os seus números contavam o contrário.

Uma confiança que soava a falso e que não se via nos dirigentes e militantes na sede onde, ao contrário da música e das luzes na sede da Fretilin, o ambiente era sombrio e de algum descrédito.

Adiada leitura de sentença de casal português retido em Díli há quase três anos



Díli, 24 jul (Lusa) - A leitura da sentença de um casal de portugueses retido em Díli há quase três anos foi hoje adiada pelo tribunal, que introduziu, na sessão de leitura do acórdão, o que definiu como alterações não substanciais dos factos.

O adiamento, para a próxima sexta-feira, faz prolongar um caso que se arrasta desde outubro de 2014 quando Tiago e Fong Fong Guerra foram detidos em Díli, cidade de onde estão proibidos de sair desde então.

Numa decisão que surpreendeu a defesa, a juíza Jacinta Correia iniciou a sessão que deveria ser de leitura da sentença com a apresentação do que disse serem novas provas, valendo-se de um artigo do código do processo penal sobre "a alteração não substancial de factos".

"Dizemos facto novo porque estes factos não estão na acusação", insistiu a juíza.

"Não se preocupem que não vamos adiar isto até setembro", garantiu a juíza à defesa.

Os documentos em causa, que já constavam dos autos do processo, referem-se a um conjunto de transferências realizadas de e para a conta da empresa gerida pela arguida num banco em Macau.

MOÇAMBIQUE TEME RECORDE DE PESSOAS TRAFICADAS ESTE ANO



Onze pessoas traficadas dentro de Moçambique este ano, receia-se um “recorde” dos 19 casos registados em 2016

Pelo menos 11 pessoas foram traficadas no primeiro semestre do ano em curso, em Moçambique, mais três em relação a igual período de 2016, em que foram registados oito casos, informou, na semana finda, a Procuradoria-Geral da República (PGR), destacando que as causas deste mal continuam as mesma de sempre: trabalho forçado, exploração sexual, prostituição forçada e extracção de órgãos humanos.

As vítimas foram registadas nas províncias de Maputo, Gaza, Manica, Tete e Zambézia, disse Amabélia Chuquela, procuradora-geral da República adjunta, no lançamento da semana alusiva ao Dia Mundial de Luta Contra o Tráfico de Pessoas.

As mulheres e crianças são as principais vítimas do tráfico de pessoas por causa da pobreza, disse a magistrada, sublinhando que as crianças são tidas como fonte de subsistência pelas famílias. Por conseguinte, são forçadas a deslocar-se das suas zonas de origem para outras distantes, facto que lhes expõe ao tráfico.

MOÇAMBIQUE | “Assassinato de Magaia ainda precisa de ser investigado” - Hama Thai



Hama Thai diz que é preciso esclarecer as razões por de trás da morte de Filipe Samuel Magaia

No dia 11 de Outubro de 1966, tombava o “pensador” da luta armada de libertação nacional, Filipe Samuel Magaia. A história diz que foi assassinado. A responsabilidade é imputada a Lourenço Matola, membro da Frelimo e um dos companheiros de guerrilha do herói nacional, mas, segundo alguns círculos de opinião, esta é uma versão com muitas zonas de penumbra.

O general António Hama Thai conhece a mesma história e entende que, embora antigo, o caso precisa de ser investigado, para esclarecer as razões que estiveram por detrás do assassinato de Filipe Samuel Magaia. “Esse pormenor deve ainda ser objecto de estudo”, disse Hama Thai, lembrando que, segundo Mariano Matsinha, que estava ao lado de Magaia no momento do baleamento, e o livro lançado pelo Instituto de Pesquisa Sociocultural sobre a história de Magaia, Lourenço Matola é que atirou contra o herói nacional, quando estavam prestes a atravessar o rio, de regresso à Tanzânia. mas, segundo Hama Thai, muito ainda há por esclarecer. “Há aqui um lugar para investigação, de modo a fornecer informação sobre quem é Lourenço Matola, qual foi o móbil do assassinato. Uma desavença entre os dois? O que aconteceu? Eu acho que essas questões ainda devem ser investigadas”, declarou.

Hama Thai lembra o espírito de entrega e patriotismo do “comandante Magaia”, o qual, ainda na flor da idade, mostrou tamanha entrega à causa da libertação de Moçambique, pelo que ”deve ser recordado pela determinação e forte conhecimento militar”. 

António Tihua | O País

Portugal | RACISMO INSTITUCIONAL





Ana Alexandra Gonçalves *

Não, não devemos deixar cair no esquecimento as palavras de André Ventura; não, não podemos escolher o silêncio; e não, as palavras do candidato do PSD à Câmara de Loures não podem entrar num qualquer contexto de normalidade, desde logo porque se trata de um cidadão que se propõe representar os cidadãos e, por inerência, o Estado (nível local); nem tão-pouco é admissível que o PSD insista em apoiar o candidato, perfilhando, naturalmente, o racismo institucional a que o candidato se propõe.

No entanto, e apesar da mais veemente crítica às palavras do candidato à Câmara assim como ao próprio PSD, considero profícuo perceber as razões que subjazem a esta estratégia, por muitos considerada populista.

Deste modo, torna-se imperativo reconhecer que onde existem falhanços, designadamente do Estado, surgem as condições para que o racismo possa proliferar. Esses falhanços não podem continuar a ser ignorados, sob pena de se agravar a animosidade que rapidamente se transforma num racismo empírico; é contraproducente nada fazer contra a permissividade na aplicação da lei, com uma certa benevolência, criando óbices à igualdade que se pretende; assim como é imperativo que mais seja feito para combater a pobreza e as desigualdades – contexto em que proliferam as divisões sobretudo entre quem mais tem dificuldades económicas; divisões amiúde baseadas na raça e num sentimento de injustiça.

Portugal | O PERDÃO IMAGINÁRIO



João Galamba | Expresso | opinião

Quando não se tem argumentos, inventa-se. A mais recente invenção é a de um alegado perdão à banca, que a UTAO estimou ter causado um rombo aos contribuintes no valor de 633 milhões, resultante da reestruturação do empréstimo do Estado ao Fundo de Resolução (FdR).


É verdade que a UTAO calculou o valor atualizado líquido (VAL) do empréstimo do Estado ao FdR. E também é verdade que, no cenário central, a UTAO estima que o novo empréstimo tem um VAL negativo de 633 milhões. Acontece que isto não constitui nenhum perdão aos bancos, nem é um rombo no défice, por queda da receita, no valor de 633 milhões de euros


Ao contrário do que tem sido sugerido, o empréstimo não é entre o Estado e os bancos, nem é entre o Estado e uma entidade detida pelos bancos. O empréstimo é entre o Estado e uma entidade que pertence às Administrações Públicas. O FdR.é uma pessoa coletiva de direito público dotado de autonomia administrativa e financeira, mas não é dos bancos, é do Estado. A dívida do FdR não é um passivo dos bancos e não está no seu balanço, está no balanço do Estado. A dívida do FdR é tanto dos bancos como a dívida das universidades seria (parcialmente) dos estudantes que pagam propinas.


A única obrigação dos bancos é, nos termos da lei, pagar as contribuições para o FdR e contribuição sobre o sector bancário, que são receita consignada ao fundo. São estas receitas que afetam o défice público. O défice será tanto menor quanto maiores forem as contribuições para o fundo e quanto maior for a contribuição sobre o sector bancário. Se estas contribuições não forem alteradas, a situação patrimonial e financeira dos bancos e do Estado não se altera.


Ouvindo o PSD parece que o Governo reduziu as obrigações financeiras dos bancos em 633 milhões. Ora isso é pura e simplesmente falso. Se há coisa que este governo fez foi o oposto: aumentou as obrigações financeiras dos bancos. Fê-lo no final de 2015, quando prolongou a vigência da contribuição extraordinária sobre o sector bancário. E fê-lo no Orçamento do Estado para o ano de 2016, quando aumentou o valor da taxa a aplicar, o que teve um impacto de 50 milhões de euros na receita. Curiosamente, o mesmo PSD que fala de perdões inexistentes votou contra esse aumento. Sim, a única vez que um aumento da contribuição do sector bancário foi a votos nesta legislatura os deputados do PSD votaram contra.


Os bancos pagam contribuição para o fundo e a contribuição sobre o sector bancário nos termos da lei e não nos termos do empréstimo do Estado ao FdR. O PSD, para além de ter votado contra o último aumento da contribuição sobre o sector bancário, ainda não apresentou nenhuma proposta para aumentar estas contribuições. Se o PSD acha que os bancos pagam pouco, então que proponha um aumento da taxa que os bancos pagam, em vez de se dedicar a números políticos sobre perdões que não existem e propostas de novas renegociação do empréstimo do Estado ao FdR que não têm qualquer impacto nos pagamentos dos bancos ao Estado.


Por muito que os partidos que usaram cerca de 4 mil milhões de euros dos contribuintes para injetar no Novo Banco não gostem, esses 4 mil milhões de euros foram mesmo despesa dos contribuintes, não dos bancos. Esses 4 mil milhões de euros seriam pagos com a vendado Novo Banco, o tal banco que era suposto ser excelente e que até seria vendido com lucro. Como essa magnífica venda nunca ocorreu, a dívida resultante da resolução do BES será paga na medida em que se paga toda a dívida pública, dependendo da evolução do défice de cada ano. Para o bem e para o mal, essa dívida é dívida pública, não é dívida privada, não é dívida dos bancos. Se queremos discutir o contributo dos bancos e o modo de reduzir a dívida criada aquando da resolução do BES, então discutamos a contribuição sobre o sector bancário. Tudo o resto é uma cortina de fumo e uma forma de desconversar.

A ALTICE E O ANTIEMPREGO



Manuel Carvalho da Silva* | Jornal de Notícias | opinião

A Altice construiu um enorme império internacional, de França aos EUA, num muito curto espaço de tempo, através de uma estratégia de aquisições que se serve de mecanismos perversos da financeirização da economia e tem o endividamento como instrumento fundamental. A Altice beneficiou do ambiente de baixas taxas de juro dos últimos anos para a maior expansão da sua breve história. Utilizando sociedades veículo endivida-se junto da banca internacional e de fundos de investimento para financiar as suas aquisições.

Os lucros das empresas adquiridas são usados para pagar a dívida acumulada pela casa-mãe. Como a dívida é enorme, cada nova empresa adquirida - caso da PT - é de imediato espremida até ao tutano. Para atingir esse objetivo vai criando empresas intermediárias (empresas biombo) que através de sistemas de empreitada vão executar as tarefas que estavam cometidas à PT e às suas estruturas. Neste processo, fazem transferência de serviços, e dos trabalhadores que necessitam, eliminando-lhes os vínculos que tinham à PT e associando agora o seu emprego ao futuro dessas empresas que a qualquer momento podem colapsar.

As telecomunicações - setor estratégico a que qualquer Estado tem de dar muita atenção - são particularmente atraentes para este tipo de negócio. O avanço tecnológico e o desenvolvimento das sociedades tornaram este setor prestador de serviços essenciais: é assim um setor de atividade que não pode falir. Por outro lado, a efetividade das comunicações gera fluxos de caixa razoavelmente constantes ao longo do tempo (fruto das nossas contas de cabo, Internet e telefone) e tem uma estrutura de mercado normalmente com muito poucos concorrentes.

Todavia, com uma dívida que ronda os 50 mil milhões de euros, a Altice é uma empresa vulnerável a mudanças nos mercados financeiros. Em 2014, perdeu 40% do seu valor bolsista em três meses. A estratégia para reduzir riscos passa, então, não por investimentos de longo prazo que garantam a viabilidade futura da empresa num setor onde a inovação tecnológica impera, mas sim pelos ganhos de curto prazo, fruto de processos agressivos, nomeadamente: i) despedindo o mais possível, cortando salários a todo o custo, criando instabilidades nos trabalhadores através de velhos e novos processos de assédio moral, forçando transições para outros estabelecimentos transformados em empresas predatórias, impondo práticas que forcem ou subvertam os limites legais, situação escandalosa a que estamos a assistir; ii) através de aquisições de empresas de conteúdos, como é o caso da Media Capital, procuram potenciar sinergias. Diga-se, entretanto, que esta via não é nova, pois já foi tentada em Portugal, com fracos resultados, pela própria PT, aquando da compra do conglomerado da Lusomundo.

A Altice está a acabar com os símbolos da inovação da PT, como o Sapo, a fazer fuga de capital para pagar a dívida da casa-mãe, através de esquemas como o inacreditável caso da taxa de 50 a 70 milhões de euros que a PT terá de pagar à casa-mãe para usar o nome Altice. O que está em marcha é um cenário de pesadelo não só para os trabalhadores da PT, mas para o país. O poder político tem o dever de chamar a atenção para o que se está aqui a passar e deve intervir. Tem ainda de assumir que não basta ter parado as privatizações; é preciso um olhar atento e crítico às práticas de empresas com posições semelhantes na economia nacional.

São inqualificáveis os comentários da Direita: preocupa-se com a possível "perda de valor" que possa estar a acontecer (qual valor e qual o seu destino?) e mantém um criminoso distanciamento da situação dramática dos trabalhadores. Há setores da Direita que odeiam os direitos no trabalho.

A Altice, especialista na subversão de compromissos, designadamente através da contratação de grandes escritórios de advogados treinados em tornar legais práticas predatórias, está não só a destruir muito emprego no presente, como a trabalhar para o abaixamento futuro da sua qualidade em todo o país e para a liberalização absoluta das relações de trabalho. Se queremos um país desenvolvido e uma economia competitiva, que não dispensa inovação tecnológica e trabalho qualificado, trabalhe-se, urgentemente, a reversão do processo.

*Investigador e professor universitário

PORTUGAL | Assédio laboral – combate reforçado



Isabel Moreira | Expresso | opinião

Na sexta-feira, foi aprovado o texto final que resultou da conjugação dos vários projetos de lei sobre assédio laboral. Inicialmente, foram apresentados projetos por parte do BE, do PS (sou a primeira subscritora), do PAN e do PCP. Foi possível trabalhar na especialidade, ouvindo quem tem de ser ouvido, e aproveitando o melhor de cada texto, sempre com o objetivo de reforçar o combate a um flagelo laboral com consequências insuportáveis.

A proibição da prática de assédio é clara e a mesma pode constituir crime, independentemente de ser uma “contraordenação muito grave”. É conferido o direito a indemnização e, muito importante, o denunciante e as testemunhas têm agora um quadro jurídico de proteção que poderá pôr cobro a muitas situações de não atuação por medo (fundado) de represálias.

Está acautelada a responsabilidade pelos danos emergentes de doenças profissionais resultantes da prática de assédio laboral.

As entidades empregadoras têm de adotar códigos de boa conduta para a prevenção e combate ao assédio no trabalho e instaurar os devidos procedimentos disciplinares quando têm conhecimento da prática de assédio, sob pena de “contraordenação grave”.

A lógica que presidiu a estas (só mencionei algumas) alterações do Código do Trabalho repete-se na Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas.

Por outro lado, quer a ACT quer a IGF têm de disponibilizar endereços eletrónicos próprios para receção de queixas de assédio no trabalho, no setor privado e no setor público, respetivamente, e informação nos respetivos sítios eletrónicos sobre identificação de práticas de assédio e sobre medidas de prevenção, de combate e de reação a situações de assédio.

Ambas as autoridades têm de apresentar anualmente dados estatísticos referentes às atividades relativas ao assédio laboral.

No primeiro dia do segundo mês seguinte ao da publicação, a lei entra em vigor, dada a necessidade de regulamentar, no prazo de um mês, a parte relativa aos acidentes de trabalho e doenças profissionais.

O assédio laboral é uma forma criminosa de perseguir, torturar, desgastar e despedir trabalhadoras e trabalhadores. Há quem morra em consequência deste cancro.

Há muito por fazer. A lei resolve tudo? Não. Mas sem se reforçar a lei não se resolve nada. Foi o que fizemos.

PARA ENXERGAR O MUNDO COM OS SENTIDOS DO SUL



Ao inculcar, com agressividade, que não há alternativa a si e a seu modo de vida, capitalismo lança um desafio de morte. Escapar da armadilha requer recorrer às cosmovisões não-eurocêntricas

Boaventura de Souza Santos | Imagem: Antún Kojton, Cosmovisão dos tzeltales maias

Os seres humanos vivem dentro e fora da história. É isto o que os distingue dos animais não-humanos. Fazemos história na medida em que resistimos ao que a história faz de nós. Vivemos o que já foi vivido (o passado nunca passa ou desaparece) e o que ainda não foi vivido (o futuro é vivido como antecipação do que em realidade nunca será vivido por nós). Entre o presente e o futuro há um hiato ou um vazio sutil, que permite reinventar a vida, romper rotinas, deixar-se surpreender por novas possibilidades, afirmar, com a convicção do poeta José Régio, “não vou por aí”. O que irrompe é sempre uma interrupção. A vida é a constante recriação da vida. Doutro modo, estaríamos condenados ao Animal Farm de George Orwell, a viver no pântano de só poder pensar o que já foi pensado.

Neste sentido, podemos afirmar que a forma de capitalismo que hoje domina, vulgarmente designada por neoliberalismo, ao inculcar com crescente agressividade que não há alternativa ao capitalismo e ao modo de vida que ele impõe, configura uma proposta necrodependente, uma economia de morte, uma sociedade de morte, uma política de morte, uma convivência de morte, um vício de ver na morte dos outros a prova mais convincente de que estamos vivos.

Os danos que esta proposta está causando já são hoje evidentes. A imaginação e a criatividade que tornam possível a vida estão sendo sequestradas pelas forças necrodependentes. Apesar de tudo que o que existe na história ter um princípio e um fim, é já hoje difícil imaginar que o capitalismo, que teve um princípio, tenha fim. Se tal dificuldade se comprovar inultrapassável, teremos desistido de sair da história para fazer história, teremos assinado os papéis para entrar na animal farm.

domingo, 23 de julho de 2017

ELEIÇÕES EM TIMOR-LESTE | Confirmado | Fretilin vence por margem mínima de mil votos



24 de Julho de 2017, 03:49

Díli, 23 jul (Lusa) - A Fretilin venceu as legislativas timorenses de sábado com uma vantagem de cerca de mil votos em relação ao CNRT, segundo a contagem final dos boletins divulgada pelo Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE).

Segundo os dados do STAE, a Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), de Mari Alkatiri, obteve 168.422 votos e o Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), de Xanana Gusmão, conseguiu 167.330. Aplicando o método de Hondt, a Fretilin terá 23 deputados e o CNRT terá 22 no Parlamento Nacional, onde há um total de 65 lugares.

A terceira força mais votada foi o Partido Libertação Popular (PLP), do ex-Presidente Taur Matan Ruak, que conseguiu 60.092 votos (oito deputados), seguindo-se o Partido Democrático (PD), com 55.595 votos (sete deputados) e o Khunto, com 36.546 votos e cinco deputados.

A Fretilin liderou a contagem desde o arranque mas, durante o dia de hoje, responsáveis do CNRT chegaram a reivindicar vitória, com base nos números da sua própria contagem.

Ainda assim, enquanto a Fretilin esteve durante toda a noite em celebração na sua sede - o secretário-geral do partido, Mari Alkatiri, fez mesmo uma reivindicação de vitória horas antes do fecho da contagem -, na sede do CNRT o ambiente era mais sombrio.

A contagem de votos terminou quase 35 horas depois do fecho das urnas, quando funcionários eleitorais digitaram a última ata corresponde ao último centro de votação do município de Díli.

ASP // MP


ELEIÇÕES EM TIMOR-LESTE | AFINAL HAVIA OUTRO... XANANA PRIMEIRO-MINISTRO?



Xanana Gusmão, à espera que saiam... os resultados
Dois despachos da Lusa vindos de Timor-Leste dão conta da possibilidade de a contagem dos votos em Díli ser favorável ao partido de Xanana Gusmão, CNRT, o que apearia Mari Alkatiri, da FRETILIN, da consistente possibilidade de ser eleito primeiro-ministro. Consistente possibilidade mantida até agora pela votação do resto do país.

As últimas notícias são de que em Díli a vitória de Xanana Gusmão (CNRT) é certa e que recuperará o que perdeu para Alkatiri (FRETILIN), o único senão é a abstenção em Díli que pode chegar aos 50% segundo alguns observadores.

Considerando os últimos dados chegados de Timor-Leste importa tomar em consideração o que nos transmitem, no entanto nada garante que a eventual fuga de votos do CNRT para a FRETILIN e para o PLP, em Díli, como aconteceu no resto do país, venha a compensar a prevista superioridade eleitoral que é atribuída a Xanana Gusmão na capital.

Estamos em acreditar que a FRETILIN irá manter a dianteira por uma escassa margem. Assim, dizemos bem quando anunciamos Alkatiri como o novo primeiro-ministro de Timor-Leste. Estão reunidas todas as condições para que isso aconteça, nem que seja somente por um voto mais que Xanana Gusmão… Poder-se-à dizer então, com toda a propriedade, que afinal não haverá outro primeiro-ministro, saído deste ato eleitoral, a não Mari Alkatiri.

Dentro de poucas horas, na manhã de Díli, saberemos qual o ditame da contagem provisória de votos nestas eleições que sem dúvida foram exemplares e absolutamente renhidas até ao último minuto. Que a contagem aconteça com a maior transparência, para que não restem dúvidas, nem os rumores que já se perfilam num e noutro lado.

A seguir, se continuar a ler, duas peças relacionadas com a abordagem que acaba de ler.

MM | PG 

Mari Alkatiri primeiro-ministro | TIMORENSES ELEGEM FRETILIN COM MAIORIA SIMPLES




1º FRETILIN | 2º CNRT | 3º PLP | 4º PD | 5º KUNTO – elegem deputados

Está em fase provisória o apuramento de resultados eleitorais em Timor-Leste que ontem se realizou, no entanto já é certo que a FRETILIN venceu as eleições legislativas ou parlamentares - como é mais corrente enunciarem em Timor-Leste. Os resultados provisórios, superiores a 90% do apuramento, dão a vitória por mais de 30% à FRETILIN e menos quase 3 pontos percentuais ao CNRT de Xanana Gusmão. A situação inverteu-se relativamente às eleições anteriores (2012). É expectável que a aliança tácita entre aqueles dois principais partidos continue e assim formem governo com elementos dos seus partidos políticos.

Em terceiro mais votado está o partido do ex-presidente da República, Taur Matan Ruak, PLP, recém-formado com o propósito de derrubar a homogenia em curso da FRETILIN e do CNRT. Podemos dizer que a Taur muito pouco faltou para ter saído o grande derrotado. De qualquer modo é notória a pobreza do resultado obtido (10%).

Mas o grande derrotado foi o PD, que foi quase sempre governo em aliança com o CNRT. O PD nem chegará aos 10% segundo as previsões baseadas no fraco resultado obtido. Para isso cremos que contribuiu significativamente o eleitorado que lhe fugiu para o PLP de Taur e para o CNRT de Xanana, para além de franjas de eleitores para os pequenos partidos. Talvez também o KUNTO tenha beneficiado das perdas do PD, assim como beneficiou da derrota da Frente Mudança. Essas são contas de outro rosário que futuramente poderemos analisar com maior exatidão.

A confirmarem-se os números provisórios, nesta eleições aconteceram duas surpresas. O partido KUNTO, até agora sempre fora de eleger deputados, consegue obter a 5ª posição mais votada, com cerca de 6%. Isso em detrimento do partido (Frente-Mudança) de José Luís Guterres - um dissidente da FRETILIN - que ocupava sempre um lugar no parlamento em aliança estratégica que fizera com Xanana Gusmão nos tempos em que era objetivo de Xanana enfraquecer a FRETILIN, o que foi conseguindo por via do golpe de estado em 2005/2006. Quanto ao Frente Mudança, de Guterres, não acontecerá legibilidade por ser necessário atingir pelo menos 4% dos votos - antes eram só necessários 3% - e os resultados conseguidos por aquele partido estão longe disso.

Seguidamente, numa prosa elaborada pelo jornalista-residente da Lusa, António Sampaio, apresentamos o que até hoje foi apurado dos resultados eleitorais até à última divulgação (Timor-Leste dista mais 8 horas no fuso horário). Isso e mais algumas considerações úteis ao conhecimento proporcionado pelo referido jornalista - que até sabe tétum na ponta da língua, da caneta e do teclado. Efeitos da água de côco que tem bebido - alegação a propósito de quem por lá começa a ficar também timorense para além da sua nacionalidade de origem. Salvé!

MM | PG

sábado, 22 de julho de 2017

PORTUGAL SALGADO COM AMARGUINHAS, UMAS QUANTAS AVULSO




Mário Motta, Lisboa

Henrique Neto abandona PS descontente com António Costa”, é título no Jornal de Notícias. Neto pode agora aderir ao PSD e emparelhar com André Ventura. O avanço da idade às vezes tem destas, a memória fiel vai-se e há os que esquecem que os problemas e as discordâncias resolvem-se dentro de casa. Longa vida a Neto. De Ventura nada a dizer, o forte tique de exclusão-xenófobo-racista que adota fala por ele, para além de que o deviam entregar aos ciganos, já agora que levasse Passos Coelho, e que todos à volta da fogueira falassem de paz, democracia, justiça e liberdade. Contra o racismo e a xenofobia. Podia acontecer que os não ciganos aprendessem alguma coisa. Ou que os atirassem para a fogueira... das palavras.

Não há iates, nunca houve. E não há castelos na Escócia”, disse Ricardo Salgado.  Não haverá. Mas há muitas outras coisas... Uma entrevista que é uma pérola de limpeza a seco de um traste que pôs imensos portugueses na tesura económico-financeira. E a comunicação social portuguesa, neoliberalista e oportunista, domesticada, é a Lavandaria Portugal. Saberá Passos quantos se suicidaram por causa da “crise”? Se sabe nunca disse. Mas inventou suicídios no caso de Pedrógão Grande. Estão bem um para o outro, Passos e Salgado. Apesar de “Ricardo Salgado ataca Pedro Passos Coelho”, como podem ler. Decerto que arrufos de mentor e aluno. Ao que se sabe Salgado até é um inspirador para Pedro Passos Coelho, e talvez ainda lhe sobrem umas migalhas para Pedro. Ai, ai, sempre de mão servil estendida. Aos que lhe convém e mostram tetas para mamar.

Ricardo Salgado responsabiliza Banco de Portugal pelo fim do BES – é uma opinião na RTP. Pois. Da RTP? Pois.

Ainda ele: Que "Qualquer outro Governo teria evitado a resolução do BES", diz Salgado. Pois claro que sim. Cavaco Silva, por exemplo teria evitado. Faria alguma vez essa de “queimar” o banco de um amigalhaço que “doava” à grande para as campanhas eleitorais de Cavaco? Nunca. Um PIDE nunca se nega a ajudar gentes do dinheiro. Os portugueses que se lixassem ainda mais, se necessário.

Estão todos bem uns para os outros. Uns melros. A serem lavados na Lavandaria Portugal (TVs, rádios, jornais, etc,) perante a opinião pública. Coitadinhos. Uns vítimas. Assim fizeram com Salazar e com os fascistas que nos tramaram por mais de quatro décadas, assim fazem com Cavaco, um ex-presidente da PIDE. Assim servem lavagens ao cérebro e amnésias a eito. Pois.

Vítimas de Pedrógão Grande são mais que as enunciadas é notícia de hoje. É provável. Dependendo dos critérios. Uma senhora faleceu por atropelamento, é o que dizem.  A fugir do fogo? Porque estava muito fumo na estrada e o condutor não a viu, atropelando-a mortalmente? É preciso saber, evidentemente. Mas isso não lhe devolverá a vida perdida. Infelizmente.

Claro que PSD e CDS continuam a cavalgar as chamas daquele incêndio tenebroso e fatídico. Dá-lhes um jeitão "voarem sobre um ninho" de cadáveres. Tal qual abutres.

Mas também é facto que o governo está a pôr-se a jeito e não transforma em transparência absoluta o assunto e as consequências da tragédia. Tudo sobre a tragédia.

Até parece que Costa já está farto e cansado de governar e quer dar à oposição razões para o tramarem, para desgastarem o governo e irmos para eleições antecipadas daqui por uns tempos. É isso que Cristas e Passos esperam. Sendo assim estamos lixados e os cadáveres políticos - da senhora e do sicário que foi PM por quatro abomináveis anos semeando fome e miséria – podem estar em vias de ressuscitarem. Talvez lá para a Páscoa que vem.

Por agora fiquemos por aqui. Amanhã haverá mais. Talvez.

Portugal | HÁ EMPRESAS E EMPRESAS



Para o Primeiro-Ministro, as privatizações da PT e da CIMPOR, efectuadas com o governo anterior do PSD/CDS, foram desastrosas para o nosso país.

José Alberto Lourenço | AbrilAbril | opinião

Passos Coelho, mostrou-se indignadíssimo com as afirmações proferidas por António Costa no debate do Estado da Nação, do passado dia 12 de Julho, dizendo que nunca antes se tinha visto um Primeiro-Ministro atirar-se assim publicamente contra uma empresa.

Nesse debate, António Costa em resposta às preocupações manifestadas pelo Secretário-Geral do PCP com a situação que se vive na PT, empresa com milhares de trabalhadores ameaçados de despedimento pelo seu actual dono, a Altice, criticou o comportamento da empresa no decorrer dos incêndios de Pedrógão Grande, referindo que foi o operador que mais tempo teve as ligações telefónicas interrompidas.

Solidarizou-se com os seus trabalhadores, que têm uma greve marcada para o próximo dia 21, e deixou clara a sua desconfiança em relação à empresa, afirmando que, por tudo isto, este não é o seu operador de telecomunicações e acabou mesmo por afirmar a sua preocupação em relação ao futuro da empresa.


Para o Primeiro-Ministro, as privatizações da PT e da CIMPOR, efectuadas com o governo anterior do PSD/CDS, foram desastrosas para o nosso país.

CNE: Votação em Timor-Leste decorreu sem incidentes graves, com boa participação



O presidente da Comissão Nacional de Eleições timorense disse que as eleições legislativas de hoje em Timor-Leste decorreram com normalidade, sem incidentes graves, com uma boa participação dos eleitores e a presença "ativa" de fiscais partidários e observadores.

"Em termos gerais, a situação esteve controlada, tudo correu bem, com bom atendimento por parte das autoridades eleitorais", disse Alcino Baris aos jornalistas no centro de imprensa da CNE em Díli.

"Temos uma boa participação, ativa, com a presença de muitos fiscais dos partidos políticos, com observação rigorosa da CNE e com a presença de observadores internacionais e nacionais", explicou.

Segundo explicou, houve apenas situações menores durante o dia, como o atraso ligeiro na votação em dois locais de voto porque acabaram os boletins e tiveram que ser levados mais para o local, sob escolta policial.

Baris falou aos jornalistas quando já está a decorrer a contagem, um processo que só deverá estar concluído oficialmente nos próximos dias.

Lusa | SAPO TL


TIMOR-LESTE | ELEIÇÕES | Urnas fecham e começa o prolongado processo de contagem



António Sampaio (Texto e vídeo), Nuno Veiga (Fotos), da Agência Lusa

Díli, 22 jul (Lusa) - Oficiais eleitorais, sob olhar constante de fiscais partidários e observadores, iniciaram o demorado processo de contagem de votos das eleições legislativas de hoje em Timor-Leste, que deverá tardar vários dias a estar concluído.

Dificuldades tecnológicas, acessos complicados em algumas zonas do país e o próprio sistema - que obriga a vários níveis de verificação de votos antes da certificação nacional e finalmente pelo Tribunal de Recurso - implicam que vai demorar até que haja resultados.

Numa das salas de aulas da Escola 30 de Agosto, próximo da rotunda Nicolau Lobato, de acesso ao aeroporto de Díli, por exemplo, a contagem propriamente dita só começou 80 minutos depois do fecho das urnas.

E para isso foi preciso mudar mobília, colar folhas brancas no quadro e espalhar papeis com o nome de 21 partidos, mais nulos, brancos e rejeitados em mesas de escola onde são visíveis marcas deixadas pelos alunos.

"Azinha love Cristiana", lê-se numa das doze mesas encostadas umas às outras e 'unidas' com fita cola castanha e sobre as quais estão as seis urnas deste centro de votação, o número 384.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Timor-Leste | Eleições | Da euforia da campanha à calma da reflexão, sem cartazes



António Sampaio

Timor-Leste está em período de reflexão para as legislativas de sábado e o melhor símbolo disso, depois da euforia e da festa da campanha, é o vazio dos 'outdoors' gigantes de onde desapareceram os cartazes dos partidos.

Como que por magia desapareceram bandeiras, cartazes e faixas penduradas em casas, edifícios, postes elétricos e em 'outdoors' gigantes em vários pontos da cidade.

Até os autocolantes que foram colocados em paredes ou em postes parecem ter desaparecido numa operação que foi concluída durante a noite de quarta-feira e madrugada de hoje.

Depois de nos últimos dois dias a cidade ter sido dominada por caravanas dos dois maiores partidos do país, o Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT) e a Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), hoje Díli recuperou a normalidade urbana.

Visíveis são já os sinais do que será o arranque da grande mobilidade para o voto. Estima-se que cerca de metade dos eleitores timorenses se desloquem para votar no sábado, alguns para zonas ou locais mais remotos.

Portugal | DA NOITE PARA O DIA



Manuel Carvalho da Silva | Jornal de Notícias | opinião

No início de 2016, podíamos ter esperança, mas não sabíamos se Portugal iria resistir ao autêntico assédio da União Europeia e de outros credores contra a nova maioria parlamentar e respetiva solução governativa e, por arrasto, contra o país. As interrogações dos portugueses perante uma solução nova e inovadora e, acima de tudo, as cargas de desconfiança que a Direita e Cavaco Silva colocavam na "geringonça" traziam para a sociedade uma perspetiva de possível falhanço.

Quando se observam as pontuais mas significativas melhorias das condições de vida de milhões de portugueses, as alterações nos indicadores económicos ou nos níveis de confiança em vários campos, só podemos concluir que, desde o outono de 2015 até à passada quarta-feira, dia em que a Assembleia da República (AR) discutiu o Estado da Nação, a mudança é quase da noite para o dia, mesmo que esse dia não seja, e não é, de céu limpo. Não há razões para pessimismo perante nuvens provocadas por problemas conjunturais, mas de forma alguma nos podemos deslumbrar. É caso para dizer que, por detrás do desafogo que permite respirar melhor, há mesmo diabos à espera de oportunidade.

O desemprego apesar de vir diminuindo mantém-se elevado, continuando a impelir os jovens para a emigração e a impedir regressos. A dívida mantém-se muito alta, constituindo um grave problema estrutural que, de forma alguma, pode ser escamoteado. Os salários continuam muito baixos para a maioria dos portugueses e as precariedades acentuam-se. Existem claros indícios de dinâmicas especulativas no setor imobiliário, pelo menos nas grandes cidades, que dificultam a vida a quem procura habitação e podem degenerar em "bolhas", diferentes das anteriores nas causas mas semelhantes nas consequências.

Nuvens | ADN DOS MILITARES DE HITLER NA FRANÇA OCUPADA ESTÃO NOS "CÉUS" DA ALTICE?


Valdemar Cruz serviu hoje o Expresso Curto. Aborda muitos temas. Ele nunca se fez rogado. Avante. De tanto que serve selecionamos a PT, MEO… Por outras palavras: os esclavagistas e negreiros da Altice. Este foi um negócio de Passos Coelho e aqui está à vista – excepto o que ainda está escondido – o negócio que fez. Provavelmente quando deixar a política mais ativa tem por ali cargo assegurado. Nunca se sabe. Negócios são negócios. A seu tempo veremos se o palpite é certo ou errado. Passo ou outro da mesma espécie. Eles são tantos!

Pois esses tais negreiros e esclavagistas a que chamam CEO já estão a somar quase 2 mil despedimentos, e querem isto e aquilo. Até já foi declarado por um destes mastodontes do capitalismo selvagem que o ideal era não ter de pagar ordenados aos empregados… Com a tal mentalidade fascistóide vê-se mesmo que é parceiro de Passos, de Cavaco e de mais uns quantos que por aí abundam e nos tramam. O que o tal CEO quer é que trabalhem de borla. Empresa franco-israelita… Há gente mesmo feia, porca, má… e judia. Quanto aos francos, o chauvinismo prevalece e o ADN ali deixado pelos homens de Hitler, no truca-truca às francesas, é, provavelmente, responsável pela herança nazi de algum destes CEO. Pois. E os céus não querem esperar. De uma assentada vão despedir 2 mil empregados, pelo menos. É o que já estimam os mais pessimistas. E é provável, se o governo, os trabalhadores, os sindicatos, alguém, não lhes souber pôr um travão e lhes der um grande pontapé nos traseiros.

Leia mais em produto eleborado por Valdemar Cruz e ainda uma peça que está a seguir ao Curto, da lavra de Anabela Campos, também do Expresso. Eis o título: “O posto de trabalho é MEO”: modelo da Altice e trabalhadores transferidos motiva greve histórica

Se continuar a ler vai ficar esclarecido, por agora.

MM | PG

“O posto de trabalho é MEO”: modelo da Altice e trabalhadores transferidos motiva greve histórica



Desde 2006 que os trabalhadores da PT não se mobilizam para uma greve geral contra as condições de trabalho - voltam a fazê-lo esta sexta-feira. Temem despedimento em massa, querem regresso dos trabalhadores à MEO e dizem que há um ambiente intimidatório. BE fala em “faroeste laboral” por parte da Altice. PCP defende a recuperação do controlo público da PT

Os trabalhadores da PT, empresa controlada pela franco-israelita Altice, vão estar esta sexta-feira na rua a protestar contra as novas condições de trabalho e a transmissibilidade de trabalhadores da PT para empresas externas à operadora, uma estratégia de gestão iniciada recentemente. Os trabalhadores temem que este seja o princípio de um processo que poderá levar a um elevado número de despedimentos. O Expresso noticiou, recorde-se, que a Altice chegou a contactar o Governo no sentido de perceber qual a recetividade para avançar com um processo de rescisão bem acima das quotas atuais. Em causa estaria a saída de cerca de três mil trabalhadores.

“Há uma grande motivação para participar na greve geral com o objetivo de contestar o atual modelo de gestão. Apesar do ambiente intimidatório na empresa, acreditamos que irá pesar mais a vontade de fazer greve e lutar por um futuro melhor do que o ambiente persecutório sentido pelos trabalhadores”, diz Francisco Gonçalves, membro da direção da comissão de trabalhadores da PT. “Esta utilização da lei leva à precarização dos trabalhadores e gera preocupação. Até agora foram transferidas, através da figura da transmissibilidade, 155 trabalhadores para outras empresas, e não acreditamos que fique por aqui. Por isso, não descansaremos enquanto estes trabalhadores não regressarem à MEO.”

EUA, ESTADO DAS GUERRAS



Nicolas J. S. Davies [*]

Cada país destruído ou desestabilizado pela ação militar dos EUA é agora terreno fértil para o terrorismo.

Este é o estado de guerra nos Estados Unidos em julho de 2017.

A campanha de bombardeamentos dos EUA no Iraque e na Síria tornou-se a mais severa desde os bombardeamentos do Vietname, Camboja e Laos nos anos 1960-70, com 84 mil bombas e mísseis lançados entre 2014 e no final de maio de 2017. Quase o triplo das 29.200 bombas e mísseis lançados no Iraque na campanha "Choque e Pavor" ("Shock and Awe") de 2003.

A administração Obama procedeu à escalada de bombardeamentos em outubro passado, quando se iniciou o assalto americano-iraquiano a Mossul, sendo lançadas 12 290 bombas e mísseis entre outubro e o final de Janeiro quando Presidente Obama deixou o cargo. A administração de Trump agravou ainda mais a campanha, lançando 14 965 bombas e mísseis desde o primeiro dia de fevereiro. Maio pode vir a ser o mês de mais intensos bombardeamentos, com 4 374 bombas e mísseis lançados.

O grupo de monitorização Airwars.org, baseado no Reino Unido, elaborou relatórios em que entre 12 mil e 18 mil civis foram mortos durante quase três anos de bombardeamento norte-americano no Iraque e na Síria. Estes relatórios só podem ser a ponta do iceberg, o verdadeiro número de civis mortos pode muito bem ultrapassar os 100 mil, com base na relação típica entre mortes relatadas e mortes reais em anteriores zonas de guerra.

PÓS-CAPITALISMO: A DIMENSÃO SENSÍVEL



Qualquer projeto político precisa propor, também, outros modos de sentir e desejar. Como superar a competição perpétua, acumulação obsessiva e banalização dos afetos que caracterizam o neoliberalismo?

Amador Fernández-Savater | Outras Palavras | Tradução: Inês Castilho | Imagem:Henri Cartier-Bresson

Nos anos 70, o cineasta italiano Pier Paolo Pasolini propôs pensar o conflito político como uma disputa fundamentalmente antropológica: entre diferentes modos de ser, sensibilidades, ideias de felicidade. Uma força política não é nada (não tem nenhuma força) se não se enraiza em um “mundo” que rivalize com o dominante em termos de formas de vida desejáveis.

Enquanto os “homens políticos” de seu tempo (dirigentes de partido, militantes de vanguarda, teóricos críticos) miravam o poder estatal como o lugar privilegiado para a transformação social (toma-se o poder e muda-se a sociedade a partir de cima), Pasolini advertia – com sensibilidade poética, isto é, sismográfica – que o capitalismo estava avançando mediante um processo de “homologação cultural” que arruinava os “outros mundos” (campesinos, proletários, subproletários), contagiando os valores e modelos de consumo “horizontalmente”: através da moda, da publicidade, da informação, da televisão, da cultura de massas etc. O novo poder não emana, irradia ou desce de um lugar central, antes se propaga “indiretamente, na vivência, no existencial, no concreto”, dizia Pasolini.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

O PIDE CAVACO AINDA HOJE FAZ ALMAS FICAREM PARVAS! UM PIDE CONDECORADO?



Saiu do ADN de Marcelo, presidente de Portugal, e ainda hão-se sair mais atitudes e decisões coladinhas à direita fascista. Que foi o que tivemos por 50 anos em Portuigal. Leiam com atenção: “O Presidente da República destacou hoje a presença de três chefes de Estado portugueses na entrega do Prémio Internacional Calouste Gulbenkian "Direitos Humanos", que disse "representarem a continuidade do Estado" no apoio a esta causa.” Cavaco ligado à causa dos Direitos Humanos? Onde? Como? Quando? Um PIDE não tem nada que ver com essa causa!

Nunca!

Fica a notícia. Escarrapachada, para vergonha de Marcelo - se a tivesse - e atá dos que ombrearam Cavaco, o PIDE, sem recusa, sem rebuço, sem valorizarem a democracia, a liberdade, a justiça, preferindo aceitar ladear um filho do chiqueiro fascista de Salazar, integrante da PIDE criminosa.

Nunca um PIDE, da polícia política de Salazar, pensaria ser condecorado por tão nobre causa. Mas Cavaco foi. Mas Cavaco é. Mas Cavaco, agente da PIDE, é sistemática e inutilmente "lavado", até morrer – independente de ela estar extinta no papel. E, em Portugal há os que não têm vergonha em eleger e promover um sabujo e pidesco contribuinte dos tornicionários da nefasta polícia política. Nem sequer um PR (Marcelo) antes em estado de graça para alguns, que mostra descaradamente os seus tiques, quer queiramos ou não. Confiança em tal sujeito? Tanta como em Cavaco. Nenhuma? Só de vez em quando e com muito cuidado.

Cavaco ainda hoje, apesar de cadáver, igual a Passos e aos do seu burgo anti-Pátria Democrática e justa, vê-se ser condecorado por Direitos Humanos… Nada fez em prol dos ditos. Antes pelo contrário.

Dito e feito está este breve comentário. Chafurdar em Cavaco represente odores pestilentos... e isso nunca mais queremos respirar. Nem ser vítimas. Continuem a ler e mais saberão.

MM / PG

POLÍTICOS DE PORTUGAL E DOS ARREDORES



Valioso, é como definimos este Expresso Curto de Miguel Cadete. Ele atira-se aos impostos e refere o tal aumento brutal de impostos do Gaspar para fazer notar a transformação da “perspetiva dos contribuintes” e o “grau de exigência” que têm em relação ao Estado. Que não há estatísticas e tal… Pois, como diz o MM.

Vai dizer-se aqui: É tudo muito bonitinho mas é facto que os portugueses continuam com a habitual sensação de que estão a ser roubados por bandos de salafrários instalados na política e suas ilhargas, por banqueiros perversos e empresários do mesmo jaez… O Zé Povinho o que pensa é que as moscas mudaram (alguma coisa) mas que a trampa é a mesma. Pois é, “mister” Cadete, talvez isto não se aprenda nas universidades, mas é simples se frequentarem a “escola prática do povo”, dos que constroem e produzem, que se estafam para receber coices e salários de miséria. Ah, mas os Cadetes deste país e deste mundo disso nada sabem. Nem querem saber. Botam palavras e lá vai disto. E a culpa não é dos Cadetes, nem dos Passos, nem dos Cavacos, nem de outros doutos. A culpa vai inteirinha para os povos que permitem este estado de parasitismo de fazer cabeças. De impingir marasmo, alheamento, consentimento, acomodação, paz podre. Isso até se aprende nos folhetins do Mau-Mau sobre ação-psicologica de cordel dos anos passados a estudarem como deviam controlar os trouxas para os roubarem, para lhes roubarem a dignidade, direitos, liberdades e garantias. Deixamos que nos ponham de cu ao léu e nos besuntem com óleo de linhaça (mais barato) em vez de vaselina… E depois dói. Ora vejam lá como Passos/Portas/Cavaco nos rebentou violentamente. Doeu e ainda dói. Há até os que ainda nem se conseguem sentar numa cadeira de lá de casa… Porque não têm cadeira, não têm casa. Nada. Perderam tudo. Foi tudo roubado para alimentar os banqueiros, os bancos, os ladrões do costume. Está a ser uma grande negociata. O Costa só está a meter água na fervura e isso até interessa aos Passos e quejandos, não vá o Zé Povinho inspirar a mostarda pelo nariz e linchá-los. Credo. Nem tanto ao mar… nem tanto à terra que os há-de comer depois de tantas práticas comprovadas no banditismo político e económico, entre outras práticas coletivamente nocivas…

Basta por agora. A conversa vai sempre dar ao mesmo. Sobre Portugal e os Arredores. Já causa náuseas. Leiam o senhor Cadete, sobre esses tais políticos e sobre o resto… Vale a pena e a alma é grande.

Bom dia, se conseguirem esmiuçar um dia bom.

CT | PG

TIMOR-LESTE VIVEU A CAMPANHA ELEITORAL MAIS TRANQUILA DE SEMPRE - autoridades



Díli, 19 jul (Lusa) - A campanha para as eleições legislativas de sábado em Timor-Leste foi a mais tranquila de sempre na história do país, sem incidentes ou irregularidades graves, segundo as autoridades policiais e eleitorais ouvidas pela Lusa.

"Correu tudo muito bem. Durante toda a campanha quase não se registaram incidentes", disse à Lusa Julio Hornay, comandante da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL).

"Esta foi a campanha mas pacífica, mais tranquila de sempre", garantiu.

A campanha para o voto de sábado, que termina hoje, começou a 20 de junho com as 21 forças políticas concorrentes ao sufrágio a realizarem ações quase diariamente um pouco por todo o país.

Mesmo em situações em que caravanas partidárias se cruzaram não se registaram problemas.

Hornay explicou que apenas houve relatos de um incidente ligeiro "que ficou resolvido em cinco minutos, em Viqueque" e de "um grupo de jovens apoiantes de um partido que andavam em Baucau à noite a fazer barulho com as motas".

O responsável policial explicou que, apesar disso, o dispositivo de segurança vai continuar destacado no terreno, "durante todo o período de votação, de contagem e depois até á publicação dos resultados" finais pelo Tribunal de Recurso, o que deve ocorrer apenas no início de agosto.

Concretização dos sonhos populares com P-CNRT



Roger Rafael Soares * | opinião

Durante o período de campanha eleitoral, a opinião publica procurou trazer ao púbico os assuntos ligados à preocupação popular, tal como: corrupção, no qual através desta tenta apontar o dedo aos governantes, acusando-os da postura passiva em não dar respostas concretas a estas mesmas preocupações. Quanto a isso, temos que admitir que os discursos apresentados, não passam de manobra e estratégia politica que tem por objetivo único, atacar e atingir àqueles que, ao longo deste tempo se esforçou com toda a energia para trazer à tona soluções concretas.  É bom relembrar à aqueles que por acaso não têm a memoria que, ao longo deste tempo, o partido CNRT no governo já tem feito vários esforços através da criação de vários projetos de lei e propostas de resoluções em relação a esta matéria. Deste modo o partido CNRT precisa relembrar à opinião publica que o CNRT tem procurado combater a corrupção, tendo para o efeito proporcionado e criado mecanismos e instrumentos de combate à corrupção. É preciso relembrar à opinião publica da criação da Comissão Anticorrupção em 2009. Comissão essa que pretende dotar o Estado de polícia criminal especializada, independente, que na sua atuação se conduza apenas por critérios de legalidade e objetividade, em articulação com as autoridades competentes, como é indispensável para a sua credibilidade enquanto mecanismo de combate à corrupção.

É preciso relembrar à opinião publica da criação do um portal de transparência, “Portal de Transparência de Timor-Leste”, que permite acompanhar a execução do orçamento do estado. E da implementação do sistema free balance a fim de monitorizar Todas as despesas do Estado diariamente. É preciso relembrar à opinião publica que o Fundo Soberano de Timor é um dos Fundos Soberanos de Riqueza com melhor desempenho do mundo. E estes factos servem de resposta a todos aqueles que alegam que o CNRT interfere no processo de transparência e gestão dos dinheiros e contas públicas. É preciso relembrar à opinião publica, que de facto têm demonstrado ter uma memória muito curta, que o CNRT tem lutado pela defesa do bem comum, do interesse nacional, e, portanto, o CNRT tem tratado dos assuntos, dos problemas e desafios numa ótica de interesse nacional. Precisamos dizer ao povo que o CNRT nesta campanha e durante debate politico entre partidos tem abordado todos os assuntos numa ótica de interesse nacional e não numa ótica de interesse eleitoral.

Aquilo que o CNRT quer para estas eleições é que o povo continue do nosso lado, para juntos podermos continuar a desenvolver o país, continuar a dar benefícios ao povo. Para que os mais frágeis, os idosos, mães, crianças, veteranos, continuem a receber as suas pensões. Para que continuemos a garantir a estabilidade e a segurança, para que se continue a fortificar ainda mais o nosso Estado social na saúde e na educação, etc. Na continuação a consolidar a todo o território a infraestrutura básicas, como: estradas, aoto-estradas, pontes, portos e aeroportos, na continuação de promoção do sector privado através de criação de sistema bancário que vise financiar o nosso sector privado. Na continuação afirmar a nossa identidade perante região e o mundo, tais como adesão a ASEAN e outras organizações internacionais. Na continuação da defesa e na luta pela nossa soberania marítima, terrestre e aéreo.

Mas também temos a consciência de que há muito para se fazer, e é nessa base que o CNRT agirá e atuará perante os problemas e os desafios, pois nós não viramos a cara às necessidades, problemas e às questões de interesse nacional. O CNRT existe para servir a Nação e o Povo. O projeto político do CNRT é um projeto a pensar no futuro, a pensar na melhoria das condições do povo, na melhoria das infraestruturas, no desenvolvimento do país.

Rojer Rafael T. Soares
Ailili, Manatuto.

Também publicado em TIMOR AGORA em parceria com Página Global

Sociedade civil timorense denuncia esboço de nova política de planeamento familiar



Díli, 19 jul (Lusa) - Jovens e dirigentes da sociedade civil timorense manifestaram hoje preocupação com o esboço da nova política de planeamento familiar de Timor-Leste que, entre outros aspetos polémicos, sugere que esses métodos sejam disponibilizados apenas para casais.

A avançar no conteúdo atual, refere uma petição e uma carta aberta dirigida ao primeiro-ministro, Rui Maria de Araújo, a política terá "um impacto negativo e afetaria os direitos de todos, especialmente jovens, pessoas não casadas e mulheres nas zonas rurais".

O rascunho determina, por exemplo, que as mulheres só podem ter acesso aos métodos de contraceção ou de planeamento familiar se forem a uma clínica com os maridos.

Segundo os apoiantes da carta aberta, este tipo de medidas são introduzidas no texto devido à influência no debate de vários dirigentes religiosos.

Nas redes sociais circularam, por exemplo, imagens do debate público deste tema em que na mesa estavam apenas dois religiosos, um católico e um protestante. O debate, sobre o qual a imprensa não foi informada, passou despercebido ao ser realizado quando todo o país está em campanha eleitoral.