sexta-feira, 1 de julho de 2016

Mobilidade académica do ensino superior timorense na CPLP: Por onde começar?





No âmbito do XXVI Encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa que começou ontem em Díli, vários dirigentes políticos e académicos do País têm-se referido à mobilidade académica do ensino superior no quadro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) com grande optimismo, a meu ver muito exagerado, transmitindo a ideia de que há imensa vontade política assumida, e passando a mensagem de que as Instituições de Ensino Superior timorenses têm planos de desenvolvimento estratégicos capazes de responder com essa aparente facilidade aos desafios que estão a ser propostos com a apregoada e desejada mobilidade académica no espaço da CPLP.

O processo de mudança socioeconómico, cultural e ao nível da tecnologia, com o andar dos anos, em todo o mundo, desenvolveu novas necessidades formativas para todos os cidadãos que pretendem viver numa sociedade do conhecimento, mais justa e solidária, em contexto de globalização.

Nesta linha de raciocínio, parece de toda a conveniência analisar-se o processo de internacionalização da educação superior em Timor-Leste evidenciando-se as vantagens da cooperação internacional como mecanismo fundamental para o avanço da ciência e da tecnologia, destacando-se o papel das instituições internacionais em todo o processo, logo, não com o optimismo proclamado, entendo que a mobilidade académica, nomeadamente, a estudantil, é uma das formas de materialização da internacionalização da educação superior.

Esta tese de que não devemos esperar sucessos imediatos resulta da problematização em torno desta questão (mobilidade académica) no contexto nacional, porquanto, basta pensarmos que as nossas Instituições de Ensino Superior (IES), na sua maioria, não devem ter um Plano de Desenvolvimento Institucional que inclua um diagnóstico de mobilidade académica, nem um plano estratégico de mobilidade académica. Por outras palavras, Porquê a mobilidade académica? Para quê? Como fazer? Quem são os protagonistas? São perguntas simples que requerem respostas complexas.

As IES deviam ser elas a tomar a iniciativa de conceber a mobilidade académica como parte integrante das suas missões institucionais e deviam ter estruturas para promover e organizar, fazendo levantamentos de mobilidade e de dificuldades, com a identificação de fontes de financiamento. 

Quando tudo parte de cima, algo não está bem, suscita a ideia de que pode haver interesses hegemónicos, inconfessos, de cima para baixo, em que a internacionalização da educação, ao invés de salientar a vertente de justiça e equidade, promove a mercadorização da educação, nomeadamente porque não haverá uma reciprocidade nas trocas.

Por outro lado, a mobilidade académica no espaço da CPLP, mesmo que por hipótese académica seja apenas para estudantes timorenses de graduação se deslocarem por períodos de dois semestres, para estágios no exterior ou para outros programas de formação que não impliquem a concessão de grau académico por parte da universidade acolhedora, exigirão ao estudante timorense conhecimentos razoáveis de língua portuguesa. Este é um outro problema (muito) sério para resolver, a adicionar a tantos outros relacionados com a nossa incapacidade de proceder a inovações e mudanças no currículo universitário, e por termos (ainda) uma visão muito redutora do ensino superior, e resistência à mudança.

A maior parte dos professores que temos no País não dominam a língua portuguesa porque foram formados no período da ocupação indonésia, principalmente nos anos 80, altura em que a Indonésia teve uma política mais agressiva no processo de aniquilamento do português, e da imposição da língua utilizada pelo país invasor.  

A verdade é que os nossos docentes, mesmo na Universidade Nacional de Timor Loro´sae (UNTL) e na Universidade de Díli (UNDIL), muitos deles, leccionam em tétum e em língua indonésia, e não há cumprimento cabal das orientações superiores, por razões de ordem objectiva e subjectiva.

A mobilidade académica não envolve apenas a deslocação física, inclui outras dimensões e significados. A Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP), o Fórum da Gestão do Ensino Superior nos Países e Regiões de Língua Portuguesa (FORGES) e outras organizações da CPLP, sem dúvida, poderão ser uma mais-valia. 

Contudo, o nosso governo terá que ter a capacidade de compreender o processo de mobilidade académica do ensino superior na sua plenitude, em relação à avaliação, qualidade e pertinência da mobilidade académica, e as nossas instituições de ensino superior terão que voluntariamente proceder à elaboração de diagnósticos, e à definição de objectivos e planos de acção para a concretização do processo de mobilidade no quadro do plano de desenvolvimento institucional.

*Secretário-Geral do Partido Socialista de Timor (PST)

LIVREIRO DE HONG KONG DESISTE DE LIDERAR MARCHA POR MOTIVOS DE SEGURANÇA



Hong Kong, China, 01 jul (Lusa) -- O livreiro de Hong Kong Lam Wing-kee, que esteve detido durante meses na China, desistiu de liderar hoje a marcha do aniversário da transição de soberania para a China por sentir que enfrenta uma "grave ameaça".

A mensagem de Lam foi transmitida pela Frente Civil dos Direitos Humanos, organizadora da marcha, sem mais explicações, segundo o jornal South China Morning Post.

Lam regressou recentemente a Hong Kong após mais de oito meses detido na China. Dos cinco livreiros de Hong Kong desaparecidos que reapareceram meses depois sob tutela das autoridades chinesas, Lam foi o único a relatar ao público o que lhe aconteceu.

"Acredito que a ameaça grave é do [Governo] central", disse Jimmy Sham Tsz-kit, da Civil Human Rights Front, que lembrou que a marcha ganhou mais notoriedade desde que Lam anunciou que a iria liderar este ano.

"Porquê o súbito e elevado interesse? Acreditamos que o Governo central se importava verdadeiramente que Lam liderasse a marcha", afirmou, citado pelo jornal de Hong Kong.
Sham sublinhou que a segurança do livreiro é a grande prioridade e que a organização não perguntou por mais motivos para a sua mudança de opinião.

Durante o terceiro encontro de Lam com a polícia, na quinta-feira, foi revelado que as autoridades estavam a considerar oferecer-lhe proteção.

Lam, que era gerente da Causeway Bay Books, é um dos cinco residentes de Hong Kong ligados à livraria e à casa editora Mighty Current, que publicavam e vendiam livros críticos do regime comunista de Pequim e proibidos na China, que desapareceu. Quatro deles já voltaram a Hong Kong.

Ao regressar, Lam revelou que foi vendado e algemado depois de ser travado e detido na fronteira, foi levado para Ningbo, na província de Zhejiang, onde foi mantido num pequeno quarto e interrogado.

Segundo o livreiro, a sua libertação no mês passado só aconteceu porque os interrogadores queriam que trouxesse o disco rígido onde estava informação sobre os clientes da Causeway Bay Books.

A Frente Civil dos Direitos Humanos estima a participação de 100.000 pessoas na marcha deste ano, no dia em que passam 19 anos da transferência de soberania de Hong Kong do Reino Unido para a China.

Por outro lado, mais de 2.000 polícias estão destacados para a zona do Gabinete de Ligação do Governo Central da China em Hong Kong, onde três grupos vão promover um outro protesto, promovido pelo Hong Kong National Party, Hong Kong Indigenous e Youngspiration, grupos 'localists' que se distanciaram da tradicional marcha da Frente Civil dos Direitos Humanos.

Segundo a imprensa local, os três grupos não pediram autorização à polícia para o protesto.

O protesto é referido como 'black mask rally' [concentração de máscaras pretas], em alusão ao pedido dos organizadores para os participantes levarem máscaras e roupas pretas para dificultar a identificação pela polícia.

O movimento 'localism' cresceu após as manifestações pró-democracia em 2014 e o fracasso em conseguir concessões de Pequim sobre a reforma política.

Estes novos grupos 'localists' pedem uma maior autonomia em relação à China -- alguns falam mesmo em independência --, e defendem o recurso a táticas mais radicais para forçar a mudança.

ISG (FV) // MP

Timor-Leste melhora classificação em relatório norte-americano de tráfico humano



Díli, 01 jul (Lusa) - Os esforços do Governo timorense para combater e controlar o tráfico humano levaram Timor-Leste a melhorar a sua classificação no relatório anual do Departamento de Estado norte-americano sobre tráfico de pessoas.

O Departamento de Estado saúda os "esforços concertados de Timor-Leste combater o tráfico de pessoas" no último ano, notando que tem vindo a "construir as parcerias e redes necessárias para combater o tráfico humano, proteger as vítimas e julgar os autores".

Apesar das melhorias, o relatório de 2016 sublinha que Timor-Leste continua a ser "fonte e destino para homens, mulheres e crianças submetidas a trabalho forçado e tráfico sexual", com o país a ser fonte de mulheres e meninas enviadas para a Indonésia para trabalho doméstico.

"Ocasionalmente, jovens do sexo masculino de áreas rurais são atraídos para a capital com a promessa de melhores perspetivas de emprego ou de educação e são, em alguns casos, vítimas de tráfico sexual ou servidão doméstica", refere o relatório.

Há pelo menos um caso de um chefe de aldeia envolvido neste tipo de tráfico.

O relatório aponta o dedo a crime organizado da Indonésia e da China para tráfico sexual para Timor-Leste.

O Governo, nota o relatório, "não satisfaz plenamente os padrões mínimos para a eliminação do tráfico, no entanto, está a fazer esforços significativos para o conseguir", relatando casos de condenação de dois traficantes.

Neste âmbito, destaca a criação de um grupo de trabalho interministerial sobre o tráfico humano faltando procedimentos formais para a identificação das vítimas, o que deixa "algumas vítimas vulneráveis à punição por crimes cometidos como resultado direto do tráfico".

O Departamento de Estado considera que Timor-Leste deve "estabelecer, implementar e treinar os funcionários sobre os procedimentos formais para a identificação de vítimas entre as populações vulneráveis, como os indivíduos na prostituição e trabalho doméstico e os trabalhadores migrantes a bordo dos navios de pesca".

Por outo lado, considera que deve ainda financiar adequadamente as estruturas policiais de investigação de crimes de tráfico, ser proactivo na concretização de processos judiciais para condenar traficantes, incluindo "funcionários que com eles colaborem", e adotar procedimentos que protejam as vítimas.

ASP // MP

Na província moçambicana de Inhambane muitas crianças passam fome e abandonam as escolas



Mais de 45 mil alunos estão afetados pela fome e centenas já abandonaram o ensino escolar na província moçambicana de Inhambane. Muitas dessas crianças estão também a ser submetidas à exploração infantil.

As autoridades governamentais falam de 153 escolas em crise. Muitos dos alunos passam fome e algumas organizações não governamentais já reagiram, distribuindo papas como lanche escolar.

Os distritos mais atingidos são os de Panda, Funhalouro, Mabote e Govuro, onde a fome afeta mais de 45 mil alunos. Estas crianças necessitam urgentemente de apoio alimentar, segundo os observadores no terreno. Alguns alunos, nas regiões mais afetadas pelo flagelo, já abandonaram o ensino escolar.

Alterações no clima na base do problema

A crise deve-se sobretudo a fatores climáticos, nomeadamente à queda irregular de chuvas na última campanha agrícola, o que resultou numa fraca colheita e, consequentemente, numa deficiente produção de produtos básicos, como o amendoim, o milho e outros ceriais.

Josefina Come, Diretora Provincial da Educação e Desenvolvimento Humano, em Inhambane, não confirma os casos de abandono escolar apurados pela DW África, mas destaca que milhares de alunos estão a enfrentar sérios problemas alimentares. A Diretora Provincial confirma ainda que as autoridades provinciais e também várias organizações não governamentais já começaram a distribuir papas nutridas como lanche escolar:

“153 escolas de quatro distritos, que são os distritos de Govuro, Mabote, Funhalouro e Panda, estão abrangidas pelo nosso esforço, no sentido de distribuir lanches a essas mesmas escolas, com o apoio de parceiros", diz Josefina Come e adianta: "Não temos registo de casos de abandono escolar”.

Crianças trabalham nas cidades para sobreviver

Mas a crise alimentar que - segundo outros relatos - estaria de facto a provocar o abandono dos alunos em várias escolas. Esta situação também tem por consequência outros problemas, nomeadamente sociais. Muitas das crianças foram para a cidade capital da província de Inhambane e tornam-se vítimas de exploração infantil, sendo utilizadas, por exemplo, na descarga de camiões nos armazéns. Muitas crianças também se dedicam à venda de variadíssimos produtos nas ruas das cidades, atividade considerada como única forma de sobreviver às dificuldades económicas.

A DW África conversou com muitas crianças nos distritos afetados pela crise alimentar. Quase todas afirmaram que foram obrigadas pelos seus próprios pais a abandonar o ensino e procurar um meio de subsistência. Alexandre Macuacua é uma dessas crianças: ele diz que abandonou os estudos da quinta classe, passando a vender pipocas por conta de outras pessoas com mais posses. “O meu pai é que me disse para deixar a escola e começar a vender pipocas”, conta-nos Alexandre de 12 anos de idade.

A Plan Internacional, uma organização não governamental sedeada em Londres, na Inglaterra, tem fornecido papas nutridas às crianças. Só no distrito de Panda, a Plan Internacional gastou cerca de 78 mil dólares, em 4 meses, para a ajuda alimentar às crianças mais carenciadas, revela Paulo Dava, coordenador da ONG britânica: “Panda está a enfrentar a seca, a Plan está neste momento ajudar cerca de 1753 crianças nas escolas, incluindo os professores, em 11 escolas."

Luciano da Conceição (Inhambane) – Deutsche Welle

Angola. DESCONFIANÇA NA SONANGOL. TODOS OS ADVOGADOS DESPEDIDOS



A propósito da deliberação n.º 034/2016 do Conselho de Administração da SONANGOL, E.P.

Rui Verde*

A nomeação de Isabel dos Santos gerou ampla desconfiança em diversos meios políticos e nos mercados internacionais. O grande argumento para a nomeação foi a capacidade de gestão de Isabel dos Santos e a confiança que nela deposita o seu próprio pai. Ora, o que se sabe publicamente acerca do pensamento de gestão de Isabel dos Santos não vai além de umas fotografias, partilhadas no Instagram, de reuniões com pessoas de ar importante, em “mangas de camisa”, sabendo-se também que a princesa gosta de se rodear de consultores e advogados de empresas com nomes sonantes (que geralmente só servem para cobrar honorários exorbitantes…).

Começa, agora, no entanto, a desenhar-se uma ideia do que é a gestão de Isabel dos Santos na Sonangol, e há uma palavra que a descreve: desconfiança.

Isabel dos Santos desconfia dos antigos gestores, dos funcionários e dos advogados da Sonangol. Entrou para a empresa com uma postura hostil. Já tinham vindo a público umas descrições de pisos proibidos, salas com acesso restrito, afastamento entre a nova administração e os quadros pré-existentes, e, nesse sentido, a deliberação n.º 034/2016 do Conselho de Administração da Sonangol, E.P. é muito clara ao definir uma estratégia de desconfiança.

Vejamos. Por meio dessa deliberação de 28 de Junho de 2016, o Conselho de Administração da Sonangol foram tomadas as seguintes medidas:

- todos os mandatos forenses foram revogados imediatamente; consequentemente, foram dispensados todos os advogados que a empresa tivesse a acompanhar, a defender ou a atacar em tribunal;

- foram igualmente revogadas também todas as procurações e representações dadas a gestores, directores, funcionários, etc., para outorgar contratos, assinar escrituras, assinar cheques, fazer transferências e demais actos de gestão ou jurídicos; e assim se pôs fim a qualquer descentralização do poder;

- só não foram revogados os mandatos para o exercício do poder disciplinar; quer isto dizer que não foram extintos os poderes de outros para efectivar despedimentos.

Observamos, assim, que de uma penada foram extintas todas as autorizações concedidas pelo Conselho de Administração para que outrem pudesse praticar actos em seu nome, excepto aquelas que permitem a instauração de processos para despedimento.

Este género de medidas só acontece quando se toma posse de determinada organização e se desconfia de tudo e de todos, ou seja, quando há um takeover (tomada de poder) hostil. Pensa-se que a empresa está descontrolada, que os funcionários realizam contratos e transferências para o seu próprio bolso, e por isso tem de se colocar um “travão a fundo”. Cria-se uma mentalidade “nós” e “eles”. Por “nós” entende-se os bons que agora chegam e vêm colocar a casa em ordem. Por “eles” entende-se os que lá estavam e levaram a empresa à falência e roubaram. É apenas nestes contextos que este género de medidas se justifica, e parece ser esta a perspectiva que Isabel dos Santos leva para a Sonangol. Não deixa de ser irónico, pois vários indícios apontam para que o seu pai, ela própria e restante família sejam os grandes cleptocratas.

Falemos um pouco mais sobre os advogados. É normal que a Sonangol tenha uma litigância grande e vários processos em tribunal. Até é normal que alguns advogados sejam competentes e outros, incompetentes. Mas não é normal demiti-los todos de uma vez, sem avaliar cada uma das situações. Isto não é gestão, é “bulldozerismo”, é deitar tudo abaixo. Mas para quê? O general Higino fez o mesmo em Luanda. Lenine, no início da União Soviética, aconselhou e praticou o mesmo. Destruir o statu quo. Sejamos claros: garante manchetes de jornal, mas lembra aquela foto do presidente brasileiro Jânio Quadros, onde este aparecia com uma vassoura, significando que ia varrer tudo, e acabou ele próprio varrido…

É uma inconsciência deixar centenas ou milhares de processos sem advogado. Contudo, note-se que a isto poderá não ser indiferente o facto de um dos principais conselheiros de Isabel dos Santos ser o grande escritório de advogados portugueses Vieira de Almeida, que assim se poderá apoderar de uma litigância milionária. Este escritório em Portugal tornou-se famoso, entre outros, pelas buscas judiciais de que foi alvo no caso Freeport, ligado ao ex-primeiro-ministro José Sócrates, cujos alegados fundos, que lhe pertencem ou aos seus amigos, têm origem em Angola. O próprio Vieira de Almeida, ministro português em 1975, era grande amigo de Agostinho Neto, e esteve no governo de transição em Angola, fazendo parte do grupo marxista que trabalhava em conjunto com o MPLA. O mesmo surge associado a outro escândalo em Portugal e na Alemanha: o escândalo dos submarinos. Segundo o Ministério Público alemão, Vasco Vieira de Almeida é citado como tendo conhecimento das movimentações financeiras deste caso, que levou a condenações criminais na Alemanha, embora em Portugal tenha acabado abafado. Não tendo a empresa Vieira de Almeida sido condenada em nenhum processo, e presumindo-se sempre a sua inocência, apenas se deixa sublinhada a sua “velha “ligação a Angola e ao MPLA e a sua sempre presente ligação aos “negócios” mais duvidosos dos políticos portugueses, por vezes com ramificações angolanas.

Também ao nível da organização administrativa, exigir que todos os actos formais sejam executados pelo Conselho de Administração deve instalar o caos absoluto. Como é possível todos os papelinhos que precisem de uma assinatura terem de ir ao Conselho de Administração? É a paralisia total. Quem terá sido o génio da lâmpada a avançar com estas ideias?

Portanto, para já, em termos de gestão, a medida de Isabel dos Santos é extremamente negativa, paralisa a empresa, diminui a sua agilidade, e sobretudo cria um imenso mal-estar, baixando a auto-estima dos funcionários. Não vale a pena citar os gurus da gestão, porque toda a gente sabe que se um CEO (director-geral) começa por enfrentar e desmotivar internamente os recursos humanos da empresa, em vez de os motivar e estimular, está a abrir caminho para mais trágicas venturas.

Obviamente que esta deliberação pode ter uma interpretação meramente política, querendo assim dizer que Isabel dos Santos demite todos, para distribuir de novo as sinecuras como bem entender, obrigando a uma prestação de vassalagem renovada. Neste cenário, não estamos perante um acto de gestão, mas antes de concentração de poder absoluto.

*Maka Angola

COMBATES CONTINUAM EM CABINDA



Em comunicado, assinado por Zacarias Bras Soni, comandante da 4ª Região Militar, a FLEC/FAC faz o balanço dos últimos confrontos registados em Cabinda entre as suas forças e os militares angolanos.

Eis, na íntegra, o comunicado enviado à Redacção do Folha 8:

“Na noite de 25 a 26 de Junho de 2016, comandos das Forças Armadas Angolanas, provenientes da República Democrática do Congo, penetraram em Cabinda e atacaram posições da FLEC-FAC provocando uma vigorosa resposta das nossas forças.

Nestes confrontos 7 militares Forças Armadas Angolanas morreram e 3 foram gravemente feridos. A FLEC-FAC lamenta a morte de 2 combatentes.

Na segunda-feira 27 de Junho de 2016 um comando da FLEC-FAC identificou no norte de Cabinda um veículo das Forças Armadas Angolanas que transportava várias urnas. No mesmo dia o comando da FLEC-FAC identificou também helicópteros das Forças Armadas Angolanas em missões de patrulhamento ao longo da fronteira entre Cabinda e a República Democrática do Congo.

Registaram-se também combates entre as forças da FLEC-FAC e Forças Armadas Angolanas na Comuna de Miconje, onde já foi registado pelos nossos combatentes um recuo das forças inimigas.”

Folha 8

PROFESSORES MAL PAGOS VENDEM BOAS NOTAS AOS ALUNOS NA GUINÉ EQUATORIAL



Um professor de Filosofia foi despedido na Guiné-Equatorial por ter vendido boas notas aos alunos por alguns euros, disse hoje o ministro da Educação, sobre um caso que alerta para os baixos salários dos professores.

"O professor que pediu dinheiro aos alunos em troca de notas foi automaticamente despedido", declarou à televisão do estado o ministro da Educação, Jesus Engonga Ndong, relembrando dois outros casos de venda de notas no país.

"Quando o nosso professor de Filosofia veio fazer-nos a avaliação do fim de ano, fez-nos perguntas de uma matéria que não tínhamos dado. Alguns minutos depois, ele tirou-nos o exame e pediu-nos a cada um 2.000 FCFA (cerca de três euros) para termos a nota que queríamos", explicou à televisão do estado um aluno do liceu Bioko Norte, na capital de Malabo.

O escândalo da venda de notas é conhecido neste pequeno país rico em petróleo, do qual apenas alguns beneficiam, e onde os professores se queixam dos seus salários pequenos.

"É difícil terminar com a venda de notas uma vez que os professores não têm um salário correto: 150.000 FCFA (225 euros) não é nada comparado com o trabalho que nós fazemos", disse à agência francesa France Press Mba Ela, professora de história.

O Presidente Teodoro Obiang Nguema, que lidera o país com mão de ferro desde 1979, é o líder com mais tempo de serviço em África, e a sua família acumulou muita riqueza.

Apesar da exploração de petróleo e de gás terem levado a um Produto Interno Bruto 'per capita' de 29.000 dólares em 2014, os benefícios ainda não se refletiram na maioria das pessoas que vivem numa grande pobreza.

Há apenas dois telefones por cada 100 pessoas, o país tem poucas infraestruturas e os cortes de energia são constantes. A taxa de mortalidade infantil é das piores do mundo.

Lusa, em SIC Notícias – Foto: Amr Dalsh / Reuters

GOVERNO DA GUINÉ-BISSAU OPERA MOVIMENTAÇÕES NAS CHEFIAS MILITARES



O Governo da Guiné-Bissau fez alterações nas chefias militares, nomeando Carlos Mandungal para a liderança da Armada e Daba Na Walna para o Tribunal Superior Militar.

As movimentações foram anunciadas hoje em comunicado do Conselho de Ministros.

O comodoro Carlos Mandungal era até aqui vice-chefe do Estado-Maior da Marinha, sendo agora promovido a líder da Armada guineense, uma vez que o anterior responsável, o comodoro Sanhá Clusse, faleceu em março.

Mandungal será coadjuvado pelo capitão-de fragata, Armando Sigá, no cargo de vice-chefe do Estado-Maior da Armada.

Sigá era até aqui o comandante do corpo dos fuzileiros navais da Guiné-Bissau.

Para a presidência do Tribunal Superior Militar foi nomeado o brigadeiro-general Daba Na Walna, até aqui chefe de gabinete do líder militar do país, o general Biague Nan Tan.

Jurista de formação, Na Walna, vai ocupar o lugar deixado vago na presidência do Tribunal Militar com a saída do anterior titular, o general Eduardo Sanhá, nomeado ministro da Defesa guineense.

MB // EL - Lusa

A GUINÉ-BISSAU: DE MICROESTADO A “NARCO-ESTADO”



Jorge Heitor*

O mais actualizado e abrangente relato da dramática transformação da Guiné-Bissau, da promessa socialista de Amílcar Cabral ao "narco-estado" dos nossos dias, saiu agora no Reino Unido, por iniciativa dos editores C. Hurst & Co.

Dedicado à memória de Patrick Chabal, académico falecido em Janeiro de 2014, o livro "Guinea-Bissau: Micro-state to ´Narcostate' é assinado conjuntamente por ele e por Toby Green, professor no King's College, de Londres.

"Não faz sentido continuar a esconder a verdade", disse Chabal em 2011, querendo significar que a Guiné-Bissau não evoluiu de forma alguma de acordo com o que tinham preconizado Amílcar e Luís Cabral.

O sociólogo Miguel de Barros, o historiador gambiano Hassoum Ceesay, o norte-americano Joshua B. Forrest, Philip J. Habik, Cristoph Kohl e Aliou Ly foram algumas das muitas pessoas que contribuíram para as 290 páginas deste estudo, dividido em sete capítulos.

Trata-se de um trabalho antropológico e político, que evita explicações simplistas para a permanente crise guineense, conforme já notou Michel Cahen, investigador de Bordéus.

Na capa do livro, uma estátua em bronze de Amílcar Cabral jaz, dentro de um camião, num quartel de Bissau, como que a significar o abandono a que na prática foram votados muitos dos sonhos do fundador do PAIGC, assassinado em Janeiro de 1973.

"O país é visto como uma verdadeira ameaça à comunidade internacional, acolhendo redes de traficantes e outros canais de comércio ilícito", conclui Toby Green, continuador da obra de Patrick Chabal.

"O prognóstico para o futuro não pode deixar de ser negativo", escreve Hassoum Caesay, ao falar da "primeira Colômbia da África", que é como ele classifica a Guiné-Bissau, um Estado falhado e imensamente complicado.

A cronologia incluída neste volume vai desde a Conferência de Berlim, 1884-1885, até à eleição de José Mário Vaz como Presidente da República, em 13 de Abril de 2014, nove dias depois da morte inesperada de Kumba Yalá, que em 2003 fora derrubado por um golpe militar.

A obra, editada em Londres, está também a ser distribuída nos Estados Unidos, no Canadá e na América Latina pela Oxford University Press, de Nova Iorque. E inclui um mapa da autoria de Agostinho Palminha.

*Jorge Heitor é jornalista, ex-correspondente da agência ANOP em Bissau

**Em África Monitor

Cabo Verde. Situação económica do país é «extremamente preocupante», diz o governo


Não é nada, responde a oposição

O governo classifica de “extremamente preocupante" a situação financeira de Cabo Verde. A posição foi defendida, hoje, no Parlamento, pelo ministro do assunto parlamentares no período antes da ordem do dia. Fernando Elísio Freire justifica a posição do executivo governamental com as dividas encontradas e que segundo disse não eram de conhecimento público.

Ao exemplificar, o governante apontou que o Estado de Cabo Verde tem uma dívida de 15 mil milhões de escudos, nunca orçamentados, a particulares, empresas e outras instituições. 300 mil contos de dívidas da TACV, que tem de assumir mensalmente, e 2 milhões de contos aos empreiteiros do programa Casas para Todos.

Por isso, de acordo com Fernando Elísio Freire, a avaliação económica do país é a de um país de elevado risco.

“Risco orçamental, risco da dívida pública e risco de incumprimento. É esta a realidade, porque estão neste momento muitas contas por saldar que estavam debaixo do tapete e que estão agora a ser conhecidas”, frisou o ministro dos Assuntos Parlamentares.

Em sentido contrario, a líder da bancada parlamentar do PAICV, Janira Hopffer Almada, entende que há uma falta de sintonia entre o ministro das Finanças e os relatórios recentemente divulgados.

“Ontem divulgaram as contas trimestrais que deram conta que o país melhorou 5,8 por cento no crescimento. Também o país teve conhecimento que Cabo Verde foi considerado como o segundo melhor, em África, no índice de governação do Banco Mundial. Portanto, aqui alguma coisa não está bem, porque o ministro das Finanças diz uma coisa e as instituições dizem outra”, apontou a deputada do PAICV.

Os trabalhos na Assembleia Nacional prosseguem esta tarde com o debate da proposta de lei do governo para revogar a lei que estabelece a realização de concursos admissão na administração pública e criação da agência de recrutamento de recursos humanos.


Cabo Verde. ELITES QUE FALHAM



Expresso das Ilhas - editorial

As declarações da Ministra Eunice Silva em S.Vicente pôs muita “boa gente” em pé de guerra. Disse que Cabo Verde não era só S. Vicente. Acrescentou que a ilha esta numa fase de expansão acelerada a qual precisa ser contida no quadro de um plano. À frente das câmaras da RTC estava a responder ao pedido de apoio do presidente da câmara municipal para mais infraestruturas na cidade. Pode não ter sido feliz na escolha das palavras ou na forma como se expressou, mas não devia haver dúvidas que quis realçar, por um lado, as dificuldades na partilha de recursos, sempre escassos, pelas diferentes ilhas e, por outro, apelar à racionalização da expansão da Cidade via um plano previamente concebido. 

As reacções às declarações da ministra foram excessivas mas também reveladoras. Traduziram muito do que está subjacente a um certo pensamento político no país e é caro a uma certa ideia de Cabo Verde. Deixaram transparecer logo a mentalidade redistributiva, que se tornou prevalecente no país, acompanhada do discurso vitimizador. Um facto que normalmente se nota mais em tempos de eleições quando se prima pelo discurso de vitimização das populações e também das ilhas e se fala de discriminação, de marginalização e de abandono. Pelo impacto das palavras da ministra percebe-se o alcance já atingido por essa forma de ver os problemas do país e que soluções são realmente expectáveis para certos sectores da sociedade. Não espanta que se queira mais esquemas de ajudas, mais transferências de fundos públicos e mais obras, de preferência infraestruturas com grande visibilidade. São, porém, soluções que até agora não impediram mais dependência do Estado, mais perda de massa crítica na população das ilhas, mais reforço da centralização e menos capacidade de aproveitamento de oportunidades. Pelo contrário. 

A realidade é que, depois de quarenta anos a viver enquadrado num modelo de desenvolvimento com base na gestão de fluxos externos designadamente doações, remessas de emigrantes, empréstimos concessionais e recentemente dívida externa, dificilmente se pode escapulir imediatamente para uma outra mentalidade que não aquela que valoriza a dependência e o espírito redistributivo. Os anos noventa foram os únicos durante os quais se pretendeu fugir desse modelo. As reformas políticas e económicas porém foram insuficientes para fazer emergir uma nova mentalidade de abertura ao mundo para conter as tendências autárcicas, uma cultura empresarial que contrariasse a cultura administrativa predominante e uma classe média autónoma que se diferenciasse da classe média criada pelo Estado e fosse a coluna vertebral de uma sociedade civil alerta e actuante. 

Nos 15 anos que se seguiram predominou o discurso ilusionista com foco na competitividade e no empreendedorismo. Serviu para camuflar a progressiva centralização do país apesar de alguma dinâmica nova devido ao turismo nas ilhas do Sal e da Boa Vista, mas não conseguiu instilar nas pessoas e nas instituições uma cultura de serviço e de resultados indispensável para combater a burocracia, para criar um bom ambiente de negócios e para incentivar a iniciativa privada. Esses anos terminaram com dívida pública pesada que agora constrange grandemente a possibilidade de futuros investimentos públicos para arrancar a economia e com crescimento anémico que desmotiva o investimento privado. Para além disso ainda ficou um lastro de chumbo: custo excessivo de factores designadamente energia e água, sistema de transportes marítimos e aéreos ineficazes e ameaçando colapso, infraestruturas em portos, aeroportos e estradas subaproveitadas, segurança pública comprometida, sistema de saúde aquém das necessidades e um sistema educativo inadequado e de qualidade duvidosa. 

É evidente que no novo ciclo político devia-se romper completamente com o modelo, a mentalidade e o discurso político que já pôs o país na situação difícil em que se encontra actualmente. Pelas reacções às palavras da ministra das Infraestruturas vê-se que isso ainda não aconteceu. Mas o tempo urge. As muitas incertezas no mundo de hoje deviam ainda ser mais um estímulo para se fazer rapidamente o corte e também para, parafraseando Marcelo Rebelo de Sousa, sem medo se “ver a realidade e decidir com visão e sem preconceitos”. 

O apelo feito às elites portuguesas também podia aplicar-se à classe política cabo-verdiana. Cabo Verde precisa de liderança esclarecida que não se enverada pelo discurso fácil e demagógico para ganhar eleições. Servir e respeitar o povo cabo-verdiano deve significar fazer discurso político plural com verdade e sem exploração desonesta das emoções primárias das pessoas. E isto aplica-se a todos tanto no governo como na oposição.  

Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 760 de 22 de Junho de 2016.

UNIÃO EUROPEIA. DESAGREGAÇÃO EM ESTADO AVANÇADO



Os “donos” da Europa - por iniciativa da sra. Merkel - acham que podem continuar a mandar e que o diretório é para reforçar. Já não têm povo há muito tempo e nem o Brexit lhes fez ver isso

 Marisa Matias – Jornal i, opinião

A União Europeia encontra-se em avançado estado de desagregação. Desagregação política, económica, social, humana. Até chegarmos à desagregação territorial era uma questão de tempo, toda a gente sabia. O Brexit foi a confirmação dessa evidência.

Numa nação onde a esquerda andou desaparecida muito tempo, a direita instrumentalizou o debate sobre a imigração e, a partir dele, encontrou o pretexto para se meter com Bruxelas. Bruxelas estaria a conspirar para nada fazer enquanto, supostamente, a ilha de sua majestade estaria a ser invadida por hordas de imigrantes. Sabemos bem do poder de Bruxelas em matéria de imposições - sobretudo quando há quem, do outro lado, queira ajudar a impor -, mas convenhamos que o Reino Unido tinha mais margem que os outros.

Voltemos à “ameaça” imigrante: escrevi “a direita” porque foi exatamente este o discurso comprado pelo Partido Conservador e pelo primeiro-ministro, David Cameron, que quis mostrar que o arame farpado e o tratamento desigual não chegavam e que era preciso dar um sinal mais forte - um sustozinho não haveria de fazer mal a Bruxelas. Irónico porque a política migratória europeia é simplesmente uma vergonha, assim como eram vergonhosos os termos do acordo assinado em caso de manutenção do Reino Unido.

Cameron roubou as bandeiras eleitorais ao UKIP e a Nigel Farage; prometeu o referendo para dois anos depois porque achou que isso o faria ganhar eleições; ganhou as eleições e decidiu que, afinal, era melhor apressar o referendo para o mais cedo possível, não fosse o povo levá-lo a sério. Cameron pôs e dispôs em toda a linha e perdeu em toda a linha. Quis fazer um jogo e acabou por despertar um dos mais profundos debates políticos dos últimos tempos. A desagregação sentida a vários níveis passou a ser também uma desagregação territorial que, neste caso, não é apenas face ao exterior, mas também interna. Cameron subestimou o sentimento do povo britânico face à União Europeia. Isolou a questão migratória do resto porque com o resto - estivesse ou não vinculado a Bruxelas - sempre concordou. O resto é, obviamente, a austeridade. O Reino Unido foi, ao longo dos últimos anos, sujeito a níveis de austeridade que, nalguns casos, se aproximaram dos impostos aos países do sul. Milhares de pessoas saíram várias vezes à rua para criticar os cortes. Criaram-se plataformas e coligações de movimentos por causa dos cortes.

Desigualdade, pobreza, baixos salários, ataques ao Estado social e a “ameaça” da imigração. Afinal, seria assim tão difícil prever o resultado? E assim sendo, porque é que a UE não fez parte da solução para o povo britânico? Fosse o projeto europeu socialmente justo, solidário, redistributivo, e seguramente faria parte da solução.

Não podemos ser ingénuos. No dia a seguir ao Brexit, o Reino Unido não acordou livre de austeridade nem com uma agenda para a integração. Infelizmente, não era assim tanto o desacordo entre o projeto político europeu e o projeto político britânico dos nossos dias, mas a maioria do povo não quis continuar. Lamentável é perceber que os líderes europeus também não quiseram aprender com o que se passou. Os “donos” da Europa - por iniciativa da sra. Merkel - acham que podem continuar a mandar e que o diretório é para reforçar. Já não têm povo há muito tempo e nem o Brexit lhes fez ver isso.

Euro2016. Polónia x Portugal: "Não deixa de ser giro um país fascista eliminado por 'preto' e cigano"



O comunista Ângelo Alves comentou de forma irónica o jogo de ontem de Portugal contra a Polónia.

O comunista Ângelo Alves utilizou o sua página de Facebook para fazer “paralelismos não científicos” sobre a vitória de ontem da Seleção Nacional.

“Não deixa de ser giro que a Polónia, um país governado por uma força abertamente fascista, que promove o racismo e a xenofobia, tenha sido eliminada num jogo onde dois dos jogadores mais importantes foram um ‘preto’ e um cigano” escreveu Ângelo Alves.

O deputado referia-se a Renato Sanches, que fez o golo do empate, e a Ricardo Quaresma, que marcou o último penálti, dando a vitória à Seleção perante os polacos.

Melissa Lopes – Notícias ao Minuto

Portugal. Parlamento recomenda suspender exploração de petróleo e gás no Algarve



O parlamento aprovou hoje, com os votos favoráveis de PS, BE, PCP, PEV e PAN, uma recomendação ao Governo para que suspenda imediatamente a exploração e a extração de petróleo e gás no Algarve.

Esta recomendação da "suspensão imediata do desenvolvimento da exploração e extração de petróleo e gás, convencional ou não-convencional, no Algarve" consta de um projeto de resolução do Bloco de Esquerda (BE), e teve votos contra de PSD e CDS-PP.

O segundo ponto deste projeto de resolução, uma recomendação ao Governo para "suspender imediatamente todos os contratos relativos à exploração de hidrocarbonetos no Algarve", foi chumbado por PSD, PS, CDS-PP e PCP.

O parlamento aprovou também outras recomendações ao Governo sobre esta matéria, propostas por PS e PCP, para que sejam avaliadas as consequências ambientais da exploração de petróleo e gás no Algarve.

Um dos pontos aprovados, que consta de um projeto de resolução do PS, recomenda que "os estudos base de impacte ambiental sejam exigidos desde a fase de prospeção".

Outra recomendação aprovada, proposta pelos socialistas, é que haja a "devida publicitação das conclusões da avaliação dos contratos" em causa e que "havendo contratos onde subsistam dúvidas sobre a sua legalidade, sejam adotados os procedimentos tendentes à sua eventual rescisão".

O PSD votou contra estas recomendações, aprovadas por PS, BE, PCP, PEV e PAN, e o CDS-PP absteve-se.

Em relação ao projeto de resolução do PCP, foram aprovados quatro pontos, pedidos de "avaliação de impacto ambiental" sobre "os riscos resultantes da prospeção e pesquisa e de uma eventual exploração de petróleo e/ou gás natural no Algarve e na Costa Alentejana" e sobre as consequências que essa exploração poderá ter "noutras atividades económicas, em particular, no turismo".

Os outros dois pontos dizem respeito ao "reforço das medidas de monitorização e de prevenção de riscos resultantes do intenso tráfego de navios que transportam hidrocarbonetos ao largo da costa portuguesa" e ao "reforço de pessoal e de meios materiais das entidades especializadas da Administração Pública, designadamente do Laboratório Nacional de Energia e Geologia e da Direção-Geral de Energia e Geologia".

Sobre esta matéria, foram chumbados partes dos projetos do PS, do PCP e do BE e a totalidade das resoluções propostas pelo PAN, pelo PSD e pelo PEV.

Lusa, em Notícias ao Minuto

Portugal. Afirmações de Schäuble são "injustificadas e inamistosas" – considera MNE



O ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou hoje que as declarações do ministro alemão das Finanças sobre a eventual necessidade de Portugal recorrer a um segundo resgate são "injustificadas e inamistosas" mas disse que "o incidente está encerrado".

O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, afirmou na quarta-feira que Portugal está a pedir "um segundo programa" e que "vai consegui-lo", mas depois suavizou o tom e disse que o país pode precisar de novo resgate "se não cumprir as regras europeias".

Em declarações à Lusa, hoje à margem de uma conferência em Lisboa organizada pela Confederação Empresarial de Portugal (CIP), Augusto Santos Silva disse que "o Governo português considera essas declarações injustificadas e inamistosas".

O governante disse ainda que o seu ministério "já fez saber pelo canal diplomático apropriado" que Portugal considera essas declarações de Schäuble "injustificadas e inamistosas", sublinhando, no entanto, que "o incidente está encerrado".

"Portugal e a Alemanha são países muito amigos, o canal diplomático funciona em ambos os sentidos e consideramos que a resposta alemã é muito satisfatória", disse ainda o ministro dos Negócios Estrangeiros, garantindo que "não há nada na situação económica e orçamental portuguesa que possa justificar essas declarações".

De acordo com a agência Bloomberg, depois de Wolfgang Schäuble ter dito, numa conferência em Berlim, que Portugal está a pedir "um novo programa" e que "vai consegui-lo", o ministro alemão veio corrigir as suas declarações para afirmar que "os portugueses não o querem e não vão precisar [de um segundo resgate] se cumprirem as regras europeias".

No mesmo dia, o Ministério das Finanças garantiu que não está a ser considerado qualquer novo resgate: "Tendo em conta as declarações do ministro alemão das finanças, Wolfgang Schäuble, e ainda que tendo sido imediatamente corrigidas pelo próprio, o Ministério das Finanças esclarece que não está em consideração qualquer novo plano de ajuda financeira a Portugal, ao contrário do que o governante alemão inicialmente terá dito", lê-se no comunicado divulgado na quarta-feira à tarde.

O gabinete liderado por Mário Centeno referiu que o Governo "continua e continuará focado no cumprimento das metas estabelecidas para retirar Portugal do Procedimento por Défices Excessivos" e que um sinal disso mesmo são "os dados da execução orçamental conhecidos até ao momento".

O ministro dos Negócios Estrangeiros, que participou no almoço-debate da conferência organizada pela CIP sobre "O futuro da indústria na Europa", afirmou ainda, durante a sua intervenção, que as prioridades da Europa devem ser "a economia, a segurança e as liberdades, incluindo as liberdades de circulação de pessoas".

O governante disse ainda que a orientação da política do Governo português passa por três compromissos: "o compromisso total com a união económica e monetária", o "compromisso absoluto com a Constituição da República Portuguesa" e o "compromisso com o diálogo social".

Sublinhando que "é necessário prosseguir e consolidar alguns resultados" que Portugal já obteve", como as exportações, as contas externas e as projeções económicas "relativamente confortáveis" do Banco de Portugal, Santos Silva afirmou, no entanto, que há "alguns riscos e alguns sinais de alarme que não podem ser ignorados".

Entre os riscos apontados estão os associados às "incertezas do ambiente internacional", à "desaceleração do crescimento das exportações" e também "os sinais relativos à dinâmica do investimento".

O ministro dos Negócios Estrangeiros concluiu o seu discurso sublinhando as principais orientações económicas do executivo para a internacionalização: "consolidar a centralidade europeia da economia portuguesa", "diversificar os mercados extraeuropeus", "modernizar o contexto em que atuam as empresas", "valorizar o papel económico da geopolítica", "atrair investimento estrangeiro" e "valorizar a marca Portugal".

Lusa, em Notícias ao Minuto

PORTUGAL CAMPEÃO DA EUROPA! ALEGRIA, MINHA GENTE ALEGRIA!



A febre do Euro2016 em futebol anda à solta. Portugal perfila-se para ser o campeão desta vez (bonito, escrever isto), esta seleção é a mais consistente, a melhor, a maior… e vai ganhar como favas contadas (gostam do escrito?) Somos os maiores!

Pese embora Reinaldo estar em baixo de forma e quase não dar uma para a caixa, de quase só acertar nas orelhas da bola e à boca da baliza acertar com grandes pontapés na atmosfera, esta seleção é a maior. Chama-se Pepe, Renato Sanches, e aquele… o cigano (etnia) a quem muito poucos deram o devido valor. (Ele não vai em vedetismos nem em adulações)... Como se chama? Ai… chama-se Quaresma.

Quanto às vedetas, para que vos queremos? Bazem!

Não adianta escrever mais nada. O censo-comum do servidor do Expresso Curto está aí mais em baixo. Nicolau Santos.

Bom dia e boas festas… futebolísticas. Alegria, alegria, minha gente alegria!

Mário Motta / PG

Bom dia, este é o seu Expresso Curto

Nicolau Santos – Expresso

Renato e Pepe: o menino de ouro e o imperador que veio do Brasil

Bom dia. Este é o seu Expresso Curto, depois de uma noite de enorme alegria para milhões de portugueses.

O mundo está perigosíssimo, o ministro alemão das Finanças faz declarações incendiárias contra nós mas hoje é impossível não começar esta crónica com três nomes: Renato Sanches, Pepe e Rui Patrício. Ontem, em Marselha, Portugal apurou-se para as meias-finais do Euro 2016, depois de bater a Polónia nas grandes penalidades por 5-3. Mas até chegar aí houve muita história. A Polónia entrou fortíssima, Cédric falhou a interceção de uma bola, e antes dos 2 minutos já Portugal perdia, com um golo de Lewandowski, que até agora não tinha feito o gosto ao pé e que, segundo foi dito, até fraturou o metatarso no último jogo.

Pensou-se o pior, pois a partir daí os polacos estavam nas suas sete quintas: a defender e a jogar em contra-ataque. E a vida estava a correr-lhes exatamente como tinham pensado, até que um miúdo de 18 anos, nado e criado na Musgueira, teve um repente, passou a bola ao Nani, este devolveu-lha de calcanhar e ele, entre três polacos, atirou uma bomba para o fundo da baliza: 1-1 a partir da meia-hora de jogo (e António Costa, que viu o jogo no estádio, vibrou exuberantemente). Depois, Ronaldo falhou dois golos que, se estivesse em forma não falharia, Pepe fez uma exibição própria de um imperador brasileiro que sente como ninguém o peso da camisola de Portugal, Rui Patrício fez uma enorme defesa, Adrien e João Mário saíram esgotados, Quaresma, como de costume, entrou tarde e a más horas por decisão do selecionador, que ainda substituiu William por Danilo, quando se tivesse metido o Rafa talvez não precisássemos de ir a penalties.

Mas como Fernando Santos, que já disse que se lhe apresentarem um papel a dizer que vai de empate em empate até à final assina logo por baixo e que não é cauteloso nem louco, manteve o conservadorismo que trouxe da Grécia: lá voltámos a empatar (é o nosso quinto empate nos 90 minutos) mas seguimos em frente. Nos penalties Ronaldo marcou primeiro, Renato pediu para ser o segundo e não tremeu, Moutinho converteu o terceiro, Nani fez o quarto, Patrício defendeu espetacularmente o quarto penalty dos polacos (e a foto está nas primeiras páginas de vários jornais portugueses e pelo menos no sítio do The Guardian) e Quaresma pegou na bola (disse na flash interview que sabia que tinha o país às costas) e não tremeu. E o país, que tão carenciado anda de alegrias, pulou, gritou, abraçou-se, cantou, deitou foguetes e foi para a cama mais tarde que o costume, porque nem todos os dias são de festa. Está feito. Depois da Croácia, mandámos a Polónia para casa e ficamos à espera de saber quem nos calha na meia-final: ou a Bélgica, de Courtois, ou o País de Gales, de Bale. Mas isso é só para quarta-feira. Entretanto, a UEFA voltou a eleger o miúdo Renato Sanches como o homem do jogo, mas desta vez a escolha não seria mal feita se fosse Pepe o eleito.

OUTRAS NOTÍCIAS

Hoje entra em vigor a descida do IVA na restauração (de 23% para 13%), uma medida muito reclamada pelo setor e que o Governo espera que venha a criar mais emprego, além de proporcionar uma descida dos preços dos alimentos no setor mas não nas bebidas, que não são atingidas pela medida.

Também hoje descem os preços do gás natural para famílias e empresas. E entra igualmente em vigor a tarifa social de eletricidade.

Também hoje entra em vigor a reposição do horário de trabalho das 35 horas na Função Pública, que tinha subido para 40 horas há quase três anos, durante o programa de ajustamento negociado por Portugal com a troika.

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) anuncia hoje as "formas de luta" escolhidas para contestar a não aplicação da redução de horário aos cerca de 9 mil enfermeiros que têm contrato com CIT, assim como a não contratação de mais profissionais. Com a mudança para as 35 horas semanais, o sindicato estima que sejam precisos mais 900 a mil enfermeiros.

E não é que o Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa anulou a licenciatura do ex-ministro Miguel Relvas, pondo fim a uma polémica que se arrastava há mais de três anos e que levou à demissão de um dos políticos mais influentes do governo chefiado por Passos Coelho? O Rui Gustavo conta-lhe tudo.

Entretanto, o Banco de Portugal recebeu quatro propostas para a compra do Novo Banco, cujo prazo terminava ontem.Santander, BCP e Caixabank ficaram fora da corrida.

José Matos Correia, vice-presidente da Assembleia da República, foi o escolhido pelo PSD para presidir à comissão parlamentar de inquérito (CPI) à Caixa Geral de Depósitos (CGD), cuja tomada de posse está marcada para a próxima terça-feira. Por ser um inquérito proposto de forma potestativa (ou seja, ao qual a maioria não se pode opôr), o partido proponente tem também a prerrogativa de escolher o presidente.

João Moreira Rato, ex-presidente do Instituto de Gestão do Crédito Público (IGCP) foi escolhido para criar uma agência de dívida no Koweit. O recuo nas receitas do petróleo obrigou o país a considerar a emissão e a colocação global de títulos de dívida soberana

Cavaleiro, comendador e agora também arguido. Quem é Diogo Gaspar, o diretor do Museu da Presidência, que ontem foi detido pela Polícia Judiciária, por suspeitas de ter praticado crimes de tráfico de influência, abuso de poder, peculato, participação económica em negócio e de, além disso tudo, ter falsificado um documento, na sequência de uma investigação?

O Presidente da República atribuiu ontem, a título póstumo, a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique a Salgueiro Maia, num gesto de "reconhecimento da pátria portuguesa", dizendo que nunca é tarde para a "reparação histórica".

Os valores não ajustados de desemprego são os mais baixos em seis anos e meio, desde 2009, atingindo os 11,3% em Maio. No entanto, no emprego as notícias continuam a ser mais pessimistas, com a recuperação a demorar a chegar.

Gianni Pittella, líder do grupo dos Socialistas & Democratas no Parlamento Europeu aterra esta quinta-feira em Lisboa e traz uma mensagem: “basta de austeridade”. “Não me parece que este seja o tempo certo para falar de sanções a ninguém ou para impor qualquer tipo de sanção. Eu aconselho a Comissão Europeia a não prosseguir com este tipo de sanções. Este é o tempo de criar concórdia, de alargar consensos, de recuperar a confiança dos cidadãos”, diz, em entrevista à Susana Frexes.

As ondas de choque provocadas pela decisão do Reino Unido sair da União Europeia continuam a fazer-se sentir. Agora é a agência de notação financeira Standard and Poor's (S&P) que decidiu baixar em um nível a classificação de crédito atribuída à União Europeia, devido às incertezas com que se confronta o bloco depois do Brexit. E o FMI a considerar que o Brexit é a principal ameaça à economia mundial.

Já há cinco candidatos para suceder a David Cameron à frente dos Tories, em Inglaterra, e nenhum deles é Boris Johnson, que anunciou ontem que não se candidatava ao lugar.

Espanha está entre a morte política e a tragicomédia. Depois das promessas de mudança, as eleições de domingo trouxeram o bipartidarismo de regresso. O "sorriso de um país", slogan do Podemos, ficou amarelo. Seja qual for o governo que vai sair das negociações, o PSOE parece ser a chave de qualquer consenso.

Em Angola, o Presidente José Eduardo dos Santos informou o FMI que o país prescindia do apoio financeiro que tinha pedido no início de Abril (mantendo-se os contactos ao nível técnico, enquanto membro do Fundo). O barril está neste momento entre os 49 e os 50 dólares, e isso poderá ter feito a diferença, já que quando pediu ajuda o preço estava nos 39 dólares.

Acha que com carros que não necessitam de condutor deixa de haver acidentes? Desengane-se. Um condutor norte-americano morreu numa viagem a bordo de um Model S, da Tesla, enquanto o automóvel circulava em piloto automático. É o primeiro caso do género de que há registo e foi formalmente assumido esta quinta-feira pelo fabricante e pelo fundador, o empresário Elon Musk.

FRASES

“Dos dois treinadores da Alemanha, prefiro o Joachim Low, que se ocupa só dos seus tintins. Já Wolfgang Schäuble tem a mania de apertar os dos outros”. José Ferreira Fernandes, colunista, Diário de Notícias

“Eu, se não fosse uma pessoa de boas maneiras, se isso viesse a acontecer, apetecia-me atirar esta mesa para o ar”. Jorge Sampaio, ex-presidente da República, sobre a possibilidade da Comissão Europeia vir a sancionar Portugal por causa do défice de 3,2% em 2015, “Grande Entrevista”, RTP

“Ponho as mãos no fogo pela sua seriedade pessoal”. João Soares, ex-ministro da Cultura, sobre o social-democrata Macário Correia, condenado a quatro anos e meio de prisão, com pena suspensa por igual período, por quatro crimes de prevaricação, jornal i 

O QUE ANDO A LER E A OUVIR

Perdi o livro no avião, mas no Grupo Leya leram no meu anterior Expresso Curto o que me tinha acontecido e tiveram a enorme gentileza de me fazer chegar um novo volume, Não sabiam, claro, que eu já tinha encomendado o livro numa conhecida cadeia de livros e música que opera no país. O que importa é agradecer e continuar a ler“A rapariga apanhada na teia de aranha”, quarto volume da saga Millennium, cujos três primeiros são assinados pelo escritor sueco Stieg Larsson, entretanto falecido, e este último por David Lagercrantz. Pois bem: apesar das minhas desconfianças iniciais, a obra não só não desmerece o seu criador, como está à altura das expectativas dos entusiastas da séria. Um livro altamente recomendável.

Para quem gosta de bossa nova e as histórias à volta de uma música que revolucionou o mundo, então recomendo-lhe “Chega de saudade”, de Ruy Castro, (edições Tinta da China), que passou há pouco tempo por livro para promover o livro. Ainda vou no princípio mas só acompanhar a descrição do começo da carreira de João Gilberto é delicioso. Ou como ele disse quando partiu de Juazeiro para Salvador; “ Champanhe, mulheres e música, aqui vou eu!”. E foi.

Quanto a música, fui buscar ao fundo da gaveta o CD de Damien Rice, O & B-Sides, onde consta uma música incontornável: The blower’s daughter, da banda sonora do filme Closer. Mas há várias outras faixas que convocam o melhor de nós e nos colocam num entorpecente estado de felcidade: delicate, volcano, cannonball e a outra minha preferida eskimo.

E pronto, chegamos ao fim-da-semana e deste Expresso Curto. Na segunda-feira regressamos em pleno, mas entretanto pode sempre consultar o sítio do Expresso, o Expresso Diário (a partir das seis da tarde) e amanhã o Expresso em papel. Descansemos, portanto, das emoções do Brexit, do Wolfgang Schauble e da seleção, sempre com a marca Expresso por perto: grande jornalismo em grande companhia.