quinta-feira, 30 de junho de 2011

Timor quer ter a Galp como parceira para desenvolver indústria do petróleo na costa sul

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MSO - LUSA

Díli, 30 jun (Lusa) -- O presidente da Galp afirmou hoje que a petrolífera portuguesa "olha para Timor com rigor, qualidade e ambição" e que os planos para a costa sul do território são uma das razões da deslocação a Díli.

Manuel Ferreira de Oliveira falava à Lusa à margem da conferência "Energia em Timor-Leste", coorganizada pelo Parlamento timorense, pelo Governo de Timor-Leste e pela Galp Energia, que decorre durante dois dias em Díli, em que participam também a Petrobras e a Petrogal Angola, além de autoridades timorenses.

Em causa está o "megaprojeto" do Governo timorense, denominado "Tasi Mane", hoje pormenorizadamente descrito na conferência pelo secretário de Estado dos Recursos Naturais timorense, Alfredo Pires, que visa o desenvolvimento industrial da costa sul, com o setor do petróleo e do gás.

O projeto prevê uma base de fornecimento no Suai, com um porto de mar e aeroporto, um pólo de refinação e indústria petroquímica em Betano, e instalações de liquefação de gás em Viqueque/Betasso, que tem estado na origem da polémica com a petrolífera australiana Woodside, porque pressupõe a ligação em gasoduto ao campo de exploração conjunta de Sunrise, e a concessionária prefere fazer uma plataforma flutuante para processar o gás.

"Esses projetos estão todos neste momento em gestação e uma das razões pelas quais estamos aqui é para os conhecer e para perceber quais são os planos que Timor tem para a construção do seu futuro e estudá-los. Temos o dever de o fazer porque olhamos para Timor com rigor, com qualidade e com ambição", declarou Manuel Ferreira de Oliveira.

As autoridades timorenses estão especialmente interessadas em ver a Galp envolvida no pólo de Betano, como hoje mesmo admitiu à Lusa o secretário de Estado dos Recursos Naturais. 

"Tive uma conversa com a Galp e depois vamos falar melhor sobre as expetativas que temos. Vamos assinar um memorando de entendimento e esse é um dos assuntos que queremos discutir e é uma das possibilidades em aberto", disse. 

"São questões comerciais e os estudos de viabilidade estão feitos. Agora terá que se decidir quem vai participar, mas haverá sempre preferência às parcerias estratégicas", afirmou. 

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