segunda-feira, 8 de julho de 2013

Militares FADM e FIR assaltaram "base" Renamo em Mangomonhe, no centro de Moçambique



Verdade (mz)

Na manhã de sábado (06) soldados das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) e agentes das Força de Intervenção Rápida (FIR) tomaram de assalto um local de concentração de homens armados da Renamo na região de Mangomonhe, no distrito de Chibabava, na província central de Sofala.

Continuam a ser escassos os detalhes sobre o ataque contudo o nosso correspondente apurou que os soldados das FADM e FIR tentaram atacar de surpresa mas encontraram resposta pronta dos homens da Renamo e o confronto foi inevitável.

Temos indicação de ter havido forte tiroteio, incluindo de armas pesadas. Em minoria os homens da Renamo abandonaram o local e refugiaram-se na mata. Os militares governamentais tomaram controle da área e destruiram as habitações de contrução precária que ali estavam edificadas.

Fontes não oficiais relatam a existência de vítimas, mortais e feridos, que não pudemos ainda verificar.

Entretanto em declarações a Radio Moçambique o comandante provincial para PRM, Joaquim Nido, disse não ter havido vítimas mortais e nem feridos na operação, tendo pelo contrário os homens da Renamo fugido em debandada para parte incerta. “Desalojamos alguns bandidos acampados algures na zona de Mangomonhe, no posto administrativo de Muxúnguè. Foi o grupo que no passado no dia 21 do mês passado atacou viaturas dos nossos compatriotas, matou e feriu outros”, disse Nido. “Não há nenhum ferido e também não houve nenhum morto “, acrescentou.

Recorde-se que esta quarta-feira o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, tranquilizou os moçambicanos em conferência de imprensa em Sathunjira (há mais de duas centenas de quilómetros do local onde aconteceu o confronto deste sábado) afirmando que não quer a guerra mas que se sentia cercado pelos milhares de soldados das FADM e centenas de agentes da FIR que estão na região centro de Moçambique.

O trânsito rodoviário na Estrada Nacional nº1, entre o rio Save e o posto administrativo de Muxúnguè, continua condicionado a quatro escoltas diárias protegidas por militares das FADM e agentes das FIR.

Sem comentários:

Mais lidas da semana