segunda-feira, 8 de agosto de 2016

A GUERRA QUE ESTÁ PARA VIR ENTRE A CHINA E A AMÉRICA



John Pilger entrevistado por Maki Sunagawa e Daniel Broudy [*]

Daniel Broudy: Está agora em vias de terminar o vosso último projecto cujo título, parece, arrisca-se a desencadear sentimentos de medo considerável. A guerra que está para vir é uma expressão pesada. Pode descrever o que o levou a ter este olhar particular sobre os acontecimentos mundiais, especialmente a maneira como os vê desenrolarem-se na Ásia oriental?

John Pilger: O filme retoma o tema de grande parte dos meus trabalhos. Procura explicar como uma grande potência se impõe sobre os povos, como ela oculta seu jogo e os perigos que ela provoca. Este filme é sobre os Estados Unidos, muito seguros do seu poder e a procurar ressuscitar a Guerra-fria. A Guerra-fria foi lançada novamente em duas frentes: contra a Rússia e contra a China. Concentro-me na China neste filme sobre a região Ásia-Pacífico. Ele começa nas Ilhas Marshall, onde os Estados Unidos explodiram 67 bombas atómicas , armas nucleares, entre 1946 e 1958, deixando esta parte do mundo gravemente golpeada em termos humanos e ambientais. E este assalto às Marshall continua. Sobre a ilha maior, Kwajalein, há uma base importante e secreta dos EUA, chamada centro de testes Ronald Reagan , que foi criada nos anos 1960, como mostram os arquivos que utilizámos, "para lutar contra a ameaça chinesa".

O filme desenrola-se igualmente em Okinawa, como sabe. Uma parte do assunto é mostrar a resistência ao poder e à guerra por parte de um povo que vive ao longo da linha de fecho das bases americanas no seu país de origem. O título do filme tem uma ligação com o assunto, pois é concebido como uma advertência. Os documentários deste género têm a responsabilidade de alertar as pessoas, se necessário preveni-las e indicar-lhes os meios de resistência a estes planos predatórios. O filme mostrará que a resistência em Okinawa é notável, eficaz e pouco conhecida no mundo inteiro. Okinawa alberga 32 instalações militares americanas . Quase um quarto do território é ocupado por bases americanas. O céu frequentemente está pejado de aviões militares; a arrogância dos ocupantes é sentida diariamente. Okinawa tem a dimensão de Long Island. Imagine uma base chinesa implantada bem ao lado de Nova York.

Também fui filmar na ilha de Jeju, ao largo da ponta sul da Coreia, onde algo de muito semelhante se passou. As pessoas de Jeju tentaram impedir a construção de uma base importante e provocadora a cerca de 400 milhas [644 km] de Shangai. A marinha sul-coreana mantém-na preparada para os EUA. É realmente uma base americana onde destroyers da classe Aegis atracam no cais ao lado de submarinos nucleares e porta-aviões, junto à China. Tal como Okinawa, Jeju tem uma história repleta de invasões, de sofrimento e de resistência.

Na China, decidi concentrar-me em Shangai, que é um dos centros da história e das convulsões da China moderna, da sua entrada na modernidade. Mao e seus camaradas fundaram ali o Partido Comunista da China, nos anos 1920. Hoje, a casa onde eles se reuniram em segredo está cercada pelos símbolos da sociedade de consumo: há um Starbucks em frente. As contradições da China contemporânea saltam à vista.

O último capítulo do filme decorre nos Estados Unidos, onde entrevistei aqueles que planificam o jogo da guerracontra a China e aqueles que nos alertam sobre seus perigos. Encontrei pessoas impressionantes: Bruce Cummings, o historiador cujo último livre sobre a Coreia revela a história secreta, e David Vine, cujo trabalho completo sobre as bases americanas foi publicado no ano passado. Filmei uma entrevista no Departamento de Estado com o secretário de Estado assistente para a Ásia e o Pacífico, Daniel Russell, o qual disse que os Estados Unidos "não estavam mais nos negócios de instalação de bases". Os EUA possuem cerca de 5000 bases, 4000 nos próprios EUA e cerca de um milhar em todos os continentes. Conceber todo este conjunto, dar-lhe sentido, fazer justiça a todos, tanto quanto possível, são ao mesmo tempo o prazer e o sofrimento da criação cinematográfica. O que desejo exprimir através deste filme é que corremos grandes riscos, que não são reconhecidos. Devo dizer que tenho a impressão de estar num outro mundo, nos Estados Unidos, durante esta campanha presidencial que não aborda nenhum destes riscos.

Mas isto não é inteiramente exacto. Donald Trumpo parece ter-se interessado seriamente, ainda que de modo momentâneo. Stephen Cohen, autoridade eminente sobre a Rússia que rastreou isto, sublinha que Trump disse claramente desejar relações amistosas com a Rússia e a China. Hillary Clinton atacou Trumpo por isso. Diga-se de passagem que o próprio Cohen foi atacado por ter sugerido que Trump não era um maníaco homicida em relação à Rússia. Pelo seu lado, Bernie Sanders permaneceu silencioso; seja como for ele agora está do lado de Clinton. Como mostram seus emails, Clinton parece querer destruir a Síria a fim de proteger o monopólio nuclear de Israel. Recordem-se o que ela fez à Líbia e a Kadafi. Em 2010, enquanto secretária de Estado, ela transformou uma disputa apenas regional, no mar da China do Sul, num litígio implicando os EUA. Ela fez disto uma questão internacional, um ponto de tensão. No ano seguinte, Obama anunciou seu "eixo para a Ásia", um jargão para justificar a maior acumulação de forças militares americanas na Ásia desde a Segunda Guerra Mundial. O actual secretário da Defesa, Ash Carter, anunciou recentemente que mísseis e homens seriam baseados nas Filipinas, em frente à China. Isso se passa enquanto a NATO prossegue seu estranho reforço militar na Europa, nas fronteiras da Rússia. Nos Estados Unidos, onde os media em todas as suas formas são omnipresente e onde a imprensa é constitucionalmente a mais livre do mundo, não há nenhuma conversação nacional, em menos ainda qualquer debate, acerca destes desenvolvimentos. Num certo sentido, o objectivo do meu filme é ajudar a romper o silêncio.

Daniel Broudy: É absolutamente espantoso ver que os dois principais candidatos democratas não disseram praticamente nada de substancial sobre a Rússia e a China e sobre a política dos Estados Unidos face a eles. Como acabou de dizer, é irónico constatar que Trump, um homem de negócios, fala da China deste modo.

John Pilger: Trump é imprevisível, mas ele disse claramente que não tinha vontade de entrar em guerra contra a Rússia e a China. Num certo momento, ele disse mesmo que seria neutro no Médio Oriente. Era uma heresia e ele recuou sobre este ponto. Stephen Cohen disse que ele [Cohen] fora atacado unicamente por ter falado disto [os pontos positivos de Trump]. Escrevi algo semelhante recentemente e isto inquietou um estrato dos media sociais. Várias pessoas interpretaram isto como um apoio a Trump.

Maki Sunagawa: Eu queria voltar a alguns dos vossos trabalhos anteriores que nos remetem ao presente. No filmeStealing a Nation (Roubar uma nação), Charlesia Alexis fala das suas lembranças mais belas de Diego Garcia, sublinhando que "podíamos comer de tudo; nunca faltou o que quer que seja e nunca se comprou o que quer que seja, excepto o vestuário que usávamos". Estas palavras recordam-me os lugares e as culturas pacíficas e virgens, através do mundo, que existiam antes de as técnicas colonizadores clássicas terem sido aplicadas aos povos e aos ambientes autóctones. Poderia desenvolver um pouco mais estes pormenores que descobriu, nas investigações sobre Diego Garcia, que ilustrem factos sobre esta força insidiosa que suportamos ainda hoje?

John Pilger: O que aconteceu às pessoas de Diego Garcia é um crime monstruoso. Eles foram expulsos, todos, pela Grã-Bretanha e pelos Estados Unidos. A vida que acaba de descrever, a vida de Charlesia, foi deliberadamente destruída. Desde a sua expulsão, que começou nos anos 1970, o povo das Chagos organizou uma resistência infatigável. Como acaba de dizer, sua história representa a dos povos autóctones por toda a parte do mundo. Na Austrália, os povos autóctones foram expulsos das suas comunidades e brutalizados. A América do Norte passou por uma história semelhante. As populações autóctones são profundamente ameaçadoras para as sociedades de colonos pois representam uma outra vida, um outro modo de viver, um outro modo de ver as coisas. Eles podem aceitar superficialmente nosso modo de vida, frequentemente com resultados trágicos, mas seu sentido da vida não está cativo. Se nós, modernos, fossemos tão inteligentes quanto acreditamos ser, aprenderíamos com eles. Em vez disso, preferimos o conforto especioso da nossa ignorância e dos nossos preconceitos. Tenho muitas relações com os povos autóctones da Austrália. Fiz alguns filmes sobre o assunto e sobre os seus opressores, admiro sua resiliência e sua resistência. Eles têm muito em comum com o povo de Diego Garcia. Pois a injustiça e a crueldade são semelhantes: os habitantes das Chagos foram enganados, intimidados e forçados a deixar a sua pátrias. A fim de os assustar, as autoridades coloniais britânicas mataram seus amados cães de estimação. Depois puseram-nos num velho navio com uma carga de merda de pássaros e lançaram-nos nos bairros de lata da Ilha Maurícia e nas Seychelles. Este horror é descrito com pormenores quase insolentes nos documentos oficiais. Um deles, escrito pelo advogado do Foreign Office, intitula-se manter a ficção. Por outras palavras: como manter uma mentira grosseira. O governo britânico mentiu à Organização das Nações Unidas ao pretender que os habitantes das Chagos eramtrabalhadores temporários. Uma vez expulsos, ele foram volatilizados; um documento do Ministério da Defesa pretendeu mesmo nunca ter havido população na ilha.

Era um quadro grotesco do imperialismo moderno: uma palavra quase apagada com êxito do dicionário. Há algumas semanas, os chagossianos viram rejeitado seu recurso junto ao Tribunal Supremo britânico. Eles haviam recorrido de uma decisão tomada em 2009 pela Câmara dos Lordes que lhes recusava o direito de voltarem à casa, ainda que uma série de sentenças do Supremo Tribunal tivesse sido a seu favor. Quando a justiça britânica foi convocada a pronunciar-se entre os direitos do homem e os direitos de uma grande potência, suas decisões tornam-se politicamente nuas.

Daniel Broudy: Ao ouvir, durante duas décadas, pessoas a falarem da grande beleza de Diego Garcia, das suas actividades marinha oferecidas a todos aqueles que tiverem a sorte de serem estacionados ou temporariamente localizados ali, fico sempre impressionado pela ignorância determinada daqueles que vão ali e voltam alegremente, sem serem perturbados pela história da ilha. Talvez os media, que muitas pessoas consomem, contribuam para um tal distanciamento da tomada de consciência individual. A linha clara que, antes, separava tradicionalmente a publicidade comercial civil das relações públicas militares parecer ter efectivamente desaparecido nestas comunicações de massa. Nos nossos dias, publicações civis ostentam títulos como: a classificação das melhores bases militares de além-mar . O autor de um artigo recente sublinha que o pessoal destas bases admite seu sonho de ver o mundo como razão central que motiva seu serviço militar além-mar. Pergunto-me se o sistema actual permite ou o encoraja a encarar-se como uma espécie de viajante do mundo cosmopolita e, assim, contribui para desenvolver um sentido superficial do mundo. Um sentido que encobre realidades e histórias horríveis, como a de Diego Garcia, situadas fora da vista. Pensa que o processo de comercialização e de idealização destas actividades militares desempenhou algum papel na manutenção da rede mundial de bases militares?

John Pilger: É possível convencer jovens, homens e mulheres, a entrarem num exército de voluntários oferecendo-lhes o género de segurança que não receberiam de outra forma, nos períodos económicos difíceis, fazendo com que pareça uma aventura. Acrescentemos a isto a propaganda patriótica. As bases são pequenas Américas; você pode estar no estrangeiro em climas exóticos, mas não realmente; é como que uma vida virtual. Quando você se confronta com os locais, pode supor que a aventura em que está inclui uma licença para abusar; eles não fazem parte desta pequena América, de modo que podem ser abusados. Os habitantes de Okinawa sabem-no muito bem.

Assisti alguns filmes de arquivo interessantes sobre uma das bases de Okinawa. A mulher de um dos soldados ali baseados diz: "Oh, tentamos sair uma vez por mês para ter um jantar local e ter uma ideia do lugar onde estamos". Antes de deixar as ilhas Marshall, no ano passado, minha equipe e eu tivemos de passa pelo centro de experimentação Ronald Reagan no atol de Kwajelein. Foi uma experiência kafkiana. Tomaram nossas impressões digitais e nossas íris foram registadas, nossa altura medida, foram tomadas de fotos de nós sob todos os ângulos. Era como se estivéssemos sob prisão. Era a porta de entrada de uma pequena América com seu terreno de golfe, suas pistas de jogging e suas pistas cicláveis com cães e crianças. Os jardineiros para os terrenos de golfe e o controle do cloro nas piscinas vinham de uma ilha do outro lado da baía, Ebeye, de onde são transportados pelos militares. Ebeye tem cerca de dois quilómetros de comprimento, onde são atulhadas 12 mil pessoas. São refugiados provenientes das ilhas Marshall que sofreram os ensaios nucleares. O abastecimento de água e o saneamento ali mal funcionam. É um apartheid em pleno Pacífico. Os americanos da base não têm qualquer ideia do modo como vivem os insulares. Eles [os membros da comunidade militar] fazem churrascos ao por do sol. Algo semelhante aconteceu a Diego Garcia. Uma vez que as pessoas foram expulsas, os churrascos e o ski náutico podiam começar.

Em Washington, o secretário de Estado assistente que entrevistei disse que os Estados Unidos eram de facto anti-imperialistas. Ele era impassível e provavelmente sincero, apenas consciente. Isto não é raro. Você pode dizer a pessoas de nível académico nos Estados Unidos: "Os EUA têm o maior império que o mundo já conheceu e eis aqui as provas". É muito provável que esta conclusão seja recebida com uma expressão de incredulidade.

Daniel Broudy: Certas coisas de que fala recordam-me o que soube junto a antigos amigos do Departamento de Estado. Há sempre um risco de que os funcionários do Departamento de Estado ou pessoas que servem o exército no estrangeiro "se tornem locais", ou seja, comecem a simpatizar com as pessoas da população local.

John Pilger : Concordo. Quando sentem empatia, dão-se conta de que a razão pela qual estão lá não tem sentido. Alguns dos denunciantes mais eficazes são ex-militares.

Daniel Broudy : Talvez as barreiras sejam destinadas mais a recordar aos militares das bases que existe um limite a não ultrapassar em relação aos locais do que a impedir que os estrangeiros [os locais] penetrem na zona [no interior da base].

John Pilger: Sim, é "eles e nós". Se você vai ao exterior da cerca, há sempre o risco de que adquira a compreensão de uma outra sociedade. Isso pode levar a colocar-se a questão de saber porque a base está lá. Isso não acontece frequentemente, pois uma outra linha de cerca atravessa a consciência militar.

Maki Sunagawa: Quando você rememora lugares de filmagem em Okinawa ou quando tomadas para este projecto, quais são as suas lembranças mais inesquecíveis e / ou mais chocantes? Há cenas ou conversações que não esquecerá?

John Pilger: Sim, há um certo número. Senti-me privilegiado por encontrar Fumiko [Shimabukuro], que é uma fonte de inspiração. Aqueles que haviam conseguido eleger o governador Onaga e a garantir que Henoko e todas as bases na agenda política japonesa estão entre as pessoas de princípio mais dinâmicas que já encontrei: cheias de imaginação e simpáticas.

Ouvir a mãe de um dos jovens que acabou por morrer devido aos terríveis ferimentos provocados por um caça americano que se esmagou sobre a escola [em Ishikawa] em 1959 foi um recordar brutal do medo em que vivem as pessoas. Uma professora disse-me que desde então ela nunca cessou de olhar com ansiedade quando ouve o ruído de uma aeronave acima da sua sala de aula. Quando filmávamos fora do Camp Schwab, éramos (assim como todos os manifestantes) deliberadamente fustigados por enormes helicóptero Sea Stallion, que voavam em círculos acima de nós. Era uma amostra do que as pessoas de Okinawa devem aguentar, dia após dia. Muitas vezes há um lamento de pessoas liberais, nas sociedades confortáveis, quando confrontadas com verdades desagradáveis: "Então, o que é que posso fazer para mudar isso?" Eu diria que é preciso fazer como os habitantes de Okinawa fizeram: não desistir e continuar.

"Resistência" não é uma palavra que se ouça ou que se veja frequentemente nos media ocidentais. É considerada como uma palavra de um outro mundo, não utilizada pelas polidas e respeitáveis. É uma palavra difícil de contornar e mudar. A resistência que encontrei em Okinawa é uma fonte de inspiração.

Maki Sunagawa: Sim, suponho que quando se faz parte da resistência não é tão fácil ver também a sua eficácia. Muito frequentemente, quando faço investigações no terreno, entrevistas, anotações e a escrita, é preciso algum tempo para tomar um pouco de recuo e olhar os pormenores de modo mais objectivo a fim de compreender a história mais profunda sobre a qual estou em vias de reflectir. Pergunto-me se, no decorrer do processo da edição deste novo filme, pode nos falar das novas e importantes lições que extraiu.

John Pilger: Bem, fazer um filme é como uma viagem de descoberta. Começa-se com um esquema global e um conjunto de ideias e hipóteses, mas nunca se sabe realmente onde isso vai nos levar. Nunca tinha estado em Okinawa, assim adquiri novas ideias e experiências: um novo sentido dos povos e queria que o filme reflectisse isso.

As ilhas Marshall também foram uma novidade para mim. Lá, a partir de 1946, os Estados Unidos testaram o equivalente a uma bomba de Hiroshima a cada dia durante doze anos. Os habitantes das Marshall ainda são utilizados como cobaias. Mísseis são atirados sobre as lagunas do atoll de Kwajelein a partir da Califórnia. A água está envenenada, os peixes não são comestíveis. As pessoas sobrevivem comendo conservas. Encontrei um grupo de mulheres que eram sobreviventes dos ensaios nucleares em torno do atolls de Bikini e Rongelap. Todas elas haviam perdido suas glândulas tiróide. Eram mulheres na casa dos 60 anos. Haviam sobrevivido, incrivelmente. São personalidades generosas tendo um grande sentido do humor negro. Elas cantaram para nós, ofereceram-nos prendas e disseram que estavam felizes porque tínhamos vindo filmá-las. Elas também fazem parte de uma resistência invisível.

Ver também: 

[*] Maki Sunagawa: investigadora da Graduate School of Intercultural Communication da Okinawa Christian University;   Daniel Broudy: professor de retórica e linguística da Okinawa Christian University.

O original encontra-se em fpif.org/preview-coming-war-america-china/
e a versão em francês em lesakerfrancophone.fr/...

Esta entrevista encontra-se em http://resistir.info/
 

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