Drop Down MenusCSS Drop Down MenuPure CSS Dropdown Menu

sexta-feira, 16 de junho de 2017

CORRUPÇÃO | Maria José Morgado: “Os criminosos incompetentes são um desânimo”



Conhecida por muitos como a ‘dama de ferro’, a atual procuradora-geral distrital de Lisboa não gosta que a chamem “justiceira”. “O justiceiro nunca é justo.” Numa longa conversa em que explica como a troika e a austeridade “tiveram a vantagem de trazer a denúncia da corrupção”, Maria José Morgado fala ainda do vício pelo exercício físico, do amor eterno pelo seu companheiro e da tristeza que a acompanha: “Sou uma pessoa triste e gosto da tristeza”. Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

A atual procuradora-geral distrital de Lisboa, com uma longa luta no Ministério Público contra a corrupção, considera que a troika e o programa de austeridade “tiveram a vantagem de trazer a denúncia da corrupção” em Portugal. “Não foram eles que a fizeram. Mas de repente ficámos a saber onde foram gastos os milhões dos nossos impostos. O 'esbanjadouro' político ficou exposto.”

Maria José Morgado recusa o rótulo de justiceira: “O justiceiro nunca é justo. A justiça é muito relativa e é utópica. Tem erros, falhas e vai até onde pode. Não podemos usar os processos como uma arma alternativa para transformar a sociedade.”

A magistrada considera que Portugal tem um problema com a corrupção sistémica e que a tão tradicional e portuguesa ‘pequena cunha’ é o plano inclinado para a corrupção ao mais alto nível. “O português médio é contra a corrupção, mas se tiver de usar a cunha para empregar a filha ou o primo já não acha mal. Muitas vezes não funcionam as regras do mérito, mas do ‘amiguismo’. Uma corrupção que se repete através de redes com apetências parasitárias do aparelho de Estado.”

Nesta conversa, Maria José Morgado fala ainda do seu lado mais pessoal: o vício pelo exercício físico, que a faz acordar todos os dias às 06h, a saudade e o amor eterno pelo companheiro Saldanha Sanches, falecido em 2010; as músicas e poesias que a acompanham (porque, “ao contrário do gin, a poesia não faz dor de cabeça” ) e ainda a razão de ter deixado de usar o emblemático risco preto nos olhos.

O podcast “A Beleza das Pequenas Coisas vai de férias. Voltaremos em breve com uma nova série de conversas. Até lá, convidámo-lo a descobrir ou a redescobrir as histórias e as vidas contadas até agora. Deixe comentários, sugestões, classificações e estrelas no iTunes ou no Soundcloud. Até breve e boas conversas!

Expresso, documentários multimédia

Entrevista e ilustração

Edição de som

Grafismo animado

Assinar no iTunes: http://apple.co/2mCAbq2
Assinar no Soundcloud: http://bit.ly/2nMRpRL
Se usar Android, basta pesquisar A Beleza das Pequenas Coisas na sua aplicação

Sem comentários: