domingo, 16 de julho de 2023

Portugal | PSD A REBOQUE E AO ESPELHO

Miguel Guedes* | Jornal de Notícias | opinião

Alguma razão haverá para o PSD ter querido reduzir-se a um cartoon de si mesmo. Um PSD a atirar a três alvos: a errar na liberdade de expressão, a atingir na censura prévia e a acertar em cheio no eleitorado do Chega (CH). E perguntar-se-á o eleitor base do PSD se foi para isto que Montenegro assumiu a liderança, se foi para mimetizar comportamentos a reboque da extrema-direita que a força de esperança de renovação social-democrata se distanciou de Rui Rio desde o primeiro dia, se é mesmo necessário esperar por D. Sebastião Coelho ou ser ultrapassado pela Direita xenófoba e racista em próximas eleições. O caminho é implacável e está a ser feito pela incapacidade de diferenciação prática entre boa parte das posições deste PSD e boa parte das teorias demagogas do partido de André Ventura. Há um processo de canibalização em curso e o PSD não devia encomendar a sua carne.

Todo o processo de reacção do PSD ao cartoon “Carreira de Tiro” na RTP é um manual de desacerto. Desde logo, porque dois olhos e um pensamento crítico indicariam prudência na percepção do objecto. Perante cartoons semanais de actualidade, produzidos livremente (e bem) pela estação pública, nenhum partido, deputado ou ministro pode emitir opinião que os condicione. Atacar um cartoonista é atacar o jornalismo livre e, como tal, decidam-se: “Je suis Charlie”, mas só de vez em quando? A intempestividade do líder da bancada parlamentar do PSD, Joaquim Miranda Sarmento, ao questionar o Conselho de Administração da RTP sobre um cartoon de política internacional relativo à violência policial em França, como se de Portugal se tratasse, é um tratado que Pavlov não desdenharia. Ou os ratinhos de Skinner numa casa de espelhos. Espelho, espelho meu, diz-me quem ouves.

Há um PSD que, estranhamente porque em autofagia, não perde uma oportunidade para concorrer com a loja de horrores da extrema-direita. Diga-se, em abono da verdade, que usa a porta que Rui Rio sempre deixou entreaberta com a teoria da “moderação”. Mas a reacção a reboque do CH é ainda pincelada com toques de censura prévia quando se pergunta se a televisão pública teve “conhecimento prévio do cartoon antes de o transmitir?” A sugestão de pré-visionamento de conteúdo jornalístico, ainda por cima ao abrigo da liberdade da crítica e do humor, encerra uma visão catastrófica do serviço público, da sua liberdade e independência e busca validação no tempo em que a televisão era a preto e branco e só para alguns. Quanto tempo mais veremos o maior partido da Oposição em carreira de tiro aos próprios pés?

* O autor escreve segundo a antiga ortografia

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Portugal | CELA CHEIA


Henrique Monteiro | Henricartoon

Angola | CAMINHO-DE-FERRO DE BENGUELA -- Artur Queiroz

A Mais Valiosa Joia de Angola Oferecida ao Desbarato

Artur Queiroz*, Luanda

O Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB) é a estrada mais curta entre o Oceano Atlântico e a África Central profunda, sem frente de mar. Uma brochura belíssima da empresa, profusamente ilustrada com aguarelas do artista angolano Neves de Sousa, faz a apresentação da maior obra pública alguma vez foi realizada no nosso país, citando um relatório assinado pelos administradores Robert Williams e General Joaquim José Machado (delegado do Estado Português junto da empresa), engenheiro militar e que foi director do Serviço de Obras Públicas de Angola. Uma estação no Bié (Camacupa) foi baptizada com o seu nome, a Vila General Machado.

O relatório afirma que “graças ao caminho-de-ferro, Lourenço Marques (Maputo) e Durban forneceram uma saída para as minas do Rand; Os campos da Rodésia (Zimbabwe) exportam os seus produtos pelo porto da Beira. Dentro de meses Katanga pode exportar o seu cobre, aos milhares de toneladas, pela Baía do Lobito, graças ao Caminho-de-Ferro de Benguela”.

O outro autor do relatório é assim apresentado: “A concepção do Caminho-de-Ferro de Benguela e o desenvolvimento da Baía do Lobito são devidas a um escocês. Sir Robert Williams, a quem foi conferido o título de “Varonet” em 1928, pela sua acção no desenvolvimento de África durante 50 anos. Foi Williams quem descobriu os jazigos de cobre na Katanga e quem prolongou a secção do Caminho-de-Ferro do Cabo ao Cairo, desde Broken Hill até ao Congo Belga, alcançando por conseguinte para os produtos da Rodésia o valioso mercado da Katanga e criando tráfego para os mesmos Caminhos de Ferro”.

Robert Williams embarcou a primeira vez em Aberdeen com destino a África em 1881 e durante alguns anos foi sócio Cecil Rhodes em diferentes empresas mineiras em Kimberley e no Rand. Desta sociedade nasceu o projecto Caminho-de-Ferro do Cairo ao Cabo. A ideia era escoar todos os minérios saqueados entre os grandes rios Zambeze e Congo (Zaire). Angola estava no trajecto. Mas isso só era possível transferindo o eixo do Lago Tanganica para Angola/Congo Belga. Neste ponto entra o Almirante Gago Coutinho que se empenhou em integrar o rio Zambeze na colónia de Angola.

O almirante pioneiro nos voos transatlânticos (a Marinha também voava!) fez o desenho da fronteira Leste de Angola, entre o bico da Luiana e o início do saliente do Cazombo. O trabalho do traçado devia ter igualmente um técnico britânico mas Londres confiou no trabalho de Gago Coutinho. Os sobas locais levaram-no ao território do Alto Zambeze e mostraram-lhe a “flor do cobre”, pedras verdes belíssimas. Aquelas flores mostravam fortes indícios do metal, na época muito valioso. 

Quando Portugal negociou com a Bélgica a permuta do Vale do Mpozo com o território da Lunda (Tratado de Loanda), o almirante deu instruções para que os negociadores exigissem todo o território que corresponde hoje ao saliente do Cazombo, porque assim o rio Zambeze passava a correr em Angola e a colónia ficava com grandes reservas de cobre. Juntou uma carta dos solos que ele elaborou secretamente. Até hoje aquela riqueza continua inerte. 

Pode ser que o Grupo Carrinho ou a Construtora Omatapalo, dando expressão à sua filantropia, estejam interessados em aumentar o PIB de Angola para o dobro. Apenas os artesãos usam a “flor do cobre” para fazer colares e outros adornos. Nos anos 60 fiz uma reportagem sobre as populações ribeirinhas do Zambeze em Angola. Conheço bem a terra das flores do cobre!

WAGNER JÁ ESTÁ INSTALADO NA BIELORRÚSSIA

Nos últimos dias, várias colunas militares do Wagner PMC foram avistadas indo em direção à fronteira bielorrussa, enquanto outras forças Wagner já estão treinando os militares bielorrussos.

Em 12 de julho, o Ministério da Defesa da Rússia declarou que o Wagner PMC havia entregue suas armas pesadas e munições ao Ministério da Defesa da Rússia. Eles supostamente incluíam 2.000 armas:

- Tanques T-90, T-80, T-72B3;

- sistemas de foguetes de lançamento múltiplo “Grad”, “Hurricane”;

- complexos de mísseis e canhões antiaéreos “Pantsir”;

- artilharia autopropulsada – 2S1 “Cravo” (122 mm), 2S3 “Acacia” (152 mm), 2C5 “Jacinto” (152 mm), 2C4 “Tulipa” (240 mm).

- obuses, canhões antitanque, morteiros, tratores blindados, veículos blindados, carros,

- 20 mil armas pequenas.

A realocação das unidades PMC para o território da República da Bielorrússia começou oficialmente.

Um comboio militar de PMCs foi avistado a caminho da fronteira com a Bielorrússia. Pelo menos mais duas colunas foram filmadas pelos locais nas regiões russas em 14 e 15 de julho. Não havia equipamento militar com os PMCs.

Enquanto o PMC iniciou oficialmente a transferência de seu equipamento militar, alguns combatentes de Wagner já estão treinando os militares bielorrussos.

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Em 14 de julho, os representantes oficiais do departamento militar russo informaram que os combatentes do Wagner PMC instruíram os militares das forças de defesa territorial da República da Bielorrússia.

“Os recrutas estão dominando suas habilidades de tiro tático e se movendo no campo de batalha. Eles ganham conhecimento de treinamento de engenharia e medicina tática. Os combatentes Wagner PMC atuaram como instrutores em várias disciplinas militares”, confirmou o Ministério da Defesa da Bielo-Rússia.

O treinamento aconteceu no campo de treinamento perto da cidade de Osipovichi, na região de Mogilev, a 350 km de Kiev.

Segundo as autoridades bielorrussas, o acampamento acomodará até 5 mil pessoas, além da quantidade necessária de equipamento militar. Foi esclarecido que o acampamento se destinava ao treinamento das tropas de defesa territorial. No momento, ainda não foi tomada a decisão final sobre a permanência ou não dos funcionários do Grupo Wagner no acampamento.

A filmagem do acampamento revela que é improvável que se torne a base do destacamento permanente de Wagner porque há apenas barracas vistas nas fotos.

Ao mesmo tempo, de acordo com relatórios não confirmados, as forças de Wagner destacadas na África também virão para a Bielo-Rússia. Assim, é provável que continue a criação de grandes bases militares com toda a infra-estrutura necessária.

Apesar de o PMC ter sido desarmado e estar realizando apenas tarefas de treinamento na Bielo-Rússia, Kiev e Varsóvia estão muito alarmados com a movimentação dos combatentes de Wagner.

No início de julho, o Comando Geral Polonês declarou que os militares poloneses estavam fortalecendo sua presença nas regiões orientais. O destacamento militar começou em 8 de julho.

“Mil soldados e quase 200 equipamentos militares das 12ª e 17ª brigadas mecanizadas se deslocarão para o leste da Polônia.” – declararam os militares poloneses.

Por sua vez, a Ucrânia decidiu minar a fronteira com a Bielorrússia, que já estava reforçada por inúmeros postos de controle, trincheiras e campos minados depois que os militares russos deixaram as regiões do norte do país.

“Entendemos que não precisaremos da linha de fronteira do estado civil com nossos vizinhos do norte por muito tempo, já que não temos amigos do outro lado da fronteira”, disse o tenente-general Sergei Naev, comandante das Forças Conjuntas das Forças Armadas da Ucrânia, explicou a decisão de Kiev.

Nos últimos 10 dias, os militares ucranianos criaram mais 30 campos minados e barreiras na zona de fronteira, o que exigiu 5,8 mil minas. Cerca de 5.000 metros de trincheiras e 6,5 mil metros de fossos antitanques foram equipados ao longo da fronteira, posições de tiro para pessoal e equipamento militar foram criadas, segundo os militares ucranianos.

É improvável que o Wagner PMC entre nas batalhas na Ucrânia em um futuro próximo. No entanto, esta possibilidade não está excluída. Wagner está lutando ou não, isso continua distraindo os militares ucranianos das hostilidades em andamento na linha de frente.

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Putin diz que Wagner Group não existe

Forças de Wagner, incluindo Prigozhin, agora totalmente integradas às forças armadas da Rússia

Putin se reuniu com Prigozhin e outros comandantes de Wagner, que expressaram disposição para lutar pela Rússia

A Rússia contra-ataca em Donbass, pulverizando as forças de Kiev em Zaporozhie

Enquanto todos acompanham as notícias sobre a contra-ofensiva ucraniana nas regiões de Zaporozhye e Artyomovsk, os militares russos continuam sua ofensiva, rompendo a defesa escalonada do exército ucraniano na linha de frente Svatovo-Kremennaya.

South Front | # Traduzido em português do Brasil | vídeo

Após pesadas perdas durante meses de combate nas florestas perto de Kremennaya, os militares ucranianos começaram a recuar por um vasto território. Em 11 de julho, o ministro da Defesa russo, general do Exército, Sergei Shoigu, confirmou que as forças russas haviam lançado um contra-ataque na direção de Krasnolimansk.

Os destacamentos de assalto das 15ª e 21ª brigadas do agrupamento de tropas do Centro Russo repeliram os ataques ucranianos perto da aldeia de Karmazinovka. Tendo infligido uma derrota de fogo ao inimigo, as unidades russas lançaram um contra-ataque e avançaram um quilômetro e meio de profundidade e dois quilômetros na frente, afirmou o ministro da Defesa.

De acordo com relatos da frente, as forças russas assumiram o controle de uma altura importante na área de Zhuravka balka e se firmaram ali. As forças ucranianas tentaram recapturar uma posição importante, mas não conseguiram abordá-la.

Como resultado, os militares ucranianos perderam 5 unidades de veículos blindados apenas nesta batalha. Eles incluíam 2 tanques, 3 veículos de combate de infantaria e até cinquenta militares.

Ao sul, na direção de Krasnolimansk, as forças russas avançaram até três quilômetros de profundidade na defesa ucraniana e entraram na vila de Torskoye, localizada em uma importante encruzilhada. Os russos entraram na cidade pela primeira vez desde outubro de 2022, quando se retiraram da região.

Avançando além do rio Zherebets, as forças russas assumiram o controle de alturas dominantes e mais de 10 redutos inimigos nos últimos dias. Fontes ucranianas publicaram imagens confirmando que os militares ucranianos dispararam do Grad MLRS na parte leste da vila, tentando impedir o avanço russo.

“A situação na parte leste do assentamento e a leste dele está sendo esclarecida. Há batalhas em andamento”, diz o briefing diário das Forças Armadas da Ucrânia.

Enquanto isso, a situação nas linhas de frente de Zaporozhie permanece inalterada. Os militares ucranianos continuam seus malsucedidos “ataques de carne” na esperança de romper a defesa russa. Segundo o ministro da Defesa da Rússia, desde o início da contra-ofensiva ucraniana, as forças russas destruíram:

– mais de 26 mil militares ucranianos e três mil unidades de várias armas.

– 21 aeronaves ucranianas, cinco helicópteros.

– 1.244 tanques e outros veículos blindados, incluindo 17 Leopards, cinco tanques franceses AMX com rodas e 12 veículos de combate de infantaria Bradley.

– 914 unidades de veículos militares especiais, dois sistemas de mísseis antiaéreos, 25 veículos de combate MLRS.

– 403 canhões, incluindo 43 sistemas de artilharia M777 fabricados nos EUA e 46 unidades de artilharia autopropulsadas da Polônia, EUA e França.

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A Polónia complicou seus planos de liderança regional ao tentar dominar a Alemanha

A Alemanha pode agora reivindicar ser um parceiro militar de longo prazo mais confiável para a Ucrânia, enquanto a Lituânia substituirá parcialmente o papel que a Polônia poderia ter desempenhado na reparação de tanques ucranianos, ambos os resultados que complicam os planos de liderança regional de Varsóvia, mas não tem ninguém para culpar por isso, só a si.

Andrew Korybko* | Substack | opinião | # Traduzido em português do Brasil

Um porta-voz do Ministério da Defesa alemão anunciou na quarta-feira que “os tanques Leopard 2A5 e Leopard 2A6 serão reparados na Alemanha e provavelmente na Lituânia” depois que as negociações com a Polônia sobre a hospedagem de um centro de manutenção de tanques ucraniano fracassaram. Observou-se anteriormente que “ Há muito em jogo no resultado das negociações militares germano-polonesas ”, e é por isso que se esperava que eles encontrassem um compromisso, uma vez que esses planos teriam sido mutuamente benéficos se tivessem se concretizado.

Isso não aconteceu, porém, porque a Polônia não estava negociando de boa fé. Em vez de tentar sinceramente chegar a um acordo, ele só queria enganar a Alemanha cobrando taxas exorbitantes para consertar tanques ucranianos em seu território. Em retrospectiva, o partido governista “Law & Justice” (PiS) pode ter pensado que este poderia ser um meio criativo para espremer as chamadas “reparações” da Alemanha pela Segunda Guerra Mundial, ou poderia ter desejado condenar as negociações do começar a culpar Berlim como parte de sua campanha de reeleição.

Independentemente de quais fossem suas verdadeiras motivações, o resultado do colapso de suas negociações é que a Polônia agora será apenas um estado de trânsito para os reparos desses tanques, em vez de hospedar um centro como foi originalmente planejado. Para perseguir uma margem de lucro louca por razões políticas relacionadas a queixas históricas ou para reunir os poloneses em torno do partido no poder em uma base nacionalista anti-alemã antes das eleições de outono, esses planos ambiciosos deram em nada, o que complica a liderança regional prevista para a Polônia.

A Alemanha pode agora reivindicar ser um parceiro militar de longo prazo mais confiável para a Ucrânia, o que ajuda a reforçar seu papel como principal aliado dos EUA na OTAN diante do desafio da Polônia , enquanto a Lituânia substituirá parcialmente o papel que a Polônia poderia ter desempenhado na reparação Tanques ucranianos e, assim, aumentar seu próprio papel regional. Sobre isso, este pequeno país deu um soco diplomático muito acima de seu peso, provocando os rivais russos chineses de seus patronos americanos , e agora pode adicionar uma dimensão militar a isso também.

Não apenas consertará em breve alguns tanques ucranianos, mas também planeja hospedar permanentemente 4.000 soldados alemães , o que, em conjunto, o levará a se tornar o posto militar mais oriental do líder de fato da UE. Ao tornar-se indispensável para as ambições hegemônicas da Alemanha , a Lituânia pode evitar preventivamente o cenário de se tornar um vassalo polonês como resultado da ascensão de seu vizinho, além de tentar jogar esses dois rivais tradicionais um contra o outro em busca dos melhores negócios possíveis.

Sem perceber, o PiS apenas prejudicou os planos de liderança regional previstos pela Polônia, praticamente excluindo a possibilidade de a Lituânia cair sob sua influência e, a partir de então, ressuscitar sua comunidade há muito perdida em uma forma pós-moderna. Eles ainda são parceiros oficialmente iguais ao lado da Ucrânia por meio de sua estrutura do chamado “Triângulo de Lublin”, mas será muito mais difícil do que antes para Varsóvia se apresentar como o “primeiro entre iguais” agora que Vilnius é tão solidamente apoiado por Berlim.

Finalmente, infundir no quadro acima mencionado uma aparência de igualdade depois de até então ter apenas a pretensão superficial de desacelerar ainda mais os planos hegemônicos da Polônia em benefício da Alemanha. Portanto, pode-se concluir que a tentativa malsucedida do PiS de espoliar seu vizinho ocidental teve consequências inesperadas, permitindo à Lituânia equilibrar com mais confiança a ascensão da Polônia, o que mina a dimensão oriental da política externa do partido no poder antes das eleições deste outono.

*Analista político americano especializado na transição sistêmica global para a multipolaridade

Alemanha remilitarizada em jogo longo na Ucrânia

As terras do Reich alemão perdidas para a Polônia e a União Soviética após a Segunda Guerra Mundial, em amarelo e laranja. Desde a dissolução da URSS, agora fazem parte da Polônia e da Rússia. (Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0)

Há sempre algo volátil  numa Grande Potência deficiente quando toda uma nova intensidade aparece em circunstâncias políticas, econômicas e históricas, escreve MK Bhadrakumar. 

MK Bhadrakumar* | Indian Punchline | em Consortium News | # Traduzido em português do Brasil

A hipótese de que o eixo anglo-saxão é fundamental para a guerra por procuração na Ucrânia contra a Rússia é apenas parcialmente verdadeira. A Alemanha é, na verdade, o segundo maior fornecedor de armas da Ucrânia, depois dos Estados Unidos.

O chanceler Olaf Scholz  prometeu um novo pacote de armas  no valor de € 700 milhões, incluindo tanques adicionais, munições e sistemas de defesa aérea Patriot na cúpula da OTAN em Vilnius, colocando Berlim, como ele disse, na vanguarda do apoio militar à Ucrânia. 

O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, enfatizou: “Ao fazer isso, estamos dando uma contribuição significativa para fortalecer o poder de permanência da Ucrânia”. No entanto, a pantomima pode ter vários motivos. 

Fundamentalmente, a motivação da Alemanha remonta à derrota esmagadora do Exército Vermelho e tem pouco a ver com a Ucrânia como tal.

A crise na Ucrânia forneceu o contexto para acelerar a militarização da Alemanha. Enquanto isso, sentimentos revanchistas estão surgindo e há um “consenso bipartidário” entre os principais partidos de centro da Alemanha – CDU, SPD e Partido Verde – a esse respeito. 

Em uma  entrevista  no fim de semana passado, o principal especialista estrangeiro e de defesa da CDU, Roderich Kiesewetter (um ex-coronel que chefiou a Associação de Reservistas do Bundeswehr de 2011 a 2016) sugeriu que, se as condições o justificarem na situação da Ucrânia, a Organização do Tratado do Atlântico Norte deveria considere cortar “Kaliningrado das linhas de abastecimento russas. Vemos como Putin reage quando está sob pressão.”

Berlim ainda sofre com a rendição da antiga cidade prussiana de Königsberg [agora Kaliningrado] em abril de 1945. 

Stalin ordenou que 1,5 milhão de soldados soviéticos, apoiados por vários milhares de tanques e aeronaves, atacassem as divisões nazistas Panzer profundamente entrincheiradas em Königsberg. A captura da fortaleza fortemente fortificada de Königsberg pelo exército soviético foi celebrada em Moscou com uma salva de artilharia de 324 canhões disparando 24 projéteis cada.  

ONU: 122 milhões empurrados para a fome desde 2019

No último relatório de cinco agências da ONU, a emergência climática, os conflitos armados e a pandemia de Covid-19 são vistos empurrando o objetivo global de erradicar a fome ainda mais fora de alcance.  

Jessica Corbett* | Common Dreams | em Consortium News | # Traduzido em português do Brasil

A emergência climática, os conflitos armados e a pandemia de Covid-19 levaram mais de 100 milhões de pessoas à fome em todo o mundo nos últimos anos, revelaram cinco agências das Nações Unidas na quarta-feira em um relatório anual.

O último relatório “Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo” estima que a fome afetou entre 691 milhões e 783 milhões de pessoas no ano passado, com uma média de 735 milhões — ou 122 milhões a mais que em 2019, antes do desastre de saúde pública.

[Relacionado:  Países ricos economizam no alívio da fome ]

“De 2021 a 2022, houve progresso na redução da fome na Ásia e na América Latina, mas a fome ainda está aumentando na Ásia Ocidental, no Caribe e em todas as sub-regiões da África”, afirma o relatório da Organização para Alimentação e Agricultura ( FAO), Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (IFAD), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Organização Mundial da Saúde (OMS) e Programa Alimentar Mundial (PMA).

Em termos de nutrição, “mais de 3,1 bilhões de pessoas no mundo – ou 42% – não puderam pagar uma dieta saudável em 2021” ou “um aumento geral de 134 milhões de pessoas em comparação com 2019”, diz a publicação. “Em todo o mundo, em 2022, estima-se que 148,1 milhões de crianças com menos de 5 anos de idade (22,3%) sofram de atraso no crescimento, 45 milhões (6,8%) foram desperdiçadas e 37 milhões (5,6%) estavam acima do peso.”

O documento também olha para frente, alertando para a projeção de que “quase 600 milhões de pessoas estarão com subnutrição crônica em 2030”, o que “é cerca de 119 milhões a mais do que em um cenário em que nem a pandemia nem a guerra na Ucrânia haviam ocorrido, e por volta de 23 milhões a mais do que se a guerra na Ucrânia não tivesse acontecido.”

O segundo dos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) que os estados membros da ONU estabeleceram para 2030 é  erradicar a fome . Dadas as condições atuais, bem como as expectativas para o restante desta década, atingir essa meta “representa um desafio assustador”, escreveram os líderes das cinco agências no prefácio do relatório.

“Como as edições anteriores deste relatório destacaram, a intensificação dos principais fatores de insegurança alimentar e desnutrição – conflitos, extremos climáticos, desacelerações e recessões econômicas e crescente desigualdade – muitas vezes ocorrendo em combinação, está desafiando nossos esforços para alcançar os ODS.” diz o documento.

“Não há dúvida de que essas ameaças continuarão, exigindo que permaneçamos firmes para criar resiliência contra elas. No entanto, ainda existem megatendências importantes que devem ser totalmente compreendidas ao elaborar políticas para atender às metas do ODS 2”, continua a publicação. “Uma dessas megatendências e o foco do relatório deste ano é a urbanização.”

A nova publicação gerou apelos apaixonados à ação dos líderes da ONU – incluindo o secretário-geral António Guterres, que  disse  em uma mensagem de vídeo que “em um mundo de abundância, ninguém deveria passar fome e ninguém deveria sofrer a crueldade da desnutrição. Mas este relatório sobre o estado de segurança alimentar e nutrição mostra uma imagem dura da nossa realidade.”

“Há raios de esperança: algumas regiões estão a caminho de atingir algumas metas de nutrição para 2030. Mas, no geral, precisamos de um esforço global intenso e imediato para resgatar os objetivos de desenvolvimento sustentável”, declarou Guterres. “Devemos construir resiliência contra as crises e choques que levam à insegurança alimentar – do conflito ao clima. Devemos proteger os ganhos na nutrição infantil, inclusive dos riscos decorrentes do aumento da obesidade. E devemos garantir que os sistemas alimentares sejam adequados para o futuro”.

O presidente do FIDA, Alvaro Lario,  enfatizou  em um comunicado que “um mundo sem fome é possível. O que nos falta são investimentos e vontade política para implementar soluções em escala. Podemos erradicar a fome se fizermos dela uma prioridade global”.

“Investimentos em pequenos agricultores e em sua adaptação às mudanças climáticas, acesso a insumos e tecnologias e acesso a financiamento para montar pequenos agronegócios podem fazer a diferença. Os pequenos produtores fazem parte da solução”, disse Lario. “Devidamente apoiados, eles podem produzir mais alimentos, diversificar a produção e abastecer os mercados urbanos e rurais – alimentando áreas rurais e cidades com alimentos nutritivos e cultivados localmente”.

* Jessica Corbett é redatora da Common Dreams.

Este artigo é da Common Dreams.

ESTERCO ROLANDO

Saeed Sadeghi, Irão | Cartoon Movement

 

O Lulu Faz Figura de Pit Bull -- Artur Queiroz

Artur Queiroz*, Luanda

O chefe da OTAN (ou NATO), Jens Stoltenberg, fala pela boca do estado terrorista mais perigoso do mundo. E faz isso tão bem que vai continuar no posto mais um ano. Assim cumpre uma década completa de serventia. Começou com a “revolução colorida” na Ucrânia, quando os nazis deram um golpe de estado sob a direcção da CIA e iniciaram uma limpeza étnica contra a população russa ou russófona. Ainda hoje a administração municipal de Kiev proibiu a língua russa nos espaços culturais públicos, falada ou escrita. Canto, música, literatura, conversa avulsa. Úrsula von der Leyen fiz que a Ucrânia está a defender a democracia no mundo!

Stoltenberg afirmou em Vilnius que a OTAN (ou NATO) é desde a sua fundação a instituição que defende a democracia no Ocidente. Dizem estas coisas sem rir porque confiam na santa ignorância do pessoal que hoje serve o patronato nos Media. Ninguém vai confrontar com a verdade, o secretário-geral da organização mais reacionária e agressiva do planeta. Os donos pagam-lhes exactamente para isso. Ai de quem ouse ir além de carregar gravadores, microfones e câmaras. 

A OTAN (ou NATO) é uma arma da democracia, diz Joe Biden. Mas desde os primeiros anos que conta com ditaduras ferozes como a Espanha e Portugal. Uma ditadura camuflada, Itália. Uma ditadura sangrenta, Turquia. Uma ditadura de coronéis na Grécia. Mais recentemente, o bloco militar agressivo e reacionário foi reforçado com ditaduras de opereta como as da Polónia e Hungria. Mais os neonazis dos países bálticos (Lituânia, Estónia e Letónia). Os nazis assumidos da Roménia. Os nazis dos protectorados Albânia, Bulgária, Chéquia, Croácia, Eslováquia, Eslovénia e Montenegro. A Macedónia do Norte não tem classificação. Mas é um país campeão no ódio à democracia. A Suécia é hoje governada por forças da extrema-direita.

A Ucrânia entra na OTAN (ou NATO) logo que possível, garante Joe Biden. Se fosse um político honesto dizia nunca. Porque os nazis de Kiev estão a enfrentar uma operação militar especial que vai afastá-los do poder (desnazificação). Porque o país está a ser desarmado e quantas mais armas (sucata) mandarem para o teatro de operações militares, pior. Joe Biden, os líderes da OTAN (ou NATO) e da União Europeia são criminosos de guerra. Estão a empurrar os ucranianos para a morte, até ao último ucraniano para “sangrar” a Federação Russa.

Mais cruel é impossível. Se fossem os próprios para a guerra, se mandassem os filhos, percebia o porquê de enviarem armas para um país que está a ser alvo de uma operação para desarmá-lo. E vai mesmo ficar desarmado. 

Quando isso acontecer pode já nem sequer desistir a OTAN (ou NATO). Pode ser que Joe Biden seja enviado pelos eleitores norte-americanos para um lar de idosos. Pode ser que Úrsula von der Leyen e a sua equipa da Comissão Europeia vão responder num Tribunal de Nuremberga. O nazismo tem de ser esmagado agora. Para a Humanidade é um combate de vida ou de morte.

Biden fez promessas enganosas a Zelensky. Mas ele está tão toldado que ainda não percebeu que a telenovela Partido do Povo a acabou. Não é capaz de entender que sendo um lulu caniche jamais será visto como um pit bull. Não tem lugar na Ucrânia desarmada e desnazificada. Tem de regressar aos palcos e às telenovelas. Nessa altura ninguém mais fala dele. Desaparece das televisões de todo o mundo e portanto deixa de existir. Até lá, mais ucranianas e ucranianos vão morrer por conta de Biden, Stoltenberg, Úrsula, Guterres e outros excrementos da Humanidade. Triste.

Hoje venho dizer que fundar um banco é crime bem mais grave do que assaltar bancos. Fui informado de que o novo ministro do Comércio não é empregado de Álvaro Sobrinho. Simplesmente fundou um banco que foi assaltado pelo multimilionário amigo de João Lourenço e que levou o BESA ao fundo. Fica a correcção. Mas tenho muitas dúvidas. Uma vez no Executivo, o titular da Indústria e Comércio passa a ser, automaticamente, criado de Sobrinhos, Madalenos, Edeltrudes, Luís Nunes, Carrinhos e outros guardiões da honestidade e membros da santidade vigente.

Carlos Sã0 Vicente é desde ontem prisioneiro de João Lourenço. Quando um Presidente da República envereda por este caminho, dificilmente volta a ganhar honorabilidade e estatuto democrático. Mesmo que tenha as costas quentes pelo estado terrorista mais perigoso do mundo e pela OTAN (ou NATO). O Povo Angola – nunca se esqueçam - derrotou o colonialismo português. Portugal é um país da OTAN (ou NATO). No teatro der operações durante a Luta Armada de Libertação Nacional foram lançadas forças paraquedistas que era tropa da OTAN (ou NATO).

Os militares do Regimento de Caçadores Paraquedistas (quartel em Belas, arredores de Luanda) estavam equipados com material da OTAN (ou NATO). Os fuzis eram ArmaLite AR-15 de fabrico norte-americano. O resto da tropa usava as G-3. Com o precioso auxílio do quarto movimento de libertação (MFA), o MPLA derrotou os colonialistas e a OTAN (ou NATO). O mesmo Povo que lutou pela Independência, Soberania Nacional e Integridade Territorial também vai enfrentar os guarda-costas de João Lourenço. 

Também vai derrotar quem está a vender o país ao metro quadrado. O MPLA educou os angolanos nos valores da Liberdade, da Honra e da Dignidade. A semente foi lançada e germinou. Deu excelentes frutos. O colonialismo não volta. A OTAN (ou NATO) não passará. 

Os Media públicos garantem que o Presidente João Lourenço está em grande forma porque pedalou 30 quilómetros na sua bicicleta presidencial. Os angolanos estão em baixo. Já nem têm força para andar a pé quanto mais pedalar. 

Os Heróis do 4 de Fevereiro não serão traídos. Os heroicos guerrilheiros da Luta Armada de Libertação Nacional não serão desonrados. Angola não é dos banqueiros sejam ou não criados do Álvaro Sobrinho.

* Jornalista

Vizinhos do Sudão não querem entrar numa guerra de procuração de dividir para reinar

Os vizinhos do Sudão podem não ser capazes de impedir sua queda para uma guerra civil em grande escala que desencadeia a próxima “Guerra Mundial Africana”, mas não seria por falta de tentativas sinceras.

Andrew Korybko* | Substack | opinião | # Traduzido em português do Brasil

A crise sudanesa de um quarto de ano representa o maior risco em anos de outra chamada “Guerra Mundial Africana” nos moldes das duas antigas guerras congolesas devido aos interesses concorrentes das nações vizinhas. O estopim imediato deste conflito foi a rivalidade entre o General Abdel Fattah Al-Burhan das Forças Armadas Sudanesas (SAF) e o General Mohamed Hamdan Dagalo (“Hemedti”) das Forças de Segurança Rápidas (RSF), mas suas verdadeiras raízes derivam da intromissão ocidental como explicado nas seguintes análises:

* 16 de abril: “ A Guerra do 'Estado Profundo' do Sudão pode ter consequências geoestratégicas de longo alcance se continuar 

* 21 de abril: “ Eis por que os EUA estão tentando atribuir a culpa pela guerra do 'Estado Profundo' do Sudão à Rússia 

* 23 de abril: “ Um alto funcionário do Pentágono fortemente implícito 'Mission Creep' no Sudão 

* 27 de abril: “ A Rússia está certa: 'Engenharia política' do exterior é responsável pela crise sudanesa 

* 4 de maio: “ As afirmações da grande mídia de que a intromissão americana arruinou o Sudão são enganosas 

* 6 de maio: “ Cinco conclusões do recém-iniciado processo de paz saudita-americano para o Sudão 

A crise sudanesa manteve-se até agora contida nas fronteiras daquele país, apesar do fluxo de refugiados, principalmente devido a três fatores: 1) Burhan não jogou a “carta russa” que a mídia americana lhe entregou para solicitar formalmente apoio militar estrangeiro naquele pretexto; 2) o Egito conteve seu impulso de intervir diretamente mesmo depois que o RSF lutou contra seus aliados SAF até um impasse; e 3) os EUA não têm mais estoques para enviar Burhan após a guerra por procuração OTAN-Rússia na Ucrânia os esgotou .

EUA mataram mais de 20 milhões de pessoas em 37 nações desde a 2ª Guerra Mundial

Publicado pela primeira vez em 15 de novembro de 2015, este relatório incisivo estava entre os artigos mais populares da Global Research. Como resultado da censura da mídia, ele não é mais apresentado pelos mecanismos de busca

Nota introdutória de Michel Chossudovsky

Vamos colocar isso em uma perspectiva histórica: a comemoração da Guerra para Acabar com Todas as Guerras reconhece que 15 milhões de vidas foram perdidas durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18).

A perda de vidas na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) foi em escala muito grande, quando comparada à Primeira Guerra Mundial: 60 milhões de vidas, tanto militares quanto civis, foram perdidas durante a Segunda Guerra Mundial. (Quatro vezes os mortos durante a Primeira Guerra Mundial).

As maiores vítimas da Segunda Guerra Mundial foram a China e a União Soviética: 

26 milhões na União Soviética, 

A China estima suas perdas em aproximadamente 20 milhões de mortes.

Ironicamente, esses dois países (aliados dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial) que perderam grande parte de sua população durante a Segunda Guerra Mundial estão agora sob a administração de Biden-Harris categorizados como “inimigos da América”, que ameaçam o mundo ocidental.

As forças da OTAN-EUA estão à porta da Rússia. A chamada “guerra nuclear preventiva” contra  a China e a Rússia está na prancheta do Pentágono. 

A Alemanha e a Áustria perderam aproximadamente  8 milhões de pessoas durante a Segunda Guerra Mundial, o Japão perdeu mais de 2,5 milhões de pessoas. Os EUA e a Grã-Bretanha perderam, respectivamente, mais de 400.000 vidas. 

Este artigo cuidadosamente pesquisado por James A. Lucas   documenta as mais de 20 milhões de vidas perdidas resultantes de guerras lideradas pelos EUA , golpes militares e operações de inteligência realizadas após a Segunda Guerra Mundial, no que é eufemisticamente chamado de “ era pós-guerra” (1945 - ).

A extensa perda de vidas no Líbano, Síria, Iêmen, Ucrânia e Líbia não está incluída neste estudo.

Guerra contínua liderada pelos EUA (1945-): não houve “era pós-guerra ” .

E agora, um cenário de Terceira Guerra Mundial é contemplado pelos EUA-NATO.  

Em nenhum momento desde que a primeira bomba atômica foi lançada sobre Hiroshima em 6 de agosto de 1945 , a humanidade esteve mais perto do impensável. Todas as salvaguardas da era da Guerra Fria, que categorizava a bomba nuclear como “uma arma de último recurso”, foram descartadas.

Os perigos da guerra nuclear são reais. Eles são “Movidos pelo Lucro”. Sob Joe Biden , os fundos públicos alocados para armas nucleares devem aumentar para 2 trilhões até 2030,  supostamente como um meio de salvaguardar a paz e a segurança nacional às custas dos contribuintes . (Quantas escolas e hospitais você poderia financiar com 2 trilhões de dólares?).

Michel Chossudovsky , Global Research, 25 de fevereiro de 2023, 15 de julho de 2023

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