quarta-feira, 18 de maio de 2011

Vinhos da ilha do Fogo vão chegar a Portugal e EUA através de empresas portuguesas







JSD – LUSA


Cidade da Praia, 12 mai (Lusa) -- Duas empresas portuguesas que estabeleceram uma parceria em Cabo Verde há cerca de dois anos vão exportar para Portugal e Estados Unidos grande parte do vinho (tinto e branco) produzido na ilha do Fogo.


Em declarações à Agência Lusa, Carlos Graça, administrador da Efectivo, parceira da Win Resources, indicou que a produção anual das cooperativas foguenses Chã e Sôdade está estimada em cerca de 150 mil garrafas, podendo subir nos próximos anos, à medida que forem melhoradas as condições de produção.


Carlos Graça admitiu que a produção é, "ainda, muito pequena" e sublinhou que, se se fizer uma promoção válida, "rapidamente é toda escoada".


O projeto de Maria Chaves, que permitirá introduzir no mercado mais uma quantidade significativa de garrafas, estimada em cerca de 200 mil, e o de Monte Losna, que está em fase de contactos, vai aumentar significativamente a produção, acrescentou.


"Face à pequena produção, à produção possível, que não enche muitos contentores, a ideia é alargar a outros produtos tradicionais que possam representar uma mais valia para a exportação", sublinhou o administrador da Efectivo e parceiro da Win Resources, empresa ligada ao agronegócio e liderada pelo empresário Davide Freitas.


Para criar "valor acrescentado", disse, está a estudar-se a possibilidade de envolver nas exportações, junto com o vinho, produtos que são "ícones" de Cabo Verde, como o café, também do Fogo, os doces tradicionais e os ponches de cada uma das ilhas, tudo devidamente certificado.


"Falta é trabalhar os mercados, sair do tradicional. Há o problema da quantidade, mas uma coisa vai puxando a outra. Não vamos contar com uma produção de grogue como a da cachaça brasileira. Não é possível. Mas podemos pensar em termos de valor que isso trará à economia cabo-verdiana", justificou.


O investimento das duas empresas portuguesas, que têm sido apoiadas pela Cabo Verde Investimentos, está avaliado, na primeira fase do projeto, em cerca de 25 mil contos cabo-verdianos (cerca de 227 mil euros), dependendo dos resultados para se avançar para outras áreas.


"Queremos olhar para a questão da internacionalização (das empresas cabo-verdianas) e acreditamos que, no futuro, os investimentos terão de ser reforçados, com outras exportações para a Europa e para mercados" onde a diáspora do arquipélago está mais concentrada, acrescentou.


A área dos serviços, disse Carlos Graça, poderá ajudar a criar "uma verdadeira política de exportações e de internacionalização da economia" cabo-verdiana.


"Mas isso vai passar pela forma como se promove, como se comunica. Estamos a apostar fortemente na imagem do produto. Se queremos ter a diferenciação não podemos banalizar. Temos de ter uma imagem muito vincada e de comunicar isso ao mercado. O mercado tem de perceber que são produtos de excelência", referiu.


Para Carlos Graça, é a "diversificação e a constância" que permitirão garantir o sucesso do projeto, que é pensado também "numa lógica de desenvolvimento local".


"O objetivo é criar produtos que sejam ícones e que tenham um alto valor acrescentado, com reflexo sobretudo na economia local e na internacionalização", disse.

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