sexta-feira, 27 de abril de 2012

Guiné-Bissau: China exorta comando militar a "restaurar Governo constitucional"



AC (RN) - Lusa

Pequim, 27 abr (Lusa) - A China exortou hoje os militares golpistas da Guiné-Bissau a "restaurarem o Governo constitucional" do país "o mais depressa possível".

"Esperamos que as partes envolvidas no golpe de Estado respondam prontamente aos apelos da comunidade internacional e tomem medidas práticas para resolver a situação interna o mais depressa possível através do diálogo e de consultas", disse um porta-voz do Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros (MNE), Liu Weimin, em resposta à agência Lusa.

O governo da Guiné-Bissau é assegurado desde o dia 12 de abril por uma junta militar que tomou o poder e prendeu o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, e o Presidente da República interino, Raimundo Pereira.

Questionado sobre o ultimato feito na quinta-feira pela Comunidade dos Estados da Africa Ocidental (CEDEAO) ao comando militar que tomou o poder na Guiné-Bissau, o porta-voz do MNE chines sublinhou: "A China sempre apoiou os esforços das nações e organizações regionais africanas para manter a paz, a estabilidade e integridade de África".

Na quinta-feira, os chefes de Estado da CEDEAO decidiram enviar 500 a 600 militares para a Guiné-Bissau e 3.000 para o Mali, para "estabilizar" a transição nestes países desestabilizados por crises político-militares.

Além do envio do contingente para a Guiné-Bissau, constituído por efetivos de pelo menos quatro países (Nigéria, Togo, Costa do Marfim e Senegal), a CEDEAO decidiu fazer um ultimato de 72 horas aos golpistas guineenses para se submeterem às exigências feitas, sob pena de sanções.

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