quarta-feira, 2 de Maio de 2012

Timor-Leste: PROTESTO DO DIA INTERNACIONAL DO TRABALHADOR




Jornal Digital - Foto em Sapo TL

Díli - Manifestantes atiraram pedras a oficiais da Polícia durante um protesto do Dia Internacional do Trabalhador, em frente ao Hotel Timor, esta terça-feira, 1 de Maio.

Na manifestação, ficaram danificados o pára-brisas de um carro de patrulha e uma janela do Hotel Timor.

O protesto foi organizado pelo sindicato dos trabalhadores STCST, socialista, e os manifestantes marcharam a partir da igreja Balidi, até ao Hotel Timor.

O conflito começou depois de os activistas chegarem a Colmera. A PNTL avisou que a manifestação era ilegal porque não teve conhecimento da acção.

Os coordenadores da Polícia e do STCST discutiram sobre a acção de protesto contra o gerente do Hotel Timor, Joaqim Perdigão, que demitiu recentemente quatro trabalhadores por terem roubado.

A Polícia Nacional deteve cinco pessoas que consideraram como os principais perpetradores da actividade ilegal, incluindo coordenadores do STCST, Helder Aleixo, Akita e Xisto Freitas, bem como duas trabalhadoras do Hotel Timor, que se manifestavam contra o gerente do estabelecimento.

O Comandante da Polícia do Distrito de Díli, Pedro Belo, e seus subordinados, tinham sido confrontados por insultos e agressões dirigidas aos agentes da PNTL.

O pára-brisas da viatura usada pelo comandante da operação, o Chefe superintendente Armando Montero, foi danificado por projécteis e o Hotel de Timor-Leste também sofreu danos.

Agentes da PNTL usaram armas, tendo disparado para o ar no sentido de acalmar a situação antes de a Unidade de Intervenção Rápida da polícia (UIR) agir com a detenção de várias pessoas.

O director do emprego da SEFOPE, Aniceto Leto Soro, afirmou que a manifestação foi ilegal por não ter sido apresentada uma carta de conhecimento à PNTL cinco
dias antes da acção.

«A acção é legal porque a lei diz que apenas os trabalhadores podem fazer greve, e não o sindicato», referiu Aniceto Leto, acrescentando que os manifestantes devem organizar as suas acções cuidadosamente de acordo com a regulamentação.

O comandante da PNTL do Distrito de Díli disse que os oficiais tinham razão em fazer as detenções porque a força policial considerou a demonstração como ilegal.

Um outro evento Dia Internacional do Trabalhador, organizado pela Confederação Sindical de Timor-Leste (KSTL) envolvendo trabalhadores de Díli, correu de forma pacífica e legal, com o conhecimento da PNTL.

O Presidente da KSTL, José da Costa, disse que a acção, que teve início no escritório da organização, em Mandarim, e terminou no Jardim da Paz, foi bem sucedida.

A Confederação Sindical de Timor-Leste exigiu que o Governo faça alterações no direito do trabalho e que as empresas melhoraram os salários dos trabalhadores, disse José da Costa.

(c) PNN Portuguese News Network

1 comentário:

Anónimo disse...

Pois é,

Parece-me que a policia, está a aprender umas coisas com a GNR, controlaram a situação e não desataram à porrada a toda a gente, como era hábito anteriormente.
Aqui todos têm culpa, os trabalhadores roubaram, acredito que sim e foram despedidos com justa causa, não se podem armar agora em vitimas e gerar esta confusão toda. O pais não pode permitir que 2 trabalhadores despedidos, prejudiquem os outros Timorenses.
O Perdigão e a Fundação Oriente, está na hora de reverem os salários dos trabalhadores e aumentar um pouco, garanto que não vão à falência.
Aqui a Lucrécia, sabe por experiência própria o quão dificil é pôr os Timorenses a trabalhar. Mas se estiverem motivados podem-se tornar em excelentes trabalhadores e o Hotel Timor tem excelentes trabalhadores.

Beijinhos da Querida Lucrécia