terça-feira, 1 de maio de 2012

YULIA TYMOSHENKO EM GREVE DE FOME




Após sofrer a violência no estabelecimento prisional, a ex-primeira-ministra ucraniana, Yulia Tymoshenko, anuncia a greve de fome.

Tudo começou quando o procurador da província de Kharkiv (onde se situa o estabelecimento prisional “Kachanivska”), Gennediy Tyurin, confirmou que durante a transferência da Yulia Tymoshenko para o hospital, ela foi objeto do uso da força física.

Serhiy Vlasenko, o advogado da Yulia Tymoshenko informou que desde dia 20 de abril, em sinal do protesto, ela está em greve de fome. Advogado confirmou que Tymoshenko tem hematomas e nódoas negras nas mãos e na barriga, tudo, em resultado da força usada contra ela durante o seu transporte coercivo para o hospital. Advogado também informou que perito em medicina legal, na presença do procurador e da direção do estabelecimento prisional confirmou a existência das lesões corporais e prometeu anota-los no seu processo médico. Serhiy Vlasenko anunciou o nome do executante do ataque contra Yulia Tymoshenko, o capitão Andriy N. Kovalenko, o vice – diretor do mesmo estabelecimento prisional, escreve a página ucraniana Glavred.info

A própria Yulia Tymoshenko conta como tudo aconteceu: “No dia 20 de abril, cerca das 21h00, três homens fortes entraram na minha cela. Eles me taparam com o cobertor e começaram-me puxar fora da cama, usando a força física bruta”. Tymoshenko resistia e por isso recebeu um forte murro no estômago, os seus pés e as mãos foram atados, ela foi levantada da cama e levada fora da cela dentro do cobertor. “Pensei que chegaram os últimos minutos da minha vida. Comecei gritar e pedir pela ajuda, mas não a recebi. Em algum momento desmaiei e só me recompus na cama do hospital”, conta Yulia Tymoshenko, relata a página ucraniana TSN.ua

O partido da Yulia Tymoshenko, BYUT, decidiu bloquear o Parlamento ucraniano de dia e de noite, exigindo a presença do Procurador-geral da Ucrânia no plenário. Um dos deputados do BYUT, Andriy Parubiy, escreve numa das redes sociais: “Decidimos bloquear a tribuna do Parlamento de dia e de noite”.

Difícil não concordar com o político, escritor, jornalista e agente – provocador Dmytro Korchynskiy, que escreve na sua página pessoal o seguinte: “Se eles tocaram Yulia com um só dedo, isso é muito mau e necessita de uma reação pública muito decidida. Se eles não têm medo de bater a ex-primeira-ministra, que possui um grande grupo parlamentar, que tem a proteção da Europa, que conta com a atenção especial da imprensa, então eles podem simplesmente matar os prisioneiros comuns”. E acrescenta: “Penso que agora vale a pena … lutar pelo castigo severo de todos, desde os guardas até o presidente”.


Sem comentários: