quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Italiana ENI aceita pagar mais-valias pela venda de lote de gás em Moçambique a chinesa

 

LAS – MLL - Lusa
 
A empresa italiana ENI, que prospeta um lote riquíssimo em gás natural em Moçambique, anunciou hoje ter aceitado pagar mais-valias de 301 milhões de euros ao Estado moçambicano, pela venda de uma quota a uma empresa chinesa.
 
O acordo foi negociado em Tete, no centro de Moçambique, durante um encontro, na terça-feira, entre o Presidente moçambicano, Armando Guebuza, e o patrão da ENI, Paolo Scaroni.
 
A empresa italiana, líder de um consórcio de prospeção de gás natural no norte de Moçambique, que integra a portuguesa GALP, comprometeu-se ainda a construir uma estação de energia de 75 megawatts, como contrapartida pela recente venda à China National Petroleum Corporation (CNPC) de uma quota de 28,57% da Eni East África, pelo valor de 3,1 mil milhões de euros.
 
Analistas citados pelas agências previam que o benefício de Moçambique poderia ser mais do dobro, de cerca de mil milhões de euros, se o país tivesse imposto à operação uma taxa de 32%, que recentemente utilizou para outras vendas.
 
Os dois dirigentes abordaram ainda o processo de reconstrução, pela ENI, da estrada que liga Pemba a Palma, esta a localidade que suporta as operações de prospeção ao largo da costa no norte de Moçambique, segundo a agência italiana AGI.
 
Com a nova composição de capital, o consórcio que opera na chamada Área 4 ficou constituído pela ENI (50%), CNPC (20%), GALP, KOGAS e ENH (todas com 10%).
 

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