sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

CPLP ADMITE ADIAMENTO DAS ELEIÇÕES NA GUINÉ-BISSAU

 


Lisboa, 14 fev (Lusa) -- O representante especial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para a Guiné-Bissau admite um adiamento de algumas semanas das eleições gerais, marcadas para 16 de março, e garantiu que o país vive um clima de tranquilidade.
 
De passagem por Lisboa, o brasileiro Carlos Moura, designado pela CPLP para acompanhar o processo eleitoral na Guiné-Bissau, afirmou à Lusa que "as perspetivas eleitorais são positivas".
 
Quer as autoridades guineenses quer a população "manifestam o desejo de que as eleições possam ser realizadas o mais brevemente possível", garantiu o responsável.
 
As eleições presidenciais e legislativas na Guiné-Bissau, que já estiveram marcadas para novembro do ano passado, estão agora previstas para 16 de março, mas atrasos no recenseamento eleitoral vão obrigar a um novo adiamento da votação.
 
O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), maioritário no parlamento guineense, quer as eleições a 04 de maio, enquanto a maioria das outras forças políticas defendem a data de 13 de abril.
 
Segundo Carlos Moura, o recenseamento está praticamente terminado, abrangendo mais de 90% da população.
 
"Os preparativos para as eleições correm dentro da normalidade. Se houver algum atropelo - o que é natural nestas circunstâncias - poderá haver um pequeno adiamento, talvez [as eleições se realizem] duas ou três semanas depois" de 16 de março, admitiu.
 
Carlos Moura garantiu que o país atravessa um "clima de tranquilidade", visível nos civis, nos militares, nas igrejas e nos representantes da comunidade internacional.
 
Questionado sobre que garantias há de que, após as eleições, será formado um novo governo, como tem apelado a comunidade internacional, Carlos Moura manifestou-se confiante que o processo permitirá devolver a normalidade democrática à Guiné-Bissau.
 
"Nos contactos com as autoridades guineenses, eu tenho a convicção de que as eleições serão realizadas democraticamente, com transparência e credibilidade, e que os eleitos tomarão posse sem atropelos, o governo será formado e a Guiné-Bissau voltará à normalidade democrática", afirmou.
 
Tal será "muitíssimo importante", defendeu o representante da CPLP, que sublinhou a necessidade de a comunidade internacional apoiar o povo guineense, "no sentido de possibilitar um acesso maior à educação, à cultura, a todos os meios que possam levar o país ao crescimento e ao desenvolvimento".
 
Nos contactos com as autoridades guineenses, eu tenho a convicção de que as eleições serão realizadas democraticamente, com trabnsparência, com credibilidade e que os eleitos tomarão posse sem atropelos e que o governo será formado e que a Guiné-Bissau voltará à normalidade democrática.
 
A Guiné-Bissau vive desde abril de 2012 um período de transição após o golpe de Estado. Desde então, Portugal e a CPLP não reconhecem o governo liderado por Rui de Barros.
 
JH - Lusa
 

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