quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Timorenses no estrangeiro vão poder votar pela primeira vez em 2017 - ministro



Díli, 21 set (Lusa) - Os timorenses que residam na Austrália e em Portugal vão poder em 2017, e pela primeira vez desde que Timor-Leste é independente, votar nas eleições presidenciais e legislativas, disse à Lusa o ministro da Administração Estatal.

"Desde que Timor-Leste é um país os timorenses fora nunca puderam votar. Fica assim registado que é com este Governo que isto vai acontecer pela primeira vez", disse, em entrevista à Lusa, Dionísio Babo.

Segundo explicou Babo, que é também ministro de Estado, Coordenador dos Assuntos da Administração do Estado, o processo de recenseamento vai estar aberto entre outubro e dezembro, para já apenas na Austrália e em Portugal, onde residem as maiores comunidades timorenses.

No caso de Portugal, explicou, estarão também abrangidos os milhares de luso-timorenses que estão a trabalhar na Inglaterra e Irlanda e que, para poder recensear-se, terão que fazê-lo em Lisboa.

"O processo de recenseamento vai arrancar em outubro. Para a votação, ainda estamos ainda a debater o melhor método", frisou, explicando que poderá ter que ser solicitado espaço em Lisboa ao Governo português para o ato eleitoral.

A única vez em que timorenses fora de Timor-Leste puderam votar ocorreu no referendo de 30 de agosto de 1999, ou seja antes da restauração da independência, não tendo podido participar em qualquer dos atos eleitorais conduzidos desde aí.

A decisão de avançar com o recenseamento eleitoral para os votos de 2017 foi tomada na última reunião de Conselho de Ministros.

Babo explicou que na Austrália se prevê que possa haver vários locais de registo e, posteriormente, de votação, estimando-se que residam no país cerca de 70 mil timorenses, incluindo "20 mil ou mais eleitores".

Em Portugal - contando com os cerca de 8.000 na Irlanda ou Inglaterra - poderá haver um universo de cerca de 20 mil pessoas.

ASP // VM - Foto em Kiakilir


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