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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

PR E PM TIMORENSES MANIFESTAM PESAR PELA MORTE DE MÁRIO SOARES




Mundo perdeu construtor da democracia e exemplo de tolerância - PR timorense

Díli, 09 jan (Lusa) - O Presidente timorense Taur Matan Ruak considerou hoje que a morte de Mário Soares representa a perda de um "construtor da democracia" e de um homem que continuará a ser exemplo inspirador de tolerância para as novas gerações.

"Timor-Leste perdeu um grande amigo. Os timorenses não esquecerão a solidariedade que este estadista português insigne nos demonstrou, durante os anos da luta de libertação", refere a carta de condolências que Taur Matan Ruak enviou a João Soares, filho mais velho de Mário Soares.

"Quero transmitir-lhe e a toda a família enlutada as mais sentidas condolências pelo falecimento do Dr. Mário Soares, de que tomei conhecimento com profunda tristeza e consternação", refere a carta.

O líder timorense recordou que enquanto Presidente da República, Mário Soares "colocou sempre em primeiro plano o direito dos timorenses à autodeterminação e chamou a atenção para as responsabilidades da comunidade internacional na criação de condições para a realização desse direito".

Com uma "reconhecida capacidade diplomática e política e autoridade inigualável de democrata", Mário Soares "ajudou a colocar a violação reiterada e sistemática dos Direitos Humanos do nosso povo na agenda internacional".

Taur Matan Ruak quis ainda destacar a importância de Mário Soares no plano internacional considerando que com a sua morte "o mundo perdeu também um construtor da democracia e um lutador tenaz e determinado".

Os combates de Mário Soares "em favor da tolerância, do diálogo e do exercício da cidadania inspiraram gerações de portugueses e deixam marca profunda na história de Portugal e da Europa" refere ainda o Presidente timorense.

"A memória de Mário Soares, enquanto ativista da democracia e estadista, e os seus êxitos e realizações notáveis continuarão a ser uma poderosa inspiração para as novas gerações, quando é necessário afirmar a vivência de sociedades abertas e tolerantes, contra a violência e o extremismo", refere ainda a carta de condolências.

O Presidente da República timorense, Taur Matan Ruak, atribuiu no ano passado a Mário Soares o Grande Colar da "Ordem de Timor-Leste", como "profundo reconhecimento" pela "solidariedade e apoio ativo" na luta pela independência.

Numa cerimónia em Lisboa em outubro do ano passado, em que foi também condecorado Jorge Sampaio, o líder timorense manifestou "o profundo reconhecimento pelo humanismo, as inúmeras expressões de solidariedade e o apoio ativo com que [Soares e Sampaio], ao longo dos anos, alimentaram a luta pela liberdade, autodeterminação e independência de Timor-Leste".

Mário Soares morreu no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa, onde estava internado há 26 dias, desde 13 de dezembro.

O Governo português decretou três dias de luto nacional, a partir de hoje.

O corpo do antigo Presidente da República vai estar em câmara ardente no Mosteiro dos Jerónimos a partir das 13:00 de segunda-feira, e o funeral realiza-se a partir das 15:30 de terça-feira, no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa.

Nascido a 07 de dezembro de 1924, em Lisboa, Mário Alberto Nobre Lopes Soares, advogado, combateu a ditadura do Estado Novo e foi fundador e primeiro líder do PS.

Após a revolução do 25 de Abril de 1974, regressou do exílio em França e foi ministro dos Negócios Estrangeiros e primeiro-ministro entre 1976 e 1978 e entre 1983 e 1985, tendo pedido a adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), em 1977, e assinado o respetivo tratado, em 1985.

Em 1986, ganhou as eleições presidenciais e foi Presidente da República durante dois mandatos, até 1996.

ASP//ISG

Timor-Leste perdeu um dos seus melhores amigos - PM timorense

Díli, 08 jan (Lusa) - A morte de Mário Soares representa a perda de um dos "melhores amigos e defensores de Timor-Leste" e um dos líderes que mais apoiou a luta pela independência, disse à Lusa o primeiro-ministro timorense.

"Timor-Leste perdeu um dos seus melhores amigos e defensores. Paz à sua alma e as mais sentidas condolências à família e ao povo português", disse Rui Maria de Araújo.

"Lamentamos a sua partida, mas a existência de Timor-Leste como Estado e Nação é testamento da grandiosidade de Mário Soares que desde os momentos mais difíceis da luta pela autodeterminação de Timor-Leste na década dos oitenta soube ser solidário e defensor dos direitos do povo maubere", sublinhou.

O Presidente da República timorense, Taur Matan Ruak, atribuiu no ano passado a Mário Soares o Grande Colar da "Ordem de Timor-Leste", como "profundo reconhecimento" pela "solidariedade e apoio ativo" na luta pela independência.

Numa cerimónia em Lisboa em outubro do ano passado, em que foi também condecorado Jorge Sampaio, o líder timorense manifestou "o profundo reconhecimento pelo humanismo, as inúmeras expressões de solidariedade e o apoio ativo com que [Soares e Sampaio], ao longo dos anos, alimentaram a luta pela liberdade, autodeterminação e independência de Timor-Leste".

"Ambos fizeram contribuições fundamentais para a existência de Timor-Leste livre e para a amizade fraternal entre timorenses e portugueses", destacou o chefe de Estado timorense, depois de entregar as insígnias ao antigo Presidente Jorge Sampaio e a João Soares, que representou o seu pai, o ex-chefe de Estado Mário Soares.

Mário Soares morreu no sábado, aos 92 anos, no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa, onde estava internado há 26 dias, desde 13 de dezembro.

O Governo decretou três dias de luto nacional, a partir de segunda-feira.

Soares desempenhou os mais altos cargos no país e a sua vida confunde-se com a própria história da democracia portuguesa: combateu a ditadura, foi fundador do PS e Presidente da República.

Nascido a 07 de dezembro de 1924, em Lisboa, Mário Alberto Nobre Lopes Soares foi fundador e primeiro líder do PS, e ministro dos Negócios Estrangeiros após a revolução do 25 de Abril de 1974.

Primeiro-ministro entre 1976 e 1978 e entre 1983 e 1985, foi Soares a pedir a adesão à então Comunidade Económica Europeia (CEE), em 1977, e a assinar o respetivo tratado, em 1985. Em 1986, ganhou as eleições presidenciais e foi Presidente da República durante dois mandatos, até 1996.

ASP // FV.


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