segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

O ILHÉU COELHO, O PRÍNCIPE DA PONTINHA E O BAILINHO DA MADEIRA, DEIXEM PASSAR…

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EIS A MOSTRA DO SISTEMA ABUNDANTEMENTE AVACALHADO ONDE QUEM SE LIXA É SEMPRE O MEXILHÃO


Mário Motta, Lisboa

O deputado da Assembleia Regional da Madeira, José Manuel Coelho, airoso e conflituoso mas divertido e tantas vezes original, foi condenado a prisão pelo tribunal. O “crime” foi a prática de mais uma das suas “barracadas”. Elas são tantas que já nem dá para memorizarmos. Prisão? José Coelho disse logo que “nem pensar”. Meu dito, meu feito. Já encontrou modo de se refugiar em “país” seguro e assim aplicar o “prisão nem pensar”. Pediu asilo ao Principado da Pontinha, um ilhéu na Madeira, a 70 metros do Funchal e isolado por mar. Território independente em que o Príncipe da Pontinha é quem pode e manda. Ora como ali manda quem pode, o príncipe já deu asilo a José Manuel Coelho com todos os requintes legais, cartão de cidadão do principado e o que mais seja necessário.

Está-se mesmo a ver que estamos todos a rir que nem hienas. Até os olhos ficam marejados por causa desta situação insólita. Dirão alguns que rimos por causa "daqueles marados". Não só o deputado Coelho mas também o príncipe, senhor e dono do calhau que é o ilhéu diminuto… Mas principado. Legalmente outro país. E esta?!

Para saber sobre a história do principado acesse aqui. Para saber sobre os tais “marados”, o príncipe e o deputado Coelho tem muito por onde pesquisar. E não os veja como “marados” mas sim dois homens que gozam com este sistema putrefacto e se divertem a mostrar comprovadamente que o rei vai nu – que é como quem diz ou canta: “deixem passar esta linda brincadeira, vamos cantar e bailar a modinha da madeira…”

Abençoados ilhéus, mestres de colorir de ridículo os emproados que - a não ser à força – têm de comer e calar. Se for à força… Lá conspurcam uma vez mais a democracia e a legalidade. O costume de um país onde prendem cidadãos sem fazerem prova da prática de crime, sem acusação. E ao fim de quase quatro anos tudo se mantém na mesma, na dita investigação… Quem? José Sócrates, dos que são da mó de cima. Muitos outros haverá, mas desses nem se fala. São plebeus. Zés Ninguém. Não são colunáveis. Não vendem. Não fazem manchetes… Democracia? Justiça? Liberdade? Pois.

A José Sócrates ainda vão ter de indemniza-lo, e muito bem!

Quem se lixa é o mexilhão, sempre!

Segue-se a peça sobre Coelho, cidadão do Principado da Pontinha.

José Manuel Coelho pediu asilo político... ao ilhéu da Pontinha

O deputado madeirense não quer cumprir a pena a que foi condenado

O Tribunal da Relação de Lisboa condenou José Manuel Coelho a uma pena de prisão efetiva, com possibilidade de ser cumprida ao fim de semana, num processo interposto pelo advogado António Garcia Pereira. Agora, o deputado madeirense pediu asilo político ao autoproclamado ilhéu da Pontinha.

“Venho para aqui, refugio-me aqui, e a polícia da República portuguesa não me pode prender, o mandado de captura aqui não funciona porque isto não é território nacional, isto é um principado independente e reconhecido pelas várias instâncias internacionais e aqui estou a salvo”, explicou em declarações à TVI.

Já Renato Barros, autoproclamado príncipe do ilhéu, recebeu o deputado de braços abertos e prometeu defendê-lo. “Aqui a polícia portuguesa não entra, só se entrar à força, naturalmente, porque eles sabem que não podem entrar.

Recorde-se que José Manuel Coelho recorreu da decisão para o Supremo Tribunal de Justiça.

Inês André de Figueiredo – Notícias ao Minuto

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