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quinta-feira, 30 de março de 2017

UNIÃO AFRICANA E NOVOS DESAFIOS


O continente africano tem sido cenário de diversos problemas, entre os quais avultam as crises humanitárias provocadas por conflitos armados e pela fome e o terrorismo. A Organização das Nações Unidas tem apelado reiteradas vezes para que a comunidade internacional vá em socorro de milhões de africanos, que podem morrer de fome, se não for organizada uma campanha de ajuda urgente a pessoas que nada têm para se alimentar.

Perante o cenário de crise humanitária, espera-se que a União Africana (UA) tome medidas adequadas, de modo a conciliar esforços da ONU, no sentido de se salvarem milhões de africanos que passam fome por motivo da seca que assola várias regiões do continente.

Que a União africana continue a apresentar ao mundo a situação catastrófica de muitos africanos, de modo a mobilizar recursos financeiros destinados àqueles que neste momento precisam de ajuda internacional. 

A união tem de fazer força. A União Africana tem de ter força suficiente para conseguir a ajuda internacional necessária, de modo a acudir as vítimas da seca. Se nós africanos estivermos unidos, melhores resultados obteremos no campo da ajuda humanitária. 

Temos de ser nós, africanos, a manifestar preocupação, com a má sorte dos nossos irmãos que sofrem nas regiões afectadas pela seca ou por conflitos armados. Tem de se fazer sentir mais a presença da União Africana nas situações de crise. 

Que haja vontade política dos líderes africanos que estão no poder para traçarem estratégias que possam viabilizar acções destinadas a pelo menos, atenuar o sofrimento de muitos africanos vítimas da seca. Num momento em que podem morrer de fome milhões de pessoas, os africanos, em particular, os estadistas dos diferentes países do continente, não devem ficar indiferentes. As crises humanitárias, por mais complexas que sejam, devem preocupar todo o mundo. A vida humana é um bem fundamental. Todo o esforço que se faça para salvar vidas humanas é sempre bem-vindo.

Ontem a África uniu-se, no quadro da OUA (Organização de Unidade Africana), para combater o colonialismo e libertar o continente da opressão e da exploração. Hoje, a União Africana tem outros desafios, e um deles é o de promover o desenvolvimento dos povos do continente. O caminho a percorrer para se chegar ao desenvolvimento não vai ser curto, nem vai ser fácil. Temos ainda, nós, africanos, de superar muitos obstáculos.

 Além de ter de atacar de imediato aquelas situações que ocorrem de tempos em tempos, como o fenómeno da seca, a União Africana tem de fazer face a problemas de instabilidade política que ainda ocorrem em vários países do continente. 

Os problemas de instabilidade existem em África, e os políticos do continente não devem ignorá-los. Têm de os enfrentar, para que se consigam soluções viáveis, que conduzam à paz e à segurança duradouras. É lamentável que países que alcançaram as suas independências há mais de 50 anos continuem a viver crises políticas.

Temos no continente africano estadistas com grande sabedoria e experiência. Que estes estadistas estejam na linha da frente para a busca de fórmulas que possam fazer com que todo o continente esteja pacificado. É verdade que não se trata de tarefa fácil, sobretudo num continente em que estão em jogo interesses diversos e antagónicos.

 Mas os líderes africanos, perante a complexidade dos problemas, não devem desistir de encontrar soluções para os mesmos. Milhões de africanos depositam confiança na capacidade dos nossos estadistas na resolução de muitos problemas que a África enfrenta.

Costuma-se dizer que África é um continente de muitas oportunidades. Mas estas podem perder-se se não houver paz e estabilidade no nosso continente, que tem imensos recursos que, em condições normais e com as economias a crescerem, podem proporcionar aos seus habitantes maior bem-estar.

No quadro da União Africana muita coisa pode ser feita pelos estadistas africanos para superar problemas, como os conflitos armados e as crises políticas. A União Africana pode dar um grande contributo ao desenvolvimento do continente, por via dos seus órgãos que tratam de assuntos diversos, como a paz e segurança, recursos humanos, infraestruturas e energia, assuntos económicos e sociais, economia rural e agricultura, ciência e tecnologia, comércio e indústria. 

Este é um ano de muito trabalho para a União Africana. Os africanos têm esperança de que a UA venha a ser mais interventiva em vários domínios, nomeadamente no que diz respeito à gestão e resolução de conflitos em África. A paz e a estabilidade são essenciais para que o nosso continente enverede definitivamente pelo desenvolvimento. Vale a pena fazer alguma coisa em prol do progresso de África. Os povos africanos já sofreram muito. Que os estadistas africanos não poupem esforços para criar as condições que permitam aos africanos uma vida digna.

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