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domingo, 18 de junho de 2017

PORTUGAL A ARDER E DE LUTO | PORTUGUESES A SEREM DEVORADOS PELAS CHAMAS



NÚMERO DE VÍTIMAS AUMENTA PARA 60, DOS FERIDOS GRAVES É DE ESPERAR MAIS VÍTIMAS MORTAIS



A IMPOTÊNCIA, A TRISTEZA E AS SAUDADES, O LAMENTO POR AQUELES QUE PERECERAM

Está a ocorrer desde ontem um fogo dantesco na região de Pedrógão Grande, distrito de Leiria. As atualizações de vítimas vai crescendo de número, principalmente as vítimas mortais. Apresentaremos no PG as atualizações que considerarmos pertinentes para manter um resumo abrangente do que está a acontecer nesta tragédia na zona centro do país. Infelizmente este será o nosso mais triste destaque do dia.

Para as vítimas e para as famílias enlutadas vai todo o nosso sentir e lamento pelas perdas dos seus entes mais queridos. Este sentir triste e impotente que nos invade é justamente alargado a todas as populações afetadas, que são imensas. A vida vai continuar para todos vós, agora repletas das muitas saudades dos amados que pereceram. Estamos convosco em espírito, compatriotas de Pedrogão, Figueiró dos Vinhos e arredores. (PG)





Incêndio em Pedrógão Grande faz 58 mortos e 54 feridos

Aumentou para 58 o número de vítimas mortais, no incêndio em Pedrógão Grande. Secretário de Estado apela às populações "que não tentem ir ver o fogo".

Subiu para 58 o número de vítimas mortais enquanto o número de feridos foi revisto para 54, dos quais oito são bombeiros voluntários, quatro em estado grave, na sequência do incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande, este sábado.

No balanço feito às 12h00, junto ao posto de comando, o secretário de Estado da Administração Interna Jorge Gomes indicou que existem quatro frentes ativas, duas delas ainda a arder com bastante violência. Outras duas frentes estão, segundo o governante, a ceder perante os esforços dos bombeiros.

Jorge Gomes fez ainda um apelo às populações para que não tentem ir ver o fogo. "Mantenham-se sossegados nas suas casas porque esta tragédia aconteceu também pela curiosidade", adiantou.

Às 11h00, visivelmente emocionado, Jorge Gomes apontou os locais em que estão a ser encontradas as vítimas mortais, na Estrada Nacional 236.1, que faz a ligação ao Itinerário Complementar (IC) 8. "Foram encontradas 30 pessoas em viaturas e 17 fora das viaturas ou nas margens da estrada e em ambiente rural foram encontradas 10 vítimas mortais", disse.

Na Santa Casa da Misericórdia de Pedrógão Grande está instalado um ponto de acolhimento e de informação onde estão elementos da Segurança Social que prestam "toda a ajuda, apoio e esclarecimentos possíveis".

O secretário de Estado da Administração Interna sublinhou ainda que não há agora nenhuma localidade em risco. Foi também declarado estado de emergência máximo.

António Costa falava esta madrugada, na "maior tragédia humana nos últimos anos" e anunciou reforço de meios para este domingo. Dois Canadair espanhóis vêm ajudar os bombeiros portugueses no combate a este incêndio, a partir das 8h.

De acordo com a Proteção Civil, vão ser ativados oito geradores para colmatar a falta de eletricidade na zona.

Alguns populares foram obrigados a abandonar as suas casas em zonas mais remotas de Pedrógão Grande.

O Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa deslocou-se ao local do incêndio cerca das 00:40 e, depois de ouvir um ponto da situação, deixou, em primeiro lugar, as condolências às famílias das vítimas.

O chefe de Estado fez também questão de deixar uma palavra de "gratidão e conforto" a todos os que estão envolvidos no combate ao incêndio, dizendo referir-se a bombeiros, Proteção Civil, GNR ou Exército.

O fogo começou nos Escalos Fundeiros, no norte do distrito, e já obrigou ao corte do Itinerário Complementar 8, bastante a sul daquela ignição.

A ausência de eletricidade e de comunicações está a preocupar a população, que, contactada pela Lusa, vê o vento forte a tornar-se adversário no combate às chamas.

TSF  - atualização permanente | Notícias áudio em direto

SURPREENDIDOS DENTRO DOS AUTOMÓVEIS SÃO AINDA A MAIOR PARTE DAS VÍTIMAS, TENTAVAM FUGIR AO FOGO. ALGUNS, EM PÂNICO, SAÍRAM DOS CARROS E OS SEUS CORPOS CALCINADOS FORAM ENCONTRADOS NAS BERMAS DAS ESTRADAS








NÚMERO DE MORTOS EM PEDROGÃO GRANDE SOBE PARA 62. TRÊS DIAS DE LUTO NACIONAL

Especialista diz que incêndio é dos mais graves do mundo

O especialista em incêndios florestais Xavier Viegas revelou hoje que terá sido a "rápida propagação" do incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande que conduziu às várias mortes.

O professor universitário acrescentou, ainda, que a falta de limpeza das florestas e da envolvente das casas, bem como as características do terreno, terão contribuído para a extensão deste incêndio com vários focos, apesar de se suspeitar que a causa foi uma trovoada seca.

"Tudo leva a crer que a propagação do fogo foi muito rápida, não tenho a certeza, mas a indicação que tenho é que terá havido vários focos de incêndio, não necessariamente por causa humana, há possibilidade de ter sido causado por uma trovoada seca e, quando isso acontece, pode haver vários focos ao mesmo tempo em diferentes lugares e aí torna-se extremamente difícil controlar todas as situações", explicou à Lusa.

Esta situação aliada à vegetação e ao "estado de secura muto grande" em que se encontra, e a um terreno "muito complicado", como é o circundante do IC8, com ravinas e desfiladeiros muito acentuados, "dá origem a comportamentos do fogo que facilmente surpreendem as pessoas".

Ainda a avaliar a dimensão da tragédia humana, Xavier Viegas adianta já que este é o incêndio "mais importante de que tem conhecimento".

"E, claramente, pela repercussão que está a ter, mesmo a nível internacional, penso que é um dos maiores incêndios, dos mais graves, dos últimos anos na Europa, se não no mundo", até mesmo pelo "número de vítimas, pela rapidez com que se desenvolveu e como estas vítimas foram causadas".

Para o especialista, este acontecimento deveria chamar a atenção para "muita coisa que é preciso fazer no nosso país para melhorar a segurança das pessoas e evitar que este tipo de acidentes ocorra".

Nesse sentido, Xavier Viegas e a sua equipa de investigação que trabalha no problema da segurança das pessoas vão "procurar estudar o mais possível aquilo que aconteceu para retirar destas circunstâncias todas as lições que for possível retirar", procurar "aprender com elas e, se possível, no futuro evitar que este tipo de acidentes ocorram".

Quanto às razões que justifiquem que tantas pessoas tenham sido apanhadas pelo incêndio dentro dos carros no IC8, o investigador reconheceu não saber explicar, até porque ainda não tem os dados todos, mas sublinha que, daquilo que se apercebe, a principal razão é que "tudo se passou muito depressa".

"A experiência que tenho destes terrenos é que o fogo se propaga com muita rapidez: de um momento para o outro. As pessoas podem pensar que estão em segurança, que há condições para passar e podem ser surpreendidas na curva".

Outro aspeto importante é que nem sempre é fácil estar a cortar o acesso (nas estradas) a toda a gente, porque "há pessoas que residem por aqui, há casas por todo o lado e, infelizmente, pode sempre haver gente que de um momento para o outro pega no seu carro e se faz a estrada".

"Como digo, não sei quais as circunstancias aqui, mas ao que julgo saber houve várias outras vítimas para além deste aglomerado que houve aqui num dado ponto da estrada próximo de Castanheira de Pera, mas pode haver pessoas que se metem nos carros e sem as autoridades terem conhecimento", afirmou.

Independentemente da imprevisibilidade que este tipo de incêndios sempre acarreta, há uma série de fatores previsíveis e preveníveis, que passam por limpar as florestas, dar mais condições de proteção às casas, que as pessoas tenham mais cuidado na limpeza da envolvente das casas, para que possam estar seguras, ter indicações de quando podem e não podem, ou não devem, fazer-se à estrada, "porque há circunstancias em que, de facto, não é um meio seguro, quer para bombeiros quer para civis", considerou.

Partindo deste episódio, Xavier Viegas antevê um ano complicado, sobretudo se as condições meteorológicas persistirem, mas sublinhou que as pessoas podem fazer alguma diferença.

"Diria que, infelizmente, estamos no começo do período dos incêndios e não estamos a começar nada bem. Se as condições meteorológicas não mudarem é de esperar que tenhamos este tipo de situações. Agora o que pode e deve mudar é o comportamento das pessoas".

Diário de Notícias | Lusa





PG MANTÉM ATENÇÃO PERMANENTE SOBRE A TRAGÉDIA QUE A TODOS ENLUTA MAS ACONSELHAMOS QUE A ATUALIDADE SOBRE PEDROGÃO E ZONAS LIMITROFES SEJA ACOMPANHADA NA COMUNICAÇÃO SOCIAL DE PORTUGAL.

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